Tá na moda

Já que todo santo dia falta energia e água em Macapá, lembrei do “kit Amapá Produtivo” que postei aqui neste blog no dia 3 de novembro de 2009.
Fui buscar no arquivo e posto de novo já que ele não perdeu sua utilidade.
Eis:

  • O problema é que até a década de oitenta e início da de noventa era fácil encontrar uma mercearia que vendesse querosene “a retalho”. Agora fica mais complicado encher as lamparinas.

  • Não vou responder ao panfleto de chavão do ROQUE é apenas sentimental sem fundamento tecnico. Mas é bonito o discurso vazio. Esqueçe que hoje temos meios para enfrentar os impactos de uma hidroeletrica, é só utiliza-los corretamente. Ou ficar as escuras da falta da energia e do conhecimento.

    • “é só utilizá-los corretamente”: este é o cerne da questão. Se todos adotassem o hábito de se colocar no lugar do outro antes da tomada de decisões arbitrárias, o mundo não seria tão desigual e muitas injustiças deixariam de ser praticadas, seja contra o próprio home ou contra os indefesos animais.
      Imagine você, no conforto da sua casa, e um ser superior resolve invadi-la, erguendo uma barreira que impede você de transitar livremente por ela. Como você se sentiria? Por que os animais têm que arcar com as consequências das desenfreadas necessidades humanas? A demanda por energia alternativa demonstra o avanço populacional da espécie humana. São 7 bilhões. Não seria a hora de pensar em um severo programa de controle de natalidade, em vez de obrigar a natureza a assumir o ônus desse avanço?
      Por causa da falta de discursos vazios o boto branco do rio Yang Tsé foi extinto. Tudo em nome do desenvolvimento e do progresso.

  • Alcinéa,

    Nesse Kit Amapá Produtivo está faltando a vela de andiroba para espantar os carapanãs e o velho e tradicional abano de palha para “fazer vento” para a criançada quando está dormindo. Égua do desenvolvimento…….

  • Essa empresa contratada para gerar energia na expofeira é uma verdadeira “lavanderia”.O problema da falta de energia não é de hoje, o estado tem que parar de iventar desculpas esfarrapadas, pois não cola, todo mundo está vendo o que eles teimam em esconder.Meu medo é que no ápice do inverno falte até itens desse kit aí.É A TREVA!!!!

  • a casa da Jurema nunca foi tão procurada como nos últimos dia lá tem vela 7 dias 7 noite,lamparinas de todos os modelos e querosene em abundancia de quebra cachimbos tradicional pra puxar aquele fumo e contar história da fundação do Amapá e da capital Macapaba. Não tenho vergonha do meu Estado pois sei que 4 anos passam rápidos, no escuro, mas passa.

      • Gostei do teu comentário. Já havia me esquecido do termo “tisna”, assim como “cantareira”, “ilharga” e outros que a gente só escuta aí na região.

  • Uma boa idéia, o Amapá poderia voltar ao Século XIX, expulsava todas essas famílias, clãs e oligarquias parasitárias daqui e começaria do zero, com todos trabalhando e construindo um verdadeiro estado…

  • KKKKKKKKKKKK, mandou bem. Nesse kit só está faltando o latão com um pedaço de pau pregado no meio como alça, pra filar água do poço do vizinho.

  • essa semana,ouvi tres barulhos na madrugada,eram geradores estourando,moro no zerao..acho que deve ser em decorrencia da expofeira ou eu to errado….e isso nao é dessa data,ha muito tempo acontece..

        • VEja a relação custo X eficacia. Concordo que a eolica é menos impactante,mas dentro das energias limpas, a hidroeletrica tem melhores relações.

          • Tua postura é egoísta. As hidrelétricas tem melhores relações com quem? com a natureza que não é. As barragens construídas nos rios prejudicam a reprodução e circulação de muitas espécies de peixes e provocam alagamentos que destroem muitas espécies de árvores e habitats de várias espécies animais.

      • “Nunca deixes de lembrar do gosto da sardinha. Mesmo que hoje comas caviar, um dia poderás precisar voltar a comê-la” (Cléo Araújo). Lá em casa tem lampião, lamparina e ferro a carvão. Não tem filtro, mas tem pote.

        • E no pote tem o púcaro, para água retirar,
          e na gaveta a estiarina para a casa alumiar.
          Muitos países utilizam a energia eólica com sucesso, o Brasil não se difunde muito esta tecnologia, o motivo, não sei.

        • Um dia desses eu fui ao supermercado para comprar uma lata de sardinha e uma cuba de ovos, para comer com a farinha que ganhei de uma amiga de Belém. A caixa perguntou: “só isso?”. Eu disse: “É, pra lembrar do tempo em que eu era pobre.” Eu comecei a rir e ela não entendeu nada. Se bem que naquele tempo sardinha, assim como charque, eram baratos, e, por isso mesmo largamente consumidos pela classe C. Mas as coisas mudaram. Alimentos que eram impraticáveis (como maçã), se tornaram baratos e outros subiram muito. Um dia desses perguntei ao feirante o preço de um pedacinho de charque para temperar o feijão – R$ 10,00. Toma-te!

        • Sobre a força do vento e a capacidade para girar as hélices, no meu empirismo, todos os dias temos fortes correntes de ar, lá na frente da cidade. Com a palavra o amigo Ruy Maia, expert no assunto.

          • Não há necessidade de importar vento já que o Amapá está no mapa de energia eólica da Eletrobrás e existe vento suficiente para gerar a força motriz necessária, assim como todo o litoral brasileiro. O que acontece é que o custo da energia eólica é bem maior que as UHEs. realmente o impacto ambiental como já disseram é bem menor até pelo fato de não haver necessidade da represar o rio. Acredito até, que Belo Monte, ainda vai enfrentar grandes problemas até o inicio do desvio do rio Xingu e daí para frente se tornará muito difícil qualquer novo projeto hidrelétrico no Brasil. Quanto ao custo acho que é em função da manutenção. Talvez o grande eletrotécnico amapaense Raimundo Queiroz do Couto, o Bilica, funcionário da Eletronorte ou um engenheiro do Metier possa nos dar melhor explicação.
            Sds,

  • Foi bom vc postar essa imagem, para que a turma da harmonia se lembre desde quando acontece isso no amapá, o GEA precisa resolver essa situaçao urgente, agora dizer que isso não acontecia na gestão passada é idiotice

  • É isso mesmo;já usei muito farol,lamparina,pasei r
    oupa com ferro à carvão,etc.etc…oos parabéns do s meus 77 anos foi a luz de velas sexta-feira 21.foi chic ,não

  • O que eu acho engraçado é que o Diretor da CEA vai à mídia dizendo que não haveria corte de energia nos bairros, pois três geradores iriam suprir a necessidade da Expofeira (muita cara de pau né?). Todo mundo sabe que todo ano no período da Expofeira acontece isso e sem falar que o sistema de tratamento d’água da CAESA é uma merda. Passam o tempo todo furando as ruas de Macapá que já não é La essas coisas e ainda sim quando chega é fraca e barrenta.

  • Muito bom!
    A imagem neste post revela nossa brutal e revoltante realidade.
    Amapá, terra da desesperança, da ilusão, da chacota nacional, terra do Teodorico Paraguassu.
    Amapá do ufanismo desiderato, Amapá sem futuro. Infelizmente.
    Tudo causado por uma casta de políticos irresponsáveis, lenientes e criminosos.
    Amapá carente de intervenção federal, já que não reúne condições de ser membro da Federação brasileira.

    • Políticos estes reeleitos em todas as eleições. Eu acho é bom! e acharia melhor se indiretamente o problema não me atingisse.

  • Alcinéa,
    Os apetrechos aí postados me levaram rapidamente à época em que a usina de Macapá era ao lado do hoje Teatro das Abacabeiras. Os tempos passados voltaram?

  • Néa, no bairro do Trem tá assim:
    “Ontem faltou água
    Anteontem faltou luz
    Teve torcida gritando
    Quando a luz voltou”
    (Legião Urbana)
    Voltamos a usar velas e lampião e para tomar banha a famosa cuia e um balde de água.
    Oremos.

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