Nota oficial do Ministério da Agricultura

Em relação às notícias veiculadas hoje, 23 de maio, sobre a prisão de servidores da Superintendência Federal da Agricultura no Amapá, na operação Mãos Limpas, realizada em conjunto pela Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vem prestar os seguintes esclarecimentos:

• O Ministério constituiu comissão para instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar com o objetivo de investigar a conduta dos servidores da Superintendência Federal de Agricultura no Amapá detidos pela Polícia Federal.
• A comissão vai recomendar o afastamento dos servidores implicados e a nomeação de um interventor para assumir a direção da Superintendência.

  • Retirado do site do MAPA:

    24/05/2011 17:30 Gestão
    Ministro da Agricultura nomeia interventor no Amapá

    Wagner Rossi exonera superintendente do Amapá e mais quatro funcionários. CGU conduz procedimento administrativo disciplinar

    Da Redação

    O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, anunciou nesta terça-feira, 24 de maio, a nomeação de um interventor na Superintendência Federal da Agricultura no estado do Amapá. O fiscal federal José Conceição Ferreira Sobrinho vai exercer, interinamente, o cargo de superintendente. Ele é, atualmente, chefe de gabinete da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério.

    Ainda nesta terça-feira, o ministro assinou a exoneração de cinco servidores do órgão, incluindo a do superintendente Ruy Santos Carvalho. As portarias de nomeação do interventor e as exonerações e dispensas serão publicadas nesta quinta-feira, 25 de maio, no Diário Oficial da União.

    Um procedimento administrativo disciplinar foi instaurado e está sendo conduzido pela Controladoria Geral da União (CGU). Carvalho e os outros quatro funcionários foram presos durante operação da Polícia Federal (PF), na segunda-feira. Eles são suspeitos de envolvimento em um suposto esquema de fraude em processos licitatórios na superintendência.

    Além do ex-superintendente, foram exonerados dos cargos Luiz Carlos Pinheiro Borges (chefe de divisão de Política, Produção e Desenvolvimento Agropecuário), Raimundo dos Santos Cardoso (chefe do Serviço de Apoio Administrativo), Luiz Lopes Lacerda (chefe da Seção de Execução Orçamentária e Financeira) e Eulina Gomes dos Santos (chefe do Protocolo).

  • Afastar só agora ? pensei que ele já estive fora a muito tempo. O cara já foi em cana no ano passado. Na realidade ele não seve mais, é um incomodo, um descartavel como muitos.

  • Sei que não devemos pré julgar, mas deixando de lado a ingenuidade, será que funcionários são isentos (não por culpa, mas por corporativismo ou ´porcorativismo`) a apurar fatos que envolvem seus colegas de labuta diária?
    Não precisa o MAPA nomear comissão pra nada, se já está sendo recomendado o afastamento dos implicados e a entrada de um interventor, para que uma comissão para apurar o que a Polícia Federal e mais outros órgãos já estão fazendo?
    Ou será que a comissão a ser instaurada vai ter condições para dizer que é tudo perseguição política e imaginação dos federais?

    • Aderaldo, a postura do MAPA é corretíssima. Essa investigação interna é absolutamente independente da investigação da PF, com consequências diferentes.
      O MAPA tinha 3 alternativas:
      1. Iniciar investigação administrativa.
      2. Fazer de conta que não tem nada a ver com isso.
      3. defender os funcionários, soltando uma nota afirmando que a PF é feia e má.
      Fora isso, e de forma independente, a PF vai continuar a investigação.
      Alcineia, você tinha veiculado ontem que era a “Superintendência da Aquicultura no Amapá”. Afinal de contas, qual o órgão?

      • Luciano, grato pela forma respeitosa como vc fez seu comentário, mas não querendo polemizar, se a postura do MAPA é a correta, pelo menos podemos concluir que foi tardia, porque realmente (usando suas palavras), ele fez de conta que nada tinha a ver com isso quando da primeira prisão.

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