Tensão no oeste do Pará

MPF pede proteção urgente para testemunha ameaçada
Homem que denunciou extração ilegal de madeira já sofreu atentado

O Ministério Público Federal enviou ofício à Secretaria de Segurança Pública do Pará pedindo proteção urgente para mais uma testemunha ameaçada no caso dos madeireiros que invadem, através do Projeto de Assentamento Areia – em Itaituba – a Floresta Nacional de Trairão e o Parque Nacional do Jamanxim, em Trairão e a Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, em Altamira, no Pará. O nome da testemunha está sendo mantido em sigilo por motivos de segurança.

A testemunha sofreu um atentado a bala no local onde mora, no assentamento, no início de dezembro. Outra testemunha do mesmo caso, João Chupel Primo, foi assassinado em outubro na localidade de Miritituba, em Itaituba. Ele foi morto depois de denunciar a extração ilegal de madeira, que tem como porta de entrada o PA Areia, em Itaituba, mas vem colocando em risco a vegetação e os moradores até a Resex Riozinho do Anfrísio, em Altamira. Na Resex, os madeireiros já ameaçaram o líder comunitário Raimundo Belmiro.

O pedido do MPF ao secretário Luiz Fernandes é que designe proteção policial urgente para os ameaçados nesse caso, já que o risco de novas tentativas de assassinato é iminente. Na semana passada, depois do atentado à testemunha, a Polícia Civil prendeu Vilson Gonçalves, vice-prefeito do município de Rurópolis, na Transamazônica, e Carlos Augusto da Silva, ambos acusados pela morte de João Chupel. Mesmo com as prisões, as ameaças às outras testemunhas continuam.

Em resposta a pedidos do MPF e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) houve uma operação de combate à exploração ilegal de madeira na região no fim de novembro. Os resultados ainda não foram convertidos em relatório. O ofício do MPF pedindo proteção policial foi enviado hoje ao secretário de segurança.

(Assessoria de Comunicação/Ministério Público Federal no Pará)

  • O Governo Federal é omisso nestas questões,se quisesse já teria diminuido as mortes no campo, só toma atitude qd sofre pressão internacional.

  • Floresta virgem de mistérios e de carícias
    Parto de todas as vidas,
    a serem vividas num canteiro de amor.
    O sol nasce pelo vale a brilhar
    Penetrando o além, o vai e vem das folhas a farfalhar
    Protegendo gaia da insana ganância humana.
    O dorso de Pachamama também chora
    Acena para a aurora que do útero da terra implora
    Deita seu corpo amigo e ferido
    Inti aquece docemente o jurupari
    Lua e sol dormem na caverna encantada
    Onde deusas e deuses se afagam
    nas cores violeta dourada de uma floresta sagrada.
    Na aquarela suave da minha vida
    o lago de Ébano vira tela e acolhe a vida
    que do alto da montanha faz descer jardins de cristais.
    O dia adormece e eu peço perdão a Pachamama
    por fazer o dinheiro ter mais valor
    do que uma floresta em flor
    Altar sagrado da mais bonita história de amor
    Perdão, Pachamama!

  • Esse é o retrato do Pará, estado em que a maioria da população que mora nas proximidades de Belém não aceitou que fosse dividido. Infelizmente essas notícias vão continuar fazendo parte do noticiário paraense e nada será feito para mudar essa triste realidade.

    • Concordo com vc! pra que tanta terra! é a mentalidade de um povo que olha somente pro seu UMBIGO, E NÃO PENSA NA COLETIVIDADE. É o preço que eles tem que pagar.

  • Infelizmente, estamos no Brasil, país de impunidade, onde o dinheiro fala mais alto. Pobre desta testemunha, pois seu destino já está traçado! Será que o Estado garantirá à mesma uma segurança eterna?

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