Hoje, dia de N.S.de Fátima, serão celebradas três missas no Santuário

Hoje, dia consagrado a Nossa Senhora de Fátima, serão celebradas três missas no Santuário.

Às 8 horas será realizada a Missa Solene presidida pelo bispo de Macapá, Dom Pedro José Conti. Às 12 horas será realizada a segunda celebração do dia, presidida pelo padre Railson Carneiro, ex-reitor do Santuário de Fátima. A terceira e última missa do dia será realizada ás 18 horas e será presidida pelo atual reitor do santuário, Padre Francivaldo Lima.

Em razão das medidas sanitárias estabelecidas pelo município o Santuário pode receber somente 50% da capacidade, ou seja, 150 pessoas por celebração.

Além das missas serão realizados dois terços marianos, às 6:30 e as 17 horas. Às 16 horas terá início a peregrinação da imagem de Nossa Senhora de Fátima, saindo do Santuário e chegando às  18h para a Santa Missa. E por fim, haverá uma Live às 19 horas uma apresentação de Bandas Católicas e sorteio de prêmios da rifa, promovida pelo Santuário, sendo os recursos destinados à construção do Complexo Mariano ao lado da igreja.

Nesta quinta-feira, 13, a Igreja Católica celebra Nossa Senhora de Fátima. Durante o mês mariano, a data recorda a primeira aparição da Virgem Maria em 13 de maio de 1917 ao meio-dia, em Fátima, Portugal, conforme relata o testemunho de três crianças videntes.

Em maio de 1917 o Papa Bento XV, em meio a Primeira Guerra Mundial, convocou todos os católicos para se unirem em oração e pedirem a Nossa Senhora que intercedesse na guerra e trouxesse paz para aquele momento.

Oito dias após a convocação do Papa, em resposta as orações, Nossa Senhora de Fátima fez sua primeira aparição em 13 de maio de 1917 na pequena aldeia de Fátima em Portugal. Em um local chamado “Cova de Iria”, ela apareceu para três pequenos pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta.

Segundo relato dos próprios pastorinhos, a visão era de uma “Senhora mais brilhante que o Sol”, e em suas mãos pendia um Rosário. Serena e tranquila disse às crianças:

“Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez.”

As aparições aconteceram sete meses seguintes conforme o prometido.

Antes da última aparição, Nossa Senhora de Fátima ainda ressaltou:

“Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”

(Fonte: Página  Oficial do Santuário de Fátima – http://santuariodefatimaoficial.com)

Missa de envio abre a programação da festividade de São José

Na celebração serão abençoadas imagens, oratórios e pequenos altares
preparados  por devotos para homenagear ao santo padroeiro

No próximo sábado, 27, acontece a abertura da programação da Festividade de São José 2021. A missa de envio e de bênção das Imagens e Oratórios será na Catedral de Macapá, às 19h, e vai reunir paroquianos, fiéis e famílias devotas, além de representantes de instituições públicas e privadas para dar início aos festejos deste ano em honra ao santo padroeiro.

A missa será presidida pelo bispo diocesano, dom Pedro José Conti, e concelebrada pelo pároco da Paróquia São José, padre Rafael Donneschi, e tem por objetivo abençoar as imagens e oratórios de São José que serão utilizados pelas famílias e instituições durante a peregrinação e os encontros da Festividade 2021.

Cada devoto, família ou instituição que vai preparar um altar, andor ou oratório para homenagear  São José pode participar da celebração levando consigo o objeto ou uma imagem do santo padroeiro.

As peregrinações em instituições públicas e privadas iniciam no dia 1° de março e seguem até o dia 15. No mesmo período as famílias devotas podem realizar os momentos de encontros em homenagem ao santo. Para este momento já está disponível o Livro de Peregrinações e Encontros preparados pela comissão organizadora.

Além da forte tradição do povo amapaense durante o mês de março, a preparação de um ambiente especial para homenagear ao santo ganhou mais motivação graças à proclamação do Papa Francisco do Ano de São José a ser comemorado em toda a Igreja até o dia 8 de dezembro de 2021.

Oratório
Os fiéis, famílias devotas ou instituições também podem adquirir o Oratório de São José confeccionado especialmente pela comissão organizadora para a Festa deste ano.
O artigo religioso pode ser utilizado para substituir uma imagem na ornamentação do altar particular do devoto.
O Oratório de São José pode ser adquirido na secretaria da festa, localizada no subsolo da Catedral São José, de segunda à sexta, ds8h às 12h e de 15h às 19h. Aos sábados e domingos, antes das celebrações na lojinha da festa, na praça em frente à Catedral.

Transmissão
Devido às restrições de público por conta da pandemia do novo coronavírus o acesso de fiéis está limitado a 300 pessoas na área interna da Catedral.
Para que os devotos possam acompanhar a missa e a bênção as páginas da Diocese de Macapá e da Catedral no Facebook irão realizar a transmissão do momento. Os fiéis também poderão acompanhar a transmissão pela Rádio São José 100.5 Fm.

(Ascom/Diocese de Macapá)

Igreja Católica – Veja os horários das celebrações de Quarta-feira de Cinzas

Na quarta-feira, 17, a Igreja Católica inicia o tempo litúrgico da Quaresma com a celebração de Imposição das Cinzas. Segundo a tradição, serão 40 dias dedicados para intensificar a vida de oração, de penitência e de caridade como forma de preparação para a Páscoa. Junto com a imposição das cinzas os fiéis são convidados à conversão e adesão ao Evangelho.

Na Diocese de Macapá, as celebrações da Quarta-feira de Cinzas acontecem em todas as paróquias, e nas comunidades onde for possível, segundo os horários ordinários de missas em dia de semana.

Mudança no Rito

Este ano, por conta da pandemia, o rito de imposição das cinzas sofreu uma alteração. O Vaticano publicou uma nota especificando os procedimentos a serem seguidos pelos sacerdotes durante a celebração com a obrigatoriedade de uso de máscara ou proteção facial e a recitação da fórmula de imposição apenas uma vez.

“Feita a oração de bênção das cinzas e depois de as ter aspergido com água benta sem dizer nada o sacerdote, voltado para os presentes, diz uma só vez para todos a fórmula que se encontra no Missal Romano: ‘Convertei-vos e acreditai no Evangelho’, ou ‘Lembra-te que és pó da terra e à terra voltarás’”, diz a nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

CFE 2021

Na Quarta-feira de Cinzas também acontece a abertura da Campanha da Fraternidade (CF). Em 2021 a campanha é promovida também com caráter ecumênico organizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), além da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cnbb).

A abertura oficial da 5ª Campanha da fraternidade Ecumênica 2021 (CFE) ocorre de forma simbólica e virtual às 10h nas redes sociais da Cnbb com o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”, extraído da carta de São Paulo aos Efésios, capítulo 2, versículo 14.

Celebrações

O bispo diocesano dom Pedro José Conti preside a missa com imposição das cinzas às 19h na Catedral São José. A celebração marca também a abertura da Campanha da Fraternidade 2021.

Na Paróquia São José, a celebração acontece em três horários. Às 12h na Igreja São José, no centro da capital. Às 16h, horário especial para garantir a participação dos idosos, além da missa das 19h presidida pelo bispo.

Com a impossibilidade de participação de fiéis na celebração do dia 17 por motivo de trabalho, saúde, dentre outros, a imposição das cinzas também poderá ser realizada nas comunidades em outros dias, como é o caso da Paróquia Jesus Bom Samaritano, no bairro do Zerão, que fará a distribuição do sacramental também nas missas de sábado ( 20) e domingo (21) nas capelas da Paróquia.

Confira abaixo os horários já confirmados de outras paróquias. A publicação segue sendo atualizada.

VICARIATO I

PARÓQUIA: NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

Igreja Matriz Nossa Senhora de Nazaré | Horário: às 19h ;

Igreja Santos Arcanjos| Horário: às 19h ;

Igreja Santo Expedito | Horário: às 19h ;

PARÓQUIA: NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Igreja Matriz N. Senhora do Rosário | Horário: às 19h ;

Igreja São Joaquim | Horário: às 19h;

Igreja Santa Cruz | Horário: às 19h;

Igreja São Lázaro | Horário: às 19h;

Igreja N.S. do Bom Remédio | Horário: às 19h;

Igreja Divino Espírito Santo | Horário: às 19h;

Igreja Nova e Eterna Aliança | Horário: às 19h;

Igreja São João Paulo II | Horário: às 19h;

Igreja São Sebastião | Horário: às 19h;

Igreja Sagrada Família | Horário: às 19h;

Igreja N.S. de Lourdes | Horário: às 19h;

Igreja Santo Antônio do Curiaú | Horário: às 19h;

Igreja Nossa Senhora das Graças | Horário: às 19h;

PARÓQUIA: SÃO BENEDITO

Igreja Matriz São Benedito | Horário: às 7h30 e às 18h ;

Igreja Mãe dos Pobres | Horário: às 17h30;

Igreja Nossa Senhora Aparecida | Horário: às 19h;

 

VICARIATO II

PARÓQUIA: JESUS DE NAZARÉ

Igreja Matriz Jesus de Nazaré | Horário: às 18h;

Igreja São José de Anchieta | Horário: às 18h;

PARÓQUIA: SANTUÁRIO DE N.S. DE FÁTIMA

Igreja Matriz Santuário de Fátima | Horário: 17h e 19h ;

Igreja Santíssima Trindade | Horário: às 19h;

Igreja São Francisco | Horário: às 19h;

 

VICARIATO III

PARÓQUIA: SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus | Horário: às 19h ;

PARÓQUIA: JESUS BOM SAMARITANO

Igreja Matriz Jesus Bom Samaritano| Horário: às 7h30 e às 18h30 ;

PARÓQUIA: CRISTO BOM PASTOR

Igreja Matriz Cristo Bom Pastor| Horário: às 19h;

Igreja Maria Mãe da Igreja | Horário: às 19h;

Igreja Cristo Redentor | Horário: às 19h;

Igreja Santo Agostinho | Horário: às 19h;

 

VICARIATO IV

PARÓQUIA: SÃO JOSÉ

Igreja São José | Horário: às 12h;

Catedral São José| Horário: às 16h e às 19h;

PARÓQUIA: SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DO PERPETUO SOCORRO

Igreja Matriz N.S. do Perpétuo Socorro| Horário: às 8h e às 18h;

Igreja Nossa Senhora do Carmo | Horário: às 19h;

Igreja Santo Afonso | Horário: às 19h;

PARÓQUIA: NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Igreja Matriz N.S. da Conceição| Horário: às 7h e 18h

Igreja Santa Inês | Horário: 19h30;

Igreja N.S. de Nazaré | Horário: às 19h30;

PARÓQUIA: SÃO PEDRO

Igreja Matriz São Pedro| Horário: às 7h30 e às 18h ;

 

VICARIATO V

PARÓQUIA: SANTA TERESINHA (DISTRITO DE FAZENDINHA)

Igreja Matriz Santa Teresinha| Horário: às 19h;

Igreja São João Evangelista | Horário: às 19h;

Igreja Nossa Senhora Perpetuo Socorro| Horário: 19h;

Igreja Nossa Senhora das Graças | horário: 19h

Igreja Cristo Nossa Paz | Horário: às 19h;

Igreja Nossa Senhora de Lourdes | horário: 19h

Igreja Santa Luzia | Horário: às 19h;

Igreja N.S. Aparecida | Horário: às 19h;

 

PARÓQUIA: SÃO PIO  (SANTANA)

Igreja São Bento | Horário: às 19h;

Igreja São Francisco| Horário: às 19h;

Igreja Matriz São Pio| Horário: às 18h30;

 

VICARIATO VI

PARÓQUIA SANTA BARBARA – SERRA DO NAVIO | PEDRA BRANCA DO AMAPARI

Igreja Santa Teresinha – Cupixi | Horário: 8h;

Igreja São Pedro – Pedra Branca do Amapari | Horário: 19h30;

PARÓQUIA N. SRA. DAS GRAÇAS – OIAPOQUE

Igreja Nossa Senhora de Nazaré – Cleverlândia do Norte| Horário: às 18h;

Igreja Matriz N.S. das Graças | Horário: às 19h30;

(Pascom)

Festividade em honra a São José

Na próxima sexta-feira, 5, a  Diocese de Macapá apresentará a programação da  Festividade em honra a São José. O evento está marcado para às 9h na Catedral São José.
Na ocasião será apresentado o tema, o lema, o cartaz.
A festa tem seu ápice na celebração da solenidade litúrgica dedicada ao santo no dia 19 de março e este ano ganha uma motivação especial por conta do Ano de São José, proclamado pelo Papa Francisco para o período de 8 de dezembro de 2020 à 8 de dezembro de 2021.
O santo é padroeiro da Paróquia do centro da capital, da Diocese, do município de Macapá e do estado do Amapá.

O crítico e as obras de arte

O crítico e as obras de arte
Dom Pedro José Conti – Bispo de Macapá

Um senhor tinha um grave problema de miopia, no entanto se gabava de ser um grande entendedor de obras de arte. Certa vez, foi visitar um museu com alguns amigos. Na entrada, tropeçou e quebrou os óculos. Ficou praticamente sem visão. Nem por isso quis desistir de explicar aos visitantes a beleza das obras de arte que estavam em exposição. Parou na frente daquilo que pensava ser o retrato de um corpo inteiro e começou a falar. Com o jeito de quem entende, disse que a moldura era absolutamente imprópria, que o homem estava vestido de forma ordinária e até vulgar. Segundo ele, o artista tinha escolhido um sujeito bem caipira, sem elegância alguma.

Aquele senhor não parava de apontar detalhes e mais detalhes, até que a mulher dele aproximou-se com discrição e disse ao ouvido dele: “Querido, você está na frente de um espelho!”

Neste Quarto Domingo do Tempo Comum, o evangelho de Marcos nos apresenta Jesus ensinando e curando na sinagoga de Cafarnaum. Nas sinagogas, não se faziam sacrifícios, como no Templo, só se proclamavam, pregavam e rezavam as Escrituras. É por lá, bem longe de Jerusalém, dos sacerdotes, escribas e doutores da Lei que Jesus inicia a sua missão. Ou seja, afastado daqueles que eram considerados as máximas autoridades no campo da religião. No entanto o povo escuta Jesus falar e fica admirado com o seu ensinamento. O evangelho não diz que Jesus ensinava “contra” alguém, simplesmente diz que ele falava “como quem tem autoridade e não como os mestres da Lei”. Com isso ficamos curiosos para saber onde estava a diferença. Mas Marcos vai ainda mais longe. Apresenta Jesus curando um homem possuído por um espírito mau que acaba de chamá-lo de “Santo de Deus& rdquo;. Jesus manda que se cale e que deixe de perturbar aquele pobre coitado. Mais uma vez, o povo fica admirado e além de reconhecer a autoridade de Jesus, que manda até nos espíritos maus, admite a novidade do ensinamento dele. Assim nós ficamos mais curiosos ainda: o que Jesus ensinava mesmo?

Talvez nós esperaríamos um resumo das palavras de Jesus, mas nada disso nos deixou o evangelista, somente fala de “autoridade” e de “novidade”. Não faz isso pelo gosto de sintetizar as coisas; ao contrário, o faz para nos ajudar a entender o essencial. A “novidade” não está nas palavras e na quantidade delas, mas no próprio Jesus: ele mesmo é a Palavra viva. Além do Novo Testamento dizer-nos isso de muitas formas, os Padres da Igreja ensinaram que tudo o que Deus tinha comunicado durante séculos de história ao seu povo ficou “concentrado” numa “palavra” só: a pessoa de Jesus. Isso corresponde a dizer que Deus comunicou à humanidade mais que uma doutrina, um conjunto de normas, uma Lei ou um Livro. Em Jesus, com a vida dele doada, Deus quis comunicar a si mesmo e o seu jeito de ser.

A “autoridade” e a “novidade” de Jesus continuam a nos convidar à conversão, a segui-lo com presteza e generosidade. Ele prometeu que o Espírito Santo nos lembraria tudo o que ele tem ensinado. O contrário é, evidentemente, o espírito mau que reconhece o Santo de Deus, mas não se deixa transformar pelo amor, não busca a Comunidade onde essa Palavra continua a ser proclamada. Esta é, sabemos, outra grande novidade. A Palavra viva deve ser oferecida a todos, porque todos, a começar pelos pobres, doentes e excluídos, são filhos muito amados pelo Pai que o Filho veio revelar.

Com certeza, Jesus ensinou também com palavras, alguns dos seus discursos ficaram, mas João diz que seria impossível contar tudo o que Jesus fez e ensinou, porque “nem o mundo inteiro poderia conter os livros a serem escritos” (Jo 21,25). Significa que o quanto foi escrito deve ser suficiente para encontrar, conhecer e acreditar em Jesus. Talvez sejamos nós que esquecemos onde devemos procurar o que é verdadeiramente sempre novo e fascinante. O Crucificado, que “não tinha aparência e nem beleza” (Is 53,2) é a maior “obra de arte”, o ser humano mais perfeito, porque nos amou até o fim. Amou de antemão também os inimigos e os ingratos. Só Deus pode amar assim. Quantos de nós continuamos a nos olhar no espelho. Falamos, falamos, mas… só de nós. Enxergamos muito mal.

Artigo dominical – Um encontro imperdível

Um encontro imperdível
 Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá  

No meio de tantas mensagens que chegam pela internet, leio a seguinte: ;Alguns estudiosos especulam que a história bíblica da Estrela de Belém, que conduziu os Três Reis Magos do Oriente ao encontro do menino Jesus, está associada a uma conjunção Tripla de Júpiter e Saturno. Em intervalos de tempos irregulares, pode ocorrer, ao longo de meses, uma sequência de três conjunções Júpiter-Saturno. A última conjunção tripla foi em 1981, enquanto a próxima é esperada para 2238. No ano 7 a.C., ocorreram conjunções em 29 de maio, 30 de setembro e 5 de dezembro, tempo suficiente para os três viajarem de sua terra natal, no Oriente, até encontrar a criança na manjedoura. Os dois planetas brilhantes convergindo num ponto perto do horizonte, certamente indicariam uma direção a ser seguida. Por essa razão, a conjunção deste ano tem sido frequentemente chamada de ‘Estrela de Natal’”.

Muito bem. Talvez alguns tenham realmente assistido ao fenômeno na noite de 21 de dezembro passado. Quem não assistiu terá novas chances em 2040 e 2060, mas, uma conjunção tão espetacular como a do ano passado só acontecerá em 2080. Assim explicam e calculam os astrônomos. No entanto, essa ligação com a página do evangelho de Mateus é pura “especulação”. Graças a Deus, faz tempo que aprendemos a ler os evangelhos com um entendimento diferente daquele de considerá-los como um relato mais ou menos pormenorizado de eventos. Nada impede que algo contado pelo povo tenha chegado até o autor do evangelho, contudo nunca poderemos averiguar as circunstâncias e isso, de fato, pouco lhes interessava. A “boa notícia” que queriam comunicar era bem outra: a criança que nasceu em Belém não será simplesmente o “rei dos judeus”, mas todos os povos virão adorá- lo. A festa da “Epifania”, palavra que significa manifestação, tem, portanto, um alcance universal.

Os famosos “magos”, sem nome e nem número, representam todos aqueles e aquelas que buscam com afinco dar um sentido sério às suas próprias vidas. Eles não são meros viajantes ou simples curiosos. Eles querem dobrar os joelhos na frente de alguém que mereça ser procurado e encontrado. Por isso, não tem receio de perguntar a quem deveria saber e, de fato, sabe, onde poderia estar o prometido chefe que será pastor de Israel. Escutam a resposta, mas não ficam por aí, parados como os demais, eles retomam o caminho. É neste momento que os magos voltam a enxergar a “estrela” e experimentam “uma grande alegria”.

O evangelista Mateus nos oferece uma mensagem extraordinária: quem arrisca continuar a sua busca encontra o que procura! Essa busca parte de longe; vem das promessas da antiga Aliança, dos Profetas, do que foi escrito, transmitido, contado e acreditado faz séculos, mas não termina por aí, tem sempre algo novo acontecendo. O novo “rei” é “o menino com Maria, sua mãe”, a ele os magos adoram e oferecem os seus dons. As “escrituras” e os sinais exteriores, como a “estrela”, servem para motivar e sustentar a busca, mas precisa ter um desejo interior que ajude a entender e motive a caminhada. Não basta ficar “perturbados” como Herodes e toda a cidade de Jerusalém.

O “desejo” do qual estou falando é algo muito mais s&e acute;rio, grande e bonito. Deve ser capaz de alimentar a nossa esperança, nos fazer sonhar e imaginar algo novo, justamente, como toda criança é “nova” por si mesma. Até os magos voltam para a sua terra “seguindo outro caminho”. Quem encontra Jesus e o reconhece como “Senhor” de sua vida, começa a abrir e a percorrer novos percursos. Quem faz isso também cansa, corre o perigo de errar, é verdade, mas pode voltar e recomeçar tudo de novo, até chegar a encontrar o procurado, Aquele que enche o coração de alegria. Muito melhor que ficar parado, desejando que nunca mais chegue algum aviso ou alguém para incomodar. Uma vida sem brilho, porque faltou um encontro imperdível, de verdade, muito mais que a conjunção de Júpiter e Saturno. Essa pode esperar séculos para acontecer de novo, o nosso encontro com Jesus não.

Deve trabalhar para viver – Dom José Conti

Deve trabalhar para viver
Dom Pedro José Conti – Bispo de Macapá

Contam os monges anciãos que, certo dia, João, o pequeno, disse a um irmão mais velho:

– Quero ser livre das preocupações e não trabalhar. Quero adorar o Senhor sem parar”. Tirou a veste de monge e foi para o deserto. Depois de uma semana, voltou com aquele irmão. Quando bateu na porta, o monge, de dentro, sem abrir, perguntou:

– Quem é? – Respondeu:

– Sou João, teu irmão.

Mas o velho monge rebateu:

– João se tornou um espírito e não vive mais entre as pessoas!

João suplicou:

– Sou eu! Mas o irmão não abriu a porta e o deixou no desespero até a manhã seguinte.

Quando saiu lhe disse:

– Se és um ser humano deves trabalhar para viver.
João, o pequeno, se arrependeu e disse:

– Me perdoe, irmão, porque errei.

A parábola dos talentos, que encontramos no evangelho deste domingo, é muito conhecida e, como outras parábolas, presta-se a diversas leituras. A primeira mensagem está em continuidade com que refletimos nas últimas semanas: o Senhor nos quer “vigilantes”, ou seja, a espera da volta dele – que é a nossa própria vida nos dias que passamos neste mundo – e deve ser um aguardá-lo ativo, alegre e comprometido. Nada de preguiça, sonolência e acomodação. O exemplo mais prático para entender isso é o da entrega dos “talentos”, qualquer coisa eles representem. O certo é que somente quem soube multiplicá-los será premiado e chamado de servo “bom e fiel”. Quem, ficou com medo ou achou o “dono” severo e exigente demais e acabou enterrando o único talento recebido, será chamado de servo “mau, preguiçoso” e, enfim, “inútil”.

A essa altura devemos nos perguntar se o Senhor Jesus queria falar mesmo de bens materiais ou, sobretudo, de outros tesouros preciosíssimos que a todo custo devem ser traficados. Uma coisa não exclui a outra. Hoje entendemos, por exemplo, que a própria natureza é o primeiro “dom” que o Pai criador entregou à humanidade e que, com seu respeito e sustentabilidade pode, ou não, ser fonte de vida ou de morte para os habitantes do planeta. A “cura” da criação nos aparece cada vez mais urgente e de responsabilidade de todos. Uma humanidade digna de ser “humana” mesmo e não mera consumidora e exploradora de riquezas não pode mais pensar só no lucro da geração atual, deve saber enxergar mais longe se quiser preparar um futuro melhor para todos. De outra forma, nunca acabarão as guerras para o controle das riquezas e nunca haverá fraternidade e partilha.

Talvez precisemos redescobrir e reavaliar outros tipos de “talentos”, menos materiais, mas igualmente – ou mais – valiosos. Simples. Se achamos que o ser humano se satisfaz somente com o famoso “pão”, deixamos de lado outros bens. Jesus nos ensinou que precisamos também da Palavra de Deus, ou seja, de escutar sempre e de novo a proposta daquele que colocou em nossos corações muitos outros desejos e sonhos que nunca ficarão satisfeito com o que encontrarmos e construirmos neste mundo. Hoje, a grande questão do chamado “progresso” é que não pode mais ser somente material.

O “crescimento” pede novos equilíbrios com a natureza, novos relacionamentos mundiais, novo respeito pela existência de todos os seres vivos. Papa Francisco fala de “sobriedade feliz”. Lembra-nos que “tudo está interligado”. É simplesmente imoral querer construir “ilhas” de felicidade isoladas para poucos privilegiados. Seriam somente lugares de egoísmo e desprezo para os demais, numa vida triste cheia de barulho e superficialidade.

Penso que, afinal, seja esse o grande “trabalho” dos cristãos, daqueles que querem contribuir com a construção do Reino de Deus e não dos ilusórios reinos humanos. Temos um “tesouro” imenso, incalculável, de amor, de criatividade para organizar novas economias, novas fraternidades, novos relacionamentos. Sempre os cristãos sonharam com novas “cidades” mais semelhantes com a “cidade do céu”. Nunca faltaram profetas e mártires para isso. O pior é desistir de ser cristão ativos, cada um com as suas capacidades, numa comunhão de compromisso e bondade. Orar não é fugir, se esconder, mas saber para que se reza e, sobretudo, para que se vive.

Corpo do padre Aldenor está sendo velado em Santana

Padre Aldenor em encontro com o Papa João Paulo, no Vaticano

Aos 53 anos de idade faleceu ontem à noite, às 23h50, o padre Aldenor Benjamim dos Santos. Seu corpo sendo velado em Santana, na Igreja de Fátima, onde ele foi ordenado Sacerdote em 1993, aos 26 anos.
A missa de corpo presente será celebrada às 15h na mesma Igreja e o sepultamento às 17h, no cemitério Nossa Senhora da Conceição, no centro de Macapá.

Um religioso exemplar, sempre alegre e solidário, exemplo de amor ao próximo e uma das pessoas mais cultas que conheci, Aldenor era meu amigo e dele eu tinha muito orgulho e aprendia tanta coisa com ele nas nossas conversas. Conheci-o quando ele ainda tão jovem, com pouco mais de 20 anos, era ministro da Eucaristia na Igreja (hoje Santuário) Nossa Senhora de Fátima na ocasião que meu filho fazia o catecismo para a Primeira Comunhão. Há dois anos ele batizou minha neta na mesma igreja.

No dia de sua ordenação, em 1993, na igreja de N.S.de Fátima, em Santana

Nosso último encontro se deu no dia 4 de fevereiro deste ano no aniversário de dona Diva Façanha. Depois veio a pandemia e nunca mais nos vimos. Há cerca de 10 dias fui surpreendida com a notícia de que ele, depois de um acidente doméstico (uma queda) estava internado em estado grave no hospital da Unimed, mas em nenhum momento pensei que ele fosse partir, logo ele que era tão cheio de vida, tão alegre, tão conversador e tinha tantos planos. Mas eis que no início dessa madrugada, logo depois da meia noite me chega a notícia da sua morte. Eu não queria acreditar, torcia para que fosse “fake news”. Só acreditei quando sua sobrinha Rachel Lima me confirmou por volta de uma hora da madrugada.
Não deu pra conter as lágrimas.
Aldenor dizia que “morrer não dói”, mas sua morte, meu amigo, está doendo muito na gente.

Graduado em pedagogia, teologia, filosofia e direito, doutor em Comunicação Social , Mestre em Filosofia e Mestre em Sociologia e lia, escrevia e falava fluentemente italiano, francês e espanhol, ensinava que o conhecimento hoje envelhece com muita facilidade. “Não podemos parar no tempo. Você não pode reter um conhecimento e achar que ele é verdade absoluta”, dizia.Professor universitário (curso de jornalismo da Unifap) deixava claro que o magistério também era uma das suas paixões, depois do sacerdócio.

“Eu sempre tive uma paixão toda especial pelo magistério… Seja na questão como padre, como jornalista, como comunicador, ou na Universidade como professor. Então sempre me empolgou esse sentido de compartilhar pensamentos. Pra mim, ser professor é muito mais do que uma profissão, é uma vocação, é um chamado, uma dedicação. Então eu vivo nessa realidade”, disse ele em entrevista que concedeu para a acadêmica de jornalismo Márcia Bezerra  como parte de um trabalho da disciplina Mídia Impressa.

Tão logo soube da morte do amigo, o Padre Paulo Roberto Matias postou nas suas redes sociais um resumo (sim, um resumo, pois a biografia é muito grande) da sua biografia.
Leia:
“Padre Aldenor Benjamim dos Santos nasceu em Santana, no dia 17 de janeiro de 1967. Filho de Alfredo Pantoja dos Santos e Francisca Benjamim dos Santos. O casal teve cinco filhos. Entrou no seminário menor São Pio X em 1984 aos 17 anos. Em 1987 viaja para Belém , onde cursa no Seminário São Pio X, o curso de Filosofia e teologia. Foi ordenado Sacerdote em 1993. Padre Paulo solicita a Dom João que Padre Aldenor fosse designado para ser seu auxiliar na Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Trabalhou na Paróquia São Pedro, São Benedito, Nossa Senhora da Conceição e Igreja São Brás, no bairro do Zerão. Um desejo de Dom João de capacitar os Padres Diocesanos, fez com que ele fosse estudar em Roma.

Fez Doutorado em Comunicação Social pela Pontifícia Università San Tommaso (2005), Mestre em Filosofia pela Pontifícia Università Urbaniana (2001), Mestre em Sociologia pela Pontifícia Università Gregoriana (2001), graduado em Pedagogia pela Faculdade Atual (2009), graduado em Teologia pela Faculdade de Teologia e Ciências Humanas (2011), graduado em Filosofia pela Faculdade Pan Americana (2012) e graduado em Direito pelo Centro de Ensino Superior do Amapá (2017). Atualmente era Professor Adjunto da Universidade Federal do Amapá e era Diretor da Rádio Universitária. Tinha experiência na área de Educação, com ênfase em Fundamentos da Educação. Faleceu no dia 17 de outubro de 2020 as 23h40 em Macapá. Padre Aldenor deixa um legado para a religiosidade do Amapá, bem como para a educação. Foi um grande incentivador da cultura e da comunicação social no Amapá. Seu legado jamais será esquecido. Um filho que deu sua contribuição para o progresso do Estado do Amapá.”

Fotos – Era assim o Círio antes da pandemia

Neste domingo dedicado à Virgem de Nazaré, padroeira da Amazônia, não teremos a tradicional procissão do Círio, que acontece em Macapá desde 1934. Mas haverá missa e carreata nas paróquias (Veja aqui), almoço em família e muita oração.
Ao longo dos últimos anos fiz muitas fotos da procissão e hoje selecionei algumas para a gente relembrar como era a devoção antes da pandemia.

(Fotos: Alcinéa Cavalcante)