Número de médicos no Amapá é muito abaixo do recomendado pela OMS

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Proporção de médicos na região Norte é menos da metade que no Sudeste

Levantamento do Conselho Federal de Medicina mostra que, embora número de médicos no país cresça cada vez mais, regiões brasileiras mais pobres continuam a apresentar uma menor proporção de profissionais por habitantes

Embora o número e a proporção de médicos por habitantes no Brasil aumentem a cada ano, a distribuição dos profissionais ao redor do país continua sendo um problema — e é um reflexo das desigualdades sociais entre as regiões brasileiras. Segundo um levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e divulgado nesta segunda-feira, o número de médicos no país cresceu seis vezes mais do que a população em geral nas últimas quatro décadas e, atualmente, há quase dois profissionais para cada 1.000 habitantes – o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, essa proporção é menor em regiões como a Norte, onde há somente um médico para cada 1.000 habitantes — menos do que a metade da concentração no Sudeste, que possui 2,67 profissionais disponíveis para cada 1.000 pessoas.

Esses dados fazem parte da Pesquisa Demografia Médica no Brasil 2: Cenários e Indicadores de Distribuição, desenvolvida pelo CFM em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Segundo o levantamento, o número de médicos em atividade no Brasil chegou a 388.015 em outubro de 2012 — 557,72% a mais do que em 1970. A taxa de crescimento da população brasileira nesse período foi de 101,84%. O estudo atribuiu esse aumento do número de profissionais em exercício a uma série de fatores, entre elas a abertura de muitos cursos novos de medicina e uma maior longevidade dos próprios profissionais, que hoje trabalham durante mais anos do que anteriormente.

Desigualdade — Atualmente, há mais médicos por habitantes do que nos anos anteriores, mas isso não significou uma distribuição homogênea dos profissionais, tanto da rede privada quanto da pública, pelas regiões do Brasil. A média do país é de dois médicos para 1.000 habitantes. As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste estão acima dessa média (2,67; 2,09; e 2,05 médicos por 1.000 habitantes, respectivamente). No entanto, a razão de médicos por habitantes no Norte e no Nordeste é menor do que a média do país (1,01 e 1,23 profissionais por 1.000 habitantes, respectivamente).

A diferença na distribuição de médicos é ainda maior se comparados os estados brasileiros individualmente. No Distrito Federal, onde é registrado o maior número de médicos por habitantes no país, há 4,09 profissionais para cada 1.000 pessoas. No Maranhão, estado em que essa proporção é a mais baixa, há apenas 0,71 médicos por 1.000 habitantes. Amapá e Pará são os outros dois estados em que essa razão está abaixo do recomendado pela OMS (0,84 e 0,95 respectivamente).

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