Nota do DCE da Unifap

NOTA DO DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ – DCE/UNIFAP À COMUNIDADE AMAPAENSE SOBRE OS RECENTES ACONTECIMENTOS COM RELAÇÃO À IMPLANTAÇÃO DO NOVO SISTEMA DE BILHETAGEM ELETRÔNICA.

Historicamente o Movimento Estudantil empunhou e empunha a bandeira do transporte coletivo digno, socialmente referenciado e acima de tudo, HUMANIZADO. Desse modo, congregam em sua pauta todas as questões que permeiam esse tema, sendo uma das principais o DIREITO À MEIA-PASSAGEM ESTUDANTIL. Não só esse direito deve ser garantido, mas, fundamentalmente, deverão ser disponibilizados todos os mecanismos necessários ao pleno exercício deste. Nesse sentido, o DCE/UNIFAP posiciona-se e ressalta alguns pontos relevantes, sobre os fatos ocorridos (desde o último dia 10), aos usuários da meia-passagem, serviço hoje, ainda gerenciado pelo Sindicato das Empresas de Transporte do Amapá – SETAP. São eles:

1. Existe total e notória INCAPACIDADE do SETAP em gerenciar e executar os serviços que hoje ainda lhes compete e isso está expresso no caos em que se transformou, nos últimos dias, a sede do sindicato.

2. Desde sempre, não houve transparência alguma por parte do SETAP em relação aos serviços que são de sua execução. Transparência esta, inexistente tanto para com a Prefeitura Municipal de Macapá – PMM, quanto para a população amapaense. O SETAP não está sujeito a qualquer que seja a fiscalização e desse modo, age como bem entende.

3. A administração pública (nas figuras da PMM e Empresa Municipal de Transportes Urbanos – EMTU) sempre esteve omissa e conivente com tal situação, abstendo-se de interferir incisivamente no problema.

4. Todos os serviços que hoje ainda são ofertados pelo SETAP, deveriam ser de execução da Prefeitura Municipal de Macapá (como bem determinou o Ministério Público), auxiliada pelo órgão competente e devidamente preparado para tal, neste caso, a EMTU.

5. É INADIMISSÍVEL que a classe empresarial vitime os estudantes, seja os fazendo passar por transtornos, seja restringindo e dificultando seu acesso ao direito de MEIA-PASSAGEM.

6. É fundamental a otimização e modernização do sistema de bilhetagem eletrônica, mas que estas sejam executadas com responsabilidade, planejamento, praticidade e acima de tudo: RESPEITO A TODOS AQUELES QUE DEPENDEM DESTE SERVIÇO, OU SEJA, A CLASSE ESTUDANTIL.

Ante tais acontecimentos, o DCE/UNIFAP mostra-se solidário a todos os estudantes que rotineiramente submeteram-se aos mais diversos transtornos ocasionados pelo SETAP, bem como, espera que a Prefeitura de Macapá cumpra com a determinação do Ministério Público. Tomando para si uma tarefa que desde sempre foi sua e possibilitando uma fiscalização mais incisiva, o que não é possível em relação ao SETAP. Diante desse cenário desfavorável convocamos cada estudante a não desistir de lutar por seu direito à meia-passagem e já almejando a consolidação do tão sonhado PASSE LIVRE.

Até a vitória, sempre!

Diretório Central dos Estudantes/UNIFAP – Gestão Somos [email protected] DCE!

  • Durante anos os Estudantes vem sofrendo no que se refere ao transporte coletivo e nenhuma, nenhuma entidade de classe estudanti fez algo de viável e util a classe.Mas, basta aparecer algo na mídia onde algumas pessoa inconformadas com a situção partem pra ignorância, que surge um monte de entidades, que nem se sabia que existia, querendo os seus 15 minutos de fama! Me dêe um só projeto util aos estudantes surgido do seio do DCE/UNIFAP ? É uma cambada de “rebeldes sem-causa” querendo aparecer!!

  • Concordo com vc Yashá Gallazzi em parte. As classes sociais são as modalidades de pessoas na sociedade em grupos econômicos ou culturais. A classe é um objeto essencial de análise de sociólogos, cientistas políticos, economistas, antropólogos e historiadores sociais. Nas ciências sociais, de classe social é muito discutido em termos de “estratificação social”.

    Em sociologia e filosofia política, a distinção de classe mais básica é entre os poderosos e os impotentes. As classes sociais com uma grande quantidade de energia são geralmente vistos como “as elites” dentro de suas próprias sociedades. Várias teorias sociais e políticos propõem que as classes sociais com maior poder tentem cimentar a sua própria classificação acima das classes mais baixas da hierarquia, em detrimento da sociedade em geral. Em contrapartida, os conservadores e os funcionalistas estruturais apresentaram diferença de classe como intrínsecas à estrutura de qualquer sociedade.

    Na teoria marxista, duas divisões de classe base deve à estrutura económica fundamental de trabalho e propriedade: o proletariado ea burguesia. Os capitalistas donos dos meios de produção, mas isso de forma eficaz inclui o proletariado como eles só são capazes de vender sua força de trabalho. Essas desigualdades são normalizados e reproduzida através da ideologia cultural. Max Weber criticou o materialismo histórico (ou determinismo económico), postulando que a estratificação (que em marketing chamamos de segmentacao) não é puramente baseado em desigualdades econômicas, mas em outra situação e os diferenciais de poder. No uso contemporâneo, a estratificação geralmente é composto por três camadas: classe alta, classe média e classe baixa. Cada classe pode ser subdividida em classes menores (por exemplo, profissional).

    Teóricos como Ralf Dahrendorf tem notado a tendência para um alargamento da classe média nas sociedades ocidentais modernas, particularmente em relação à necessidade de uma força de trabalho educada nas economias. Perspectivas sobre a globalização e neocolonialismo, como a teoria da dependência, sugerem que isto se deve ao deslocamento de trabalhadores de baixo nível de desenvolvimento das nações e dos paises em desenvolvimento. As nações desenvolvidas são, assim, menos ativa diretamente na indústria primária (por exemplo, produção de base, a agricultura, silvicultura, mineração, etc – Fase em que o Amapa se encontra) e cada vez mais envolvido com “virtual” bens e serviços. O conceito nacional de “classe social”, portanto, tornam-se cada vez mais complexo e confuso.
    Em marketing (atual) existe uma classificação chamada segmentação das classes de acordo com o seu poder economico e consequentemente uma divisão visando interesses comuns. Tudo isso e muito mais complexo do que parece mais espero que tenha entendido. As divisoes de classes ainda são super atuais e muitos usadas atualmente. Sou formado amapaense, formado em Publicidade pela Thames Valley University e cursando mestrado em Marketing pela Queen Mary University em Londres.

    • Você capta o cerne da minha crítica ao escrever que “O conceito nacional de “classe social”, portanto, tornam-se cada vez mais complexo e confuso.” Bingo! É isso mesmo. A ideia de “classe social” se tornou meramente partidária.

      A mencionada a crítica de Weber ao conceito de “sociedade de classes”, feito pelo marxismo, deveria ser suficiente para enterrar a ideia socialista/comunista, afinal ficou evidente que a sociedade não formada por classes, mas por pessoas. Ou, para ser ainda mais direto, por indivíduos.

      É aí que morre qualquer distopia coletivista – seja ela socialista ou fascista: o indivíduo não pode ser coletivizado. Essa ideia de que há uma “classe social” naturalmente boa, portadora de uma verdade redentora, destinada a salvar o mundo, não passa de trapaça retórica e ideológica.

  • Tá evoluindo. No meu tempo de Unifap, sob coordenação da professora Maria Alves de Sá, não havia asfalto no perímetro que ia da estrada da Fazendinha ao campus e arriscávamos, todos os dias, sermos picados por algum animal peçonhento, no escuro, no meio daquele capim que éramos obrigados a cruzar a pé. Para diminuir os transtornos, fretamos um ônibus velho que não comportava todo mundo sentado. E lá íamos nós, chacoalhando, felizes por dispormos de faculdade gratuita. Essa via-crucis (que na verdade não era tão ruim assim) durou 4 anos. Hoje sinto saudades!

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