Os degraus do arco-íris

O poeta e escritor Carlos Nejar lança o seu mais novo romance, Os degraus do arco-íris, pela Editora Cepe, no dia 19 de setembro, quinta-feira, a partir das 19h na Livraria da Travessa em Ipanema (R. Visconde de Pirajá, 572 – Rio de Janeiro).

“Nejar construiu uma obra importante em vários gêneros – na poesia, no romance, no teatro, no conto e na criação para o público infantojuvenil. Em seu Esconderijo da Nuvem, um eu lírico retorna ileso de cada confronto com o mistério da morte”, diz a Academia Brasileira de Letras.

Escritor, poeta, tradutor, crítico e ficcionista gaúcho, traduzido em várias línguas, é estudado nas universidades do Brasil e do exterior.

(Obrigada pelo gentil convite)

Livro sobre a República do Cunani será lançado sábado

Em comemoração aos 76 anos de criação do Território Federal do Amapá, o senador Randolfe Rodrigues (REDE) fará o lançamento do livro “Os Selos Postais da República do Cunani”, uma obra inédita no Brasil, do historiador alemão Wolfgang Baldus. O livro relata a história da tentativa de implantação de uma república independente, criada em meados do século 19, no atual estado do Amapá. A “República do Cunani” chegou a emitir selos postais, moedas e teve um governo instalado em Paris. Fazia parte da estratégia dos franceses em se apoderar de parte do território brasileiro.

“Recebi os originais dessa obra em 2012 e, desde então não poupamos esforços para viabilizar a republicação, em nossa língua, deste valioso registro histórico, publicado originalmente em inglês”, explicou o senador e presidente do Conselho Editorial do Senado.

O livro relata que em 1886, surgia a República Independente de Cunani (République du Counani), mais tarde denominada “1º República de Jules Gros”. Jules Gross era francês que se dedicou a angariar apoio político à sua empreitada para institucionalizar a République du Counani. Nomeou um ministério de Governo e instituiu títulos honoríficos, cunhou moedas e criou o Diário Oficial: “Le nove de France et de Cologne – Jornal Oficial de La República da Guiana Independente”. Elaborou as armas e as bandeiras do Cunani, forjando bases para uma potencial anexação dessa região à França e para a legitimação da exploração clandestina francesa de ouro que ali ocorria.

O mote principal da obra são os selos postais da República do Cunani, verdadeiras preciosidades para filatelistas, historiadores e interessados, diante da raridade destes exemplares emitidos num período tão curto de fantasiosa existência da “nação independente”.

“O que o leitor encontrará neste livro são dados e símbolos dessa epopeia. A prova
material da existência de uma República Independente no coração da Amazônia, entre os rios Araguari e Oiapoque, durante o século 19”, conta o senador. “O livro traz evidências incontestáveis da riqueza histórica dessa verdadeira odisseia amapaense, que moldou as bases da multiculturalidade de nosso Povo e de nosso estado, sonegada de nossa memória histórica”, completou.

O livro restitui ao povo amapaense parte de sua valorosa História, que remonta sagas e disputas internacionais que antecedem em muito a própria criação do Território Federal do Amapá, em 1943. E reforça a máxima de que Amapá é um dos poucos cantos do Brasil que se fez Brasil.

Serviço:
Data: 14.09.19
Hora: 19h
Local: Amapá Garden Shopping
*Os exemplares do livro serão distribuídos gratuitamente

(Texto: Carla Ferreira)

Mundo da Ciência

O professor, escritor, pesquisador e organizador da coletânea, Ivaldo Souza, diz que a coletânea traz
uma diversidade de estudos “Estamos apresentando o resultado de estudos, pesquisas e prática em uma visão muito ampla, comportando vários conjuntos de saberes nas diferentes temáticas”, diz. Ele ressalta que  os   “autores baseados nos seus próprios objetivos, métodos e técnicas de pesquisas científicas apresentam na coletânea os resultados de seus estudos e nos colocam entre as grandes produções literárias científicas, pois consideramos que as metodologia das pesquisas são essenciais para o desenvolvimento da ciência, assim como a ausência de preconceitos e juízos de valor que o pesquisador possa trazer em suas bagagens culturais.”
Ele explica que os artigos publicados nessa obra são  o resultado de pesquisas realizadas  pelos autores seguindo todos os preceitos da ciência.

Lançamento do livro Escritos Jurídicos e Memórias

Obrigada pelo convite. Não poderei ir, mas desejo o maior sucesso

Procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Beatriz H. Ramos Amaral é  poeta, contista, ensaísta e musicista e  mestre em literatura e crítica literária.
Escritora premiada, Beatriz participa de várias antologias e tem dezenas de livros publicados, entre os quais destaco “Cosmoversos”,  “Encadeamentos”, “Primeira Lua”, “Poema Sine Praevia Lege” (finalista do prêmio Jabuti de poesia de 1994), “pPlanagem”,  “Cássia Eller – canção na voz do tempo” (ensaio biográfico abordando a trajetória estética da intérprete). seguiram-se “Alquimia dos Círculos” e  “Luas de Júpiter”.

História de Oiapoque, livro de Sonia Zaghetto, será lançado nesta sexta

“História de Oiapoque”, livro  – que como o nome diz – conta a história do município amapaense que faz fronteira com a Guiana Francesa. A autora Sonia Zaghetto fez um trabalho minucioso de pesquisa, consultou documentos, ouviu histórias e relata experiências vividas pelo seu avô Roque Penafort, que foi prefeito daquele município e patrono da Cadeira nº 33  da Academia Amapaense de Letras.

Publicado pela Editora do Senado Federal, o livro é  resultado de uma iniciativa do senador Randolfe Rodrigues em divulgar essa história inédita do Amapá, e será lançado nesta sexta-feira (22), às 19h, na livraria Leitura, no Amapá Garden Shopping.

Resenha crítica do livro Paisagem Antiga

Resenha crítica do livro Paisagem Antiga
Por Fernando Canto, no BlogDeRocha

Alcinéa Cavalcante é, hoje, a herdeira abençoada de uma geração de poetas amapaenses do início do Território Federal do Amapá que conseguiram expressar seus sentimentos telúricos e representar um modelo de criações modernistas no contexto amazônico. No meio desses poetas estavam seu pai Alcy Araújo junto com Álvaro da Cunha, Ivo Torres, Aluísio Cunha e Arthur Nery Marinho, que chegaram a publicar revistas, livros e a antologia “Modernos Poetas do Amapá”, em 1960.

Antes da autora, porém, outros vates publicaram trabalhos modernistas, como foi o caso de Isnard Brandão de Lima Filho, Raimundevandro Salvador, Ronaldo Bandeira, Nazaré Trindade, Sílvio Leopoldo (estes já falecidos), Graça Viana, Manoel Bispo e Carlos Nilson. Todavia, o atingir de sua modernidade se dá pela forma diferenciada que busca a simplicidade na extensão de sua memória, o que a torna uma poeta, uma prosadora de notável labor – observando a relação com os poetas antecedentes que deram uma nova feição à construção poética local, ainda que com um atraso de um pouco mais de 20 anos, desde o Movimento Modernista de Movimento Modernista de 1922.

No seu caminhar literário Alcinéa Cavalcante usa a imaginação e a memória e aborda a paisagem como um símbolo identitário iniludível que põe à mesa suas observações de mundo (real) e transforma signos e marcas (e por que não cicatrizes?) em expressões linguísticas, pois o que se segue, tanto nos poemas como nas crônicas são as retenções memoriais retratadas pelo seu olhar sensível e trabalhadas literariamente. E a paisagem é tudo diante dos sentidos: é a beleza do horizonte, o fazer do homem e da mulher, os gestos, os cheiros, os sons, o gosto… enfim, a cultura humana subjacente e primorosa, capturada pelos artistas, estes que exercem o ofício de construir figuras por metáforas, para dotar sua arte de maior valor artístico e interpretativo, além do invólucro que muitas vezes cerceia o entendimento.

No caso do livro aqui abordado, sua literariedade é madura e enfática e surge agora renovada e simples como na fase do cubismo de Picasso, que o fez refletir, já idoso, sobre o discernimento de pintar como uma criança, após tantos anos de rebuscamento e de experiências. Por isso é também comunicativa e significante. Seu prefaciador, o poeta Paulo Tarso Barros, foi feliz ao afirmar que “Parece que sua mão de poeta e mente treinada nos textos claros, objetivos e sintéticos do jornalismo, ao juntar a alquimia verbal que o seu estilo poético e inato tão bem o demonstra, surgem imagens plenas de ternura, sensibilidade e aquela saudade e nostalgia dos tempos da infância que ficou cristalizado na [sua] memória poética[…]”. Esse trecho reforça formidavelmente o que escrevi acima.

“Paisagem Antiga”, é, então, o testemunho de uma cidade em mudança, um impulso que se transforma em sentimentos de angústia e melancolia em contraste com a beleza e a alegria narradas e do profundo amor presente e carimbado em muitos textos do livro que evocam eventos memoriais. O trabalho da autora também traz e distribui tempestuosidades e temperanças. Porém, é mais motor que âncora pois se impulsiona de moto próprio no rio caudaloso e se instaura na literatura renascida e vigorosa sob o céu do equador, porque somente a revelação cósmica dessa atividade criadora, desse entusiasmo criativo confere seriedade à sua dimensão artística. Nela, o vivido, o lembrado, o esquecido, o silenciado e outras formas de interpretação de mundo – reais ou irreais – podem ser escritos e assim dotar a arte literária de um caráter maior e mais humano.

No mundo dos livros

Este é um dos livros que gosto muito. Nele Mindlin nos conta como começou sua biblioteca particular, fala dos sebos por onde andou, como conseguiu as obras mais raras e nos abre as portas de sua biblioteca interior. Em “No Mundo dos Livros”, Mindlin expõe sua visão sobre a importância da leitura e sua análise dos clássicos que marcaram sua vida e nos mostra que o amor pelos livros e pela literatura nasce, cresce, se torna cada dia maior pelo exercício de escolher o que e como se lê e assim criando uma biblioteca interior, que é construída pela relação afetiva com autores, títulos, personagens.
Sua paixão pelos livros começa quando ele ainda era tão criança e nem sabia ler, mas vivia folheando os livros na biblioteca de seus pais fingindo lê-los (eu também fiz muito isso).
E você já leu? Que tal batermos um papo sobre esse livro, seu autor e o amor pelos livros e pela literatura?
Ainda não leu? Que tal lermos juntos?