Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Clube do Filme

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 20/11/14 as 10:00 am

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Luana Maranha

Encontros e desencontros
Por Luana Maranha

Em meio à imensidão de Tóquio, a diretora e roteirista Sofia Coppola captura uma experiência de vida única: um encontro casual que culmina em uma bela amizade, que se desenrola  em meio ao humor natural dos americanos inseridos na cultura japonesa. É uma vitrine perfeita para Bill Murray, que utiliza seus habituais improvisos de forma brilhante; Scarlett Johansson surge igualmente bem com seu olhar encantador. Ambos interpretam Bob Harris e Charlotte. Bob é um astro decadente dos anos 70 que está na cidade para gravar uma propaganda de uísque. Charlotte uma jovem solitária e confusa que acompanha o marido fotógrafo em uma viagem de trabalho. 
 
O título ”Lost in translation” (original) não poderia ser mais adequado, pois embora tenha como ideia principal a dificuldade de comunicação entre pessoas de diferentes idiomas, explicita também a limitação de diálogo entre os personagens e seus cônjuges e que, ainda que cercados por várias pessoas, continuam se sentindo sós, numa das piores formas que esse sentimento pode tomar. E mesmo que exista uma tensão amorosa entre os protagonistas, gostei da construção da amizade pelo estranhamento, é como dizer que os estranhos se atraem. A possibilidade de fuga da realidade que ocorre quando Bob e Charlotte estão um na companhia do outro pode ser sentida pelo espectador, assim como a atmosfera bucólica que o filme transmite, mesmo que a trama se desenvolva em um grande centro urbano.
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No bar do hotel, cenário principal do filme

O filme é, sem dúvidas, um retrato fiel das diversas manifestações do tédio na vida humana, deixando uma indagação: teria o tédio relação com o lugar ou seria ele um reflexo do estado de espírito? Apesar disso, é inegável a mudança de ambiente que ocorre quando Bob e Charlotte se encontram. A sensação de estar perdida não só em um lugar desconhecido, mas sim na vida de ambos, isso se mistura a uma belíssima fotografia, ora cinzenta e solitária, ora numa metrópole colorida e agitada. Além de uma excelente trilha que mescla bem com cada imagem e situação. O filme deixa de ser uma sucessão de imagens e se torna a mais bela e pura poesia. 
Encontros e desencontros mostra que a obra não precisa ser milionária para nos encantar e despertar nosso interesse por questões relevantes que passam despercebidas em nosso cotidiano. É incrível como as luzes de Tóquio contrastam com a solidão e angústia dos personagens. Uma história de amor que aconteceu sem nunca acontecer. é daqueles filmes que precisa de identificação. Acredito que caso você não esteja passando por um momento de inquietude da alma/vazio existencial ou já viveu isso alguma vez, fica difícil captar o que a Sofia tenta passar ali.“Lost in translation” é simples como a vida.
E aos que acham o filme parado ou chato —- “For relaxing times, make it Suntory time!”.
(Luana Maranha escreve toda quinta-feira a coluna “Clube do Filme”  neste blog)

Desengavetem os leques e ventarolas

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 19/11/14 as 6:50 pm

Sexta-feira, das 8h às 13h, vai faltar energia elétrica em vários pontos de Macapá e Santana. De acordo com a CEA a interrupção no fornecimento é necessária para os serviços de divisão de circuitos, podas de árvores, colocação de postes e remanejamento de  rede de baixa tensão.

Confira onde faltará energia:

Bairro Buritizal – Rua Manoel Eudóxio Pereira com Avenida Dos Galibis.

Município de Santana – Rodovia Duque de Caxias e Rua Tancredo Neves com Rua Barbosa, bairro Paraíso.

Bairro do Trem – Rua Manoel Eudoxio Pereira com Avenida Conego Domingos Maltez.

Bairro Santa Rita – Rua Santa Catarina com Avenida José da Silva Castro.

E das 14h às 17h  em Santana – Rua Salvador Diniz com Avenida Rio Branco, bairro Central.

Tem banzeiro no Dia da Consciência Negra

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 19/11/14 as 6:35 pm

Semana da Consciência Negra: Banzeiro do Brilho-de-Fogo no primeiro dia de evento

Texto e fotos: Mariléia Maciel

O mês dedicado à memória da luta de Zumbi dos Palmares será festejado no Amapá com a tradicional programação no Centro de Cultura Negra do Amapá (CCNA), que é a Semana da Consciência  Negra, onde consta a atração principal, o Encontro dos Tambores. Durante cinco dias, comunidades negras da capital e de outros municípios, estarão se apresentando e confraternizando no bairro do Laguinho, onde mostram suas danças e tradições afro-religiosas. Este ano os batuqueiros do Projeto Banzeiro do Brilho-de-Fogo entram como destaque e tomam conta do anfiteatro, com mais de 70 participantes.

29 anos de conscientização negra no Amapá

A primeira Semana da Consciência Negra foi realizada em 1985, com uma festa para o Grupo Pilão, que completava dez anos. Com o reconhecimento dos fatos históricos e valorização da cultura afrodescendente no Amapá, a programação passou a ser enriquecida com a participação de manifestações culturais e religiosas de raízes africanas, como capoeira, samba, candomblé, umbanda, tambor de mina, entre outros. Em 1996 a União dos Negros do Amapá (UNA) foi criada, e assumiu a Semana de festejos, e com a inauguração do CCNA, a programação ganhou um espaço legítimo.

Encontros de tradição e fé

O Encontro dos Tambores entrou na programação há 19 anos, e junto com a Missa dos Quilombos, se tornou o grande atrativo do evento. O Encontro reúne comunidades que mantém as danças tradicionais do Amapá, como marabaixo, batuque, zimba e sairé, e ainda o tambor de crioula, trazido do Maranhão e que é dançada em alguns municípios. A Missa dos Quilombos é celebrada com sacerdotes da igreja católica e de religiões de matriz africana, com seus rituais característicos e muitos cânticos ritmados com percussão.

O Banzeiro do Brilho-de-Fogo

banzeiro1Este ano a Semana da Consciência Negra tem um diferencial, que é a participação dos batuqueiros do Banzeiro do Brilho-de-Fogo, um projeto de inclusão social e cultural, realizado por músicos e fazedores de cultura, e apoiado pela Prefeitura de Macapá (PMM). Desde o primeiro semestre deste ano capacita crianças, jovens, adultos e idosos, de toda Macapá, na arte de confeccionar e tocar instrumentos de percussão. É a primeira apresentação para um grande público, dos integrantes, que estarão mostrando o resultado do trabalho de resgate e valorização da cultura amapaense. É uma preparação para o Cortejo que sai em dezembro pelas ruas de Macapá.

banzeiro2A programação inicia no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, e encerra dia 25. Com a necessidade de reduzir custos, somente o Encontro dos Tambores entrou na programação, os 48 grupos das comunidades se apresentam no anfiteatro do CCNA. A Missa dos Quilombos abre a programação no primeiro dia, às 20h, e logo depois o Banzeiro do Brilho-de-Fogo faz sua participação com músicas regionais marcadas por tambores e metais.

Uma noite maravilhosa

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 19/11/14 as 12:41 am

Estou feliz. Tive uma noite maravilhosa na Escola Estadual Coelho Neto, onde fui homenageada pela minha obra “Paisagem Antiga”.
Fiquei emocionada com tanto carinho que recebi dos alunos, professores e funcionários.
A escola estava toda decorada com poesias, cartazes, baners e alegria, muita alegria.

Uma árvore com trechos de poemas do meu livro Paisagem Antiga foi montada. As flores quando se abriam revelavam meus versos
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Os estudantes recitaram meus poemas

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Falei sobre minhas obras, respondi perguntas e ofertei um kit de livros para a sala de leitura da escola

a11Tendo ao fundo a árvore de meus “dizeres poéticos” fiz foto com a diretora Dilda Picanço, professor Nelino Gomes e supervisora Noemi Santana

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E também com alunos, funcionários e professores

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Integrantes do Movimento Poesia na Boca da Noite estiveram lá prestigiando a programação

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Cheguei em casa feliz, muito feliz. E registro aqui meu agradecimento a todos os alunos que me proporcionaram momentos inesquecíveis de ternura, aos professores, em especial ao professor de Língua Portuguesa  Nelino Gomes, responsável pelo estudo da obra “Paisagem Antiga”, a diretora Dilde Picanço, supervisora Noemi Santana, coordenadora pedagógica Maria do Socorro Pastana e a todos os funcionários que me receberam com alegria e carinho, desde os vigilantes na entrada ao pessoal da copa. Faço um agradecimento especial também aos amigos do Boca da Noite, que foram lá me prestigiar. Obrigada. Muito obrigada a todos.

Esta é a segunda escola a me homenagear este ano. No primeiro semestre fui homenageada pela escola José Anchieta. Foi também uma festa linda e de um significado tão especial, pois minha mãe, Delzuite Cavalcante, fez parte da primeira equipe de professores de lá.

CNJ afasta corregedor do TJ do Amapá

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 18/11/14 as 5:20 pm

Do portal da Folha de S.Paulo

CNJ afasta corregedor do TJ do Amapá

Por Frederico Vasconcelos

Em decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça abriu procedimento administrativo disciplinar e afastou nesta terça-feira (18) o magistrado Constantino Augusto Tork Brahuna dos cargos de corregedor-geral e desembargador do Tribunal de Justiça do Amapá.

O colegiado também aprovou, por unanimidade, a sugestão de que a corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, elabore uma resolução para vedar a possibilidade de magistrados participarem de julgamentos quando parentes atuem como advogados.

A proposta foi apresentada pelo presidente da OAB, Marcus Vinicius Coelho, e teve a aprovação da representante do Ministério Público Federal, subprocuradora-geral Ela Wiecko.

Ao defender a ideia, o presidente da OAB disse que essa prática vem desgastando o Judiciário e a advocacia. O colegiado acompanhou a sugestão do presidente do CNJ, ministro Ricardo Lewandowski, autorizando a corregedora nacional a submeter ao plenário uma proposta para coibir esse tipo de procedimento, em função de fatos repetitivos, quando o juiz ou desembargador decide para beneficiar um filho ou parente advogado.

Em 2012, o CNJ negou liminar em que Brahuna tentou mudar determinação do colegiado. O desembargador era alvo de representação que pedia anulação de nomeação para o cargo de desembargador devido a “vícios insanáveis”.

Em maio deste ano, a Associação dos Membros do Ministério Público do Amapá divulgou nota de repúdio contra declarações que teriam sido dadas pelo desembargador, em entrevista coletiva, atribuindo a promotores a prática de “falsidade ideológica e fraude processual”.

O magistrado havia sido questionado, em correição do CNJ, uma vez que provimentos editados como corregedor afetavam a ação do Ministério Público em ações de improbidade administrativa e procedimentos de interceptação telefônica.

Brahuna foi acusado de criar artifícios e mecanismos para dificultar investigações pelo Ministério Público.

Segundo informa o TJ-AP, Brahuna bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal do Pará em 1973. Ingressou na magistratura do Amapá em outubro de 1991. Em 1994, foi titularizado na 1ª Vara Cível e de Fazenda Pública da Comarca de Macapá em 1994. Foi agraciado com o Troféu Tucuju de Ouro 2008 – Melhor Juiz. Foi promovido por merecimento ao cargo de Desembargador, sendo empossado em 2011. Atualmente ocupa o cargo de Corregedor Geral do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá biênio 2013-2015.

(Leia mais)

Vista essa ideia

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 17/11/14 as 9:43 pm

somdonorteDomingo o blog Som do Norte divulgou este cartaz  homenageando a Semana da Consciência Negra. A peça publicitária traz a imagem de Tia Biló, 89 anos, pedindo a bênção de Tia Zefa, 98 anos. As duas senhoras, consideradas memórias vivas da cultura do Marabaixo, estavam entre os primeiros moradores do bairro do Laguinho, o maior núcleo urbano de população negra de Macapá, criado na década de 1940; ambas foram entrevistadas para o documentário As Tias do Marabaixo, com previsão de lançamento para 2015.

– A valorização da cultura e das tradições da Amazônia foi o tema geral escolhido para a campanha de divulgação das camisas lançadas pelo Som do Norte – informa o jornalista Fabio Gomes, editor do blog e autor do documentário. – Todo domingo, até a semana do Natal, será divulgado um novo cartaz, e nesta semana o tema não poderia ser outro senão a Consciência Negra, cuja data se comemora em 20 de novembro.

As camisas Som do Norte podem ser adquiridas em Macapá pelo fone 96-98124-9871; em outras cidades do Brasil, através da Loja Som do Norte – http://somdonorte.lojaintegrada.com.br .

– Saiba como adquirir as camisas Som do Norte – http://somdonorte.blogspot.com.br/2014/11/como-adquirir-as-camisas-somdonorte.html

– Conheça o projeto As Tias do Marabaixo – http://tiasdomarabaixo.blogspot.com.br/

(Assessoria de Imprensa Som do Norte)

Chá da tarde

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 17/11/14 as 4:00 pm

Um passeio na orla
Bruno Muniz

Eu vi o rio levando o andor
e um povo envolto às pausas do açaí;
vi das pedras fortes, ido ao norte, um São José,
e um pouco à frente,
ao sorvetear todo o sabor de um bacuri,
sentei a ver cada detalhe do lugar:
“Um pesqueiro quando às águas é doutor?”
“Como o arteiro beira o céu a esculpir!”.
Na boca da noite,
Alcinéa traz os versos ao passar.
Na volta pra casa,
uma rede bambeia ao soluçar do vento
e um vazio mede as horas da maré;
às esquinas paradas no tempo,
uma placa encostada no muro
descama à sombra do sol
que reluz à cor do jambo:
“Bem-vindo a Macapá”.

Recebi e agradeço a gentileza

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 17/11/14 as 3:49 pm

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Menores embriagados

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 17/11/14 as 2:13 pm

Neste fim de semana no bairro Buritizal, zona sul de Macapá, um garoto de 14 anos, completamente bêbado, pegou um carro e saiu dirigindo por aí. Bateu numa motocicleta que estava parada no acostamento e num poste de iluminação pública. Graças a Deus os danos foram só materiais.

Também neste fim de semana, jovens na faixa etária dos 11 aos 16 anos participaram de uma festa de arromba, com muito álcool, numa residência no Buritizal. Um vizinho incomodado com a algazarra chamou a polícia.
Na casa a Polícia encontrou 13 menores mais bêbados que gambá e uma garota de 12 anos em coma alcoólico.
Os 13 foram apreendidos e conduzidos à Delegacia de Investigação em Atos Infracionais. A garota foi levada para o hospital de emergências.

Triste fim

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 17/11/14 as 11:13 am

Camilo Capiberibe (PSB) encerra seu governo de forma melancólica.
Não haverá a expofeira, realizada há meio século no Amapá.

A Semana da Consciência Negra terá uma programação encolhida em relação aos anos anteriores. As associações de afro-descendentes tem reclamado que este ano não foram chamadas para discutir a programação.

A Feira do Livro não terá venda nem exposição de livros.

Parece até que o governo do PSB quer ser vingar do povo por causa do resultado das eleições.

Palavras cruzadas

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 17/11/14 as 10:10 am

“Uso a palavra para compor meus silêncios (…)”

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Débora Borralho

 É inegável a importância literária de Manoel de Barros – doçura, simplicidade, natureza e paz em forma de poema. Uma mistura de cores, sons, cheiros e letras. Mais que palavras, Manoel (d)escreveu belezas que não podemos deixar morrer. Criador de sua própria linguagem, aclamado pelo público e pela crítica, o poeta bucólico foi mestre na arte de nos transportar para o universo verde que tantas vezes passa despercebido no nosso dia-a-dia.

A Literatura tem muito disso: ela nos acorda de um sono profundo da realidade e mostra em forma de sonho muita coisa que não conseguimos perceber. É uma viagem de fora para dentro e, surpreendentemente, de dentro para fora, para além…

São as pequenas coisas que tornam o nosso viver grandioso. Saber reconhecer que as menores paixões podem concretizar grandes amores e que o cantar de um pássaro na janela pode ser a maior sinfonia que os nossos ouvidos podem conhecer.

O poeta das sutilezas mostrou que devemos cair como as folhas das árvores, sem alardes e que é melhor aprender vendo, ouvindo, pegando, provando e cheirando.

Manoel se foi como tantos outros em 2014, mas será eternamente lembrado por sua obra, sensibilidade e capacidade de recriar a literatura brasileira. Como ele mesmo escreveu: “A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse os nossos mais profundos desejos”. E o que eu desejo profundamente é “‘repetir, repetir – até ficar diferente’ e ‘usar a palavra para compor os meus silêncios’”.

(Débora Borralho é neuropsicopedagoga, professora de Português e acadêmica de Direito. Escreve toda segunda-feira neste blog a coluna “Palavras Cruzadas”)

Randolfe diz que se juntar todos os aliados de Sarney dá um estudo de caso do Código Penal

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 16/11/14 as 1:19 pm

Do portal da revista Veja

Entrevista – Randolfe Rodrigues

‘Rogo para que o PSOL amadureça’

Senador Randolfe Rodrigues foi isolado e atacado internamente no PSOL por montar uma aliança com o DEM para derrotar o grupo de José Sarney no Amapá: ‘Muitos partidos de esquerda não compreendem a realidade existente nos estados mais periféricos do país’

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Gabriel Castro, de Brasília

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PSOL NO DIVÃ – O senador Randolfe Rodrigues: ‘Uma coisa que admiro na esquerda é a capacidade de autocrítica. Eu queria que o meu partido exercitasse mais essa capacidade’. (Moreira Mariz/Agência Senado/VEJA)

Dos integrantes do PSOL, o senador Randolfe Rodrigues (AP) ocupa o cargo mais alto: ele é o único senador do partido. Paradoxalmente, está isolado dentro da sigla. Uma das razões foi seu apoio a um candidato do DEM ao Senado na reta final das eleições, numa articulação bem-sucedida para derrotar o grupo de José Sarney. Deu certo. Mas, agora, Randolfe não sabe se tem futuro na sigla. Em entrevista ao site de VEJA, ele aponta erros na condução do PSOL e afirma que muitos partidos de esquerda são excessivamente doutrinários.

O senhor apoiou a candidatura de Davi Alcolumbre, do DEM, ao Senado no Amapá. Vale tudo para derrotar o grupo de José Sarney?
Primeiramente, é importante contextualizar o Amapá em nossa disputa com o Sarney e com todos que estão em torno dele. O senador Sarney tem sua base no Amapá desde 1990 e eu sempre fui daqueles que fizeram oposição a ele, mesmo quando estava no PT. E via que uma das formas de derrotá-lo em 2014 era dividir o bloco dos que poderiam estar na órbita dele. Por isso fui um dos incentivadores da candidatura do Davi Alcolumbre. Funcionou. Deu tão certo que a apresentação da candidatura do Davi inviabilizou a possibilidade de Sarney ser candidato ao Senado. O Sarney apresentou uma alternativa, que era a candidatura de Gilvan Borges, para manter alguém sob sua influência no Senado. E a ‘Frente Popular’ apresentou um candidato do PT. Essa candidatura não se consolidou e na reta final da campanha todas as forças progressistas do Amapá centralizaram forças para evitar que o representante de José Sarney se tornasse vencedor.

Por que a candidatura de Davi Alcolumbre era tão importante?
Ele é jovem. E, no passado, era da órbita de Sarney. Saindo dessa órbita, ele quebrava o núcleo de forças do próprio campo de Sarney e teria votos mais à esquerda além dos votos do próprio campo em que Sarney outrora dominava. Por isso acabou se tornando a candidatura viável para derotá-lo.

Essa aliança heterodoxa é semelhante à parceria entre PCdoB e PSDB para derrotar o grupo de Sarney no Maranhão?
Sem dúvida. Por onde Sarney passa é preciso restaurar a República. É  o caso do Maranhão. No Amapá a gente vive numa luta permanente para restabelecer práticas republicanas. Basta ver o leque de aliados que ele tem no Amapá. Não só são comprometidos com o que há de atrasado, mas também têm ficha criminal. Se juntar todos é um estudo de caso do Código Penal.

Num cenário como esse, as diferenças ideológicas entre DEM e PSOL são irrelevantes?
No Amapá e no Maranhão a gente tem que antes de qualquer coisa iniciar a República. No Amapá nós tivemos um retrocesso com a vitória do principal aliado do senador Sarney ao governo (Waldez Góes, do PDT). Nosso desafio permanente é esse, de restabelecer na administração pública práticas republicanas.

A direção do PSOL criticou a aliança do partido no Amapá.
Eu acho que muitos partidos de esquerda não compreendem a realidade existente nos estados mais distantes e periféricos do país.

São partidos doutrinários demais?
Muitos sim. O que existe, por exemplo, no Amapá são relações pré-mercantis, pré-capitalistas, anteriores à revolução democrática burguesa. Eu tenho a mesma leitura de Flávio Dino no Maranhão. Algumas regiões periféricas têm alguns pactos das elites locais que nós temos que desbravar. Muitos partidos de esquerda ainda não entenderam isso.

(Leia a entrevista completa clicando aqui)

Dilma diz que a Lava Jato vai mudar o país

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 16/11/14 as 11:49 am

Na Austrália, onde participa da reunião do G20, a presidente Dilma Rousseff disse neste domingo que  “a operação Lava Jato pode mudar o país para sempre no sentido de que vai acabar com a impunidade”.
Ela disse também a operação é simbólica porque pela primeira vez há uma investigação profunda envolvendo segmentos públicos e privados, mas ressaltou que não se pode condenar a Petrobrás. “O que temos que condenar são as pessoas – os corruptos e corruptores”.

No Bar DU Pedro

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 16/11/14 as 11:23 am

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Artigo dominical

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 16/11/14 as 11:01 am

O fabricante de esteiras
Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá

Um jovem monge, fabricante de esteiras, foi ter com o seu abade e lhe disse:

– Pai, o meu espírito está muito abatido. Faço de tudo para afastar esta tristeza, mas não consigo. O abade lhe deu este conselho:

– Eu tenho o remédio certo: crie um novo modelo de esteira. O noviço, tocado por esta proposta inesperada, obedeceu e voltou ao trabalho com mais afinco. Depois de um mês, com as suas mãos habilidosas, ele acabou de confeccionar uma belíssima esteira. No entanto, depois de alguns dias, o seu coração foi tomado novamente pela tristeza e o abatimento. De cabeça baixa, voltou a falar com o abade e lhe disse:

– O demônio da acédia me atormenta novamente, o que devo fazer?

– Inventa um novo modelo de esteira – repetiu o superior. O jovem obedeceu e, desta vez, a cidade inteira foi invadida por tecidos de palha e vime maravilhosamente entrelaçados. Com isso, o diabo ficou revoltado e disse:

– Com este monge não tem jeito. A cabeça dele está tão ocupada com a criação de novos modelos de esteiras que a oração dele está sempre viva e o seu coração sempre alegre!

A parábola dos talentos é muito conhecida. É fácil também nos deixar envolver pelo desenrolar da história. Ficamos curiosos nos perguntando quantos e quais “talentos” o Senhor nos deu, talvez com vontade de confrontá-los com os talentos dos outros. Será que o Senhor foi injusto conosco? Por que sempre achamos que ele deu mais e melhor para os outros? Também precisamos entender o que significa para nós multiplicar os dons e as aptidões que nos foram confiadas. Será que vamos dar conta? Quando o Senhor vier, para o balanço final, teremos mesmo alguns frutos para apresentar?

Com certeza devemos deixar de lado uma leitura, digamos, utilitarista desta parábola. A questão não pode ser aquela de ganhar mais. O Senhor Jesus sempre falou de juntar tesouros no céu e não neste mundo e chamou de insensato o rico que se deu por satisfeito porque tinha acumulado muitos bens. O fato de ter lucrado mais talentos é o resultado do trabalho e não a razão final do esforço.

Com efeito, o terceiro empregado simplesmente enterrou o talento, não o usou e também não se interessou por nada. Assim o patrão chama de servos bons e fiéis os primeiros dois empregados, mas chama de mau, preguiçoso e inútil o terceiro. Preguiçoso, porque não teve nenhuma preocupação com o uso do talento e inútil porque, não progrediu absolutamente em nada. Entendida neste sentido a parábola fica clara e desafiadora.

A questão não está em ter mais ou menos talentos – cada um de nós tem algo que recebeu totalmente de graça a começar pela própria vida – e nem em lucrar muito ou pouco, mas no fato de ter “trabalhado” ou não ter feito nada, ter desistido desde o início por medo do patrão ou mesmo por preguiça, por falta de iniciativa, por acomodação. Podemos resumir dizendo que estamos neste mundo não simplesmente para curti-lo ou desfrutá-lo, mas para transformá-lo numa realidade melhor nos deixando envolver num projeto grande e bonito que poderíamos chamar de “civilização do amor”.

O economista Adam Smith já dizia que “é o egoísmo do padeiro e não a sua generosidade, que nos fornece o pão de cada dia”. De fato, ele reconhecia que o lucro ou a ganância são as grandes molas que movem, desde sempre, a atividade humana. Quantas pessoas, por causa disso, gastam a vida intera para ganhar, cada vez mais, dinheiro ou aumentar o seu prestígio numa corrida sem fim. Não medem esforços quando a questão é o lucro, mas ficam preguiçosas e sem interesse quando o que está em jogo é a convivência fraterna, a solidariedade, o bem dos menos favorecidos. Somos muito ativos e criativos quando queremos ganhar dinheiro, mas pouco ou nada fazemos para vencer as injustiças, as desigualdades, as exclusões. Precisamos de mais coragem e determinação para ser mais criativos e comprometidos no amor. Desta maneira, daremos um sentido à nossa vida e manteremos ocupada a nossa mente e o nosso coração. Não teremos mais tempo para pensar somente no nosso bem-estar, aprenderemos a pensar mais nos pobres e esquecidos. Se não somos fabricantes de esteiras, todos podemos sempre ser fabricantes de amor. Mais criativos a cada dia.

Piratão: quem conta um conto aumenta um ponto

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 14/11/14 as 9:00 am

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Bom dia!

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 14/11/14 as 6:16 am

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Assalto na estrada

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 13/11/14 as 8:54 pm

Três bandidos assaltaram hoje um ônibus que vinha de Pedra Branca para Macapá com cerca de 30 passageiros. O assalto ocorreu no km 125 da BR-210.
De revólveres em punho, os bandidos tomaram celulares, jóias e dinheiro dos passageiros e toda a renda que estava com o cobrador.
Depois do assalto o trio embrenhou-se na mata.

Amanhã na Feira do Livro de Porto Alegre

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 13/11/14 as 4:00 pm

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Mobilidade urbana será debatida em piquenique

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 13/11/14 as 1:17 pm

maxyatacoAcontecerá na próxima terça-feira, 18, em frente ao Anfiteatro da UNIFAP, mais uma edição do “Piquenique Coletivo”, dessa vez a temática discutida será “Mobilidade Urbana”.

A intenção é fomentar o debate sobre o tema, ao mesmo tempo, trazer para o cotidiano da população em geral os benefícios de um trânsito de qualidade e humanizado.

Com essa intenção, o Coletivo Construção, organização do Movimento Estudantil da UNIFAP, convidou Cristina Baddine, militante da Mobilidade Urbana e atual Diretora Presidente da Companhia de Transito de Macapá – CTMAC, para juntos debatermos os gargalos da mobilidade urbana, em especial do Transporte Público.

(Max Yataco)