É marabaixo na Favela e quem tem roupa vai à missa

Imagem da Santíssima Trindade – O pedestal é enfeitado com um terço e fitas coloridas dos promesseiros

O rufar dos tambores vai ecoar neste sábado da Aleluia  por todo o bairro da Favela, a partir das 17h, com o Marabaixo da Aceitação que dá início ao Ciclo do Marabaixo da Santíssima Trindade, no Barracão da  Tia Gertrudes (Av. Duque de Caxias, entre Manoel Eudóxio e Professor Tostes)

“Quem tem roupa vai a missa lê lê
quem não tem faz como eu lê lê
Rosa branca açucena lê lê
case com a moça morena lê, lê”

Antes da gengibirra, do rufar dos tambores e da dança o festeiro faz uma oração à Santíssima Trindade pedindo proteção para todos que participam do Marabaixo. Após isso todos juntos rezam o Pai Nosso e a Ave Maria. Ouve-se o som das caixas e diante da imagem são cantados os primeiros versos, assim:

“Santíssima Trindade venho te louvar/ dá-me a Tua proteção/ na hora que eu precisar.”

É dia de soltar foguetes, beber gengibirra, tirar ladrões e dançar até altas horas. As mulheres de saia florida, blusa branca e toalhinha no ombro para enxugar o suor e os homens de calças e camisas brancas e sandália de couro. Mas vale também bermuda e camisa de qualquer cor.

Maria José Libório (Foto: Arquivo-www.alcinea.com)

As mulheres dançam em círculo, arrastando os pés. A coreografia lembra o andar dos escravos de pés acorrentados. Os homens tocam caixa (tambor) e tiram os ladrões, isto é, cantam, e as mulheres fazem o coro. Aliás, hoje as mulheres também  tocam caixa e puxam ladrões, como Maria José Libório, a Zezé, 79 anos, filha de Tia Gertudres – um ícone do Marabaixo.

Mas de onde vem esta que é a maior e mais importante expressão cultural do Amapá? Historiadores e pesquisadores dizem que da África, claro. Eles contam que nos navios que traziam os escravos para cá, os negros puxavam um canto que era como um lamento. “O ladrão lembra o lamento firme e vivaz de negros que cultivavam a esperança de voltar para o continente africano”, diz o pesquisador Rostan Martins. “Um participante líder e com habilidades de versar sobre assuntos do dia-a-dia, tira o Ladrão de improviso, como que roubando a “deixa” de outro participante que vai completando na improvisação”, explica.

“Quando eu aqui cheguei
logo na minha chegada
eu amarrei um pé de rosa
que nunca foi amarrada”

O ciclo, que começa neste sábado, só termina no dia 23 de junho, com a derrubada do mastro e a entrega da bandeira da Santíssima Trindade para o festeiro do próximo ano. Nesse período tem o Marabaixo do Trabalhador,  do Mastro,  da Murta, Missa, novenas, almoço dos inocentes e Corpus Christi. E haja gengibirra – uma bebida feita com cachaça, gengibre e açúcar.

Show internacional – Zé Miguel e Roseline no Norte das Águas

Zé Miguel divide o palco do Norte das Águas com a cantora francesa Roseline Jersier
Por Clay Sam

De um lado a presença marcante e mágica da cantora francesa Roseline Jersier, soltando a voz e interpretando Zouk Love, de outro lado o cantor e compositor amapaense Zé Miguel e suas canções cheias de poesia e fascínio.

Um encontro que promete encantar o público na noite do dia 04 de maio no espetáculo “A Ponte”.

O show acontecerá no Norte das Águas, localizado no Araxá, e é assinado por Edna Pantoja, produtora cultural amapaense, “é um show especial, com muito Zouk para o povo dançar, está sendo trabalhado com carinho para se transformar em uma noite mágica que ficará na memória dos participantes”.

Roseline e Zé Miguel são os autores da música que empresta nome ao show e é, reconhecidamente, um dos maiores sucessos atuais no repertório de programas de rádio e televisão na Guiana Francesa.

Conheça os artistas
Roseline Jersier – Uma guianense, apaixonada por ciência e matemática que sonhava em ser astronauta e acabou se transformando em uma das maiores referências musicais da Guiana Francesa. Está é Roseline Jersier, cantora formada em jazz por uma das maiores escolas de Paris, ganhadora de prêmios e concursos culturais.

Roseline vem de uma família de nove filhos, pais guianenses e guadalupenses profundamente enraizados na música. Foi através da mãe, Rolande Dauphin, conhecida na Guiana por seu envolvimento cultural, cantora de “La Lyre Cayennaise”, que sonhava em um dia ver entre seus filhos um sucessor, que Roseline deu os primeiros passos na música.

Já se apresentou em vários locais em Cayenne, Paris e durante três anos foi produzida pela LB Records, representada pelos irmãos Lancri, dos Estados Unidos. Os Lancri também produziram dois álbuns da cantora e, foi através deles que se apresentou no Zenith de Paris durante o Big Bad Zouk. Seu último álbum foi distribuído na Fnac de Paris.

A cantora também se apresentou várias vezes no Brasil. No Amapá, além de se apresentar ao lado de cantores amapaenses, Roseline gravou a musica “A Ponte” no último álbum do cantor e conpositor Zé Miguel, que divide com ela a parceria na composição da música, além disso, a cantora fará uma participação especial na gravação do proximo album do cantor e compositor Fineias Nelluty.

Zé Miguel – A frase “Eu não vejo graça em outras coisas como vejo em cantar”, pronunciada por Elis Regina no auge de sua carreira, expressa bem o jeito de ser desse ícone da musica amapaense.

Primogênito de uma família de 06 irmãos, Zé Miguel optou pela carreira musical desde muito cedo. Iniciou cantando em Igreja Evangélica. A voz bem afinada encantava os fieis e, em pouco tempo, o pequeno artista era um dos preferidos para subir ao púlpito da igreja.

Cresceu buscando realizar o sonho de se tornar um grande guitarrista. Paralelo a isso, começou a exercitar o hábito de compor suas próprias canções, inicialmente com a intenção de participar dos festivais da época, depois tomou gosto pela coisa e seguiu adiante.

Com uma carreira amadurecida e consolidada, Zé Miguel lançou seis Cds solo e um DVD. Já dividiu o palco com grandes nomes da musica nacional e internacional. Participou de shows em diversos estados brasileiros e é, reconhecidamente, um dos maiores nomes da música popular amapaense.

Serviço
Show: A Ponte
Artistas: Zé Miguel e Roseline Jersier
Local: Restaurante Norte das Águas (Complexo Araxá)
Data: Dia 04/05/2019
Hora: 22h30
Valor mesa: R$ 150
Reservas e informações: 981216999

Sábado da Aleluia tem marabaixo na Favela

Ciclo do Marabaixo na Favela: Sábado da Aleluia tem Marabaixo da Aceitação
no barracão de Gertrudes Saturnino
Por Mariléia Maciel

O Ciclo do Marabaixo na Favela inicia neste Sábado da Aleluia, 20 de abril, com o Marabaixo da Aceitação, no barracão da Gertrudes Saturnino, e a quarta geração da família se reúne para dar início a mais uma homenagem à Santíssima Trindade.  As tradicionais rodas de marabaixo, rituais, novenas, missa, almoço dos inocentes, estarão intercaladas com workshop, rodas de conversa, ações sociais e educativas, exposições e empreendedorismo, como forma de retorno social e cultural para os participantes. A Associação Cultural Berço do Marabaixo da Favela está na coordenação do evento que encerra na festa de Corpus Christi.

Os festejos em homenagem à Santíssima Trindade remontam ao início do povoamento de Macapá, quando os primeiros moradores que habitavam ao redor da igreja São José, incorporaram a cultura do marabaixo à fé cristã. Nos anos 40, com a transferência dos negros do centro para a Favela, atual bairro Santa Rita, e Laguinho, o costume foi levado para estes redutos. À frente da mudança estava Gertrudes Saturnino, que criava “ladrões” de marabaixo, tocava e dançava.

Foi a fé de Gertrudes que mudou a trajetória da família Costa e o calendário do Ciclo, ao prometer à Santíssima um almoço para 12 crianças no Ciclo do Marabaixo, caso sua filha Natalina engravidasse. Ao nascer Manoel a bênção foi paga, e ainda hoje na Favela repete-se o costume de oferecer o Almoço dos Inocentes para as crianças, que representam os apóstolos. Depois de Manoel, vieram os demais filhos de Natalina Costa, falecida em 2017, que junto com os netos e bisnetos da pioneira dão continuidade à tradição.

A Santíssima Trindade é um dos Mistérios do Cristianismo simbolizada por uma coroa e em cima dela, o planeta terra e uma pomba. De acordo com a doutrina cristã a Trindade define Deus como três pessoas: Pai Filho e Espírito Santo. Outro elemento que identifica a Santíssima são as cores azul e branca, e nos barracões em que são feitas as homenagens durante o Ciclo do Marabaixo, dois na Favela e dois no Laguinho, fitas e adornos são feitos com esta combinação. Além da família e Associação, os pagadores de promessa, que pegam a bandeira da Santíssima Trindade no ano anterior, são responsáveis pela organização, e neste ano, Cristiane Barreto e José Trindade Barreto estão na condução dos festejos.

A Associação Berço do Marabaixo da Favela além preservar a memória e as tradições, faz um trabalho de inclusão cultural e incentivo à participação de mais pessoas para que se juntem aos devotos da Santíssima Trindade e pagadores de promessas. Estão programados momentos de conscientização e reconhecimento do marabaixo como cultura do Amapá com o workshop em escolas e espaços públicos, roda de conversa no Encontro Estadual do Marabaixo com o tema “O Assédio Moral e Sexual nas Rodas de Marabaixo”, ações educativas e de saúde, Feira de Empreendedores Afro, exposição e desfile de moda e estilo afro amapaense.

“Fazemos as rodas de marabaixo, as cerimônias religiosas, os bailes, que são tradicionais, mas também usamos este período para evidenciar os elementos da nossa cultura com a comercialização de vestimentas, artesanato e instrumentos, e para propagar nossas tradições e eliminar o preconceito com que ainda hoje somos tratados, mas a cada ano sentimos que nossas ações educativas e de inclusão surtem efeitos, o que torna o evento mais bonito e prestigiado”, disse Valdinete Costa, coordenadora do Ciclo do Marabaixo do Barracão da Getrudes Saturnino.

Calendário do Ciclo do Marabaixo no Barracão de Gertrudes Saturnino
(Av: Duque de Caxias entre Manoel Eudóxio e Professor Tostes)

Abril
20 – De 17h às 24h – Marabaixo  da Aceitação

Maio
1º – De 17h às 24h – Marabaixo do Trabalhador
12 – De 17h às 24h – Marabaixo das Mães
25 – 08h às 14h – Sábado do Mastro. Retirada nas matas do Curiaú

Junho
07 à 15 – 19h – Ladainhas da Santíssima Trindade
09 – De 16h às 07h – Marabaixo da Murta da Santíssima Trindade
16 – 7:30 – Missa da Santíssima
16 – 8:30 – Café da Manhã
16 – 12h – Almoço dos Inocentes
16 – De 14h às 20h – Baile social e rodadas de marabaixo
20 – De 17h às 23h – Marabaixo de Corpus Christi
23 – De 17h às 20h – Derrubada do Mastro – Encerramento do Ciclo

Atividades de Inclusão e Educativas
03 à 24/05 – Workshop e palestras pré-agendadas em escolas
15/06 – De 09h às 20h – Dia Estadual do Marabaixo – Roda de Conversa
16/06 – 14h – Feira do Empreendedor Afro, exposição, desfile, ações social e de saúde, no barracão da Gertrudes Saturnino.

O Marabaixo nos une, diz o prefeito Clécio

“O Marabaixo é a maior identidade cultural do Amapá, pois é ele que nos une. Da resistência inicial até hoje, houve um salto na consolidação e na autoafirmação da nossa negritude, que é isso que verdadeiramente importa” (Clécio Luís, prefeito de Macapá)
Tanta ternura nessa foto – Prefeito Clécio e Tia Zefa

Tia Zefa tem 103 anos, foi homenageada pela Prefeitura, sorriu, abraçou, cantou marabaixo e entregou sua comenda ao prefeito Clécio como uma forma de agradecimento e retribuição pelo fomento à cultura do Marabaixo, Patrimônio Imaterial do Amapá.

E, claro, que depois das homenagens Clécio pegou sua caixa de marabaixo e entrou na roda, como faz há muitos anos, mesmo antes de ser prefeito.

(Fotos: Nayana Magalhães)

UEAP e Canal Futura assinam termo de compromisso

A Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e o Canal Futura vão assinar um Termo de Compromisso que vai possibilitar à comunidade acadêmica, participar de cursos, oficinas de audiovisual e intercâmbios no estado do Rio de Janeiro, onde fica o centro de produção de conteúdo multimídia do Canal.
A assinatura ocorrerá nesta quarta-feira, 10, às 16h, no auditório do Campus I da Ueap, no Centro de Macapá.

Fortalecendo redes culturais

Fortalecendo Redes Culturais apresentou o mapeamento cultural de Macapá. O projeto encerrou essa semana no Centro de Artes e Esportes Unificados e formou uma equipe de multiplicadores, que seguirá com as pesquisas no âmbito cultural da capital. Financiado pelo International Fund for Cultural Diversity (IFCD) da Unesco e Cebrap, a iniciativa segue com os multiplicadores.

O mapeamento e os resultados da pesquisa foram feitos em quatro cidades brasileiras: Embu das Artes (SP), Toledo (PR), Serra Talhada (PE) e Macapá (AP). A pesquisa envolve dois conjuntos de atividades: programa de formação de atores culturais e um conjunto de atividades de mapeamento e o diagnóstico das principais demandas dos grupos e agentes que atuam nas cadeias de produção cultural em cada cidade.

O levantamento foi feito pela equipe proponente em parceria com cinco multiplicadores locais formados em cada região, que recebem uma bolsa para acompanhar as atividades. Além disso, o curso capacitou 30 pessoas para continuar o mapeamento cultural em Macapá.

Fortalecendo Redes Culturais é pensado tendo os equipamentos dos CEUs das Artes como centralidade e tem como apoiadores o Ministério da Cultura, Cebrap e Unesco, e se utiliza das estruturas locais de política cultural de cada um dos municípios e a própria gestão dos CEUs.

(Texto e fotos: Assessoria de comunicação/Fumcult)

Museu Sacaca completa 17 anos nesta sexta

O Governo do Amapá realiza na sexta-feira, 5, uma programação alusiva aos 17 anos da Exposição a Céu Aberto do Museu Sacaca e a um ano do Memorial Sacaca. A programação acontecerá das 9h às 17h com produção e degustação de alimentos regionais e atividades pedagógicas e culturais.

Oficina de chás e exposição de plantas medicinais, contação de estórias, exposição de artefatos e danças indígenas, performance “Teatro da Parteira”, exibições de vídeos que retratam a vida dos regateiros, dentro do “Regatão”, durante um passeio na embarcação, e um documentário sobre o Mestre Sacaca estão entre as atividades.

O público também poderá acompanhar todo o processo de produção e degustar dos alimentos típicos da região como a farinha de mandioca e tucupi, que serão produzidos na Casa da Farinha. Na Casa do Ribeirinho será feito o preparo e degustação do açaí. Já na Casa do Castanheiro terá comercialização de produtos da castanha. Todos os ambientes compõem o ‘Museu Vivo’, que mostra o modo de vida das comunidades e seus costumes, valorizando seus conhecimentos tradicionais.

Memorial Sacaca

O Memorial Sacaca é uma vitrine que reúne objetos do acervo pessoal de Raimundo dos Santos Souza, o Mestre Sacaca. Inaugurado no dia 22 de março de 2018, pelo Governo do Estado do Amapá, o Memorial tem em seu acervo réplicas e peças originais como: fantasias de Rei Momo, adereços, tambores de marabaixo, livros de sua autoria, certificados de honra ao mérito, premiações conquistadas ao longo de sua carreira como desportista, registros fotográficos, um quadro doado pelo artista plástico Augusto Leite e utensílios usados para suas atividades de ciência caseira com as ervas medicinais da Amazônia.

Neste um ano de Memorial Sacaca, o Museu registrou em seus livros, 5900 visitantes entre alunos, turistas de várias regiões do Brasil e do mundo e organizações governamentais e não governamentais.

Exposição a Céu Aberto

Construída com a participação da comunidade e inaugurada em 5 de abril de 2002, a Exposição a Céu Aberto é um espaço de histórias vivas que tem por objetivo, promover ações museológicas de pesquisa, de preservação e de comunicação do patrimônio cultural.

Em suas atividades, busca valorizar o saber popular e relacioná-lo com o saber científico, aproximando a sociedade das pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), que administra o Museu Sacaca. Essa aproximação acontece através de projetos, exposições e oficinas pedagógicas, a fim de envolver a população nas atividades que reconhecem, valorizam e protegem o patrimônio.

Mestre Sacaca

Raimundo dos Santos Souza foi um grande contador de histórias da Amazônia e um ícone do carnaval amapaense, sendo, por 23 anos seguidos, o Rei Momo. Fundou a União dos Negros do Amapá (UNA); foi torcedor fanático e massagista do Esporte Clube Macapá. Na década de 1990 tornou-se radialista da Rádio Difusora de Macapá (emissora oficial do Governo do Amapá), com o programa “A Hora do Campo”, em que falava sobre as propriedades medicinais das plantas e, na mesma época, publicou três livros que falam, de “A a Z” sobre as plantas que curam.

Teve por companheira de vida a primeira miss Amapá, Madalena Souza, com quem teve 14 filhos. E aos 73 anos ele encerrou sua missão na terra, mas foi eternizado com o Museu que leva seu nome e conta sua história, deixando um legado de conhecimento sobre a flora da Amazônia e uma contribuição para o avanço da ciência fitoterápica de valor inestimável.

Em novembro de 2018, Sacaca foi condecorado pela “Divine Academie Française des Arts Lettres et Culture’ com o Título Póstumo e Honorífico com as mais altas insígnias pelos relevantes serviços prestados à sociedade e à humanidade. Esta condecoração foi oficializada dentro do Memorial Sacaca, em 16 de agosto de 2018.

O museu

O Museu Sacaca é um órgão pertencente ao Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa). Como estrutura física, o Museu foi construído ao longo dos anos e, inaugurado em 1997, como Museu do Desenvolvimento Sustentável (MSDS) e, em 2002,  foi criada a Exposição a Céu Aberto. Tem como objetivo disseminar e valorizar a cultura dos povos da Amazônia, através de espaços que demonstram e representam suas relações com o meio natural, o modo de vida dos ribeirinhos, índios, caboclos e quilombolas.

Sua estrutura física contempla 20 mil metros quadrados, e foi concebida para ser um espaço de histórias vivas, de forma a promover ações museológicas de pesquisa, preservação e comunicação, conservação do patrimônio global, desenvolvimento sustentável humano e do patrimônio cultural do Amapá.

O Museu Sacaca é aberto para visitações, gratuitamente, de terça-feira à domingo, entre 9h e 17h.

(Texto e foto: Secom)

Programação de aniversário do Museu Sacaca

Programação – Sexta-feira, dia 5 de abril

Apresentações culturais – dança e música – de 9h às 17h

Museu Vivo – Produção de Farinha – de 9h às 17h

Museu Vivo – Produção de Açaí – 9h às 17h

Museu Vivo – Teatro da Parteira – 10h e 16h

Exposição e comercialização de produtos da castanha – 9h às 17h

Passeio no Barco “O Regatão” – 9h às 17h

Memorial Sacaca – 9h às 17h

Dança e Artesanato indígena – 16h30

Puçangaria – Oficina de chás e exposição de plantas medicinais – 10h

Exposição de plantas medicinais – 9h às 17h

Planetário – 10h30 e 15h30

Passeio de canoa – 9h às 17h

Contação de História – 15h.

Movimento Cultural Desclassificáveis comemora 11 anos com teatro, música, poesia e marabaixo

O Movimento Cultural Desclassificáveis está completando 11 anos e vai  comemorar no próximo sábado, 30, no ” Barracão da Tia Gertrudes” a partir das 16h, com música, teatro, poesia e contação de história.

Confira o que vai rolar por lá: 
♡ Movimento Liberdade ao Rock:  Cinema Tucuxi e pipoca
♡ Hayam Chandra: Brincando de Poesia;
♡ Rosa Rente: Contação de História
A Festa no Céu Com a Dona Baratinha.
♡ Desclassificáveis -com o espetáculo de teatro “O Curupira um ser Imaginário”
Sarau Poético Dionisiaco
♡ Tatamirô de Poesia;
♡ Rosa Rentes; ♡ Lia Borralho; ♡ Kassia Modesto ♡ Andreia Lopes.
Sarau Musical Dionisíaco
♡ DJ Naienne Silva
♡ Ricardo
♡ Erick Pureza; ♡ Fanie Caena;
♡ Tom Rodrigues, Peterson Assis, Sabrina Zarrara e Adriana Abreu em: “Canto as Deusas do Teatro” que homenagea em nome de Cecília Lobo as atrizes Zenildes Pereira e Bibi Ferreira 3 grandes Damas do teatro.
♡ Diversas performance teatrais;
♡ Roda de Marabaixo