Onde caminhar?

Caminhar faz bem pra saúde. Ok. Todo mundo sabe disso, pois os médicos vivem batendo na tecla  que caminhar é bom pro coração, ativa a circulação, normaliza a pressão arterial, diminui o estresse, ajuda a emagrecer, combate a depressão, é bom para melhorar o humor e elevar a autoestima, faz bem para o corpo e para a alma etc etc.
Infelizmente em Macapá quase não há espaço para esta prática tão saudável.
O tal “Lugar Bonito”, no entorno da Fortaleza de São José, uma enorme área verde na beira do Rio Amazonas poderia ser o lugar ideal para a prática de caminhadas. E foi logo que foi inaugurado pelo governo Waldez Góes há três ou quatro anos. De “lugar bonito” em pouco tempo se tornou um dos lugares mais perigosos. Com as luminárias queimadas – e que nunca são substituídas – o lugar virou point de usuários de drogas, de menores que se embriagam e se drogam e de bandidos prontos para assaltar quem teima em fazer uma caminhada ali nas primeiras horas da manhã ou à noite.

A orla de Macapá, no Santa Inês (um estirão de vários quilômetros à beira do Rio Amazonas), também é um perigo para quem se aventura a caminhar. Inúmeras pessoas já perderam seus celulares e carteiras para os bandidos ali, tanto de manhãzinha quanto a noitinha.

Praças? Nem pensar! Escuras e sem policiamento, elas  também são points de usuários de drogas, vândalos e de pivetes prontos a atacar para tomar o celular, a carteira e o tênis dos desavisados caminhantes.

Li no blog do juiz Marconi Pimenta uma matéria sobre um estudo realizado pela Universidade de Essex, no Reino Unido, mostrando que pode haver um grande benefício potencial para indivíduos, para a sociedade e para os custos dos serviços de saúde se todos os grupos de pessoas se automedicassem com mais exercícios verdes,  como a caminhada em parques e praças. De acordo com os especialistas, os resultados da pesquisa deveriam sensibilizar os políticos a desenvolver mais projetos de áreas verdes nas grandes cidades e a encorajar a população a passar mais tempo se exercitando em parques e praças.

Em Macapá, governo e prefeitura vivem inaugurando pracinhas às quais dão o nome de “lugar bonito”. Um lugar bonito só no dia da inauguração – que é feita com muita festa, discursos, show e foguetaria. No dia seguinte, as lâmpadas ( que até parece que são descartáveis) já estão queimadas, os vândalos já estão quebrando tudo e os bandidos se apropriam do lugar. O que poderia levar lazer e qualidade de vida para a comunidade na verdade leva insegurança e perigo.

  • Sinto saudade daquele “chavascal” que ficava onde onde se localiza a praça, antes de chegar ao Igarapé das Mulheres. A molecada saía da aula de Eduacação Física no Barão e passava o resto da manhã brincando de barqueiro, usando troncos de árvores como canoas. Arriscávamos ser picados de cobras, mordidos por jacarés, levar choques de poraqués, ferradas de arraias, mas era tão bom!

  • Na questão aos “lugares bonitos”, concordo e ainda acrescento.Por que nestes ambiente não se planta árvores que possam dar sombra e amenizar o calor que é tão intenso em nossa cidade. As que são plantadas são bonitas, mas nas primeiros dias de sol escaldante, murcham e morrem

  • No início do ano eu fui inventar de dar uma volta às 23:30 h no tal “lugar bonito”. Passei pouco mais de meia hora lá e notei que não tinha um PM na praça nem Guarda Municipal. O que tinha de sobra eram sujeitos mal encarados. Decidi que não vou mais lá após às 21:30 h.

  • Alcinéa. Sei que o local não é apropriado, mas o Projeto Ficha Limpa aprovado hoje no Senado tem uma disposição interessante que merece ser debatida.

    O projeto altera a LC 64 – lei das Inelegibilidades e traz em seu art. 2o a seguinte disposição:

    Art. 2º – O art. 1º, inciso I, da Lei Complementar nº.64, de 18 de maio de 1990, passa a vigorar acrescido das seguintes disposições:

    “j) os que tenham sido julgados e condenados pela Justiça Eleitoral por corrupção eleitoral ( art. 299 do Código Eleitoral), captação ilícita de sufrágio (art. 41-A da Lei nº 9.504/97), conduta vedada a agentes públicos em campanha eleitoral (arts. 73 a 77 da Lei nº 9.504/97) ou por captação ou gastos ilícitos de recursos (art. 30-A da Lei nº 9.504/97), pelo prazo de 8 (oito) anos a contar da realização da eleição;

    Bom, como se sabe o Capi foi cassado pela Justiça Eleitoral por captação ilícita de sufrágio (41-a da Lei 9.504/97) e quando do registro da sua candidatura ao Senado, no mês de julho próximo, ainda não terão se passado os 8 anos. Minha idagação para os leitores é: O Capi, neste Caso, é Ficha Limpa ou Ficha Suja ? Pode ou não concorrer se a Lei entrar em vigor ?

      • A lei não pode retroagir. Qualquer advogado recém saído da universidade, entra com uma ADIN( ação de inconstitucionalidade) no STF e ganha, pois todas as leis só valem pros proximos pleitos, não para traz. Com a palavra os nobres bachareis de direitos, com ou sem carteira da OAB, que não é meu caso.

    • mas tu nao esquece o capi ne? ele pegou tua mulher foi? ah nao. como se sabe ele eh muiiiiiiiiiito bem casado com sua companheira janete! mas tu deve ter uma dor de cotovelo dele.. !! so tu e os puxas acreditam que esse julgamento do capi foi isento e imparcial! larga o capi rapah vai enxer o saco do waldez e do PP que ajudaram a matar criancinhas na maternidade.

  • Se Macapá pelo menos tivesse calçada nas ruas, já dava pra dar uma boa caminhada. Não precisaríamos de praças e “lugares bonitos” específicos para termos onde andar.

    Mas verdade seja dita, a Praça do Forte (a.k.a “Lugar Bonito) é sim bem iluminada durante a noite, ontem mesmo estive por lá e posso confirmar.

    Enfim, o que falta mesmo para Macapá é calçada e meio-fio, o que é ridículo não se ver em uma capital.

    • Trocaram as lâmpadas que estavam queimadas?
      Que bom! Isso dá mais tranquilidade para quem caminha lá.
      Obrigada pela informação.

  • Verdade seja dita: as pracinhas serviriam muito mais com policiamento do que sendo só uma foto tirada pra colocar no calendário da Prefeitura ou do Governo.
    Não tem um policial por ali, as lâmpadas, por mais quebradas que fiquem, podem ser substituídas e “vigiadas”, ué.
    É por isso que to ficando redondinha. ;~
    Tenho medo de andar por ai a noite, porque de dia o sol queima a minha fuça, né?
    É fácil inaugurar até um banheiro, meu povo. Mas mantê-lo limpo, funcionando e organizado é que está a questão.
    Desconforto total ali, viu? Aliás, “alis”, porque são tantos lugares “esquecidos”.
    Eu hein!

  • Muito bom trazer esse assunto à baila, nossa cidade não tem e quando tem não conserva os espaços destinados á prática de exercícios ao ar livre, isso é ratado como assunto de menor importância.

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