Laudo Suíço

Hoje é dia do Laudo Suíço (1º de dezembro de 1900)
Aloisio Menezes de Cantuária, especial para o blog

O Laudo Suíço foi a sentença dada em favor do Brasil, na disputa entre Brasil e França, por uma área do atual Estado do Amapá (entre os rios Oiapoque e Araguari), na Questão do Amapá ou do Contestado. Essa questão se arrastava desde a época colonial. O Tratado de Utrecht (1713), assinado entre França e Portugal, estabelecia o rio Vicente Pinzón ou Oiapoque como fronteira entre a Guiana Francesa e o Amapá (na época, vinculado ao Estado do Maranhão e Grão-Pará).
A descoberta de ouro na região do rio Calçoene por volta de 1895 reavivou o interesse da França pela região. O governo francês questionou os limites, alegando que o rio Vicente Pinzón não era o Oiapoque, e sim o rio Araguari, mais ao sul. Foi nesse contexto que o paraense Francisco Xavier da Veiga Cabral, o Cabralzinho, tornou- se o “herói do Amapá” ao matar, em Amapá, o tenente Lunier, comandante de um destacamento francês, em Amapá.

Os conflitos decorrentes da disputa fizeram com os governos brasileiro (herdeiro do império português) e o francês submetessem a questão à arbitragem do governo suíço. No dia 1º de dezembro de 1900 o governo suíço deu ganho de causa ao Brasil.
O defensor do Brasil na questão do Amapá em Berna foi o Barão do Rio Branco.
Lembrando o fato, em Belém a atual av. João Paulo II durante muito tempo era conhecida por 1º de Dezembro (na época, o Amapá era município paraense).
No Amapá, não me lembro de nenhum logradouro homenageando a data, exceto, indiretamente, a Praça Barão do Rio Branco, numa alusão aos esforços desse diplomata do Império que ainda continuou prestando serviços à nascente República.

  • Alcineia, tem o bairro Cabralzinho em Macapá. Creio que seja uma homenagem “indireta” ao esforços do “Herói do Amapá”, assim como a referido praça.

  • Alcinéa.
    Estou tomando a liberdade de publicar esse seu artigo sobre o Laudo Suiço, no jornal Umuarama Ilustrado (www.ilustrado.com.br), de Umuarama, Estado do Paraná.
    Escrevo no Ilustrado há mais de 10 anos. E, hoje (30.11), estava pensando o que escrever, lembrei-me do dia 1º de dezembro de 1900. As minhas matérias versam sobre a área cristã e terapêutico-pastoral.
    Passei a minha infância em Macapá. Amo História. Minha família toda reside em Macapá.
    A minha matéria é publicada todo domingo no Ilustrado.
    Grato
    Deus a abençoe ricamente.
    Prt. Edson Castro

  • Muito bacana, eu desconhecia o fato. Você foi muito feliz no texto, enriquecedor e questionador. Amigo homenagem bonita é o nome da mais nova ponte nova do Amapá, do aeroporto internacional de Macapá… coisa de primeira hehehehe.

  • Obrigado, Aloisio! Vc acaba de escrever mais um cap´pitulo da nossa história. Sim, porque a era digital não deixará que os que virão esqueçam esses importante fato. Parabéns!

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