Copa do Mundo – Você sabia?

Você sabia?

  • Esse foi o sexto confronto da Copa do Mundo da FIFA™ entre as duas equipes Argentina e Inglaterra). Contando esta partida, cada uma das equipes venceu três vezes.

  • As audiências passaram em campo em situações diferentes: a Argentina é a atual campeã de 2022 e quer ser tetra (ou bi de forma consecutiva), enquanto a Inglaterra buscava chegar à final pela primeira vez desde 1966 – o ano do único título foi também o único em que a equipe inglesa disputou a decisão.

  • A Argentina nunca perdeu uma semifinal da Copa do Mundo.

  • Aos 39 anos e 21 dias, Lionel Messi se consolidou como o jogador de linha mais velho a disputar uma semifinal da Copa do Mundo.

  • Messi queria a Inglaterra pela primeira vez na carreira. Até hoje, em todos os jogos oficiais pela seleção, ele fez 125 gols em 45 nações diferentes, mas não marcou contra os ingleses.

  • O goleiro argentino Emiliano Martínez passou a maior parte de sua trajetória profissional na Inglaterra: Arsenal, Oxford United, Sheffield Wednesday, Rotherham United, Wolverhampton Wanderers, Reading e Aston Villa.

  • A Inglaterra perdeu apenas dois dos últimos 12 jogos na Copa do Mundo (oito vitórias, dois empates, duas derrotas).

  • Os ingleses bateram seu recorde de gols em uma única edição: foram 14 no Mundial de 2026. Seis desses gols foram de Harry Kane, e outros seis foram de Jude Bellingham – Marcus Rashford e Anthony Gordon foram os outros jogadores a marcarem (um para cada) apenas uma vez.

  • Jude Bellingham está igualado a Pelé em número de gols na Copa do Mundo antes dos 24 anos: sete para cada. O único acima deles nesses critérios é Kylian Mbappé, que fez 12 gols antes dos 24 anos.

  • Harry Kane superou Wayne Rooney nesse jogo e se tornou o jogador que mais vezes vestiu a camisa da Inglaterra em partidas oficiais (121 jogos, contra 120 de Rooney e 115 de David Beckham).(Fonte: FIFA)

Copa do mundo – Saiba como foi a virada da Argentina sobre a Inglaterra

A Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal, de virada, e carimbou o passaporte para enfrentar a Espanha em 19 de julho, em Nova York/Nova Jersey, com a chance de conquistar o tão sonhado bicampeonato consecutivo (o quarto título de sua história). Dois gols nos últimos nove minutos de jogo definiram a Argentina “remontada”, ambos com assistências de Lionel Messi.

Os espanhóis garantiram uma vaga na final no dia anterior com uma vitória sobre a França por 2 a 0 . Agora, os franceses enfrentarão justamente a Inglaterra na Decisão do Bronze, em Miami, no dia 18.

“É só uma partida de futebol”, alertou o técnico Lionel Scaloni, ao longo dos últimos dias, tentando conter a animosidade para o confronto. Porém, como esperado para uma semifinal de Copa do Mundo com rivalidade histórica, o jogo foi cercado por tensão desde o início, com marcações intensas e discussão entre os jogadores – além do grande barulho e da bonita festa que as duas torcedoras compartilharam no estádio de Atlanta, é claro.

Scaloni estava certo ao dizer que essa seria uma partida de futebol, mas o primeiro tempo foi de futebol truncado. A primeira chance de gol finalmente ocorreu aos 32 minutos, após uma falta cometida por Enzo Fernández sobre Jude Bellingham: Declan Rice afirmou a bola para a área, e John Stones cabeceou para fora.

Enquanto isso, Thomas Tuchel tentou colocar em prática seu plano de armar a Inglaterra para uma “marcação tradicional homem a homem” contra Lionel Messi. Como tem sido comum nesta Copa do Mundo, dentre os titulares da Argentina no primeiro tempo, o camisa 10 só percorreu uma distância menor que o goleiro Emiliano Martínez – ainda assim, Messi é Messi, o maior artilheiro da história do torneio e capaz de encontrar espaços inimagináveis.

Aos 36 minutos, por exemplo, Messi passou por Harry Kane, Anthony Gordon e Djed Spence antes de sofrer a falta de Elliot Anderson. Pouco depois da cobrança, Enzo arriscou um chute de longe e tirou tinta do travessão.

O segundo tempo contrariou totalmente o estilo do primeiro. Embora a animosidade e a tensão ainda estivessem lá, o futebol truncado deu lugar a boas jogadas. Começando por uma oportunidade argentina, com finalização de Julián Álvarez para defesa de Jordan Pickford. Mas foi do outro lado do campo que o gol finalmente saiu.

Na marca dos 10 minutos, em um lance que começou com um tiro de meta curto de Pickford, Harry Kane deu um lançamento longo promissor a partir do campo de defesa – o goleiro fazendo a função de armador. Nicolás Tagliafico tentou escapar, mas a bola sobrou para Declan Rice, que tocou para Morgan Rogers. O inglês fez um cruzamento perfeito para Gordon, que surgiu na pequena área para marcar com um toque de direita.

Naturalmente, a Argentina tentou usar o gol da Inglaterra como combustível e motivação para atacar pouco depois do reinício do jogo, e o lançamento de Enzo para Giuliano Simeone levou o perigo à defesa europeia; porém, Spence aplicou um carrinho perfeito, na bola, para evitar o risco.

No entanto, foram outros os lances que fizeram o lado albiceleste do estádio se levantar e lamentar como nunca: primeiro, aos 24 minutos, Nico González cabeceou para uma grande defesa de Pickford; depois, aos 31, Mac Allister tocou de cabeça na área – depois de ótimos índices de De Paul – e carimbou a trave direita.

Talvez na tentativa de encontrar o cabeceador Otamendi, que é famoso pelos gols salvadores na carreira, ou pela imposição de uma Inglaterra que se fechou muito depois de abrir o placar, a Argentina passou a ter uma bola aérea como principal recurso. Em lances consecutivos, Mac Allister e González (sim, eles de novo) voltaram a cabeça com perigo, mas não conseguiram balançar a rede. E a tensão cresceu.

Quando entenderam que o empate não sairia pelo alto, os sul-americanos enfim igualaram o placar com um chute impecável de Enzo Fernández aos 40 minutos, aproveitando a assistência de Messi e, acima de tudo, o grande espaço deixado pelos ingleses na marcação na entrada da área.

A pressão argentina continuou nos lances seguintes, e ficou claro que os comandados de Lionel Scaloni não se contentariam com a ideia de jogar mais uma prorrogação nesta Copa do Mundo. Foram duas grandes chances seguidas: primeiro, a finalização de Mac Allister beijou a trave; depois, Lautaro Martínez cabeceou para o fundo da rede e para a história, colocando a Argentina na final pela segunda vez consecutiva e em busca do tetra.

(Fonte: FIFA)

Inscrições abertas para o “Tatame da Cidadania”

Estão abertas desde ontem as inscrições para modalidade de Luta Livre (Wrestling) do projeto Tatame da Cidadania, promovido pela Coordenadoria de Segurança Comunitária da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (CSC/Sejusp). De 14 a 31 de julho, pais e responsáveis podem cadastrar crianças e jovens de 9 a 17 anos no projeto social do Governo do Amapá em parceria com o Tribunal de Justiça do Amapá (TJ-AP).

O projeto oferta 50 vagas gratuitas com o objetivo de aproximar a comunidade das forças de segurança, oferecendo alternativas de esporte, lazer e disciplina para o público infantojuvenil. As turmas serão divididas igualmente para atender a rotina escolar dos alunos, com 25 vagas para o turno da manhã e 25 vagas para o turno da tarde.

As inscrições devem ser realizadas presencialmente, das 8h às 12h, no Prédio Anexo da Sejusp, localizado na Rua Coriolano Jucá, nº 500, no Centro de Macapá. Para efetivar a matrícula, os pais ou responsáveis legais devem comparecer ao local munidos dos seguintes documentos:

– Documentos do Aluno: RG, CPF, declaração escolar atualizada e comprovante de residência.
– Documentos dos pais/responsáveis: RG e CPF.

Copa do Mundo – Curiosidades

Brasil e Alemanha ausentes pela primeira vez
Trata-se de uma verdadeira reviravolta na hierarquia do futebol mundial. Pela primeira vez em qualquer edição da Copa do Mundo, nem a Alemanha nem o Brasil figuram entre os quadrifinalistas. Em dez das 17 edições da Copa do Mundo que contaram com a fase de quartas de final*, ambos os gigantes do futebol mundial estiveram presentes simultaneamente. A Alemanha ficou de fora das quartas de final em 1938, 1950, 2018 e 2022, e o Brasil em 1934, 1966 e 1990; no entanto, jamais ambos os gigantes haviam sido eliminados antes dessa etapa do torneio. *Não houve quartas de final nas edições de 1930, 1950, 1974, 1978 e 1982.

Quatro remanescentes
Das oito seleções que chegaram às quartas de final no Catar em 2022, quatro conseguiram alcançar novamente essa fase quatro anos depois: Argentina, Inglaterra, França e Marrocos. Naquela ocasião, apenas a Inglaterra não avançou além das quartas de final, sendo derrotada pelos Bleus. As duas finalistas de 2022 continuam na competição, em lados opostos da chave, o que significa que o torneio pode muito bem repetir a mesma decisão em duas edições consecutivas — algo que não acontece desde as Copas do Mundo de 1986 e 1990, quando Argentina e Alemanha Ocidental disputaram finais seguidas.

Quatro seleções buscam sua primeira Copa
Enquanto quatro das oito seleções classificadas para as quartas de final já conquistaram o troféu — Argentina (três títulos), França (dois), Inglaterra e Espanha (um cada) —, as outras quatro ainda buscam sua primeira coroa mundial. Bélgica e Marrocos jamais passaram das semifinais. A última vez que a Suíça disputou as quartas de final foi na Copa do Mundo que sediou, em 1954. A Noruega nunca havia passado das oitavas de final anteriormente. Esta edição de 2026 poderá, portanto, ver uma nova nação conquistar o título pela primeira vez desde a vitória da Espanha em 2010.

Terreno desbravado pelos vikingsDas oito seleções que permanecem na disputa, apenas uma chegará às quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez: a Noruega. Liderada pelo excepcional Erling Haaland, a equipe escandinava eliminou o Brasil nas oitavas. Em contrapartida, a Inglaterra — sua próxima adversária — é a seleção que mais vezes chegou a esta etapa da competição (10). Ela é seguida por França (nove), Argentina (oito), Espanha (cinco) e Bélgica e Suíça (três). Para o Marrocos, esta será apenas a segunda vez nas quartas de final.

Mais um feito para o Marrocos
Antes do reencontro desta quinta-feira com a França — adversária que enfrentaram na semifinal de 2022 —, o Marrocos já deu continuidade ao sucesso alcançado no Catar, onde se tornou a primeira seleção africana a chegar entre as quatro melhores de uma Copa do Mundo. Agora, na América do Norte, os “Leões do Atlas” tornaram-se a primeira equipe africana a alcançar as quartas de final em duas edições consecutivas.

França, a única 100% nos 90 minutos


A França é a única que venceu todos os seus cinco jogos do torneio sem precisar da prorrogação. A Argentina também soma cinco vitórias, mas precisou de 30 minutos extras para derrotar Cabo Verde por 3 a 2 na fase de 32. Espanha e Inglaterra acumulam, cada uma, quatro vitórias e um empate. A Noruega, única equipe ainda na disputa que sofreu uma derrota, registra quatro vitórias e um revés — justamente contra a França. Já Bélgica, Marrocos e Suíça apresentam o mesmo retrospecto: três vitórias e dois empates cada.

A defesa da Espanha
A Espanha teve uma trajetória impressionante na defesa, chegando às quartas sem ter sofrido um gol. Trata-se da primeira vez desde a Itália em 1990 que um time chega a esse estágio da competição sem sofrer nenhum gol. Em termos de gols sofridos, a equipe é seguida por França (dois), Suíça (três), Marrocos (quatro), Inglaterra, Argentina e Bélgica (cinco) e Noruega (nove).

Brilho ofensivo de Argentina e França
Embora tenham trilhado caminhos diferentes até agora, ambas as finalistas de 2022 chegam às quartas de final ostentando um forte desempenho ofensivo. Lideradas por Kylian Mbappé e Lionel Messi, respectivamente, França e Argentina marcaram 14 gols cada na América do Norte — um a mais que a Bélgica (13). Elas são seguidas por Noruega (12), Inglaterra (11), Marrocos (10) e, por fim, Espanha e Suíça (nove cada).

(Fonte: FIFA)

Minha primeira lembrança de Copa do Mundo

A primeira lembrança que tenho de Copa do Mundo é de 1962, quando o Brasil foi bicampeão no Chile.
Estávamos no Rio de Janeiro mamãe, eu e meu irmão Alcione. A cidade maravilhosa toda enfeitada. Eu era muito criança ainda e quase nada entendia do que se passava. Sabia apenas que o Brasil estava participando de algo muito importante e que todos torciam pelo sucesso.
Só se falava nisso, mas eu nem dava trela. Era conversa de adulto e eu só queria brincar.
No dia que a Seleção chegou ao Brasil trazendo o título foi a maior festa. O povo se amontoando nas ruas e nas janelas dos edifícios para saudar os bicampeões do mundo. Mas para mim, tão criança ainda, o espetáculo foi a chuva de papel picado que caía dos edifícios e foi essa chuva que guardei na memória. Que coisa linda para uma criança ver. Eu nem olhava para o carro aberto que conduzia os jogadores, nem lembro como estavam trajados. Eu só olhava para cima, encantada com a chuva de papeizinhos coloridos.
Não pergunte em que rua ou avenida estávamos para ver o desfile da Seleção. Sei que fomos – eu e meu irmão – com minha mãe, pois ela era muito fã do goleiro Gilmar e do lateral Djalma Santos, por isso queria vê-los de perto e aplaudi-los.

Só muitos anos depois me interessei pelas histórias da Copa. Principalmente dessa em que vi pela primeira vez uma chuva de papel picado.

Pois bem, em 1962 o Brasil foi bicampeão com um timaço onde formavam Gilmar, Djalma Santos, Nilton Santos, Didi, Zagalo, Vavá, Pepe, Bellini, Zito, Garrincha, Pelé e Amarildo.
O Gilmar, de quem minha mãe era super fã, foi um dos maiores goleiros do Brasil. Aliás, do mundo. Foi considerado pela FIFA como um dos vinte maiores goleiros do mundo do século XX.

O Brasil fez uma campanha bonita. Foram cinco vitórias e um empate. 14 gols a favor e 5 contra. Venceu o México por 2 a 0; a Espanha por 2 a 1; a Inglaterra por 3 a 1; o Chile por 4 a 2; empatou com a Tchecoslováquia na primeira fase em 0 a 0.
A final foi no dia 17 de junho no estádio nacional do Chile com o Brasil sagrando-se bicampeão ao derrotar a Tchecoslováquia por 3 a 1. O placar foi aberto por Josef Masopust aos 15 minutos do primeiro tempo, mas dois minutos após Amarildo fez o gol de empate. O primeiro tempo terminou 1 a 1. No segundo tempo o Brasil entrou com mais garra em campo e aos 24 minutos Zito marcou o segundo gol do Brasil e aos 33 minutos Vavá fechou o placar.

Quarta-feira, o Brasil entra em campo para enfrentar a Escócia. Já não sonho com chuva de papel picado; sonho com a vitória da nossa seleção, que nesta Copa de agora nos decepcionou na estreia  empatando com o Marrocos e e voltou a nos dar esperança  vencendo o Haiti.

(Alcinéa Cavalcante)

Pela quarta vez, Brasil joga no Hard Rock Stadium

 Cliff Hawkins – FIFA/FIFA via Getty Images

No duelo contra a Escócia, a Seleção fechará na quarta-feira (24) sua participação na fase de grupos da Copa do Mundo 2026 em um estádio que recebeu a final da última edição da Copa América, de jogos da Copa do Mundo de Clubes 2025 e de seis Super Bowls: o Hard Rock Stadium. Na arena localizada em Miami, no estado da Flórida, a partida terá início às 19h (de Brasília) e reúne duas seleções na briga pelas melhores colocações do grupo C.

Este será o quarto compromisso da Amarelinha no Hard Rock. Em 16 de novembro de 2013, o Brasil fez sua primeira visita ao estádio, que à época era chamado de Sun Life Stadium. Na ocasião, goleou Honduras por 5 a 0, com gols de Bernard, Dante, Maicon, Willian e Hulk. Foi neste jogo que Marquinhos realizou sua estreia na equipe.

No ano seguinte, o Brasil retornou a Miami, quando foi a campo pela primeira vez após a Copa do Mundo de 2014. Bateu a Colômbia por 1 a 0, no dia 5 de setembro, com gol de falta de Neymar. Voltou ao estádio cinco anos depois, em 6 de setembro de 2019, em novo encontro com os colombianos. Daquela vez, houve empate por 2 a 2, com tentos de Casemiro e Neymar.

Sobre o Hard Rock Stadium

O Hard Rock Stadium foi inaugurado em 16 de agosto de 1987 e tem capacidade para cerca de 65 mil espectadores. Em 2027, completará 40 anos. É a casa do Miami Dolphins, uma das 32 equipes da National Football League (NFL), liga de futebol americano dos Estados Unidos.

O estádio já foi selecionado para receber seis edições do Super Bowl, jogo que define o campeão da NFL ao final da temporada: 1989, 1995, 1999, 2007, 2010 e 2020.

(Fonte: CBF)

Tempo de Copa é tempo de ler José Maria de Aquino, um dos maiores repórteres esportivos do Brasil

“José Maria de Aquino é um acervo vivo da memória do futebol brasileiro e conhece este negócio como poucos”, escreveu o consagrado Milton Neves sobre este repórter que aos aos 92 anos ainda está na ativa e é uma das maiores referências da imprensa esportiva brasileira.

Em 2020, Aquino lançou “Minha Vida de Repórter”, grande sucesso de vendas e crítica e que se tornou obrigatório para quem quer  saber e conhecer a história do futebol brasileiro e seus grandes craques. Sobre este livro, Milton Neves diz que é um fabuloso compilado de histórias vividas por Aquino ao longo de décadas sempre na trilha da bola ou da emoção produzida por qualquer outro esporte.

Já o jornalista Cláudio de Souza, o primeiro diretor da revista Placar, na qual Aquino trabalhou na década de 1970, ressaltou que ele era na época “o melhor repórter esportivo do país, como continuou sendo, por ser ético, trabalhador e extremamente profissional”

Além de jornalista, Aquino é advogado. Sua carreira jornalística teve inicio em 1965, no Jornal da Tarde (Grupo Estado) Lá conquistou, ao lado de Michel Laurence o Prêmio Esso. Trabalhou também no Estadão, na TV Globo (aí foi inclusive o comenarista na Copa de 1982 e até chefe de redação), Sport TV, enfim, passou pelas melhores e maiores redações e apesar de ser reverenciado por todos sempre manteve a simplicidade e ensinava a todos que precisavam de sua ajuda. E continua em atividade, agora no Portal Terra.

O livro “Minha Vida de Repórter” (388 páginas, editado pela Letras do Brasil) é uma verdadeira aula de jornalismo. Traz reportagens interessantíssimas, bastidores (como a preparação da seleção brasileira em 70 e o plano liderado pelos jogadores para fazer Zagallo  escalar o time que eles julgavam capaz de levantar o tricampeonato mundial. E realmente o Brasil foi tricampeão.

De maneira leve, Aquino nos conta  aventuras, dissabores, contratempos e as manhas, dribles  e truques para vencer todo tipo de dificuldades em coberturas internacionais sem as facilidades da tecnologia que temos hoje.

Li no portal da ACEESP – Associação dos Cronistas Esportivos que para a vida de um repórter não há manual de instruções. É preciso doses diárias de coragem para enfrentar o desconhecido e firme convicção para caminhar ao lado da verdade, da ética e do compromisso com a informação. Vale aprender com José Maria de Aquino, um mestre na arte do rigor da apuração bem feita e um especialista em técnicas de entrevista que não se ensinam nas escolas de jornalismo.

Eu que fui repórter esportiva lá pelo inicio da década de 1970 (segundo o GPT fui a primeira mulher jornalista esportiva no Brasil) digo para vocês que aprendi muito lendo e ouvindo José Maria de Aquino.
Ano passado ele me mandou seu livro pelo nosso amigo em comum: jornalista João Silva, com esta dedicatória tão carinhosa que alegra tanto meu coração cada vez que pego seu livro para reler ou tirar alguma dúvida. Obrigada, “companheiro de viagem” por continuar nos ensinando.

(Alcinéa Cavalcante)

 

Trio brasileiro apita abertura da Copa

O jogo de abertura da Copa do Mundo de 2026, entre México e África do Sul, na quinta-feira (11), no Estádio Azteca, na Cidade do México, terá um trio brasileiro na arbitragem. Wilton Pereira Sampaio será o árbitro de campo, auxiliado pelos assistentes Bruno Pires e Bruno Boschilia.

É a terceira vez de Wilton Pereira Sampaio em Copas do Mundo. Na Rússia, em 2018, ele atuou como assistente de árbitro de vídeo (VAR). Em 2022, trabalhou como árbitro de campo.

Ao todo, nove profissionais de arbitragem representarão o Brasil na Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá.

“Pode parecer surpresa para muitos, mas para mim é a constatação de que temos uma arbitragem forte, uma das melhores do mundo… Nós estamos totalmente preparados para as mais importantes partidas da Copa, exceto jogos do Brasil, claro. Começamos a Copa trabalhando num jogo de Abertura, isso significa muito para cada um de nós que atua neste setor, no Brasil. Tenho certeza de que Wilton, Boschilia e Pires nos representarão com primor e será uma grande partida”, disse Rodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Para Netto Góes, diretor de arbitragem da CBF, a escalação do trio para um jogo desta magnitude é uma confirmação do reconhecimento da FIFA sobre o esforço da CBF na evolução da arbitragem nacional.

“A escalação de Wilton Pereira Sampaio, Bruno Pires e Bruno Boschilia para o jogo de abertura da Copa do Mundo é motivo de orgulho para toda a arbitragem brasileira. É o reconhecimento de um trabalho que vem sendo construído há muitos anos e que tem recebido atenção e investimentos em proporções inéditas na atual gestão, com investimento em formação, preparação física, capacitação técnica e profissionalização. Estar presente em uma partida dessa magnitude demonstra o respeito e a credibilidade que a arbitragem do Brasil conquistou no cenário internacional”, disse Góes.

(Texto: CBF – Foto: Alex Caparros – FIFA/FIFA via Getty Images)

Seleção Brasileira – Veja os convocados

Goleiros:

  • Alisson
  • Ederson
  • Weverton

Defensores:

  • Alex Sandro
  • Bremer
  • Danilo
  • Douglas Santos
  • Gabriel Magalhães
  • Ibañez
  • Léo Pereira
  • Marquinhos
  • Wesley

Meio-campistas:

  • Bruno Guimarães
  • Casemiro
  • Danilo
  • Fabinho
  • Lucas Paquetá

Atacantes:

  • Endrick
  • Gabriel Martinelli
  • Igor Thiago
  • Luiz Henrique
  • Mateus Cunha
  • Neymar
  • Raphinha
  • Rayan
  • Vini Jr.

Sancionada lei que regulamenta a pesca esportiva no Amapá

O Estado do Amapá sancionou a Lei nº 3.474, de 9 de abril de 2026, que estabelece normas para a prática da pesca esportiva em todo o território amapaense. A legislação define regras, proibições, infrações e penalidades, além de prever medidas de incentivo e proteção aos recursos pesqueiros, consolidando a atividade como estratégica para o desenvolvimento sustentável e o turismo no estado.

A nova lei considera a pesca esportiva como a atividade realizada na modalidade “pesque e solte”, em que o pescado deve ser devolvido vivo ao ambiente natural. O texto determina que a prática ocorra de forma sustentável, respeitando as normas ambientais, de segurança e de ordenamento pesqueiro, além de exigir conformidade com legislações federais, estaduais e municipais.

A construção da proposta foi resultado de uma articulação integrada entre as secretarias de Estado do Turismo (Setur), Pesca e Aquicultura (Sepaq) e Desporto e Lazer (Sedel), reforçando o caráter transversal da atividade, que envolve turismo, esporte e conservação ambiental.

Entre os principais pontos, a lei prevê a criação de áreas exclusivas para a pesca esportiva, como reservas e sítios pesqueiros, que poderão receber empreendimentos turísticos devidamente licenciados. Também estabelece limites para operação dessas estruturas, como o número máximo de embarcações por unidade e a responsabilidade compartilhada entre empreendedores e pescadores pelo cumprimento das normas.

Como forma de valorização da atividade, o texto reconhece o tucunaré como peixe símbolo da pesca esportiva no Amapá e institui o Selo “Meu Amigo Tucunaré” (SMAT), destinado a pessoas físicas e jurídicas que desenvolvam a prática de forma sustentável.

Ancelotti quer Seleção com equilíbrio, atitude e qualidade

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (25), em Orlando (EUA), o técnico Carlo Ancelotti ressaltou a importância do amistoso da Seleção Brasileira contra a França, nessa quinta-feira, às 17 horas (horário de Brasília), em Boston. Disse que seu modelo de time é formado por quatro atacantes e deixou claro que quer a Seleção com algumas características bem alinhadas: equilíbrio, atitude e qualidade.

“Nestes meses eu tenho pensado qual é o melhor modelo de jogo para a equipe, tendo em conta as características dos jogadores. Pensamos que o modelo de jogo que queremos planejar é com quatro na frente. Contra a França, um teste importante, queremos jogar uma boa partida, controlando o jogo, tentar defender bem, que é muito importante, ter equilíbrio e jogar bem com a bola, mostrar a qualidade que os quatro da frente têm”, declarou.

Ele adiantou que Marquinhos não atuará, por causa de dores na região do quadril, e que espera contar com ele no amistoso seguinte, contra a Croácia, dia 31. Ancelotti driblou bem as perguntas sobre a escalação da Seleção para o clássico dessa quinta com a França, mas abriu exceção ao revelar o nome de três dos quatro defensores que vão estar em campo para o duelo com os franceses: Wesley, Léo Pereira e Douglas Santos. Falta, portanto, um para compor a zaga.

“Temos três zagueiros novos: Léo Pereira, Bremer e Ibañez, e queremos avaliar. Não tanto a condição física, mas como eles estão dentro do grupo. Obviamente, todos os três têm qualidades para estar na Copa do Mundo. Na Copa, vamos trazer quatro ou cinco zagueiros, tendo em conta que um desses zagueiros pode, em algum jogo, jogar como lateral-direito.”

Sobre a lista extensa de desfalques da Seleção, em razão de lesões musculares, em sua maioria, Ancelotti afirmou que o problema atinge também outras seleções.

“É um momento assim da temporada (a respeito da quantidade de lesões). É uma Data Fifa complicada para todos. Para nós, é um teste importante, contra uma equipe que pode ser favorita na Copa. Queremos mostrar uma boa atitude e qualidade.”

Ele elogiou a França e citou a força de Mbappé, que vai merecer atenção especial. “São jogadores que todo mundo conhece. Jogadores muito fortes, com muita qualidade. Mbappé marcou muitos gols ano passado. Agora é um rival. Temos que defender bem contra ele. É um jogador muito rápido, com qualidade, muito efetivo na finalização. A França é uma equipe de qualidade em todos os aspectos. Tem qualidade na frente, velocidade. É muito importante para a Seleção jogar com equilíbrio. Depois, estamos focados na qualidade da nossa equipe que é muita. Brasil também pode jogar em contra-ataque, com posse de bola e pode jogar muito bem.”