Elton Tavares por Elton Tavares

“Nunca fui sonhador de só esperar algo acontecer. Sou de fazer acontecer. Não sou e nunca serei anjo. Não procuro confusão, mas não corro dela, nunca!

Nunca fui de pedir autorização pra nada, nem pra família, nem pra amigos. No máximo para chefes, mas só na vida profissional.

Nunca fui estudioso, mas me dei melhor que muitos “super safos” que conheci no colégio. Nunca fui prego, talvez um pouco besta na adolescência.

Nunca fui safado, cagueta ou traíra, mesmo que alguns se esforcem em me pintar com essas cores.

Nunca fui metido a merda, boçal ou elitista, só não gosto de música ruim, pessoas idiotas (sejam elas pobres ou ricas) e reuniões com falsa brodagem.

Nunca fui “pegador”, nem quis. É verdade que tive vários relacionamentos, mas cada um a seu tempo. Nunca fui puxa-saco ou efusivo, somente defendi os locais por onde passei, com o devido respeito para com colegas e superiores.

Nunca fui exemplo. Também nunca quis ser. Nunca fui sonso, falso ou hipócrita, quem me conhece sabe.

Nunca fui calmo, tranquilo ou sereno. Só que também nunca fui covarde, injusto ou traiçoeiro.

Nunca fui só mais um. Sempre marquei presença e, em muitas vezes, fiz a diferença. A verdade é que nunca fui convencional, daqueles que fazem sentido. E quer saber, gosto e me orgulho disso. E quem convive comigo sabe disso.”

(Elton Tavares é competente jornalista, chefe da assessoria de comunicação do Ministério Público, editor do bombado blog DeRocha e, claro, meu amigo muito querido)

Bon appétit

“Filé Marajoara” feito pelo meu vizinho Hermes Jr especialmente para mim neste domingo. Como não ser feliz tendo um amigo/vizinho assim? Obrigada, meu querido. Vc fez meu domingo mais lindo, mais gostoso, mais colorido e mais delicioso.

Da amiga de alma perfumada

Minha amiga de infância, a linda Elizabeth Köhler Cunha Toledo , que há muitos anos mora fora do Amapá, me enviou essas lindas rosas vermelhas no dia do lançamento do meu livro Caneta Dourada.
Um jeito maravilhoso de mostrar que mesmo longe estava presente.
Imaginem minha emoção ao chegar à Biblioteca, local do lançamento, e receber essas rosas com um carinhoso cartão.
Ah, é tão bom ter amiga de alma e coração perfumados. Muito obrigada, querida Beth.

Meu vizinho Janjão

Jota, Jotinha, Dega, Janjão, Deguinha. São os apelidos carinhosos desse meu querido vizinho chamado Euclides João Monteiro, que hoje completa 87 anos de idade.
Ele adora ficar chamegando com a mulher Eurydice, tomar uma cervejinha no sábado com o sobrinho Tondo, bater perna nas feiras atrás de um peixe fresco, um bom camarão e caranguejos do Sucuriju.

Janjão faz como ninguém um “avoado”. Não sabe o que é isso? É o peixe envolto na folha de bananeira assado na brasa. E sempre traz um pedacinho pra mim.
Aos 87 anos, Janjão vive de bem com a vida e sai pelas ruas da cidade pedalando sua bicicleta . E que ninguém se atreva a mexer na sua bicicleta – ele morre de ciúmes dela.
Este homem querido por toda a vizinhança nasceu na Vigia.
Em 1949 veio para o Amapá trabalhar nas minas de Calçoene. Conheceu a professora Eurydice, apaixonou-se, largou a noiva que tinha em Belém e casou. Um casamento que já dura 59 anos.
Orgulha-se de ter trabalhado na construção da base espacial de Kourou, na Guiana Francesa, (“Naquela época brasileiro era muito bem tratado e respeitado na Guiana”, diz) e na hidrelétrica do Paredão aqui no Amapá.
Pouca gente sabe – e por isso eu faço questão de registrar – que era Janjão, que junto com Cutião, construía a famosa boneca da Banda todos os anos e ainda dançava debaixo dela.
Lembro uma vez que Janjão fez todo o percurso da Banda com um único tira-gosto: uma pata de caranguejo. Lá pelo meio do percurso o tira-gosto dele já não tinha gosto de nada, mas ele não largava.
Ah, esse Janjão. Aí tem muita história.

Índio e eu – Abraço que abraça a alma

Encontrar este meu ex-aluno é sempre motivo de grande alegria e quando há alegria o abraço é mais gostoso. Não é um abraço qualquer. É um abraço de alma.
Jorge – mais conhecido como Índio – é uma pessoa maravilhoso e de coração do tamanho do mundo, embora sua fama de brabo.
É dono do badalado Bar do Índio onde se come o melhor charque frito e se bebe a cerveja mais gelada ouvindo estórias contadas por ele.
O bar é ponto de encontro de jornalistas, intelectuais, carnavalescos e onde se discute tudo: da Lava-Jato ao marabaixo.
Ontem estive no Bar do Índio, degustei o melhor charque do mundo em excelentes companhias, comemorando o aniversário do jornalista Elton Tavares.  Com o querido Índio troquei abraços, afetos e atualizamos o papo.
Índio – ou Jorge – é daqueles meus ex-alunos inesquecíveis. Por ele tenho imenso carinho.