A mulher do cego – Dom Pedro José Conti

A mulher do cego
Dom Pedro José Conti – Bispo de Macapá 

Um homem tinha uma filha muito feia. Conseguiu que se casasse com um cego, porque ninguém a queria. Certo dia, porém, chegou naquela cidade um médico que se ofereceu para devolver a vista ao cego. O pai da moça foi totalmente contrário a isso por medo que o homem pudesse se divorciar da filha dele.

Continuamos a leitura do evangelho de Marcos. Encontramos ao menos dois grandes ensinamentos. O primeiro diz a respeito da expulsão de demônios usando o nome de Jesus, por parte de pessoas que não estavam diretamente no grupo que o seguia. Talvez os discípulos estivessem com inveja daquilo que estava acontecendo, mas Jesus não se importa com isso, ao contrário, manifesta-se favorável. Ele fica feliz se, por causa do seu nome, alguém é liberto de uma situação de sofrimento. Até um copo de água, algo tão simples e pobre, dado com generosidade aos amigos de Jesus, será premiado. O verdadeiro bem é sempre valioso e não pode produzir frutos contrários ou palavras maldosas. “Quem não é contra nós é a nosso favor”, declara Jesus (Mc 9,40)

O segundo assunto é sobre o pecado do escândalo e as palavras do Evangelho são muito duras. Os “pequeninos que creem” não são as crianças, mas os simples e os humildes do Reino de Deus. Nesse caso, a pequenez não depende da idade ou de alguma condição de inferioridade. Os “pequenos” são todos aqueles que desistem do orgulho e da arrogância e se deixam alcançar pelo amor do Pai. São os “puros de coração” da bem-aventurança de Mateus (Mt 5,8 “eles verão a Deus”) e até Jesus se diz “manso e humilde de coração (Mt 11,29). O grande pecado, o de sempre, é o do ser humano que quer ser “como deus” (Gn 3,5), que recusa a sua condição de criatura e quer disputar com o próprio Deus. Se ainda a humanidade tinha dúvida, Jesus veio para manifestar plenamente a paternidade amorosa e a misericórdia de Deus e enviou os seus discípulos para anunciar e testemunhar essa Boa Notícia. “Deus é amor” (1Jo 4,7-8), ele não quer humilhar o ser humano ou se impor com o seu poder. Ele se doa a todos aqueles que o procuram de coração sincero. Somente precisa acreditar, confiar e deixar-se envolver e transformar por este amor.

O “escândalo” acontece quando quem deveria ensinar o caminho certo para o encontro com Deus não o faz, quando promove a si mesmo, usa o nome de Deus, ou de Jesus, não para o bem, mas para confundir, afastar, dividir. Quem deveria ensinar o caminho da Vida e não o pratica claramente, desvia a si mesmo desse caminho e deixa escandalizados os pequenos. A responsabilidade das Comunidades, da Igreja toda, do primeiro ao último batizado, é muito grande. Por isso, Jesus fala em “cortar” e “arrancar” tudo aquilo que leva a pecar, porque a grande meta a ser alcançada é “entrar no Reino de Deus”. Sem dúvida, Jesus usa palavras que são também imagens. Ele não quer um povo de seguidores mutilados, mas sim um povo de cristãos decididos, corajosos e coerentes.

Para Jesus não existem opções de fé pela metade. Isso não significa que a alegria de ser cristãos seja reservada só para pessoas perfeitas que nunca erram. São os doentes, ou seja, os pecadores, que precisam do médico e não os que têm boa saúde (Mc 2,17 “Não vim chamar justos, mas pecadores”). Ele está sempre disposto a nos perdoar, contanto que o reconheçamos como único Senhor de nossas vidas e não fiquemos, talvez, servindo a dois senhores (Mt 6,24) sobretudo quando um desses senhores é o dinheiro, o poder, ou a nossa ambição desmedida. Quando o Papa Francisco fala em “tolerância zero” na nossa Igreja, não está condenando alguém, mas está nos exortando a todos a corrigir os erros e os possíveis escândalos desde o início, sem deixar que se espalhem, sejam esquecidos ou considerados inevitáveis. Então, vamos arrancar o olho que nos leva a pecar? Claro! Se for necessário para entrar no Reino. No entanto, talvez, seja bom também enxergar bem, não para divorciar da mulher feia, mas para ver claramente o mal .

Qual riqueza? – Dom Pedro José Conti

Qual riqueza?
Dom Pedro José Conti – Bispo de Macapá

Certo dia, o marido disse à esposa:

– Sabe, querida, trabalharei muito e, um dia, seremos ricos.  A esposa respondeu:

– Querido, nós já somos ricos. Porque eu tenho você e você tem a mim. Um dia, talvez, teremos dinheiro.

No evangelho de Marcos, deste domingo, encontramos Jesus e seus discípulos andando, quase às escondidas, pela Galileia. Na realidade, “o segredo” está no segundo anúncio da paixão. Ele fala também da ressurreição, mas os discípulos “não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar” (Mc 9, 32). Entendemos que o assunto é sério e que sempre será muito difícil aceitar Jesus como “messias” sofredor. Mais ainda: um messias perdedor, sem mais nada, sem poder nenhum, vergonhosamente derrotado. Talvez os discípulos tivessem medo de lhe pedir uma explicação mais clara para não ter que reconhecer que aquelas palavras de Jesus derrubavam os sonhos de grandeza que, secretamente, acalentavam. Aqueles seguidores representam todos nós e os cristãos de todos os tempos. A razão é simples. Os reinos e as sociedades humanas funcionam como uma pirâmide de poder. De uma maneira ou de outra, quem está em cima manda em quem está em baixo. Vez por outra, as coisas parecem melhorar; mudam as leis e os sistemas de governo, mas sempre aparece algo que, do alto, “pesa” mais que outras coisas. Hoje, vivemos sob o jugo da economia, das leis do mercado. Tudo bem misturado e aliado com o poder das armas, da tecnologia, dos meios de comunicação que exaltam o individualismo e o consumismo. Alguém duvida que estejamos vivendo tempos de grandes disputas? As contendas começam em nossas famílias e nem as religiões escapam das confrontações. Todos querem ganhar, sobressair, estar por cima, ser os maiores, ser os primeiros. Poder e riquezas continuam fascinando.

Jesus, o Mestre, tem algo importante para nos dizer. É quase um “segredo”, é para poucos, porque também é muito difícil de ser entendido e acolhido. Por isso, fala “em casa” e chama só os doze ao seu redor. Primeiro explica: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” (Mc 9,35). Mas, a quem servir? Eles devem lembrar outras palavras dele. Devem “servir” aos pequenos, aos pobres, àqueles que nunca poderão devolver o que receberam. Isso para que o serviço da caridade não seja interesseiro, não tenha outro objetivo a não ser o bem daqueles que foram ajudados. De outra maneira, deixaria de ser um gesto de amor e seria uma troca de favores, a ser cobrada antes ou depois. Logo em seguida, Jesus, para ajudar a entender o que quer nos ensinar, pega uma criança e a propõe como modelo de pessoa que deve ser abraçada, acolhida e servida por causa dele, para honrar o nome dele, e, por isso, de maneira totalmente amorosa e gratuita. Uma criança! Exemplo claro de alguém que, muitas vezes, passa despercebido, quase invisível.  Alguém que, naquele tempo, pouco ou nada valia. Só dava despesa e devia ser cuidada. Ainda não produzia nada, não podia ser uma força de trabalho.

Hoje, parece muito diferente, mas nem tanto. Falo dos milhões de crianças fora da escola por causa das guerras, das migrações, da fome e da miséria. Têm crianças transformadas em soldados, violentadas em sua inocência ou exploradas em sua dignidade. Têm crianças vendidas como mercadoria, roubadas de sua infância e usadas para satisfazer os desejos e as ambições dos adultos. Apesar de tantos progressos, continua difícil para os mais velhos acolher as crianças como elas são, como elas vêm ao mundo, com seus limites, mas também com o direito de serem diferentes de como, talvez, os pais as queriam. Isso porque cada pessoa é um dom de Deus único e irrepetível. Dom e desafio ao mesmo tempo para ser acolhido e amado, com total gratuidade, sem condições ou chantagens. Jesus nos ensina que para Deus Pai cada pessoa vale por si mesma, é um verdadeiro tesouro, uma riqueza incomparável. Só quem ama sabe dar o verdadeiro valor às pessoas amadas. Pode faltar dinheiro, mas quanta riqueza temos em nossas famílias! Ainda não a descobrimos?

As palavras no chão – Dom Pedro José Conti

As palavras no chão
Dom Pedro José Conti – Bispo de Macapá 

Um bom paroquiano acabava de participar da Missa e estava chegando perto da sua casa. De repente, um amigo aproximou-se dele e lhe disse:  “Eu preciso lhe falar”. O bom homem viu naquele encontro um sinal do céu. Ficou tão entusiasmado que começou a falar de tudo aquilo que achava importante. Falou das bênçãos de Deus, da eficácia da oração, do compromisso, da satisfação em fazer o bem e explicou ao amigo que ele era um sinal enviado pelo seu anjo da guarda porque antes estava se sentindo só, mas agora não mais. Falou, falou com palavras inspiradas. O amigo o escutava em silêncio. Agradeceu e foi embora. O bom paroquiano perdeu um pouco da sua euforia. Também porque percebeu que, por conta da sua empolgação, não tinha prestado atenção ao pedido do amigo. Baixou os olhos e viu todas as suas palavras no chão, espalhadas na rua.  

O trecho do Evangelho deste 21º Domingo do Tempo Comum é a conclusão do capítulo 6 do evangelho de João. Deixamos Jesus, dois domingos atrás, afirmando: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo” (Jo 6,51). Os judeus questionam: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” (v.52). Mas Jesus insiste: “Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida” (v.55) e ainda repete o que já disse no v.51: “Aquele que come este pão viverá para sempre” (v.58).

Apesar de estarmos, talvez, familiarizados com a linguagem simbólico-teológica do evangelho de João, sobretudo neste capítulo onde nos fala da Eucaristia, não podemos deixar de nos maravilhar das conexões que surgem entre elementos tão diferentes. Comemos é pão e bebemos é vinho. Só que o pão é a carne de Jesus e o vinho é o sangue dele. Sem fazer a ligação com a vida doada de Jesus e o seu sangue derramado na cruz esta linguagem fica incompreensível. No entanto, parece-me que o mais difícil seja entender o que representa para os seguidores de Jesus comer o seu corpo e beber o seu sangue. Significa escolher participar do seu amor, doando também a própria vida a serviço dos irmãos. O amor é a essência de Deus. Amar é participar da vida divina, vida esta que é plena, porque vai além do tempo limitado da nossa passagem neste mundo humano. A “palavra dura” do evangelho deste domingo não é, portanto, a promessa da vida plena, mas o jeito de alcançá-la. Esse é o paradoxo exigente de Jesus: é possível encontrar a “vida plena” somente perdendo-a, ou seja, gastando-a por amor a Deus e ao próximo. Se o egoísmo ou a indiferença falam mais alto, dá vontade mesmo de desistir.

É isso mesmo que Jesus pergunta aos discípulos: “Vós também vos quereis ir embora?” (Jo 6,67). A resposta de Pedro é uma verdadeira profissão de fé: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus” (Jo 6,68-69). Para o evangelista João, Jesus é a Palavra de Deus feito carne (Jo 1,14), agora ele vai dar essa “carne” – o seu corpo, a sua vida – por meio do sinal do pão, como alimento àqueles que acreditarem nele. No memorial da Páscoa de Jesus, acontece uma comunhão extraordinária entre o ser humano e as Pessoas divinas. A Palavra sem Eucaristia pode resultar num discurso bonito, mas vazio; a Eucaristia sem a Palavra pode ser só um cerimonial bem-organizado.  Palavra e Eucaristia são “alimentos” que se completam, um explicando o outro, um plenificando o outro. Na missa nos são apresentadas a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia para podermos nos alimentar de ambas. Acreditamos que Jesus é o Pão Vivo descido do céu, mas ele é, também, a Palavra viva. Essa Palavra não é um livro para ser simplesmente lido, mas é alguém que continua a ensinar, a corrigir, a perdoar e a enviar. A Palavra transforma a nossa vida quando se torna a nossa mesma maneira de pensar, de falar e de agir. Para conseguirmos isso, precisamos antes ser, nós mesmos, bons ouvintes da Palavra de Deus. Somente assim aprenderemos a escutar os irmãos para entender seus anseios, esperanças e necessidades. Sem escutar primeiro, falaremos à toa.

Festa de São Tiago 2021 será restrita à vila de Mazagão Velho

A comunidade da vila de Mazagão Velho, no Município de Mazagão divulga a programação da Festa de São Tiago 2021, que, em sua 244ª edição, será restrita aos moradores da localidade devido à pandemia de covid-19.

Assim como em 2020, será mantida apenas a parte religiosa da celebração, que acontece de 16 a 28 de julho sob realização da comunidade de Mazagão Velho, com apoio do Governo do Estado e da prefeitura municipal.

Os festejos irão respeitar todas as normas de segurança dos decretos vigentes e as medidas sanitárias de prevenção à covid-19. O acesso à vila será restrito aos moradores, com cadastro e identificação de seus veículos. À pedido da Comissão Organizadora, a Prefeitura de Mazagão deverá decretar lockdown na vila, para evitar aglomerações.

Programação 2021
No dia 16, primeiro dia da programação, será mantida a alvorada festiva, apenas com a queima de fogos. Ao meio-dia, o toque das caixas (tambores) e dos sinos na igreja e, à noite, novenas a partir das 18h30 e às 19h30, acontece uma transmissão ao vivo pela internet com a cultura e tradição de Mazagão Velho como tema central.

As novenas e celebrações na igreja acontecem de 17 a 23 de julho, a partir das 18h30; no dia 24 de julho, a live terá como tema o episódio da Entrega dos Presentes e o tradicional Baile de Máscaras.

No dia 25 de julho, dia de São Tiago, haverá missa campal na frente da capela do Santo a partir de 8h, respeitando o distanciamento social e o limite de 150 pessoas, além da obrigatoriedade do uso de máscara e álcool em gel. Em seguida, as imagens de São Tiago e São Jorge percorrem as principais ruas da vila e bênção chegada na frente da igreja. À noite, uma live reconta os episódios da festividade e o enredo da encenação da batalha entre mouros e cristãos.A programação segue até o dia 28, com missa campal na frente da igreja e uma live sobre a Festa de São Tiago das Crianças. A comunidade tem o propósito de manter a tradição, mas com os devidos cuidados de manter as medidas de prevenção e segurança contra a Covid-19.
“A pandemia mudou a rotina do mundo. Queremos manter os rituais religiosos da Festa de São Tiago, homenagear as vítimas da Pandemia e manter viva nossa maior expressão cultural, já que se trata de uma das mais importantes festividades religiosas e culturais do Amapá”, assinala Tiago da Assunção Belo dos Reis, coordenador da Comissão Organizadora da festa.

Confira a programação:
Dia 16 de julho (sexta-feira):
5h – Alvorada;
12h – Toque do meio-dia na frente da igreja;
– Mini-transladação das imagens/carreata;
18:30h – Celebração;
19:30h – Live sobre a Festa de São Tiago;

De 17 a 23 de julho:
12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;
18:30h – Novena/celebração;

Dia 24 de julho (sábado):
5h – Alvorada;
12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;
18:30h – Celebração/novena;
20h – Live sobre a Entrega dos Presentes e Baile de Máscaras;

Dia 25 de julho (domingo):
5h – Mini-translado das imagens dos Santos;
8h – Missa campal na frente da Capela – respeitando o distanciamento social;
9h – Carreta com as imagens de São Tiago e São Jorge pelas ruas de Mazagão Velho;
10h – Bênção na chegada na Igreja;
12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;
15h – Live sobre o enredo, capítulos e contexto histórico e cultural da Festa de São Tiago;
19h – Queima de fogos em louvor ao dia de São Tiago;

Dia 27 de julho (terça-feira):
5h – Alvorada;
12h – Toque do meio-dia na frente da Igreja;
18:30h – Celebração/novena na igreja;

Dia 28 de julho (quarta-feira):
5h – Mini-translado das imagens dos Santos;
8h – Missa campal (área em frente à Igreja);
9h – Carreta com as imagens de São Tiago e São Jorge com as figuras da festa das crianças pelas ruas de Mazagão Velho;
– Live sobre a Festa de São Tiago das crianças.
12h – Toque do meio-dia na frente da igreja.

(Fonte: Portal do Governo do Amapá)

Padre Paulo – 30 anos de sacerdócio

Padre Paulo, um verdadeiro servo de Deus, completa hoje 30 anos de sacerdócio. Durante todo o dia foi alvo de significativas homenagens de milhares de fiéis e amigos.
Ele foi ordenado padre  pelo bispo Dom Luiz Soares Vieira na Igreja Nossa Senhora da Conceição, no dia 5 de julho de 1991.  
“Lembro a Igreja Nossa Senhora da Conceição totalmente lotada . O povo feliz e em festa. Recordo de meus pais Domingos e Maria, minha irmã Vera e o Mestre Sacaca que entrou todo de branco trazendo uma caixa de Marabaixo”, recorda. Lembrou também dos saudosos padres Jorge Basile, Lino Simonelli, Francisco Usai, Ângelo Consoni, Antônio Cocco, Rogério Alicino, Mario Rossetti, Luiz Carlini, João Gadda, João Sometti que estavam presentes naquele dia tão importante.

Padre Paulo é uma das pessoas mais amorosas e solidárias que conheço. Ele não apenas prega o amor. Ele pratica. É um exemplo de amor ao próximo. E é com esse amor que ele luta pelos negros, pelos pobres, pelos doentes. Além disso, é um grande defensor da cultura amapaense.

Neste dia em que ele completa 30 anos de sacerdócio ele enfatiza que é muito feliz e que nunca deixou nem deixará  de amar os pobres e defender os pecadores.
“Sou um cara muito feliz. Sem a minha família, a minha querida comunidade e os meus amigos, que são aos milhares não seria o que sou. Continuarei firme e até o fim da minha vida quero lutar para deixar esse plano melhor do que cheguei. Amar é o único meio para buscar DEUS”, ressalta.

Obrigada,Padre Paulo, por seus ensinamentos e exemplos. Saiba que para mim é uma bênção viver na mesma época e mesma cidade que o senhor e que a sua amizade é um presente divino.

Padre Paulo: “Ser negro é defender a sua essência”

Hoje, dia de N.S.de Fátima, serão celebradas três missas no Santuário

Hoje, dia consagrado a Nossa Senhora de Fátima, serão celebradas três missas no Santuário.

Às 8 horas será realizada a Missa Solene presidida pelo bispo de Macapá, Dom Pedro José Conti. Às 12 horas será realizada a segunda celebração do dia, presidida pelo padre Railson Carneiro, ex-reitor do Santuário de Fátima. A terceira e última missa do dia será realizada ás 18 horas e será presidida pelo atual reitor do santuário, Padre Francivaldo Lima.

Em razão das medidas sanitárias estabelecidas pelo município o Santuário pode receber somente 50% da capacidade, ou seja, 150 pessoas por celebração.

Além das missas serão realizados dois terços marianos, às 6:30 e as 17 horas. Às 16 horas terá início a peregrinação da imagem de Nossa Senhora de Fátima, saindo do Santuário e chegando às  18h para a Santa Missa. E por fim, haverá uma Live às 19 horas uma apresentação de Bandas Católicas e sorteio de prêmios da rifa, promovida pelo Santuário, sendo os recursos destinados à construção do Complexo Mariano ao lado da igreja.

Nesta quinta-feira, 13, a Igreja Católica celebra Nossa Senhora de Fátima. Durante o mês mariano, a data recorda a primeira aparição da Virgem Maria em 13 de maio de 1917 ao meio-dia, em Fátima, Portugal, conforme relata o testemunho de três crianças videntes.

Em maio de 1917 o Papa Bento XV, em meio a Primeira Guerra Mundial, convocou todos os católicos para se unirem em oração e pedirem a Nossa Senhora que intercedesse na guerra e trouxesse paz para aquele momento.

Oito dias após a convocação do Papa, em resposta as orações, Nossa Senhora de Fátima fez sua primeira aparição em 13 de maio de 1917 na pequena aldeia de Fátima em Portugal. Em um local chamado “Cova de Iria”, ela apareceu para três pequenos pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta.

Segundo relato dos próprios pastorinhos, a visão era de uma “Senhora mais brilhante que o Sol”, e em suas mãos pendia um Rosário. Serena e tranquila disse às crianças:

“Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez.”

As aparições aconteceram sete meses seguintes conforme o prometido.

Antes da última aparição, Nossa Senhora de Fátima ainda ressaltou:

“Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”

(Fonte: Página  Oficial do Santuário de Fátima – http://santuariodefatimaoficial.com)

Missa de envio abre a programação da festividade de São José

Na celebração serão abençoadas imagens, oratórios e pequenos altares
preparados  por devotos para homenagear ao santo padroeiro

No próximo sábado, 27, acontece a abertura da programação da Festividade de São José 2021. A missa de envio e de bênção das Imagens e Oratórios será na Catedral de Macapá, às 19h, e vai reunir paroquianos, fiéis e famílias devotas, além de representantes de instituições públicas e privadas para dar início aos festejos deste ano em honra ao santo padroeiro.

A missa será presidida pelo bispo diocesano, dom Pedro José Conti, e concelebrada pelo pároco da Paróquia São José, padre Rafael Donneschi, e tem por objetivo abençoar as imagens e oratórios de São José que serão utilizados pelas famílias e instituições durante a peregrinação e os encontros da Festividade 2021.

Cada devoto, família ou instituição que vai preparar um altar, andor ou oratório para homenagear  São José pode participar da celebração levando consigo o objeto ou uma imagem do santo padroeiro.

As peregrinações em instituições públicas e privadas iniciam no dia 1° de março e seguem até o dia 15. No mesmo período as famílias devotas podem realizar os momentos de encontros em homenagem ao santo. Para este momento já está disponível o Livro de Peregrinações e Encontros preparados pela comissão organizadora.

Além da forte tradição do povo amapaense durante o mês de março, a preparação de um ambiente especial para homenagear ao santo ganhou mais motivação graças à proclamação do Papa Francisco do Ano de São José a ser comemorado em toda a Igreja até o dia 8 de dezembro de 2021.

Oratório
Os fiéis, famílias devotas ou instituições também podem adquirir o Oratório de São José confeccionado especialmente pela comissão organizadora para a Festa deste ano.
O artigo religioso pode ser utilizado para substituir uma imagem na ornamentação do altar particular do devoto.
O Oratório de São José pode ser adquirido na secretaria da festa, localizada no subsolo da Catedral São José, de segunda à sexta, ds8h às 12h e de 15h às 19h. Aos sábados e domingos, antes das celebrações na lojinha da festa, na praça em frente à Catedral.

Transmissão
Devido às restrições de público por conta da pandemia do novo coronavírus o acesso de fiéis está limitado a 300 pessoas na área interna da Catedral.
Para que os devotos possam acompanhar a missa e a bênção as páginas da Diocese de Macapá e da Catedral no Facebook irão realizar a transmissão do momento. Os fiéis também poderão acompanhar a transmissão pela Rádio São José 100.5 Fm.

(Ascom/Diocese de Macapá)

Igreja Católica – Veja os horários das celebrações de Quarta-feira de Cinzas

Na quarta-feira, 17, a Igreja Católica inicia o tempo litúrgico da Quaresma com a celebração de Imposição das Cinzas. Segundo a tradição, serão 40 dias dedicados para intensificar a vida de oração, de penitência e de caridade como forma de preparação para a Páscoa. Junto com a imposição das cinzas os fiéis são convidados à conversão e adesão ao Evangelho.

Na Diocese de Macapá, as celebrações da Quarta-feira de Cinzas acontecem em todas as paróquias, e nas comunidades onde for possível, segundo os horários ordinários de missas em dia de semana.

Mudança no Rito

Este ano, por conta da pandemia, o rito de imposição das cinzas sofreu uma alteração. O Vaticano publicou uma nota especificando os procedimentos a serem seguidos pelos sacerdotes durante a celebração com a obrigatoriedade de uso de máscara ou proteção facial e a recitação da fórmula de imposição apenas uma vez.

“Feita a oração de bênção das cinzas e depois de as ter aspergido com água benta sem dizer nada o sacerdote, voltado para os presentes, diz uma só vez para todos a fórmula que se encontra no Missal Romano: ‘Convertei-vos e acreditai no Evangelho’, ou ‘Lembra-te que és pó da terra e à terra voltarás’”, diz a nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

CFE 2021

Na Quarta-feira de Cinzas também acontece a abertura da Campanha da Fraternidade (CF). Em 2021 a campanha é promovida também com caráter ecumênico organizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), além da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cnbb).

A abertura oficial da 5ª Campanha da fraternidade Ecumênica 2021 (CFE) ocorre de forma simbólica e virtual às 10h nas redes sociais da Cnbb com o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”, extraído da carta de São Paulo aos Efésios, capítulo 2, versículo 14.

Celebrações

O bispo diocesano dom Pedro José Conti preside a missa com imposição das cinzas às 19h na Catedral São José. A celebração marca também a abertura da Campanha da Fraternidade 2021.

Na Paróquia São José, a celebração acontece em três horários. Às 12h na Igreja São José, no centro da capital. Às 16h, horário especial para garantir a participação dos idosos, além da missa das 19h presidida pelo bispo.

Com a impossibilidade de participação de fiéis na celebração do dia 17 por motivo de trabalho, saúde, dentre outros, a imposição das cinzas também poderá ser realizada nas comunidades em outros dias, como é o caso da Paróquia Jesus Bom Samaritano, no bairro do Zerão, que fará a distribuição do sacramental também nas missas de sábado ( 20) e domingo (21) nas capelas da Paróquia.

Confira abaixo os horários já confirmados de outras paróquias. A publicação segue sendo atualizada.

VICARIATO I

PARÓQUIA: NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

Igreja Matriz Nossa Senhora de Nazaré | Horário: às 19h ;

Igreja Santos Arcanjos| Horário: às 19h ;

Igreja Santo Expedito | Horário: às 19h ;

PARÓQUIA: NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Igreja Matriz N. Senhora do Rosário | Horário: às 19h ;

Igreja São Joaquim | Horário: às 19h;

Igreja Santa Cruz | Horário: às 19h;

Igreja São Lázaro | Horário: às 19h;

Igreja N.S. do Bom Remédio | Horário: às 19h;

Igreja Divino Espírito Santo | Horário: às 19h;

Igreja Nova e Eterna Aliança | Horário: às 19h;

Igreja São João Paulo II | Horário: às 19h;

Igreja São Sebastião | Horário: às 19h;

Igreja Sagrada Família | Horário: às 19h;

Igreja N.S. de Lourdes | Horário: às 19h;

Igreja Santo Antônio do Curiaú | Horário: às 19h;

Igreja Nossa Senhora das Graças | Horário: às 19h;

PARÓQUIA: SÃO BENEDITO

Igreja Matriz São Benedito | Horário: às 7h30 e às 18h ;

Igreja Mãe dos Pobres | Horário: às 17h30;

Igreja Nossa Senhora Aparecida | Horário: às 19h;

 

VICARIATO II

PARÓQUIA: JESUS DE NAZARÉ

Igreja Matriz Jesus de Nazaré | Horário: às 18h;

Igreja São José de Anchieta | Horário: às 18h;

PARÓQUIA: SANTUÁRIO DE N.S. DE FÁTIMA

Igreja Matriz Santuário de Fátima | Horário: 17h e 19h ;

Igreja Santíssima Trindade | Horário: às 19h;

Igreja São Francisco | Horário: às 19h;

 

VICARIATO III

PARÓQUIA: SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus | Horário: às 19h ;

PARÓQUIA: JESUS BOM SAMARITANO

Igreja Matriz Jesus Bom Samaritano| Horário: às 7h30 e às 18h30 ;

PARÓQUIA: CRISTO BOM PASTOR

Igreja Matriz Cristo Bom Pastor| Horário: às 19h;

Igreja Maria Mãe da Igreja | Horário: às 19h;

Igreja Cristo Redentor | Horário: às 19h;

Igreja Santo Agostinho | Horário: às 19h;

 

VICARIATO IV

PARÓQUIA: SÃO JOSÉ

Igreja São José | Horário: às 12h;

Catedral São José| Horário: às 16h e às 19h;

PARÓQUIA: SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DO PERPETUO SOCORRO

Igreja Matriz N.S. do Perpétuo Socorro| Horário: às 8h e às 18h;

Igreja Nossa Senhora do Carmo | Horário: às 19h;

Igreja Santo Afonso | Horário: às 19h;

PARÓQUIA: NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Igreja Matriz N.S. da Conceição| Horário: às 7h e 18h

Igreja Santa Inês | Horário: 19h30;

Igreja N.S. de Nazaré | Horário: às 19h30;

PARÓQUIA: SÃO PEDRO

Igreja Matriz São Pedro| Horário: às 7h30 e às 18h ;

 

VICARIATO V

PARÓQUIA: SANTA TERESINHA (DISTRITO DE FAZENDINHA)

Igreja Matriz Santa Teresinha| Horário: às 19h;

Igreja São João Evangelista | Horário: às 19h;

Igreja Nossa Senhora Perpetuo Socorro| Horário: 19h;

Igreja Nossa Senhora das Graças | horário: 19h

Igreja Cristo Nossa Paz | Horário: às 19h;

Igreja Nossa Senhora de Lourdes | horário: 19h

Igreja Santa Luzia | Horário: às 19h;

Igreja N.S. Aparecida | Horário: às 19h;

 

PARÓQUIA: SÃO PIO  (SANTANA)

Igreja São Bento | Horário: às 19h;

Igreja São Francisco| Horário: às 19h;

Igreja Matriz São Pio| Horário: às 18h30;

 

VICARIATO VI

PARÓQUIA SANTA BARBARA – SERRA DO NAVIO | PEDRA BRANCA DO AMAPARI

Igreja Santa Teresinha – Cupixi | Horário: 8h;

Igreja São Pedro – Pedra Branca do Amapari | Horário: 19h30;

PARÓQUIA N. SRA. DAS GRAÇAS – OIAPOQUE

Igreja Nossa Senhora de Nazaré – Cleverlândia do Norte| Horário: às 18h;

Igreja Matriz N.S. das Graças | Horário: às 19h30;

(Pascom)

Festividade em honra a São José

Na próxima sexta-feira, 5, a  Diocese de Macapá apresentará a programação da  Festividade em honra a São José. O evento está marcado para às 9h na Catedral São José.
Na ocasião será apresentado o tema, o lema, o cartaz.
A festa tem seu ápice na celebração da solenidade litúrgica dedicada ao santo no dia 19 de março e este ano ganha uma motivação especial por conta do Ano de São José, proclamado pelo Papa Francisco para o período de 8 de dezembro de 2020 à 8 de dezembro de 2021.
O santo é padroeiro da Paróquia do centro da capital, da Diocese, do município de Macapá e do estado do Amapá.