Feliz aniversário, mano!

Meu amado irmão Alcione, engenheiro florestal e um dos técnicos mais competentes e respeitados na área, está aniversariando hoje.
Nasceu numa sexta-feira, 13 de agosto, às 13 horas para provar que o 13 não é e nunca foi um número que dá azar. Ao contrário, é um número de muita sorte.

Quando foi fazer vestibular na Universidade Federal do Paraná, Alcione saiu daqui de Macapá num dia 13. O resultado do vestibular foi divulgado num dia 13 e lá estava ele entre os aprovados. O número de sua casa era 713 e há muito mais trezes em sua vida que agora não lembro.

Mamãe é que sabia todos e adorava nos contar e nos contava também que o mano gostava de comer carvão e taí uma foto dele, molequinho no quintal mexendo no carvão. Acho que estava escolhendo um bom pedaço para comer (notaram esse pedação de carvão que ele tem na mão? rsssss).

Mano, eu poderia contar aqui pros amigos as tuas peripécias quando moleque. Lembras quando resolveste ficar pulando de um cajueiro para o outro no nosso quintal, até que erraste o salto e levaste um quedaço e eu ali sem saber o que fazer? E quando a mamãe te mandava estudar depois do almoço? O que tu fazias? Enquanto ela ia tirar a sesta tu fugias pra brincar no quintal da dona Lourdes, nossa vizinha, ou para empinar papagaio e eu tinha que ficar de plantão pra te avisar com um assobio quando mamãe acordava. Tu ouvias o meu assobio, vinhas correndo, pulavas a janela do quarto, pegavas o caderno e fazias que estava estudando. E aquela vez que tu, o Zoth e a Lene me trancaram no guarda-roupas e ainda me deram um apelido que eu odiava? Ah, lembras quando a gente se escondeu embaixo de um pé de jasmim porque disseram que o mundo ia se acabar? Tem tanta historinha da nossa infância, né? Nem vou contar aqui o que tu aprontavas com o Zoth e com Alcilene. Deixo que eles mesmos contem.

Depois veio a adolescência e as minhas coleguinhas se apaixonando por ti e eu servindo de moleca de recado. Pode?

Vieram as festas no Macapá e na Assembléia e nós sempre juntos. Voltando dos bailes a pé, numa época em que se podia andar pelas ruas de Macapá a qualquer hora sem medo de assalto ou qualquer outro tipo de violência.

Quando foste estudar em Curitiba, tão longe, eu ficava contando os dias que faltavam para as férias pra te ver chegar, te ouvir falar da neve, das coisas da cidade grande e curtir os últimos lançamentos de “bolachões” que trazias na bagagem. E é com esta mesma ansiedade que hoje espero pelas noites de sexta-feira porque sei que religiosamente vens aqui na minha casa toda sexta à noite e todo sábado pela manhã tomar uma cervejinha, contar histórias e comentar sobre o que o rolou durante a semana na política, na arte, no carnaval…

Bom, mas como eu ia dizendo lá em cima, eu poderia contar aqui para os amigos que visitam meu blog, um montão de coisas da gente. Mas o que eu quero mesmo é falar que te amo muito, agradecer pelo teu carinho, pela cunhada e sobrinhos maravilhosos que me deste, pelo apoio que me dás sempre que eu preciso e dizer que se tu tens sorte porque nasceste num dia 13 às 13 horas, mais sorte tenho eu por te ter como irmão.

Mano Zoth tá na área

Meu amado irmão Zoth está em Macapá. Veio matar saudade da família, amigos e da brisa do rio Amazonas e comemorar com a gente o Dia dos Pais e o aniversário do mano Alcione.
E, claro, que todos os dias são de festa quando ele está na cidade.

Há 39 anos

Há exatos 39 anos dissemos “Sim” diante do altar. Um “Sim” que renovamos todos os dias ao longo dessas quase quatro décadas de feliz união, amor e companheirismo.

Feliz aniversário, amada irmã!

Era junho. Frio. Fim de tarde no Rio de Janeiro. Eis que mamãe chega do médico e anuncia que está grávida, que a cegonha traria mais um bebê para nossa família. Olhei em direção ao Cristo Redentor depois virei-me para minha mãe e disse: “Quero que seja uma menina”. Tanto papai como mamãe disseram que fosse menina ou menino o bebê que estava a caminho seria muito amado. Mas eu continuei na torcida por uma menina, pois já tinha dois irmãos, dois príncipes; faltava uma princesa. Voltamos para Macapá, os meses passaram, a medida que a barriga da minha mãe ia crescendo, meu desejo de ter uma irmãzinha crescia também. Me imaginava com ela no colo, me imaginava levando-a para passear, penteando seus cabelos, embalando-a na rede e arrumando seus brinquedos.
No dia 29 de janeiro foi festa em casa, um jantar que reuniu intelectuais amigos dos meus pais. Não sei ou não lembro o que estavam comemorando, só sei que a festa foi até altas horas. Algum tempo depois que os convidados foram embora, mamãe começou a sentir as dores do parto. Chovia forte e por baixo de chuva papai teve que sair para ir buscar a parteira.
Eu quase não dormi, pois estava ansiosa para ver o rostinho da minha irmã. Sim. Não sei porque eu tinha certeza que era uma menina.
Pouco antes das sete levantei-me. Papai estava sentado na sala. Rumei em direção ao quarto deles e ele me barrou. “Não pode entrar aí. Espere o bebê nascer. Ele já vai nascer”. Nisso ouvi um chorinho vindo do quarto. Papai levantou-se, me abraçou e disse: “Acabou de nascer”. Eu, claro, queria entrar no quarto e mais uma vez fui barrada. Minutos depois a porta abriu-se. Papai entrou e eu entrei atrás. E lá estava a minha irmãzinha tão esperada. Que felicidade!
Ela linda, chorona, cabelos tão lisos e bochechudinha.
Talvez seja desnecessário dizer que fiz tudo que imaginei e um pouco mais. Brincava com ela, empurrava seu carrinho, arrumava suas bonecas, contava-lhe historinhas, embalava-a na rede (um dia embalei tão alto que caímos as duas. Chorei mais do que ela), penteava seus cabelos.
Quando estava maiorzinha, gostava de a tardinha arrumá-la bem bonita, com vestidinhos de renda ou cambraia bordada, sapatinhos brancos e ia passear com ela no bairro e na casa das minhas colegas.
Mais tarde ela até servia de escudo para mim. Sim. Quando eu queria ir namorar na sessão da tarde do Cine João XXIII levava-a comigo. Ela passava o filme todinho tomando sorvete e eu de mãos dadas com o namorado.
Apesar de muito paparicada por ser a caçula, não era uma menina tola. Muito inteligente era elogiada na escola e desde pequenina sempre foi muito responsável e solidária.
Minha menina cresceu, se tornou uma grande mulher, uma profissional respeitada, uma amiga que todos querem ter.
Em algumas situações ainda é meu escudo. Às vezes é minha filha;  outras vezes, minha mãe. E sempre será uma das pessoas que mais amo no mundo.
Neste dia 30 em que ela completa mais um ano de vida, eu, meus irmãos, seus filhos e sobrinhos temos muito a comemorar porque Alcilene é um dos maiores e mais valiosos presentes que Deus nos deu.
Mana, que jamais te falte a proteção divina e motivos para sorrir este sorriso tão lindo que trazes da infância; que teu coração continue puro como a pureza do teu olhar.
Nesta noite, em que teço essas lembranças e revivo o teu nascimento, chove em Macapá (como choveu quando papai foi buscar a parteira). Mas saiba que se cair uma chuva tão forte, daquelas de fazer o céu desabar, eu juntarei todas as estrelas para enfeitar os teus caminhos.
Deus te abençoe!
Te amo!

“Nada temas.
Eu tenho as mãos sortidas de carinho.
O coração úmido de ternura
desde que Deus inaugurou a tua presença”
(Alcy Araújo)

Felizes para sempre

Abençoados por Deus, família e amigos, o meu sobrinho Marcelino Cavalcante e sua amada Letícia casaram-se ontem numa bonita cerimônia religiosa, celebrada pelo apóstolo Kelson,  e recepção impecável.
Que sejam felizes para sempre é o meu desejo.

(Fotos: Alcilene Cavalcante)

Tem sorriso mais lindo?

Minha neta Alice – O sorriso mais lindo, mais sincero e mais espontâneo a alegrar nossas vidas.
A você, leitor e leitora do blog, desejo que nesta semana que se inicia você tenha inúmeros motivos para sorrir e receber sorrisos.