Especial – Macapá 253 anos

O ano é 1962 – Lembra quando Macapá era assim? Lembra da Doca da Fortaleza?
Foto: contribuição da leitora Dayse Pelaes

Esta semana o blog homenageia Macapá – que dia 4 completa 253 anos. Vamos fazer juntos esta homenagem? Mande fotos (antigas e atuais), poemas, trovas, crônicas, historinhas, causos, enfim o que você tiver para mostrar ou contar sobre Macapá.

  • v. Cora de Carvalho. Gosto muito daquela cidade por tudo. Vou procurar adquirir esse livro que é um verdadeiro documentário, por sinal, bem elaborado haja vista ter sido objeto de dissertação acadêmica de uma estudiosa daquela linda terra. Obrigado.

  • Nasci e me criei nas proximidades da Fortaleza de São josé. Eu morava na Av. Coaracy Nunes, próximo à Rua São José e meus avós, na baixada da “Mucura”. Esta foto me faz lembrar da infância. Meu avô, “Cazuza”, vendia garapa com donzela em uma barraquinha localizada na doca, bem ao lado da Fortaleza. Eu ia sempre tomar a garapa do meu avô e gostava de ver toda aquela movimentação de barcos cheios de mercadorias que chegavam na doca.
    Falando em garapa, não dá para esquecer do seu “Brotinho”, que era vizinho nosso e tinha uma garapeira famosa. Guardo boas lembranças daquele tempo.

  • Claro que lembro! Meu pai, conhecido como BATORÉ, na época era chefe da fiscalização da Doca. Ia muito visitá-lo na hora do trabalho.
    Deuzuíte

  • Me lembrou essa foto um episódio. – Tinham uns carroceiros que faziam fretes dos produtos que as pessoas traziam das ilhas do Pará. Eles ficavam estcionados com suas carroças puxadas por éguas, burros, cavalos, etc, logo próximo da beira.E tinha um sujeito carroceiro que atendia pela alcunha de “Mucura”. Todos ali quae oi conheciam. Esse sujeito deu uma de galã pra cima de uma senhora que desembarcava – Ô coisa que mãe queria lá em casa com seu filho Mucura! Passados alguns dias um outro sujeito chega na Doca, lá na Beira e grita para os carroceiros – Quem é o Mucura? Aí o Mucura – Pronto Patrão. Quantas carradas? – Lá vai a primeira… Plafti (Sapecou um tapa na cara do pobre do Mucura). Era o esposo da dita senhora que o Mucura tinha galanteado. São Histórias.

  • Oi, Alcinéa.

    Para melhor entendimento do processo de urbanização que culminou na extinçao da Doca e aterramento do Igarapé da Fortaleza, sugiro aos amigos do blog a leitura do livro “Na ilharga da Fortaleza, logo ali na Beira, lá tem o regatão: os significados dos regatões na vida do Amapá – 1945 a 1970”, do historiador amapaense Paulo Marcelo Cambraia da Costa.

    O livro, resultado de sua dissertação de mestrado na PUC/SP, 2007, foi lançado pela editora Açaí, Belém, 2008. Nele, o professor Cambraia analisa os regatões como estudo de um modo de vida e sua importância para o homem amapaense interiorano, o atracamento das canoas na Doca do Canal da Fortaleza, e o discurso e a prática dos governantes do Território do Amapá em construir estradas de rodagem. Nesse contexto, os regatões desapareceram e o Canal da Doca foi aterrado.

    Não sei se o livro está à venda em Macapá; encontrei-o por acaso em Belém no bloco onde estudo (História). Em todo o caso, aí vão algumas informações caso alguém se interesse:

    Editora Açai: telefones (91)3226-8108, 8203-4677; e-mail: editoraacai@gmail.com; site: http://www.editoraacai.com.br

    Segundo consta na segunda orelha do livro, o professor Paulo Marcelo Cambraia é professor na rede pública estadual e docente do curso de história da Faculdade de Macapá-FAMA.

    O texto da dissertação também pode ser baixado da internet, poi está no domínio público. Site:
    http://dominiopublico.qprocura.com.br/dp/61447/na-ilharga-da-fortaleza-logo-ali-na-beira-la-tem-o-regatao-os-significados-dos-regatoes-na-vida-do-amapa-1945-a-1970.html

    De acordo com o blog “Papel de Seda”, o livro foi lançado em Macapá no SESC Centro (Pe. Júlio com Gal. Rondon), em 28 de novembro de 2008.

    http://novopapeldeseda.blogspot.com/2008/11/na-ilharga-da-fortaleza.html

    Um abraço.

  • Concordo com o João Maciel, meu irmão, saudades dos bons tempos,quando haviamos o orgulho de falar do nosso patromônio historico, que hoje ficaram apenas na lembrança. Onde estão: a antiga prefeitura de Macapa, o Forum, a Igreja de S. José e tantos outro que foram masssacrados, aonde esta a memoria Historica da nossa TERRRA.Nea te envio um mail.

    • Estou fazendo o possível para recuperar essa memória, pois caso não nos apressarmos o tempo apagará essas lembranças que são a história do nosso Amapá.

  • Que bom, Dayse, contribuir com fotos antigas. Vc que já é mestra na poesia, partilha conosco de seletivo momento histórico amapaense. Deus te ilumine por ajudar a contar a história deste nosso pedaço de chão. Que a nossa Embaixadora Cultural seja sempre provida dessas relíquias, a fim de nos proporcionar momentos intermináveis de felicidade.

  • Aqueles paneiros de farinha, no chão, me lembram quando frequentava esse lugar, ao lado de meu pai. Observava meu pai e outros frequentadores comprando farinha e outros produtos nas canoas que ali “encostavam”. Havia até uma prova da farinha (hoje chamam de degustação). Como diz o João, permanece até hoje.
    Um abração, amiga, extensivo à Dayse por nos permitir apreciar mais esta imagem da Doca.

  • Êi João, vórta pra cá! Aqui sentirás a maior e mais duradoura felicidade. Será maravilhoso te receber nessa data. Vamos brindar, MACAPÁ! E COM O NOSSO DINHEIRO!

    • Cleo, gostaria de estar ai,e, na próxima oportunidade faço uma surpresa, é muito bom rever pessoas como vc. Um grande abraço

  • Amiga obrigado pela postagem! é que esta garotinha aí sou eu Dayse Pelaes, minha avó Antonia Pelaes já falecida e meu tio Domingos Pelaes.E como o João Maciel, a Doca também fez parte da minha infância,adolescência, até o incêndio destruir tudo. Mas continuo firme e forte; bybyby

  • Olá Alcinéa.
    Vejamos bem eu não tenho historia pra contar mas posso expressar pra você o meu sentimento por MACAPÁ.

    Me sinto um homem feliz e realizado pois tenho a certeza de que macapá é o melhor lugar para se morar e ganhar dinheiro, eu disse morar e ganhar dinheiro; Não temos um grande shopping, cinemas 3D, Praias, Resorts ou Beach parks, mas temos a paz que essas grandes cidades não tem, e isso já é muito importante e graças a Deus ainda não tivemos um prédio que fosse abaixo,Onibus incendiado, sequestros, Macapá ainda não é um diamante porque não foi lapidada ta sendo “Detonada” sei que pode e vai demorar um pouco pra um gestor e seus secretários lapidarem essa jóia que se chama Macapá e que se encontra na mina Amapá.

    agora escrevo algo que sinto por minha Macapá que me acolheu quando tinha apenas 4 anos…

    Macapá nem mesmo Afrodite é mais bela que você dona do meu coração, se me ordenares seria capaz de apagar a chama que aquece o reino dos mortos só para te provar meu amor, mataria Poseidon para que você pudesse reinar em seu lugar, cortaria os pulsos e daria meu sangue por você, e mesmo assim não me quiseres eu te amarei minha linda flor de Giz.

  • A Doca fez parte da minha infância, adolescência, e permanece até os dias de hoje bem viva na minha lembrança.Como é bom sentir saudades da minha terra querida.

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