Randolfe pede apoio à Defesa Civil Nacional para vítimas de enchentes no Amapá

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) esteve no Ministério da Integração Nacional, na tarde desta terça-feira, 12, solicitando apoio à Defesa Nacional para seis municípios do Amapá atingidos pelas cheias dos rios Araguari, Amapari e Jari. Da tribuna do Senado, Randolfe alertou o país de que os municípios da Amazônia padecem com os efeitos das mudanças climáticas e que as prefeituras não têm estrutura para dar suporte a essa nova realidade.

Informou o senador que o caso mais grave é o de Ferreira Gomes, onde 1.273 pessoas  foram atingidas – destas 200 estão desabrigadas pela cheia do rio Araguari. Naquele município, o bairro do Matadouro se encontra totalmente submerso e 50% do bairro central está na mesma situação, segundo dados repassados pelo prefeito Valdo Isackson. O problema é agravado porque a Eletronorte é obrigada a abrir as comportas da barragem da hidrelétrica Coaracy Nunes, localizada na região.

O mesmo rio Araguari deixou 20 famílias desabrigadas em Porto Grande, além de toda a região ribeirinha do município atingida. Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari sofrem influências do rio Amapari. O município serrano tem 129 pessoas em abrigos provisórios providenciados pela prefeitura e Pedra Branca tem 10 famílias atingidas; é onde a situação está mais controlada.

Randolfe cobrou do Ministério das Cidades respostas à solicitação feita pela prefeitura de Calçoene para construção do muro de arrimo, solução para proteger a sede do município das enchentes do rio Calçoene. O senador cobrou também apoio mais sistemático para o município de Laranjal do Jari, fundado nos anos 60 pelo projeto Jari, que enfrenta enchentes todos os anos.

Segundo o senador, o comando da Defesa Civil no Amapá pediu reforço em cestas básicas para atender os já atingidos e os que ainda serão, uma vez que as previsões meteorológicas dão conta de que as chuvas serão mais intensas nas cabeceiras dos rios Jari, Araguari e Amapari nos próximos dias. Aliado a isso se soma o regime de marés do rio Amazonas, principal rio da região, que afeta os afluentes.

O contingente e os esforços da Defesa Civil no Amapá, aliados aos recursos destinados pelo governo do estado aos municípios, da ordem de R$ 500 mil, serão insuficientes se a situação se agravar”, disse o senador, pedindo reforço da Defesa Civil Nacional ao mesmo órgão no estado.

Em seu pronunciamento, Randolfe ressaltou que “ninguém mais do que nós, que estamos na Amazônia, sabemos das consequências do desmatamento nas mudanças climáticas”, criticando as mudanças propostas para o Código Florestal Brasileiro que tramitam na Câmara dos Deputados.

Não me parece que alterar a legislação, aumentando o desmatamento da Amazônia, seja coerente com o que assistimos no mundo. Chegamos ao ponto de não retorno e não podemos aprofundar os graves problemas ambientais”, disse o senador. Lembrou ainda os relatos de prefeitos de várias cidades brasileiras, onde o regime dos rios altera a vida da população com as enchentes.

(Texto: Márcia Corrêa, da Assessoria do senador Randolfe)

  • Alcineia vc tem sido a portaa voz de um clamor popular,e o grupo do senador Randolfe está iniciando um bom trabalho no que diz respeitoa situação das enchentes no Estado. Aqui, o govwernador Camilo tem lavantado as mangas e arregaçado as calças para evitar o pior. Mas é como passar em um deserto. Muita paciencia e fá.

  • Alcinéa o assunto é gravissimo, e você(sem puxasaquismo) como grande Amapaense, mais uma vez, levanta a voz em favor dos menos favorecidos. Sou Amapaense, moro atualmente no Pará. No caso do Amapá, a Eletronorte, Eletrobrás, Ministério das Minas e Energia e o PMDB(Nem vou dar nome aos bois para não levar para o lado da politica), só querem sacanear com a população, CEA, etc.,
    No vizinho estado do Pará, todos os municpios e áreas indigenas, localizados no entorno da barragen de Tucurui ou atingidos pela construção da barragem, receberam e continuam recebedo uma grana preta da Eletronorte, enquanto no nosso combalido Amapá,essas instituições, retro mencionadas,só querem sacanear, vide as exigência que estão fazendo pro governador Camilo, no caso da negociação da divida da CEA, valendo até o ministro Lobão se esconder, para não receber o Camilo(SÓ CONFIRMAR COM RAMALHO, ETC).
    Graças a Deus o Randolphe está abraçando essa causa e tenho certeza, vai conseguir pelo menos amenizar o sofrimento do pessoal de Ferreira Gomes e adjacências.
    Seria de bom alvitre, nossa Assembléia legislativa montar uma comissão para visitarem a região de tucurui, quando então,iriam confirmar meu depoimento, e à partir dai cobrar o que estão devendo pro povo do Amapá(tem cobrar o atrazado e atual).
    ALCINÉA PARABÉNS POR TRATAR DE TÃO IMPORTANTE QUESTÃO, ACHO QUE VOCE PODERIA POSTAR, NOVO QUESTIONAMENTO SOBRE A RESPONSABILIDADE DA ELETRONORTE NA QUESTÃO DO ENTORNO DO PAREDÃO, CHAMANDO TODOS OS ENVOLVIDOS NO PROBLEMA(PREFEITURA DE FERREIRA GOMES, MINISTÉRIO PÚBLICO, ELETRONORTE, POVO QUE VIVE NA ÁREA ATINGIDA, OS SENADORES(INCLUSIVE O CAPI), DEPUTADOS FEDERAIS,NÃO ESQUECE DE CONVIDAR O LOURIVAL FREITAS, POIS ELE PODE AJUDAR MUITO, AFINAL ELE É O AMAPAENSE QUEM MAIS ENTENDE DE ELETRONORTE E QUESTÕES DE ENERGIA.
    Mãos á obra, afinal nossos irmãos de Ferreira Gomes, não tem pra quem apelar.
    Sabe Néa, quando ocorrem enchentes em Tucurui e entorno, a ELETRONORTE é a primeira a ajudar a população, com abrigos, donativos, etc., enquanto por aqui, só sabem cobrar.

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