O lugar da literatura na imprensa hoje

A Academia Brasileira de Letras dá continuidade à sua série de Seminários “Brasil, brasis” de 2019 com o tema O lugar da literatura na imprensa hoje, sob coordenação geral do Acadêmico, professor, escritor e poeta Domício Proença Filho (quinto ocupante da Cadeira 28, eleito em 23 de março de 2006), e coordenação do Acadêmico e romancista Antônio Torres (Oitavo ocupante da Cadeira 23, eleito em 7 de novembro de 2013). Participante convidado: jornalista e escritor Rogério Pereira. O seminário está programado para o dia 25 de junho, terça-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr, Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

O convidado
Rogério Pereira
nasceu em Galvão (SC), em 1973. É jornalista, editor e escritor. Em 2000, fundou em Curitiba o jornal de literatura Rascunho. De janeiro de 2011 a abril de 2019, foi diretor da Biblioteca Pública do Paraná. Entre as curadorias realizadas, destacam-se as bienais do livro do Paraná, Manaus e Minas. Em 2006, criou o projeto Paiol Literário, do qual participaram cerca de 70 escritores. Tem contos publicados no Brasil, Alemanha, França e Finlândia. É autor do romance Na escuridão, amanhã, finalista do prêmio São Paulo de Literatura, menção honrosa no Prêmio Casa de Las Américas (Cuba), e traduzido na Colômbia.

O Seminário Brasil, brasis terá transmissão ao vivo pelo Portal da ABL

Veja como foi o lançamento do livro Caneta Dourada

Foi um sucesso o lançamento do meu livro “Caneta Dourada” sexta-feira, 7, na Biblioteca Pública Elcy Lacerda.
Mais de cem amigos compareceram ao evento tão importante e emocionante para mim.
Foi uma noite cultural que ficará gravada para sempre no meu coração. Momentos mágicos com declamação de poesias, apresentação de dança e shows musicais.
E eu que lido com palavras nem tenho palavras agora para descrever a minha emoção e gratidão com tanto carinho que recebi.
Poetas, músicos, escritores, artistas plásticos, jornalistas, minha família (marido, filho, irmãos, neta, sobrinhos), políticos e magistrados (estes não como autoridades, mas como amantes da literatura) estiveram lá levando seu carinho e palavras de afeto e incentivo.
A todos vocês a minha eterna gratidão por fazerem deste lançamento uma noite inesquecível e dourada.
Faço aqui também um agradecimento especial à Biblioteca Pública Elcy Lacerda pela organização impecável do evento.
Veja mais fotos e também os vídeos das apresentações musicais e declamações na minha pagina do Facebook clicando aqui

Os tambores vão rufar nesta quarta-feira. É o marabaixo da murta

A programação do Ciclo do Marabaixo 2019 continua nesta quarta-feira, 29. O Marabaixo da Murta do Divino Espírito Santo inicia a partir das 16h, nos barracões do Pavão (bairro Jesus de Nazaré) e Raimundo Ladislau (Laguinho). Haverá levantação dos mastros, cortejos e salva de fogos.

O evento desta quarta faz alusão à murta, erva aromática que serve para enfeitar os mastros, que foram retirados das matas do Curiaú no último sábado, 25. É uma planta de folhas pequenas, que, segundo a tradição, traz a simbologia mística de limpeza espiritual; também simboliza o ramo que a pomba do Divino Espírito Santo trazia no bico após o dilúvio.

“É uma data considerada importante dentro do nosso marabaixo. É uma das formas de exaltar o Divino Espírito Santo”, diz uma das festeiras deste ano do Marabaixo do Pavão, Naira de Paula Sena.

A programação do Ciclo do Marabaixo prossegue na quinta-feira, 30, com o início das novenas também em louvor ao Divino Espírito Santo, no Marabaixo do Pavão; na sexta-feira, 31, está marcado para as 21h o baile dos sócios do Divino, no grupo Raimundo Ladislau.

Apoio
O marabaixo foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em novembro de 2018. Para a realização do ciclo deste ano houve um investimento de R$ 130 mil, divididos igualmente entre os grupos realizadores.

Marcados pelo culto ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade, os festejos seguem até o chamado Domingo do Senhor, primeiro domingo após a celebração de Corpus Christi, este ano, no dia 23 de junho. Na extensa programação, ainda constam missas, ladainhas, retirada dos mastros pelos grupos, bailes e jantares e demais rituais que se encerram com as derrubadas dos mastros.

(Secom/GEA)

Vinicius de Moraes é tema de conferência na ABL

O professor e poeta Eucanaã Ferraz faz, na Academia Brasileira de Letras, a palestra de encerramento do ciclo de conferências “Poesia cantada: melodia e verso”, sob coordenação do Acadêmico e jornalista Zuenir Ventura, intitulada Vinicius de Moraes: a canção como destino. O evento está programado para dia 30 de maio, quinta-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, Castelo, Rio de Janeiro) Entrada franca

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado é a coordenadora-geral dos ciclos de conferências de 2019.

O CONFERENCISTA
Poeta e Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, onde leciona Eucanaã Ferraz publicou, entre outros livros, Martelo e Desassombro, Rua do mundo e Cinemateca. Para o público infanto-juvenil, destacam-se Bicho de Sete Cabeças e outros seres fantásticos; Palhaço, macaco, passarinho.

Eucanaã Ferraz ganhou o Prêmio de Melhor Livro para Criança (Água sim) pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ. Organizou, de Caetano Veloso, Letra Só, seleção de letras; e O mundo não é chato, reunião de textos em prosa. Assinou, ainda, os volumes Poesia completa e prosa de Vinicius de Moraes e Veneno antimonotonia, antologia de poemas e letras. Na área ensaística, publicou Folha Explica Vinicius de Moraes.

Obrigada a Academia Brasileira de Letras pelo gentil convite. Se eu estivesse no Rio não perderia de jeito nenhum

Festival Internacional de Jazz no Oiapoque

Por Araciara Macedo, especial para o blog

Um projeto que retrata e, ao mesmo tempo promove um resgate, da história de moradores e descendentes de moradores das comunidades banhadas pelo Rio Oiapoque, assim será o 1º Festival Internacional de Jazz que acontecerá nos dias 30, 31 de maio e 1º de junho no Hangar Lunay e no auditório do IFAP em Oiapoque.
O festival é uma realização do Coletivo Cafez’Oca Jazz e tem na sua programação, exposições, palestras e workshops, além de shows musicais com artistas amapaense e guianenses que vão promover o intercâmbio cultural entre artistas da Guiana Francesa e do Brasil.
Para o cantor amapaense Zé Miguel, um dos padrinhos do festival, o festival estabelece a ponte cultural onde já existe essa ponte física. “Todos os artistas têm alguma ligação com a região banhada pelo Rio Oiapoque, é uma confluência de artistas que buscam resgatar sua raízes. Isso representa uma enorme importância para a comunidade”, contou.
Edmar Elfort, relações públicas do evento, explica que o festival surgiu por conta da necessidade de se promover o intercâmbio cultural entre os dois países. “Na fronteira não existem diferenças, convivemos de forma pacifica e harmoniosa, muitos brasileiros e franceses tem descendentes e ancestrais dos dois lados, por isso que eu,m Denis Lapassion e Benoit Waddy, nos juntamos para realizar o projeto de intercâmbio cultural, ele reflete o espírito de compartilhamento e irmandade que tradicionalmente reina na região”. Não se trata apenas de shows musicais, é o encontro de culturas. Vamos falar sobre a história da região do Rio Oiapoque, as similaridades culturais que unem esses dois povos, vamos falar também da música na Guiana Francesa e
da música amapaense”, ressaltou.
A abertura oficial do evento será no dia 30 de maio às 18h, no auditório do IFAP Instituto Federal Amapá – campus Oiapoque, com a palestra de Eugene Epailly, historiadora da Guiana Francesa, que vai falar sobre a história do Cafesoca, seguida pela palestra do cantor e compositor Zé Miguel sobre a música do Amapá. O encerramento das atividades do dia 30 fica por conta de João Dorismar da Paixão, advogado brasileiro, com o tema história do Oiapoque.
No dia 31 as atividades iniciam com a palestra de Marie-Françoise Pindard, musicóloga da Guiana Francesa e o tema os ritmos crioulos tradicionais da Guiana, seguida por Emile Lanou e o tema jazz feito na Guiana. O encerramento das atividades do dia fica por conta das apresentações artísticas, sete shows acontecerão no palco do Hangar Lunay a partir das 18h30.

Sábado, 1º de junho, depois das masterclasses para fechar o festival, acontecerá vários shows no palco do Hangar Lunasy, a partir das 22h, uma noite de dança com a apresentação ao vivo de Fineias Nelluty e outros artistas.
Serviço
PREÇOS
Praça VIP 10 pessoas – 17 5 € / 700 reais
Mesas 4 pessoas – 65 € / 260 reais
Individual – 10 € / 40 reais
Postos de Venda
Cayenne: IFDM – 34 bd Nelson Mandela 97300 CAYENNE
Tel: +594 594 29 32 39
ifdm97@gmail.com
St Georges: Transporte ABG – Rua Elie Elfort 97313 St Georges
Oiapoque: Café Barfé – Café rua Honório Silva nº 391
Sala 102, Centro Oiapoque

Estão abertas as inscrições para o Congresso de Quadrinhos

Acontece de 6 a 8 de junho, no Sebrae, o II Aspas Norte – congresso de quadrinhos da região norte. O evento é organizado pela Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial – ASPAS – e este ano acontece dentro de um evento maior, o III Comertec.

O I Aspas Norte ocorreu em outubro do ano passado, na Unifap e na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, e contou a apresentação de 16 trabalhos acadêmicos sobre quadrinhos de pesquisadores do Amapá e do Pará.

Este ano, além das apresentações de trabalhos haverá uma oficina sobre roteiro para quadrinhos ministrada pelo roteirista Gian Danton.

Para inscrever o trabalho, basta o resumo da apresentação – o artigo completo será enviado posteriormente. O edital pode ser lido no site: https://www.comertec.org/gt-s.

As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de maio através do endereço https://www.comertec.org/eventos. O valor da inscrição é dois quilos de alimentos não perecíveis ou dois quilos de ração.

(Ascom)

Cada escritor com sua mania

Mauro Guilherme, autor de vários livros de contos, romances e poesias, é um dos escritores mais premiados.
De dia atua como promotor de Justiça no Ministério Público do Amapá. De noite tira o terno e a gravata, pega a caneta e agendas e escreve, escreve, escreve… “Escrevo quando todos dormem”, conta.

“A lua está sumindo,
mas o sol pode não chegar.
Tudo isso é vida
tudo isso é tempo
que vai se partindo.
Tudo isso é santo.
Tudo isso é lindo.”

Mania dele é  escrever à mão, em agendas. Depois corrige, corta palavras, acrescenta outras e aí sim, coloca tudo no computador. “Escrevo em agendas para não perder os escritos. Tenho sempre uma no criado mudo do meu quarto”, revela. E já são muitas agendas. Cheinhas de poemas, romances e contos – vários deles já publicados e premiados.