O que é isso?

Vi este mondrongo decorando a estante da casa do meu amigo jornalista Volney Oliveira. Não resisti e fotografei pra mostrar pra vocês.
Acho que o Paulo Silva, o Milton Sapiranga e o Humberto Moreira já tiveram um assim.

  • Néa, esse é um Semp PT76 (o rádio verdadeiramente brasileiro). eu escutava os mesmos programas que o Ademir. Só que um dia, lá em casa, tudo teve um fim. Dois irmãos meus, brigando por sintonizá-lo, acabaram por puxar o fio de alimentação de energia, jogando-o ao chão, espalhando válvulas, capacitores, botões e outros itens. Claro que todos apanharam, quando o papai chegou em casa.

  • Humberto, Paulão e Sapiranga
    Ok. Vocês venceram! Eu confesso: tinha um mondrongo desses em casa. Ficava em cima de uma prateleira e a mamãe ainda colocava uma toalhinha de crochê pra ficar mais charmoso.

  • O Volnei tem bom goto. Esses aparelhos à válvula eram bem melhores que os transistorizados. Nele se podia sintonizar BBC, Radio Havana, Voz da América, Nacional do Rio, Tupi de São Paulo…etc.
    Tente fazer isso hoje. Se bem me lembro o titio ouvia o Grande Jornal Falado E-2 num mondrongo igualzinho ao do Volnei. Hua Hua Hua

  • Foi com um desses em 1972 que começou a rádio escuta do jornalismo da TV Cultura de São Paulo… Ele foi apelidado de APOLINÁRIO… bjs

  • Meu caro Sapiranga (Cangalha menor), a companheira Alcinea também tem um desse tipo, deixado pelo tito Alcy para que a Neia escutasse o “Carnê Social” Ela é do nosso tempo, não adianta negar. hehehehehehehehehehehehehehe

  • Em casa tinha um, igualzinho. Nele a minha mãe ouvia a sua novela de rádio: “O direito de nascer” e “Jerônimo”, e depois me contava, entusiasmada, tim-tim por tim-tim o capítulo – inclusive recorria às onomatopéias (Patbum!Scrabum! Pápápá!) pra narrar os efeitos sonoros especiais. Nele eu também ouvia “A juventude está com a palavra”, programa de maior audiência do rádio amapaense, apresentado pelo saudoso Arnaldo Pedrosa Araújo, meu irmão. Seu programa tocava João Gilberto, Tom Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina e outros da fina- flor da Bossa Nova e MPB. Nosso rádio merecia um lugar de destaque em nossa modesta sala de visitas. E nos altos dele, minha mãe afixou meu diploma, que eu – modéstia à parte – conquistei o 1ºLugar no Curso de Datilografia, da LBA. Hoje o meu moderno aparelho celular possui rádio FM, mas tem um som metálico e robotizado (sem a alta-fidelidade do nosso antigo rádio); e pra piorar, só toca brega…

  • Pô que bacana esse bonito e velho (ôpa tá novo)rádio. Ainda dá pra ver a marca Semp. Onde será que o meu amigo Volney arrumou essa relíquia. Parabéns Volney, você tem bom gosto.

  • Vc tem razão, só que o que tinha em casa era um monstrengo muito maior que o do Volney. Era um mullard, que tinha um dispositivo, que parecia um olho, que se movia quando se trocava de faixa. Era feio, mas muito útil e avançado no seu tempo. Titio Alcy também tinha um desses monstrengos, não tinha?

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