Figuras históricas do Amapá estão registradas em processos judiciais

Dando continuidade nas pesquisas e acervo históricos contidos em documento da Justiça Amapaense, os servidores do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) Michel Duarte Ferraz (Museólogo) e Marcelo Jaques de Oliveira (Historiador) durante análise documental, encontraram um processo de 1925 intitulado “Autos Cíveis de Justificação para Declaração, por sentença, de domicílio”, no qual atuou como Juiz de Direito o Dr. Álvaro de Magalhães Costa.

Nessa ação figuraram como partes Jerônimo Bernardo da Rosa (requerente – quem faz o pedido), representado por seu advogado Raymundo Agostinho Nery, e do lado oposto o Coletor Estadual de Impostos, Pedro Álvares de Azevedo Costa, e o adjunto do Promotor Público, Benedito João do Couto Torrinha.

Segundo o historiador Marcelo Jaques de Oliveira, a ação teve como objeto a solicitação, por parte de Jerônimo Bernardo da Rosa, do domínio de propriedade conforme descrito nos autos como “uma pequena sorte de terras devolutas situadas nesta cidade de Macapá à rua Barão do Rio Branco, outrora Conde d’Eu, cujas confrontações e extensão são as seguintes: duas braças e meia de frente para esta rua e trinta de fundo, até uma rua sem nome…”, terras originalmente pertencentes ao Governo do Estado do Pará.

O servidor Marcelo Jaques destaca que, nesse conflito, as discussões giraram em torno dos efeitos de usucapião (aquisição do direito de propriedade sobre um bem móvel ou imóvel pelo seu uso durante um certo tempo) em terras público-devolutas, bem como a competência do juiz e do promotor público da Comarca de Macapá para atuar na demanda envolvendo propriedades do Estado.

O historiador informa ainda que nos autos o requerente alega ter adquirido a posse das ditas terras desde o ano de 1881(ainda no Período Imperial), as quais teriam sido compradas da “mulata Lucinda, escrava do Coronel Procópio Antônio Rolla Sobrinho” (figura pública de destaque na Macapá de finais do século XIX), transação esta realizada sob o consentimento de seu senhor.

O processo indica que o cartório em que teria sido registrado o negócio, em 1881, estava situado na Rua do Príncipe, Comarca de Macapá, tendo como tabelião Manoel Picanço Pereira. Revela ainda a participação do Coronel Coriolano Filnéas Jucá (que quatorze anos mais tarde seria o primeiro intendente do Município de Macapá) como uma das testemunhas da transação de compra e venda.

O museólogo Michel Duarte Ferraz destaca que essas fontes dão um pequeno panorama da sociedade “amapaense” em cada período histórico, apresentando um pouco de suas relações sociais, econômicas, políticas e culturais, bem como suas interações com a justiça. “Essa análise documental fornece amostras de expressões usuais de cada época, assim como nomes de figuras que outrora exerceram grande influência na região, tanto política quanto econômica, e que por sinal hoje nomeiam muitas das principais ruas do nosso Estado”, relata.

Nos documentos apresentados é possível destacar muitas denominações de logradouros públicos presentes nas antigas comarcas do espaço Amapaense, desde o período Imperial até o Território Federal do Amapá, “como o Cartório da Comarca de Macapá, que no ano de 1881 localizava-se na Rua do Príncipe, ou mesmo que no ano de 1925 as audiências da justiça eram realizadas na sala de audiência do juízo, no Paço Municipal, e os editais de convocação afixados na porta da Intendência Municipal”, observa o servidor, acrescentando que “a propriedade do processo destacado acima, localizava-se na Rua do Barão”.

Michel Ferraz explica que, por meio do processo em pauta, foi possível fazer uma leitura e análise a partir de diversos temas, como: escravidão; processo de transição do Período Imperial para o Republicano; legislações pretéritas e suas mudanças e conflitos ao longo do tempo; questão agrária e patrimonial; ocupação/modificação/transformação urbana; costumes; política e relações de poder; e as relações entre o Poder Judiciário e a sociedade amapaense, “entre outros que se fazem importantes para a compreensão da própria formação histórica da justiça amapaense”.

(Fonte: TJAP) 

Aos 97 anos, morre o jornalista Lóris Baena, sócio mais antigo da ABI

Mais antigo sócio da ABI – Associação Brasileira de Imprensa – o jornalista esportivo Lóris Baena Cunha, de 97 anos, morreu nesta sexta-feira (5/3), Dia do Cronista Esportivo, na Casa de Saúde São José, no Humaitá, zona sul do Rio de Janeiro. Ele lutou bravamente durante duas semanas contra uma pneumonia aguda que o deixou em estado grave na UTI.

Lóris foi muito amigo do meu pai, o jornalista Alcy Araújo. Os dois trabalharam juntos em Belém do Pará, cidade onde ambos iniciaram a carreira jornalística. Meu pai veio para o Amapá, Lóris foi para o Rio, mas não perderam o contato. Quando meu pai morreu em 1989, Lóris manifestou toda sua tristeza pela perda do amigo.
A última vez que falei com ele acho que tem uns dois anos. O meu amigo jornalista amapaense Ramilton Farias estava no Rio de Janeiro, em um evento, do qual Lóris também participava e de quem era também amigo. Ramilton me ligou para dizer que estava com Lóris, passou o telefone a ele e batemos um longo e alegre papo, no qual ele me contou algumas peripécias do meu pai e falou da grande amizade que os unia.

Fundador da Acerj
Além de pertencer a ABI, Lóris era o último sócio-fundador ainda vivo da Associação de Cronistas Esportivos do Estado do Rio de Janeiro (Acerj), que completa nesta sexta 104 anos.“Cumpro o doloroso dever de informar o falecimento do sr. Lóris Baena Cunha. Morre no dia do aniversário da Acerj, era o último sócio-fundador vivo”, anunciou o presidente da Acerj e ex-conselheiro da ABI, Eraldo Leite.

Vida e obra
Anunciando a morte de Lóris Baena, o portal da ABI ressaltou a vida e obra dele.
Eis:
Vida e obra do velho cronista esportivo
Natural de Belém (PA), o jornalista Lóris Baena Cunha começou sua carreira em 1945 no jornal Folha do Norte e na Rádio Clube do Pará. Em 1947, veio para o Rio de Janeiro, onde atuou no jornal Folha Carioca. Mudou-se em seguida para São Paulo, onde atuou no Mundo Esportivo. Em 1955, de volta ao Rio, trabalhou na Luta Democrática, quando filiou-se à ABI.

Como cronista esportivo, Lóris tinha orgulho de ter assistido ao primeiro gol de Pelé pelo time do Santos, em 7 de setembro de 1956, contra o Corinthians de Santo André. Mas sua maior alegria era ter entrevistado Charles Muller, o introdutor do futebol no Brasil, entre outros grandes craques e centenas de jogadores, dirigentes e técnicos de grandes times e seleções.
Em 1963, Lóris Baena fundou a Organização Brasileira Esportiva (OBE), uma agência de notícias dedicada ao mundo dos esportes que dirigiu durante 30 anos. Ainda na década de 70, foi representante da Rádio Brasil de Campinas. Detentor de diversos diplomas no jornalismo esportivo, representou a crônica esportiva em mais de 20 congressos pelo país.
Além de fundar a Acerj, foi sócio-fundador da Aceb – Associação de Cronistas Esportivos do Brasil e da Abrace – Associação Brasileira de Cronistas Esportivos. Foi sete vezes agraciado com a Bola de Ouro, importante prêmio da crônica esportiva, além do Troféu Mané Garrincha e da Comenda Mauro Pinheiro.
O trabalho de Lóris não se limitava à crônica esportiva no rádio. Ele ainda escreveu diversos livros sobre esportes e poesias, como ‘Sonhos de Amor’ e ‘Temas da Vida’ – este último, sobre os clubes de futebol cariocas. Suas poesias também estão estampadas desde 2010 na Sala de Memória do Futebol Brasileiro, no Estádio do Maracanã.”

R.I.P Bunny Wailer

O cantor e compositor jamaicano Bunny Wailer, ícone do reggae e vencedor de 3 Grammys, morreu hoje aos 73 anos de idade.
Ele fundou com Bob Marley e Peter Tosh a banda Bob Marley & The Wailers, que fez do reggae um fenômeno mundial nos anos 1970.
Bob Marley morreu em 1981 e Tosh em 1987.

Homenagens ao mestre, treinador e campeão Anselmo Guedes

Aos 79 anos de idade, faleceu segunda-feira em Belém o bicampeão brasileiro de natação de 1956 e professor de educação física aposentado, Anselmo Guedes. Seu corpo foi trasladado hoje para Macapá e está sendo velado na Capela Mortuária Renascer Amavida (Av. Duque de Caxias, 269, atrás do HCAL). O sepultamento ocorrerá amanhã, quinta-feira,  às 10h. Nas redes sociais desde segunda-feira várias homenagens estão sendo prestadas a ele por atletas, amigos e ex-alunos.

Às 9h o cortejo sairá da capela mortuária e passará pela Piscina Olímpica onde serão feitas homenagens. Depois seguirá para a Avenida Almirante Barroso e fará uma parada entre Leopoldo Machado e Hamilton Silva  onde os vizinhos prestarão significativa homenagem.

Anselmo morava há décadas na Almirante Barroso. Era um vizinho muito querido e alegre, faz parte da história e da paisagem do bairro. Sua casa era a casa da alegria. Lembro do Anselmo, ainda muito jovem, saindo de casa na sua bicicleta para ir trabalhar. Na época ele trabalhava na Secretaria da Saúde; depois fez faculdade de Educação Física em Belém, retornou a Macapá onde, além de dar aulas, tornou-se um dos melhores treinadores e revelou inúmeros atletas.
Lembro do Anselmo sentado no pátio de sua casa (defronte da minha) aos sábados. Era a senha para a vizinhança chegar, ocupar o grande pátio para bater papo e ouvir música. Ele tinha os melhores vinis e uma vitrola de som maravilhoso. Lembro do Anselmo colocando na vitrola um LP de Miltinho e Dóris Monteiro para minha mãe ouvir. Era uma das maneiras que ele tinha de manifestar seu carinho por minha mãe.
Lembro do Anselmo empinando papagaio, lembro dele caminhando no bairro. Lembro dele sempre rindo e contando histórias… Ah, são tantas tantas tantas lembranças alegres e tantos bons exemplos que ele nos deixou.
Ah, Anselmo, você partiu assim meio calado, meio distante da gente, mas permanecerá nos nossos corações para sempre. Com certeza.

Anselmo é um dos nomes mais importantes da natação amapaense

Anselmo, ainda criança, sendo cumprimentado pelo então governador Janary Nunes

Ele aprendeu a nadar com 3 anos de idade na Ilha Maracujá (Afuá) onde morava em 1945. Brincadeira de criança para ele era nadar nos rios e igarapés do interior.
Em 1949 a família mudou-se para Macapá e em 1952   o menino Anselmo logo descobriu a Piscina Territorial. Foi lá e humildemente pediu ao professor Expedito Cunha Ferro, o 91, que o deixasse nadar ali. Noventa e Um tinha olho clínico e apostou no menino que no ano seguinte já foi escalado para disputar uma competição nacional no Rio Grande do Sul. Voltou com a medalha de segundo lugar. Aos 14 anos, em 1956, Anselmo Guedes conquista, na piscina do Pacaembu (SP),o título de  bicampeão brasileiro de natação (50m costa e 50m livre). Festa no Amapá!
E a paixão pela natação aumentava  a cada dia. Veio o sonho de ser técnico, então foi fazer a faculdade de educação física no Pará e tornou-se um dos técnicos mais queridos e conceituados da região norte.

Três gerações de ouro
E como filho de peixe peixinho é, brincadeira de sua prole tinha que ser dentro d’água, tanto que a filha mais velha, Monique, sagrou-se campeã do Copão da Amazônia de Natação nos anos 1980.
Anselmo Junior tem um grande baú cheinho de medalhas. Como o pai, aprendeu a nadar aos 3 anos de idade. “O papai dava aula na piscina olímpica e eu ia pra lá olhar, quando ele se descuidava eu pulava na água, queria brincar. Fiz o papai perder um monte de relógios pulando na água para me salvar”, conta Junior, que aos 10 anos de idade começou a participar de competições.
Assim como o avô, o neto Tomás também aprendeu a nadar aos 3 anos de idade; competiu pela primeira vez em 2016, num torneio em Mazagão, conquistando suas primeiras medalhas. Já tem na mochilinha ouro, prata e bronze.

Repercussão
Veja o que diz uma ex-aluna e ex-atleta. E este, pelo que li nas redes sociais, é o sentimento de todos que tiveram o privilégio de conviver com ele

Seu Winter partiu. Mas tão doces lembranças ficam

O dia amanheceu com a triste notícia da morte do seu Winter Pereira de Oliveira, dono de uma das mais tradicionais sorveterias de Macapá: a Jesus de Nazaré.
Acredito que não há macapaense que não tenha ficado triste com essa notícia, pois seu Winter era conhecido por todos e muito querido. Gostava de conversar com os clientes, contar histórias de Macapá, era doce, gentil, elegante, muito amável.
Conheci seu Winter em 1971 ou 1972 quando ele abriu, em sua casa de madeira, a sorveteria.
Na época eu era do Grêmio Jesus de Nazaré (ali onde hoje é o Centro Cultural Jorge Basile, defronte da sorveteria). Nós, que fazíamos parte do grêmio, somos testemunha da inauguração e do crescimento do empreendimento.
Nas tarde de sábado, antes e depois da reunião, atravessávamos para a sorveteria para tomar sorvete, papear e ouvir as histórias que ele nos contava. E íamos levando cada vez mais amigos para tomarem o melhor sorvete da cidade.
E durante todas essas décadas, quando alguém do Grêmio ia lá, ele sempre dizia que nós ajudamos a sorveteria a crescer. Mas não. A sorveteria cresceu porque ele era um grande empreendedor, porque tinha e tem o melhor sorvete e porque recebia todos com carinho e gentileza.
Quando surgiu o aplicativo whatsaap, o colega Ocir Magalhães teve a ideia de procurar os contatos dos ex-integrantes de Grêmio e formar um grupo. E, claro, que um dos componentes do grupo era o seu Winter.
O primeiro  reencontro dessa turma aconteceu exatamente na Sorveteria Jesus de Nazaré por sugestão do próprio Winter e tudo por conta dele. Foi uma tarde de sábado maravilhosa, doce, alegre e de tantas e tantas histórias. Hoje, o grupo está triste, mas a lembrança dos doces momentos há de minimizar essa tristeza.
Vou postar abaixo, um pouco do que já se falou hoje no Grupo do Grêmio, após a triste notícia da partida do velho amigo.

“Estou triste, mas com respeito à vontade do Pai Maior. Nosso amigo desde sempre, convívio com um ser ímpar. Seu winter, vá na Paz do Senhor” (Sônia Amaral)

“A notícia, para começar o dia, é triste, o seu Winter é uma alma nobre, que, seguramente, há de ser recebida na Casa d Pai, com as honras merecidas. E que sua família e seus amigos tenham o conforto devido, nesse momento de consternação!” (Ernâni Mota)

“Grande amigo Winter, sempre que ia lá, ele falava que nós do Grêmio ajudamos muito ele com sua sorveteria. Fico triste mas sei que cumpriu seu dever de cidadão honesto, trabalhador e honrado, que o Senhor o receba na morada eterna” (Alfredinho)

“Triste. Perdemos mais uma figura do bairro. Representava o trabalho, a boa vizinhança, o respeito comunitário, etc…
Que Deus o receba de braços abertos! E, dê força para familiares trabalharem significativa perda.” (Walter Monteiro)

“Seu Winter está no Céu gozando dos resplendores da glória…e pelas suas grandes obras, aqui na terra, acredito estar num lugar de muita luz… Que ele descanse em paz!!!🙏🙏🙏Ficam as lições e os ensinamentos!!”(Izabel Torrinha)

“Lembro muito dele sempre atencioso e dos seus sorvetes deliciosos. Que Deus console sua família.” (Rosângela Pinto)

“Assim como todos do Grêmio, o vi montar a sorveteria, no prédio que era a residência dele. Foi um guerreiro que venceu com muito trabalho.” (Ernâni Mota)

“Nosso grande amigo, descanse em paz.”(Cléo Penafort)

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A última vez que falei pessoalmente com meu querido Winter foi em março do ano passado na sorveteria. Logo depois veio a pandemia e não saí mais de casa.

O essencial é bem visível aos olhos

O essencial é bem visível aos olhos
Obdias Araújo
A casa da Rua São José canto com a Avenida Capitão Pedro Baião ainda vive na memória.
Toda vez que a prefeitura elevava a rua desafiando o Ar Mar Zonas, meu pai construía outra casa sobre a anterior.
Lembro-me bem desta, dos meus 10… 12 anos. A janelinha lá em cima era o quarto de Ivonete, a mais velha das irmãs que durante muito tempo, junto com Ivonilde, me subistituiu mamãe.
O coqueiro emoldurando a Ivonilde foi plantado por meu pai. Lembro do Mestre Zaca amarrando trouxinhas de sal em seu tronco, para adoçar a água de seus cocos.
Eu, o Eurico da Casa Santa Maria, o Jorge Caroço e o Jorge Malcher éramos gazeteriros e desviávamos o caminho da Escola Teixeira Gueiros para a Vacaria do Barbosa. Roubar mangas, cajus e cutites.
Lembro que doutra feita por aqui passaram o Capitão-mor Feliciano Coelho de Carvalho mais os capitães Ayres de Sousa Chichorro e Pedro Baião de Abreu.
Iam com eles trinta soldados e duzentos e cinquenta índios tucujus – todos flecheiros.
A tropa acampou no tubulão defronte à Casa Gisele e eles faziam tanta zoada que Maurício Ghamachi e Mamed Ganem jogaram umas tantas moedas para que aplacassem a sede.
Sempre gostei de ter nascido aqui. Nem tanto pelo santo que deu azo ao nascimento do menino Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nem quanto pelo militar que dá nome à rua.
Mas é que, de noitinha, as saracuras piam chamando seus companheiros ao descanso e sopra o terral avisando Zacarias da urgência de novas venezianas.
Não quero crescer. Não quero nunca nunca sair daqui. Afinal de contas, nasci aqui e a casa da Rua São José canto com a Avenida Capitão Pedro Baião ainda vive na memória.

63 anos do acidente aéreo que matou Coaracy Nunes, Hamilton Silva e Hildemar Maia

Destroços do avião “Paulistinha” que no dia 21 de janeiro de 1958 caiu na região do Macacoari

No acidente morreram o deputado federal Coaracy Nunes, o promotor público Hildemar Maia e o piloto Hamilton Silva.
Os três tinham ido participar da festa em louvor a São Sebastião naquela comunidade no dia anterior. No retorno, o pequeno avião apresentou problema, bateu numa árvore e explodiu.
Coaracy Nunes foi o primeiro deputado federal do Amapá. Estava exercendo o terceiro mandato quando morreu. Foi eleito pela primeira vez em 1946. Nesta época o Amapá tinha apenas 2.712 eleitores. Coaracy foi eleito com 2.385 votos.
Chamado de   “Deputado da Amazônia” foi reconhecido nacionalmente por suas ações em defesa  da região e não apenas do Amapá. Sua primeira grande luta ao assumir o mandato foi pela criação da SPVEA (depois Sudam). É de sua autoria o projeto de criação da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) e autorização da construção da Hidrelétrica do Paredão.
A chegada dos corpos de Coaracy Nunes, Hildemar Maia e Hamilton Silva no trapiche Eliezer Levy
O último adeus – Manhã de 22 de janeiro as urnas funerárias com os corpos de Coaracy Nunes e Hildemar Maia são embarcadas numa aeronave da Cruzeiro do Sul.
Hildemar foi sepultado em Belém; Coaracy Nunes no Rio de Janeiro, no cemitério São João Batista. O corpo do piloto Hamilton Silva está sepultado em Macapá, no cemitério N.S. da Conceição (Centro).
No sétimo dia a comunidade de Macacoari fez uma caminhada até o local do acidente onde foi celebrada a missa pelo padre Ângelo Bubani