Sobre a CEA

O Ministério de Minas e Energia (MME) ainda não se manifestou oficialmente a respeito da proposta encaminhada pelo governo do Estado para recuperação econômico-financeira da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). O documento, que foi recebido no Ministério dia 22 de agosto e reiterado este mês pelo governador Camilo Capiberibe, apresenta uma solução definitiva para o endividamento da Companhia.

O governador Camilo Capiberibe tem telefonado sistematicamente para o ministro Edison Lobão (MME) e seu secretário executivo Márcio Zimmerman, assim como para o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobrás, Armando Casado, solicitando uma resposta a respeito do que foi proposto. A informação recebida é de que a proposição ainda está em análise.

Cópia dos OF nº 307/2011 – GAB/GEA, de 19 de agosto, reiterado pelo OF nº 358/2011-GAB/GEA, de 11 de outubro, foi encaminhada ao Tribunal de Contas da União (TCU), além do governo do Estado ter feito apresentação da proposta para a Bancada Federal do Amapá. O governador Camilo Capiberibe também procurou, pessoalmente, o senador pelo Amapá, José Sarney, para pedir seu apoio, em virtude do MME fazer parte da cota do PMDB no governo e o ministro Edison Lobão ter sido uma indicação do presidente do Senado Nacional.

No documento, o governo do Estado informa as ações adotadas para amortizar em R$ 441 milhões a dívida calculada de R$ 1,599 bilhão. Propõe ainda que a União capitalize a CEA no valor restante de R$ 1,158 bilhão, promovendo com isso uma inversão no patrimônio líquido da empresa que hoje é de R$ 1,171 bilhão, negativos, e passariam para R$ 269,8 milhões, positivos. Com esta proposta, o controle acionário da CEA passaria para a União, através da Eletrobrás, com participação de 84,1% no capital, sendo 15,8% para o governo do Estado e 0,1% para as prefeituras. Hoje, o Estado tem 97% do controle acionário.

O presidente da CEA, José Ramalho, informou que pela primeira vez é encaminhada ao Ministério uma proposta concreta e exequível, construída coletivamente pela equipe técnica da CEA, formada por economistas, contabilistas e engenheiros junto com a Diretoria Executiva. “É o resultado de muitas análises e discussões internas para apresentar ao governador Camilo Capiberibe uma proposta viável, que teve seus termos aprovados e enviados ao presidente do Grupo de Trabalho presidido pelo secretário Zimmerman”, informou.

A CEA, concessionária distribuidora de energia elétrica no Estado do Amapá, vem enfrentando um processo disciplinar punitivo, iniciado em 24/10/2005, na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que durante a 41ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria, realizada em 07/08/2007, aprovou a proposição para aplicação da penalidade de caducidade da concessão outorgada à Companhia.

Durante todo esse período,2006 a2010, o Estado recorreu a medidas protelatórias, sem nenhum resultado prático por não adotar medidas de gestão necessárias para estancar o processo de degeneração enfrentado pela empresa. Com o novo governo instalado este ano, com o empenho da atual Diretoria e pela determinação política do governador Camilo Capiberibe, em apenas 8 meses foi possível chegar a uma proposta para resolver em definitivo o problema da CEA em busca de melhores serviços para a população do Amapá.

(Gilvana Santos, assessora de comunicação da CEA)

  • Hehe!!! O Sr. Ramalho tentar fazer sua parte, na administração da CEA, mas é suficiente, ao meu vê “uma ação de enxugar gelo”, desejo sorte ao mesmo, que até o MME, possa atender algumas de suas reivindicações, pois não concordo com algumas. Obs. Não estou dizendo que o mesmo e sua equipe é incompetente. Sou funcionário da mesma, trabalho como outros em situação precária, mas todos os dias estamos lá, as 7:30, já executando nosso serviço (hoje trabalho no corte e religação) nós já fizemos de tudo, manifestações na frente da empresa, passeatas pelas ruas e muitas delas contra os desmandos do governo passado e outras contra esse governo. E onde muitas figurinhas repetidas continuam por lá neste governo atual, agora se o Sr. Molotofi (se isso for mesmo seu nome) como muito da população só lembra de CEA quando falta energia, é difícil. A população deveria procurar, se manifestar juntamente com as instituições principalmente o Sindicato contra os maus feitos que ocorreram e outros que ainda ocorrem na mesma, para defender esse “dito” patrimônio dos Amapaense, que serviu e muito bem para a classe política nos últimos 40 anos.

    ATT.

    WILSON

  • blá,bla,bla,blá…e ação nada… acho que esse governo acha que a população amapaense não tem um pingo de dissernimento de nada. os funcionarios da CEA, são muito acomodados pois se eles pressionam esse senhor, joaé ramalho e os outros diretores não estariam mais na empresa, pois para mim se mostraram totalmente incompetentes…e nosso amigo camilo perde votos pela má escolha de seus subordinados

    • Permita-me discordar de você.
      José Ramalho e sua equipe são bastante competentes. Mas para arrumar a CEA era preciso um santo milagreiro.

      • Concordo com vc Alcinéa. Tem gente que fala por falar. Sem conhecimento algum sobre a matéria assim como sobre a competência das pessoas que dirigem a empresa.

      • Imagine vc um santo milagroso dando aulas de matemática não há milagre q faça 2+2 ser igual a 5, ciência exata não pode ser milagre.José Ramalho e sua equipe são competentíssimos + nos seus quadrados. Ramalho é um excelente economista,Haszolfo é um excelente professor de administração e Jucicleber um rapaz muito esforçado mais como eng.na área de telefonia, todos não tem experiência no setor elétrico.Precisamos de profissionais sérios do setor elétrico coisa q a CEA nunca teve e ñ é por acaso a dívida d Hum bilhão e seiscentos milhões de reais. Não precisamos de milagres e sim de especialistas do setor elétrico.

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