Uma laranja de R$ 400 mil

Reportagem publicada hoje no jornal Folha de S.Paulo mostra que o PSL – o partido do presidente Bolsonaro – criou em Pernambuco uma “candidata laranja” nas eleições do ano passado para deputada federal só para ter acesso a dinheiro público. A candidata – que  teve apenas 274 votos –  recebeu R$ 400 mil do PSL durante a campanha. De acordo com a Folha, a candidatura laranja foi criada pelo grupo do presidente do PSL,  Luciano Bivar (PE), novo 2º vice-presidente da Câmara. Ele nega.

Numa outra reportagem, publicada  segunda-feira, 4, a Folha revelou que também em Minas Gerais foram criadas candidaturas laranjas. E aponta como suspeito dessas criações o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL).

Leia a íntegra da reportagem aqui

Randolfe propõe a CPI das Barragens

O senador Randolfe Rodrigues (REDE – AP) continua na articulação para colher as 27 assinaturas necessárias para a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) – ainda nas primeiras semanas de fevereiro – para investigar os crimes ambientais que ocorreram em Mariana (2015) e em Brumadinho (2019). Até o momento, Randolfe conseguiu a assinatura de 12 colegas senadores.

Para Randolfe, os autores deste crime não podem sair impunes e novos desastres devem ser evitados a qualquer custo: “A situação das barragens no Brasil é uma bomba-relógio. Aconteceu em Mariana, aconteceu em Brumadinho, pode acontecer em inúmeras outras cidades, como já aconteceu no meu Amapá, e isso precisa de uma investigação mais detalhada por parte do Congresso Nacional”, afirmou.

Além de querer investigar os episódios ocorridos em Minas Gerais, Randolfe também cobrará reparação dos danos ambientais nas áreas afetadas e exigir – o mais rapidamente possível- a indenização às famílias atingidas nos crimes Mariana e Brumadinho: “Na CPI, podemos determinar diligências, requerer documentos, realizar inspeções e outras atividades que contribuam na prevenção de desastres ambientais, bem como a responsabilização daqueles que agiram de maneira negligente. Além disso, a instalação da CPI faz com que toda a sociedade se envolva no tema dos danos ao meio ambiente, que coloca em risco a saúde e o bem-estar dos nossos cidadãos”, explica.

Em seu requerimento, Randolfe exemplificou ainda diversos crimes ambientais que ocorreram no país nos últimos tempos, como por exemplo, o desabamento do porto de exportação de minério em Santana, no Amapá, em 2013. “A tragédia matou seis pessoas, sendo que duas nunca foram encontradas. Além das vítimas, o acidente destruiu toda a estrutura do porto, arrastando veículos, equipamentos e várias toneladas de minério de ferro para dentro do rio Amazonas”, lamentou.

A Comissão será formada por treze Senadores titulares e sete suplentes, indicados pelos líderes dos partidos

(Texto: Carla Ferreira)

Um dia pra ficar na história

2 de fevereiro de 2019 é um dia para ficar na história. O dia que um gordinho do Amapá – que prefere açaí a caviar – acabou com a hegemonia do MDB no Congresso Nacional.
Desde a redemocratização do Brasil em 1985, ou seja nos últimos 34 anos, o MDB ocupou por 30 anos a presidência do Senado. Nessas mais de três décadas só houve um período em que o MDB não presidiu, foi de 1997 a 2001, quando Antônio Carlos Magalhães (PFL) foi eleito duas vezes para a presidência. Mas isto não quer dizer que o MDB foi derrotado. Negativo! ACM foi eleito com total apoio do MDB.

Novo verbo

A Internet não perdoa. Com a renúncia de Renan, os internautas trataram de criar logo um novo verbo: “renanciar” com o significado de renunciar, por birra,  algo que já está perdido.

As principais manchetes sobre a vitória de Davi

Alcolumbre prega reunificação e quer Senado livre de “mesquinhada do Judiciário”

Eleito presidente na onda de movimento anti-Renan, Davi Alcolumbre passou mensagem de renovação e defendeu fim de “segredismo” no Senado

Davi Alcolumbre derrota Renan Calheiros e outros 4 candidatos, e é eleito presidente do Senado, com 42 votos
Apoiado pelo ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), senador foi eleito em primeiro turno, com 42 votos

Davi Alcolumbre é o novo presidente do Senado
O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) é o novo presidente do Senado. Ele se elegeu em primeiro turno, neste sábado (2), após receber 42 votos. Um a mais do que os 41 exigidos para que não houvesse segundo turno. Essa foi a eleição mais acirrada da história da Casa desde a redemocratização

Após desistência de Renan e duas votações, Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado em 1º turno
Senador do Amapá recebeu 42 votos, um a mais que o mínimo necessário para vencer no 1º turno. Com o resultado, DEM passa a deter o comando de Senado e Câmara.

Eleição do Senado: como foi a conturbada disputa que deu a vitória a Davi Alcolumbre
Davi Alcolumbre é o novo presidente do Senado. Apoiado por Onyx Lorenzoni (ministro da Casa Civil), ele teve os votos de 42 dos 81 senadores. BBC News Brasil recapitula todos os episódios da disputa.

Saiba quem é Davi Alcolumbre, o novo presidente do Senado

 

Davi Alcolumbre assume o Senado prometendo fim do ‘segredismo’

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi empossado como presidente do Senado Federal neste sábado (2) e prometeu trabalhar pelo fim do voto secreto nas deliberações da Casa. O novo chefe do Poder Legislativo garantiu que valorizará a transparência em todas as práticas do Congresso Nacional.

— No que depender da minha condução, esta será a derradeira sessão do “segredismo”, do conforto enganoso do voto secreto. Não devemos temer a crítica das ruas: devemos ouvi-la com atenção e acolhê-la com humildade.

Alcolumbre assegurou que promoverá a “democratização do processo legislativo” no Senado, garantindo que todos os senadores sejam tratados de forma igualitária. Ele afirmou que irá dividir a responsabilidade de comandar a Casa com os demais colegas e pediu o apoio de todos na função.

— Precisamos reunificar o Senado em torno do que lhe deve ser mais caro: a República e o interesse público.

O novo presidente citou as reformas políticas e econômicas que o Congresso deverá votar nos próximos meses, classificando-as como assuntos de urgência para o futuro do país.

— Teremos grandeza e espírito público. Não podemos nos dar ao luxo de falhar.

Diálogo

Após duas sessões atribuladas para a eleição do novo presidente, Alcolumbre procurou adotar uma posição agregadora. Ele cumprimentou nominalmente todos os demais candidatos na eleição: Esperidião Amin (PP-SC), Angelo Coronel (PSD-BA), Reguffe (sem partido-DF), Renan Calheiros (MDB-AL) e Fernando Collor (Pros-AL).

O novo presidente assegurou que não levará as discordâncias do processo eleitoral para a sua gestão à frente do Senado.

— A condição de adversário é passageira, e permanentes são as instituições. Não conduzirei um Senado de revanchismo. Meus adversários terão de minha parte disposição para o diálogo, cooperação e deferência.

Alcolumbre também agradeceu aos senadores que retiraram seus nomes da disputa para apoiá-lo: Alvaro Dias (Pode-PR), Major Olimpio (PSL-SP) e Simone Tebet (MDB-MS). Ele também agradeceu a Tasso Jereissati (PSDB-CE), que desistiu de se candidatar.

(Texto e foto: Agência Senado)

O Amapá na presidência do Senado

Depois de tanto tumulto, tentativa de fraude, jogo sujo por parte de políticos que representam o que há de mais vil na política nacional, o amapaense Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito neste sábado (2) presidente do Senado Federal para o biênio 2019/2020.  Um orgulho para o Amapá.

Como presidente do Senado, Davi é também agora quem preside o Congresso Nacional e é o terceiro brasileiro na linha sucessória do presidente da República.

Aos 41 anos, Davi Alcolumbre é o senador mais novo a ser eleito para o cargo de presidente do Senado nas últimas décadas. Em 1971, Petrônio Portela assumiu seu primeiro mandato como presidente do Senado com 45 anos. Desde então, todos os presidentes eleitos do Senado já tinham mais de 49 anos completos quando assumiram o cargo.

(Foto: Pedro França/Agência Senado)