Orgulho tucuju – Filme “Açaí” conquista prêmios no 43º Festival Guarnicê

Lançado em fevereiro de 2020, o curta-metragem Açaí, da produtora de audiovisual amapaense Grafite Comunicação, participou do 43º Festival Guarnicê de Cinema e conquistou dois prêmios durante o evento, o de Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Curta-metragem Nacional Júri Popular. A trilha premiada é uma obra do músico Manoel Cordeiro e da banda O Sósia.

A produção local concorreu com mais 22 obras de outros estados na Mostra Nacional de Curtas, sendo a única produção amapaense durante o festival. O prêmio dado pelo júri popular é um dos maiores do festival, que este ano recebeu votos via aplicativo próprio da organização. Já o título de Melhor Trilha Sonora Original é dado por uma comissão técnica que avalia a qualidade das músicas e a composição com a parte visual da produção.

Segundo André Cantuária, diretor do filme, a trilha é fortemente influenciada pelos ritmos brega e melody, típicos do estado. “A ideia era resgatar a identidade do Norte também nas músicas, então escolhemos O Sósia, que é uma banda de brega rock de Macapá, e depois o Manoel Cordeiro, amapaense e nacionalmente conhecido como Mestre da Guitarrada, para fechar uma trilha envolvente e dançante”, pontuou o diretor.

O Festival foi realizado pela Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proec) da Universidade Federal do Maranhão e promovido pela Diretoria de Assuntos Culturais (DAC).

Filme Açaí
No ano de 2017, a produção foi selecionada no 1º Edital de Fomento ao Setor Audiovisual do Amapá, organizado pelo Governo do Estado para conteúdos inéditos. O curta conta a saga de Dionlenon, um homem de 30 anos que está acostumado com a vida que leva ao lado da mãe, com quem mora numa periferia de Macapá. Ele sai em busca de dois litros de açaí para almoçar, mas não conta com uma viagem tão distante assim.

A ideia do roteiro inicial veio de alunos da escola Estadual Professora Raimunda dos Passos, bairro Novo Horizonte, durante o ano de 2015, dentro do Festival “Curta o Curta”, iniciativa que busca desenvolver os talentos da comunidade escolar. A partir de 2017, a Grafite Comunicação iniciou o projeto “Cine Perifa” na instituição, por meio da parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ), oferecendo curso de formação em cinema na metodologia do “Inventar com a Diferença”, para professores e alunos da Escola sobre audiovisual.

Ficha Técnica
Direção: André Cantuária
Roteiro: Sandro Romero
Produção: Rafael Aleixo
Produção Executiva: Jhenni Quaresma
Direção de Fotografia: Nildo Costa
Direção de arte: Pedro Stkls
Edição/Montagem: Richard Monteiro e Ícaro Reis
Trilha Sonora: Manoel Cordeiro e O Sócia
Desenho de som: Hian Moreira
Preparador de elenco: Thomé Azevedo
Estrelando: Joca Monteiro

Elenco: Deize Pinheiro, Rute Xavier, Naldo Martins, Paulo Bastos, Lu d Oliveira, Adalberto Marques, Veerney Nunes, Murillo Mathiel, Dionizio Junior, Kaio Castillo, José Augusto, Neto Montalvão, Laura do Marabaixo, Danu Alcântara, Sarah Aranha, Lucas Souza, Silvana Eduvirgens, Maria Rosa, Mauricio Maciel, Nilton “Biro Biro”, Caique Sampaio, cadela Pantera.

(Texto: Daniel Alves)

Hoje é o dia nacional da Ikebana

A Ikebana é a arte japonesa de composições florais.
Há vários estilos de ikebana. A Ikebana do estilo Sanguetsu (Montanha e Lua), criada por Mokiti Okada (fundador da Igreja Messiânica) serve não somente para adornar o ambiente, mas acima de tudo para equilibrar a mente, acalmar os sentimentos e enobrecer o caráter tanto da pessoa que faz como da que  aprecia.

O seu aprendizado não depende de uma habilidade peculiar, mas sim do sentimento com que é praticada.
Em Macapá, sempre há cursos e oficinas de ikebana no Johrei Center da Igreja Messiânica. ULtimamente, por conta da pandemia, as oficinas tem sido online.

“A sua prática, ensina-nos a eliminar as coisas supérfluas, não só no arranjo floral, como também na nossa mente, consequentemente, aumenta a nossa capacidade de síntese. Deste modo ela aumenta também a criatividade, a harmonia e diminui o stress.
Na foto, Nadir Gama e eu.  Essa foto é do ano passado quando fiz uma oficina de ikebana, ministrada por Nadir Gama no Johrei Center

Teatro/Itaú Cultural – Tem amapaense no Palco Virtual

O ator, diretor e professor Emerson de Paula, do Amapá, participa no dia 28 de setembro (segunda-feira), da programação do Palco Virtual, que o Itaú Cultural realiza até o dia 29, sempre virtual e ao vivo, e que conta ainda com espetáculos. Com a leitura de Coração-tambor, Emerson de Paula integra o ciclo de leituras que acontece nos dias 21 e 28 (segundas-feiras) às 20h, com textos de jovens dramaturgos, focados na Dramaturgia Negra, vindos de oito estados (AP, ES, MA, MG, RJ, RS, SC e SP).

O Itaú Cultural segue ao vivo e digital com o Palco Virtual em nova programação nas duas últimas semanas de setembro. Os ciclos de leituras dos dias 21 e 28 (segundas-feiras) são dedicados a textos de jovens dramaturgos e contam com debates conduzidos pela dramaturga anfitriã Dione Carlos e as convidadas Cristiane Sobral e Fernanda Júlia Onisajé. As sessões à noite, nos dias 22 e 29 (terças-feiras), trazem a versão online de Villa, cuja estreia foi em 2018, a partir de texto do chileno Guillermo Calderón sobre a ditadura no Chile. No sábado e domingo, dias 26 e 27, tem entretenimento em tempo real para as crianças, com o espetáculo Cavaco e Sua Pulga, que também adapta para as telas a produção antes realizada entre cenários nos teatros e ao ar livre.

Toda a programação do Palco Virtual Itaú Cultural é gratuita. As apresentações acontecem via Zoom e as reservas de ingressos online têm início 15 dias antes das atividades, pela plataforma Sympla

Os ciclos de leituras das duas últimas segundas-feiras de setembro dão voz a uma produção teatral fruto das turmas do curso EAD Dramaturgia Negra: A Palavra Viva, realizadas em 2019 e 2020 pela instituição. A cada semana, são apresentadas cinco cenas curtas, criadas durante o curso, conduzido pela dramaturga Dione Carlos, em formatos que vão desde leituras dramáticas clássicas a vídeos conceituais. Ao final de cada noite, Dione media uma conversa ao lado de uma convidada.

No dia 21, tendo como convidada a baiana Fernanda Júlia Onisajé, diretora-fundadora do Núcleo Afro brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA, o ciclo começa às 20h, com PROMETEU BR, do carioca Júnio Nascimento. Nela, um homem negro clama pelo fim da política de genocídio que assola o corpo preto. A paulista radicada no Rio Grande do Sul, Grazielle Bessa, apresenta Porque os Tons de Vestidos Sempre Mudam, inspirado no poema Da Menina, a Pipa, de Conceição Evaristo, no qual a personagem tem os tons de sua vida mudados a partir de suas escolhas. Valongo, do gaúcho Marcio Silveira dos Santos, por sua vez, traz a força de uma protagonista que, ao evocar memórias, elementos e energias do passado e do presente, roga pela permanente resistência afro-diaspórica de luta por justiça e direitos.

o Maranhão vem Tradição, texto de Brenna Maria, que parte de Catirina e Chico, personagens negros estereotipados no auto do bumba-meu-boi. Em cena, eles representam o homem e a mulher do campo, cantando a toada dos explorados. A noite fecha com A Greve das Amas, de Jefferson Fernandes, de Minas Gerais. Incorporando personagens do maracatu à comédia A Greve do Sexo – Lisístrata, de Aristófanes, o texto se passa na Bahia de 1883, onde uma mulher escravizada decide não mais amamentar os filhos da realeza e convoca todas para esta tarefa.

No dia 28, no mesmo horário, o ciclo apresenta mais um bloco de leituras dedicado à dramaturgia negra. A cena ficcional Ticumbi de Conceição da Barra, do capixaba Adriano Domingos Monteiro, tem como base a manifestação cultural quilombola ticumbi, ou baile dos congos, na qual dois reinos batalham simbolicamente pelo direito de cultuar São Benedito. Já o amapaense Emerson de Paula apresenta Coração-tambor. Baseado no mito Medéia e em diálogo com a manifestação cultural do marabaixo, este lamento trata do conflito de sentimentos em relação com o solo brasileiro, uma vez que se foi arrancado de terras africanas.

Obra de arte

Esculturas recobertas com manganês da inesquecível, saudosa e reconhecida internacionalmente artista plástica e professora amapaense Nina Nakanishi

Aulas online de teatro para crianças

A partir do dia 1 de agosto o Itaú Cultural passa a oferecer, sempre aos sábados, dentro da programação IC para Crianças, aulas online de teatro, com a professora Thaís Póvoa. A iniciativa se junta as aulas de dança, às quartas-feiras e domingos, ilustração, ás terças-feiras e quintas-feiras. Todos os vídeos são postados sempre às 11h nos dias estipulados para cada atividade no site  e no YouTube da organização (www.itaucultural.org.br e https://www.youtube.com/user/itaucultural).

Ao Vivo Lá Em Casa – Apresentações começam sexta-feira

Nesta quarta-feira (8), a Secretaria de Cultura do Amapá (Secult/AP) divulgou a grade de programação do primeiro final de semana do edital “Ao Vivo Lá Em Casa”, iniciativa que contempla diversas apresentações virtuais de artistas amapaenses. Nos próximos dias, serão 91 atrações transmitidas pelo (Facebook e Instagram) e plataformas streaming da Secult e dos profissionais da cultura do Estado. As primeiras apresentações ocorrem de sexta (10) a domingo (12), das 18h às 22h, com show do cantor Naldo Maranhão, Berço do Marabaixo da Favela e muito mais.

A programação definida pela Secult para esse primeiro final de semana, conta com 19 atrações, sendo de Lives e reproduções musicais, teatro de fantoches, capoeira, artes visuais, espetáculos teatrais, dança e festejos juninos, além de demonstrações técnicas sobre iluminação e captação de som, coreografias de hip-hop, discussão sobre a Lei de Emergência Cultural e história da dança capoeira.

Seguindo os critérios de isolamento social – recomendação dos órgãos de saúde para evitar a propagação do novo coronavírus – o projeto levará virtualmente para dentro das residências uma variedade de atrações culturais de artistas amapaenses. A seleção dos profissionais foi feita por meio de chamada pública, onde os proponentes comprovaram atuação continuada na área, o que atendeu técnicos e profissionais da cultura de diversos segmentos.

Por meio dessa iniciativa, a Secult oportuniza a geração de renda aos artistas locais nesse período de crise sanitária, profissionais que foram afetados pela impossibilidade de executarem suas atividades habituais. Ao mesmo tempo, a medida abre uma possibilidade de divulgação global das produções amapaenses, que podem quebrar as barreiras territoriais a partir da internet, chegando a outros estados e países.

“É natural dos artistas reunir pessoas com a sua arte, que vem agregar e fortalecer vínculos. Infelizmente as circunstâncias impossibilitaram esses profissionais de estarem próximos de seus públicos, ganhando sua renda; então, como Secretaria de Cultura, precisamos atuar para que essas pessoas tenham a oportunidade de trabalho garantido. O Ao Vivo Lá em Casa vem para quebrar as distâncias e promover em esfera global nossos artistas, trazendo alegria para a população que está isolada cuidando de sua saúde”, declarou o secretário da pasta, Evandro Milhomen.

Confira aqui a programação

(Ascom)