Hoje – 123 anos do nascimento do escritor e jornalista Ernest Hemingway

“Somos todos aprendizes de uma arte na qual ninguém é mestre” (Ernest Hemingway)

Há exatos 123 nascia em Oak Park, nas proximidades de Chicago, nos Estados Unidos, o escritor e jornalista norte-americano. Um dos mais famosos escritores do mundo.
Ernest Heminguay cometeu suicídio no dia 2 de julho de1961, em Ketchum, Idaho, EUA.

Já contei várias vezes pra vocês que sou apaixonada por Hemingway. E conto de novo republicando isto que escrevi e publiquei aqui numa tarde de janeiro de 2013.

Saudades do velho Hem

Nesta tarde quieta e de céu cinzento em Macapá, sinto saudade dele.
Folheio um velho bloco de anotações que me diz que em 28 de outubro de 1954 Ernest Hemingway recebia o Nobel da Literatura por seu livro “O Velho e o Mar”, publicado dois anos antes.

Olho o “Velho e o Mar”, aqui diante de mim, na estante onde estão também “Por quem os sinos dobram”, “O sol também se levanta”, “Adeus às armas” (este foi o primeiro livro dele que li e daí começou minha paixão), “Paris é uma festa”, entre outros. Já li toda sua obra e tenho quase todos seus livros. Gosto do seu estilo, com frases curtas, parágrafos breves que nos dão a sensação de fotografias em movimento.

Fixo o olhar numa foto dele que guardo com todo carinho. Hem, sentado à beira de um rio, faz anotações à lápis num moleskine (eu também adoro fazer anotações em moleskine), e pergunto-lhe:

Meu velho e querido Hem, há quanto tempo não conversamos? Mais de um ano talvez. Que tal voltarmos a conversar hoje?

Conto-lhe que sexta-feira, tomando chandon no meu pátio, eu, Cláudia e Charles Chelala falamos sobre ele e suas obras.

hem3E numa outra foto Hem abre um  sorriso para mim.

Então peço-lhe que me fale, mais uma vez, da relação do homem com o mar. Me encante, de novo, com a história daquele velho pescador, corajoso como ele só, que passou meses no mar, com seus sonhos, esperanças e persistência, lutando pela sobrevivência, falando sozinho, e sem perder, em momento algum, a confiança na vida. Preciso, mais uma vez, Hem, daquela mensagem de confiança na grandeza interior do ser humano.

Ernest Hemingway, como sempre, aceita meu convite. Então, retiro da estante, com o cuidado de quem colhe uma rosa, o livro O Velho e o Mar, e começo a reler, ou melhor a conversar com Hem e com o velho pescador Santiago.”

Raquel Braga lança dois livros da Bienal

A escritora amapaense Raquel Braga lança os livros Divagações e Os Estatutos do Homem Pós-Pandemia na sexta-feira, 8, e no sábado, 9, durante a 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2022 – palco de encontro das maiores editoras do Brasil.

Raquel é poeta, contista e cronista, membro da Associação Literária do Estado do Amapá (Alieap), da Rede de Escritoras Brasileiras (Rebra) e da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (Febacla), onde ocupa a Cadeira de número 96, cujo patrono é Oscar Niemeyer.

Divagações é o primeiro livro solo da autora. Já a obra “Os Estatutos do Homem Pós- Pandemia”  foi publicada em 2020, baseado no poema “Os Estatutos do Homem”, de Thiago de Mello.

Para Raquel, participar de uma Bienal, ao lado de grandes autores, é um momento de realização para um escritor.

“Vou apresentar ao público meus dois trabalhos solo. Divagações é um livro pelo qual sou apaixonada, porque o considero uma bela viagem pelo universo feminino, onde tantos sentimentos que habitam a alma da mulher vêm à tona. Em Os Estatutos do Homem Pós- Pandemia, o leitor desfruta de uma literatura mais engajada, que retrata a triste realidade vivida pela humanidade diante da pandemia da Covid-19″, explica a autora.

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, este ano, retornou de modo presencial e vem superando a expectativa da organização do evento, que esperava a venda de 600 mil ingressos, mas já ultrapassou 1 milhão de entradas vendidas.

Raquel Braga
Iniciou sua trajetória como escritora em 2013, quando participou da coletânea Poetas na Linha Imaginária. Depois, participou das coletâneas Poesia na Boca do Rio (2015), Quinze Dedos de Prosa (2015), e Poemas, poesias e outras rimas (2017).

No ano de 2021 a autora esteve presente nas antologias: Cronistas na Linha do Equador; Literatura Amapaense – Poemas Escolhidos; 16 Sonetistas do Amapá; 61 Cronistas do Amapá; Pequenos Poemas – 50 Poetas; Pandemia: Conto, Crônica e Poesia; e Memórias de Um Apagão.

Em 2021, fez parte da antologia Esboços da Alma, da Scortecci Editora, e, em 2022, da antologia. A Reinauguração da Vida, idealizada e organizada pela Rebra.

(Kelly Pantoja)

Em novo livro, Willi Bolle propõe conhecer a Amazônia pelas letras de Dalcídio Jurandir

Amanhã, 30 de junho, o professor Willi Bolle lançará em Belém, na Livraria Fox, o seu novo livro “Boca do Amazonas: sociedade e cultura em Dalcídio Jurandir”, editado pela Edições Sesc. Ele é professor titular de Literatura da Universidade de São Paulo e crítico literário, conhecido no Brasil e no exterior pelo estudo de autores como Guimarães Rosa e o filósofo Walter Benjamin, de quem organizou a edição das “Passagens” para a língua portuguesa.

Em seu novo livro, Bolle propõe uma interpretação da obra do escritor paraense Dalcídio Jurandir (1909-1979), apresentando o “Ciclo do Extremo Norte”, composto por dez romances publicados de 1941 a 1978, como forma de compreender melhor a sociedade e a cultura da Amazônia.

O encontro com a obra de Dalcídio se deu a partir de Belém, onde o autor esteve diversas vezes, a fim de ministrar palestras e cursos sobre Walter Benjamin. Pela mesma razão, passou uma temporada na cidade como professor visitante do Núcleo de Estudos Amazônicos (Naea), na Universidade Federal do Pará.

Seu interesse pelo escritor paraense surgiu em 1998, após a participação na banca de mestrado de Paulo Nunes, também professor de literatura e um dos maiores especialistas em Dalcídio.

Para Willi Bolle, o estudo de Dalcídio completa uma trilogia iniciada em 1994 com “Fisiognomia da Metrópole Moderna”, cuja terceira edição acaba de ser publicada pela EdUSP, e continuada em 2004 com “Grandesertão.br: o romance de formação do Brasil”, também em fase de relançamento.

Uma trilogia que representa meu projeto de uma topografia cultural do Brasil, num percurso que vai da metrópole/megacidade através do sertão até a Amazônia”, aponta o autor na introdução do “Boca do Amazonas”.

Outra característica que acompanha o esforço de leitura do ciclo dalcidiano por Bolle foi o de aproximá-lo com o filósofo alemão Walter Benjamin.

Comecei os estudos sobre o retrato da Amazônia em Dalcídio Jurandir com uma pesquisa sobre a metrópole Belém, pelo prisma do romance Belém do Grão-Pará e, ao mesmo tempo, das Passagens, de Walter Benjamin – para apresentar a obra do romancista paraense, desde o início, numa perspectiva comparada e à luz de um autor de projeção internacional”, afirma.

A atualidade da obra de Dalcídio também passou a ser melhor compreendida e afirmada por Bolle a partir de leituras dramáticas e da montagem de peças com base nos romances, em colaboração com professores e estudantes da Escola Dr. Celso Malcher, localizada na Terra Firme, entre os anos de 2009 e 2014.

Ele conta que a relação com o teatro iniciou ainda na juventude e firmou-se com a formação como ator nos anos 1980 pela Escola de Arte Dramática da USP, universidade na qual já atuava também como professor de literatura.

Belém, Brasil – Vindo de Berlim, Willi Bolle conta que chegou ao Brasil em 1966, aos 22 anos, entusiasmado pela leitura de “Grande Sertão: Veredas”. A ideia era conhecer o país à luz do romance. Esteve pessoalmente com Guimarães Rosa no mesmo dia do desembarque da viagem de navio que o transportou do porto de Hamburgo ao Rio de Janeiro. Em São Paulo, seguiu com os estudos do romance que o motivou desde a graduação em Literatura.

Um ano após a viagem, em 1967, veio de ônibus de São Paulo até a capital paraense pela recém-inaugurada Belém-Brasília (BR-316), para realizar o desejo de conhecer a Amazônia. Em Belém, encontrou o filósofo Benedito Nunes, cujos estudos sobre Guimarães Rosa conhecera através de jornais. Antes de retornar, esteve na Serra do Tumucumaque, localizada na fronteira entre o norte do Brasil e a região sul do Suriname e da Guiana Francesa. Na volta, em Óbidos, no oeste do Pará, perdeu a “carona” em um voo da Força Aérea Brasileira e, por meio de outro voo, chegou em Manaus, de onde, por intermédio do governador, conseguiu retornar a Minas Gerais, também de carona em uma linha aérea militar, para concluir a graduação em São Paulo.

Mais de duas décadas depois, por meio do Instituto Goethe, participou da organização do evento “Sete Perguntas a Walter Benjamin”, em São Paulo.

O evento repercutiu no Brasil inteiro e recebi um convite para dar uma conferência aqui em Belém, no final de 1990. Quem me apresentou ao público foi o Benedito Nunes. Reencontrei Belém e o Benedito 23 anos depois”, relata.

No primeiro semestre de 1991, a convite do filósofo, realizou um curso sobre Benjamin no então Departamento de Filosofia. A partir do ano seguinte, sob o intermédio da professora Edna Castro, realizou diversos cursos no Naea, da UFPA.

Naturalizado brasileiro, o professor segue, a partir de seus estudos, diálogos, participação em eventos e bancas, colocando Dalcídio em contato com outros autores e a capital paraense em diálogo com outras cidades, como São Paulo e Berlim.

Novo livro – Segundo o “Boca do Amazonas”, o romance em série ou romance-fluvial dalcidiano acompanha o caminho de formação de Alfredo, alter ego do escritor. O jovem protagoniza o ciclo, dos 10 aos 20 anos de idade, durante a década de 1920, marcada pelo declínio da economia da borracha, pela estagnação e por tentativas de reestruturação. Por sua riqueza de detalhes e da caracterização da região através da linguagem, da memória, da imaginação e das indagações das personagens, trata-se também de um romance social, com elementos etnográficos.

Optei por estudar a Amazônia à luz da obra de Dalcídio Jurandir, porque seu ciclo de dez romances, com cerca de três mil páginas, oferece uma apresentação da história cotidiana e da cultura da Amazônia que é exemplar em termos de amplitude e fidelidade aos detalhes”, justifica Bolle logo na introdução de “Boca do Amazonas”.

Como se sabe, a Amazônia, apesar de ocupar 60% do território brasileiro, desperta um interesse apenas marginal na grande maioria da população, inclusive nos intelectuais, e também na mídia. Com isso a proposta de fazer conhecer essa região – que, segundo Euclides da Cunha, situa-se à ‘margem da história’ do Brasil – por meio de uma obra que também ficou à margem, a saber, do cânone literário, tem algo de paradoxal, mas ao mesmo tempo, de homeopático”, prossegue o autor.

No novo livro, a obra de Dalcídio Jurandir é inicialmente situada no contexto da história política, econômica, social e cultural da Amazônia. São descritos também o processo de criação do ciclo romanesco e a sua recepção.

Nos capítulos principais, o leitor passa a conhecer, com base nos dez romances, quatro cenários da vida cotidiana social e cultural da Amazônia: a ilha de Marajó; a metrópole regional Belém; a periferia de Belém; e a vila de Gurupá.

Segundo o autor, é possível destacar três aspectos acerca da contribuição do ciclo romanesco de Dalcídio Jurandir para o conhecimento da Amazônia: 1) a descrição da cultura cotidiana dos que vivem na periferia da sociedade; 2) o engajamento por uma educação de qualidade para todos; 3) e a importância dada às falas dos habitantes da Amazônia. “O romancista captou na boca do povo dizeres significativos, que são documentos da memória cultural e do desejo dessas pessoas de se tornarem sujeitos da História”, enfatiza.

“Com tudo isso, o retrato exemplar da Amazônia apresentada no Ciclo do Extremo Norte estimula também a reflexão sobre os problemas sociais e educacionais de todo o Brasil”.

(Yasmim Ribeiro)

Tempos do meu tempo

Começo a semana lendo esse maravilhoso livro do sensacional poeta Luiz Jorge Ferreira, lançado em 1982. Menino do Laguinho, Luiz Jorge é médico super conceituado em São Paulo e poeta e escritor festejado por este Brasil a fora.

“Tempos do meu tempo é uma época passada ou é o presente palpitando? Qual é o seu tempo?”, pergunta Carlos Nilson Costa no prefácio. E responde: “Ora, poeta não tem tempo. É perene”. Sim. Concordo.
Sentada no sofá, ouvindo Mozart (bem baixinho), nesta manhã ensolarada de segunda-feira, de mãos dadas com o livro, começo meu passeio pelo Laguinho, Trapiche, Pacoval, Fortaleza e outros lugares onde no encantador silêncio dos versos de Luiz Jorge escuto a alegria da cidade e da nossa bela juventude.
Obrigada, poeta!

Lançamento do 2⁰ box da série “Amapá em Letras” traz homenagem ao camponês e sindicalista Pedro Ramos

Amanhã (01), acontece o lançamento do segundo box de livros da série “Amapá em Letras”, às 18h, no Museu Sacaca. A coletânea reúne as obras literárias: “Mano Pedro”; “Confiança no Amapá” e ” Fortaleza de São José de Macapá”. Os livros foram editados pelo Conselho Editorial do Senado Federal, por meio do senador Randolfe Rodrigues (Rede).

No evento de lançamento do box, duas das obras já haviam sido lançadas anteriormente. O “Confiança no Amapá”, do primeiro governador do estado, Janary Nunes, lançado em janeiro, em Macapá, que contará com a presença do filho de Janary, Rudá Nunes, representando a família. E também o livro “Fortaleza de São José de Macapá”, do escritor e pesquisador Fernando Canto, que contou com uma grande festa de lançamento no final de 2021.

Agora, o box traz como grande novidade a obra “Mano Pedro – Socioambientalismo, ecologia dos saberes e artesanias das práticas na Amazônia”, de Marco Antonio Chagas. O livro é uma compilação de textos e artigos sobre o camponês e líder ambientalista Pedro Ramos de Sousa, fundador do Conselho Nacional de Seringueiros, ao lado de Chico Mendes.

Ramos participou, durante o período em que o Amapá era Território Federal, na criação de diversos sindicatos e cooperativas de trabalhadores rurais amapaenses, além de atuar na linha de frente na luta pela Reforma Agrária e pela criação de assentamentos e reservas agroextrativistas.

“O Pedro Ramos, em 2021, foi a primeira pessoa a ser homenageada com o título de Doutor Honoris Causa na Universidade do Estado do Amapá (UEAP). A publicação dessa obra é mais uma forma de prestar honras a um grande nome e personalidade de nosso estado”, disse o autor do livro Marco Antonio Chagas.

A iniciativa faz parte da atuação do senador Randolfe Rodrigues, enquanto presidente do Conselho Editorial do Senado. “A ideia com a publicação destas e outras obras é resgatar importantes histórias e a cultura do Amapá, além de fomentar a literatura”, explicou o parlamentar.

(Ascom)

Escritora Zenilde Rodrigues lança livros em Macapá

O projeto Quarta de Arte da Pleta realiza em 4 de março, evento de lançamento de dois livros da escritora Zenilde Soares, ambos contemplados pela Lei Federal Aldir Blanc de 2021 (Secult). Trata-se da obra poética  “Memórias do Silêncio” e  do seu primeiro  livro de romance  “Eu, o Outro e os Outros”. O romance tem como pano de fundo o universo feminino, sendo a personagem principal uma maestrina amazônida que mora em Paris. A história aborda temas como relacionamentos amorosos e de amizade, doenças emocionais e o trabalho da maestrina à frente do coral e da orquestra, pertencentes a uma fictícia Universidade da Cidade de Paris.
A autora está em seu quarto livro, tendo participado de várias coletâneas nacionais. Escreve tomada pela sensibilidade poética aflorada pela força da mulher amazônida que ama ser o que é,  explorando a força e a beleza desse universo lírico e acolhedor.
Zenilde é paraense, e escolheu lançar seus livros em Macapá, por amor à cidade e ao povo receptivo e intenso,  especialmente as mulheres, que fortalecem a cena literária dando vida e liberdade à poesia do norte. Ela é advogada e tem amor profundo pelas palavras e pela arte da escrita.
O lançamento conta com a música e a poesia dos artistas do Coletivo Juremas com  apresentações de Carla Nobre, Edu Gomes, Hayam Chandra, Suane Brazão e Fernanda Canora.
 Sobre o Quarta de Artes da Pleta
Quarta de arte da Pleta  é um projeto artístico cultural,  que visa reunir e difundir o trabalho autoral de artistas amapaenses.   Surgiu em 2015 do encontro entre Andreia Lopes e  Ton Rodrigues no “Bar do Nego”, o primeiro palco de grandes noites culturais entre artistas, ainda desconhecidos pelo público, e os já consagrados.
Hoje, o Quarta de Artes da Pleta desenvolve diversos eventos e projetos com grandes parceiros como o Estúdio Tattoo Naldo Amaral,  Quilombo Sankofa,  Coletivo Juremas, SESC-AP, SECULT, FUMCULT, Movimento Cultural Desclassificáveis, Barracão da Tia Gertrudes e alguns parceiros de imprensa.  O núcleo forte do “Quarta” vem do grupo intitulado “Os de Sempre” composto pelos artistas. Hayam Chandra, Kassia Modesto, Fernada Canora, Edu Gomes, Negra Áurea, Wendel Cordeiro,  Kazumba Akele, Mary Paes, Pat Andrade, Carla Nobre,  Laura do Marabaixo e Barca do Yraguani.
 Serviço
Lançamento de livros da escritora Zenilde Soares
Data: 4.3.,2022 (sexta-feira) | 18h
Local: Farofa Tropical | Rua São José, 1024 – Centro – Macapá/AP
(Mary Paes-Assessoria de Comunicação)

Meu novo livro “Poetas do Amapá” já está à venda na Amazon

Já está à venda na Amazon o meu mais novo livro: Poetas do Amapá Volume I, que é um recorte poético para quem deseja conhecer alguns autores amapaenses. Serão três volumes,  O segundo será lançado em abril e o terceiro em junho.
Neste primeiro volume falo dos poetas Alcy Araújo, Álvaro da Cunha, Paulo Tarso, Arthur Nery Marinho, Arilson de Souza, Mauro Guilherme, Isnard Lima, Maria Helena Amoras, Jô Araújo, Pat Andrade, Thiago Soeiro e Maria Ester.

A foto de capa é do mago da fotografia Floriano Lima e o prefácio é do imortal da Academia Amapaense de Letras Paulo Tarso Barros.

No prefácio, Paulo Tarso diz:
” Com textos enxutos, intimistas e cheios de significados, Alcinéa Cavalcante nos apresenta, sob seu ponto de vista, alguns poetas representativos de tempos diferentes e com visões de mundo e estilos próprios.
Ela, que conviveu (e convive) com esses poetas, registra as impressões e os sentimentos oriundos dessa enriquecedora vivência artística e sentimental, que começou com o seu pai Alcy Araújo, jornalista e boêmio dos bons e poeta de destaque na Amazônia, amigo de Álvaro da Cunha, Arthur Nery Marinho, Maria Helena Amoras e Isnard Lima – só para ficar na primeira geração dos poetas burocratas, com quem ela manteve estreita ligação afetiva e literária. E para completar esse ciclo, também recolhe poemas das novas gerações, principalmente autores oriundos das redes sociais, como Thiago Soeiro, Ester Pena, Pat Andrade e Arilson de Souza – e autores da geração intermediárias, como Jô Araújo.

Os poemas que carregamos pela vida integram-se ao nosso ser de maneira visceral. Acoplam-se ao sangue, aos neurônios e são parte de nossa alma imortal.

Vejo nesta coletânea de textos publicados originalmente no site www.alcinea.com, a presença solar dos pioneiros poetas que fizeram suas plantações de lirismo em meio aos pés de açaí, nas margens úmidas do Amazonas e na linha do Equador. Foram poemas liricamente cultivados em solo fértil e magnânimo, que reverberam pelos anos e continuam se disseminando, cheios de vitalidade e ternura, pelo meio das novas gerações. Encantam, iluminam como os faróis, através do tempo, amenizando turbulências, vencendo labirintos e sendo alimento espiritual que fornece energia e acalanto a todos nós que somos amigos das Letras.”

Por causa da pandemia, não fiz lançamento presencial, noite de autógrafos etc, mas você pode adquirir tanto o livro físico como a versão e-book no site da amazon.com.br

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Se você prefere o livro físico clique aqui

Relendo “1922 – A semana que não terminou”

Já leram?
Estou relendo.
Hoje completa 100 anos da abertura da Semana da Arte Moderna. Neste livro, de 2012, o jornalista Marcos Augusto Gonçalves mescla reportagem e relato histórico revisitando os principais fatos e personagens da Semana da Arte Moderna que aconteceu em São Paulo no período de 13 e 17 de fevereiro de 1922.

Professora e alunos da Unifap lançam livros sobre desenvolvimento sustentável e ressacas de Macapá

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) irá lançar no dia 16 de fevereiro os livros “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Tempo de Pandemia: Desejamos um Mundo melhor para 2030” e “Habitação Popular na Amazônia: O caso das ressacas na cidade de Macapá”. A live de lançamento será transmitida às 19h pelo canal oficial da Unifap no YouTube.

O livro “Habitação Popular na Amazônia: O caso das ressacas na cidade de Macapá” traz os resultados da pesquisa de doutorado da autora da publicação, profa. Dra. Bianca Moro, defendida na na Universidade Autónoma de México em 2015. A obra analisa os assentamentos precários da cidade de Macapá conhecidos como ressacas, enfocando a exclusão social e as configurações urbanas que as cidades brasileiras e latinoamericanas têm adquirido. A publicação está disponível em português desde o início de 2020 e seria lançado em março daquele ano, mas o evento foi impossibilitado pela pandemia de covid-19.

“O livro sobre as ressacas é resultado de muitos anos de pesquisa sobre esta temática. O material original está disponível em espanhol de forma gratuita na internet, mas era importante que estivesse em língua portuguesa para contribuir para a continuidade das pesquisas sobre o tema, pois ele contém uma importante investigação de campo que ocupa um capítulo inteiro, no qual constam 13 variáveis que revelam importantes características dessas áreas que envolve habitabilidade, perfil dos moradores, mobilidade, acessibilidade, posse, etc. São informações relevantes para o planejamento urbano da cidade”, observa Bianca Moro.

Bianca Moro desenvolve trabalho com as comunidades em áreas de ressacas há mais de dez anos. Desde 2009 a autora realiza um projeto de extensão na Unifap denominado “Planejando com a comunidade”, que leva alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo a trabalhar nas áreas de ressacas de Macapá. “Esses 12 anos de projeto permitiu dar visibilidade e voz para essas comunidades que estavam “invisíveis” na cidade. Era um verdadeiro tabu falar sobre esse assunto há uma década. Atualmente existe a conscientização de que este tema precisa fazer parte das prioridades nas políticas públicas de moradia para  alcançar o tão almejado direito à cidade”, avalia.

Desenvolvimento Sustentável – A coletânea “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Tempo de Pandemia: Desejamos um Mundo melhor para 2030”, organizada pela profa. Dra. Bianca Moro e por João Dias de Carvalho Júnior, conta com a participação de alunos da graduação de Arquitetura e Urbanismo da Unifap e é resultado da disciplina “Gestão e Políticas Públicas”, ministrada em 2021 pela docente. A publicação está disponível no final desta matéria e ganhará também um site, a ser lançado no dia do evento virtual.

“Na coletânea escrita com os alunos fomos motivados por um tema que abordamos em sala de aula, o documento “Transformando o nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. Diante desta experiência perguntei: como podemos pensar em um mundo melhor para 2030? Que tipo de projeto você faria para ser incorporado às políticas públicas para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável? Senti uma enorme motivação de todo o grupo, mesmo em um momento difícil, provocado pela pandemia, a vontade e união coletiva prevaleceu”, afirma Bianca Moro.

Segundo a docente, a coletânea permite que as pessoas da área de planejamento de cidade e autoridades públicas saibam o que os jovens pensam sobre o assunto. “A geração do século XXI é diferente dos que foram educados no século XX. Cada pessoa é um indivíduo, nós (professores) temos que descobrir o que eles querem fazer, e qual é o sonho desta pessoa. Temos que configurar um processo para que eles consigam realizar seus sonhos. O sonho do aluno do século XXI é contribuir para o mundo com sua singularidade. A educação na atualidade não pode ser apenas reprodução de conteúdo, mas um guia, um orientador incentivando os estudantes na criação de conteúdo e conhecimento”, adita Moro.

(Assesp/Unifap)