Oiapoque pede socorro

Recebi, com pedido de publicação, este e-mail de um morador do Oiapoque:

“Moro no Oiapoque e queria lhe relatar uma situação que se arrasta por muito tempo.
É a situação das crianças e adolescentes em Oiapoque que a cada dia vai de mal a pior.
Toda sociedade tem assistido crianças e adolescentes na prostituição, em jogos, em bebidas alcoolicas, etc.
Essa situação é presenciada na praça, em bares e restaurantes de nossa cidade.
Presenciamos crianças e adolescentes, com uniforme escolar, pasme, até altas horas da noite nesses locais, inclusive ingerindo bebida alcoolica.
Sempre estamos cobrando de nossa autoridade do judiciário e nada tem sido feito.
O conselho tutelar não age porque não tem apoio do judiciário.
E assim vemos nossa infância de Oiapoque se perdendo.
No mês de maio, o juiz Heraldo Nascimento veio pra cá passar uns dias e depois de uma conversa com a imprensa e com o conselho tutelar e também depois de uma visita a esses locais acima citados, resolveu baixar uma portaria para delimitar horário para que menores estejam na rua.
Estavamos divulgando a portaria e toda sociedade estava muito alegre com tal atitude que iria moralizar nossa cidade pois já fomos até notícia nacional por causa da prostituição, já que, segundo nosso prefeito, a prostituição aqui é uma instituição nacional.
Quando o juiz Grote voltou, ele simplesmente mandou recolher a portaria e segundo soubemos, tudo voltou a estaca zero.
A portaria, tive ela em minhas mãos, não tinha nada demais, apenas regulava horários para que menores estivessem em bares e boates.
Queria pedir que as autoridades da Justiça do Amapá tomassem providências.
Que esse meu apelo chegasse às mãos do corregedor da justiça e do ministério publico pois não aguentamos mais essa situação em Oiapoque.
Que esse apelo chegasse ao Conselho da Justiça.
A infância do Amapá clama por socorro!
O Oiapoque clama por socorro!
UM CIDADÃO INDIGNADO”

  • Da classe política a gente sempre espera o pior e ela não tem nos decepcionado, motivo porque o Amapá está no buraco. Ora, acaso tivéssemos um judiciário pujante, forte, altivo e independente, não estaríamos experimentando tamanha miséria no nosso querido Amapá.
    O pior é que grande parte dos integrantes do judiciário cuidam exclusivamente “do seu” ou “dos seus”. O Judiciário deve R$:20.000.000,00 (vinte milhões de reais) à AMPREV e não pensa em quitar a dívida. Nem precisam preocupar com aposentadoria. Quase todos estão muito bem financeiramente.
    A vaidade é tamanha que um dos seus quadros, nos últimos meses de sua caminhada no TJAP, fez um arranjo político com o SARNEY para entrar “pela janela” no Superior Tribunal de Justiça, apenas para que, aposentado, seja lembrado como ex-ministro do STJ. Assim não há quem aguente, mano velho. Mas nem tudo será trevas. Esse, agora ministro, vai ser expulso do STJ em setembro/2010, quando ele completar 70 anos. Vários outros o seguirão em fila.

  • Protesto! eu endosso o teu comentário. Tem alguns no TJAP que não largam o smoking, mesmo estando em gozo de férias. É só conferir nos embarques e desembarques nos aeroportos. A respeito disso, recordo-me de um professor: “alguns, se tirarem o terno, desaparece o cidadão”. É, pode ser verdade. Noutra banda, concordo em parte, com o comentário da Ana Karina. Explico: não tenho procuração e nem obrigação de defender o juiz Grot. É certo que ele é “único” há quase 20 anos no Oiapoque. O quadro apresentado preocupa e merece uma criteriosa reflexão e ação da Corregedoria e do Pleno do TJAP. Que tal extender essa postura a outros magistrados tipo: Marcos Quintas e Marco Miranda, em Santana. Também ao Walcir Marvulle no Laranjal do Jari e agora removido para Vitória do Jari, a convite do Prefeito Luis Beirão. Ora, a conduta demonstrada por esses últimos na judicatura e até fora dela, não diverge em nada do Grot no Oiapoque. Quem sabe é até muito mais grave. Lembram do caso envolvendo a Mineração Tocantins…? Aí teve, e teve muito, podes crer.

    • Pelo menos o tanto que eles estudam justifica seu status. Pior é a situação dos nossos representantes políticos (alguns semi-analfabetos), que se consideram verdadeiros deuses, acima do bem e do mal.

  • Mais uma prova de que o judiciário amapaense é omisso. As coisas só são feitas quando já está em estágio avançado. Tem sido assim, sempre. Eles gostam muito de se orgulhar de seus status. Adoram seus smoking e o perfume mais caros, orgulham de vestirem marcas italianas. E adoram falar de suas experiências de viagem para Europa e Estados Unidos. É O DINHEIRO PÚBLICO A SERVIÇO DE NADA!!! Estão brincando com a vida alheia. É, claro, há gente descente no judiciário. São poucos. Enquanto isso o presídio sofre com a lotação de jovens pobres, protítuídos, drogados e violentos. O judiciário está na mída, não está nas ruas, infelizmente.

    • A atuação do judiciário só será eficaz quando for aprovada a pena de morte no Brasil. Fora isso, sua atuação, nesse caso, é insignificante. Mandar pra cadeia? pra quê? as cadeias são escolas do crime. O cara entra lá criminoso e sai com formação Phd em bandidagem.

  • Já morei no Oiapoque e conheço essa realidade. O Juiz Grott se acha dono da cidade. Interfere na politica local e não aceita que ninguem mande mais do que ele.

  • Mais um exemplo da falta da instituição FAMÍLIA. Além dessa desagregação, costumo dizer que a prostituição é um misto de miséria com uma boa dose de sem-vergonhice. E esta receita se acentua, a partir do momento que não existe atuação rigorosa de um pai e de uma mãe.

    • A atuação do conselho tutelar é como a da polícia – ocorre de forma paliativa, uma vez que o problema já está instalado e é impossível revertê-lo.

  • Se é verdade que um membro do judiciário desfaz um ato de outro membro do judiciário, que estava dando certo no âmbito a sociedade, só porque ele não é o titular da comarca, estamos muito “mal das pernas” e da cabeça também!
    Olha a fogueira de vaidades aí, judiciário!
    Enquanto isso, perde-se o futuro do Oiapoque e do Amapá: a infância e a juventude.

    A quem interessa tanta desgraça???

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