A outra metade do céu

A outra metade do céu
Dom Pedro José Conti –
Bispo de Macapá

 
Era uma linda noite de verão. O pequeno Nico passeava com a mãe. Para ele tudo era encantador: as casas iluminadas, as &aacu te;rvores[U1] , o ar perfumado. Olhou o céu estrelado e, de repente, ficou pensativo. A mãe, sábia, ficou calada, até que percebeu que Nico queria dizer alguma coisa. Então perguntou:
– Nico, está pensando em que? A criança ficou mais um instante em silêncio, como se estivesse organizando os s eus pens amentos e depois respondeu:
– Se esta metade do céu é tão bonita, a metade do outro lado deve ser ainda mais maravilhosa!
A Páscoa de Jesus é uma brecha que nos permite enxergar um pouco as maravilhas do outro lado da Vida. Sim, aquela Vi da plena , que é a Vida de Deus. Jesus, com o seu amor, com a sua existência totalmente doada, do início ao fim, abriu-nos o caminho do céu. Não para fugir deste mundo, material, cotidiano e passageiro, mas para que aquela luz chegasse até nós e nós pudéssemos ser iluminados e guiados por ela. Se a Cruz sempre será “escândalo e loucura”, a Ressurreição sempre será “novidade”, algo tão surpreendente e inimaginável que até os evangelistas tiveram que inventar palavras para comunicar a boa notícia. Em si, os termos usados só significam levantar-se do sono, erguer-se, como o faz alguém que estava deitado. Logo, os cristãos aprenderam que isso não era suficiente, não explicava nada, aliás, escondia o mais importante. Assim juntaram outras palavras.
Começaram a dizer que Jesus tinha sido “sepultado”, ou seja, tinha realmente morrido porque a cruz n&atil de;o era ficção ou mentira. Depois disso, eis a novidade: ele tinha “ressuscitado” – levantado – dos mortos e agora era o Vivente. As mulheres que foram ao sepulcro escutaram as palavras: “Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito!” (Mt 28,6) ou: “Por que buscais entre os mortos o vivente?” (Lc 24,5). Pedro, após Pentecostes, dirá mais ainda: “Deus o ressuscitou, libertando-o das angústias da morte… (e) o constituiu Senhor e Cristo” (Atos 2, 24.36). Depois, em Atos 10,42 (2ª leitura do Dia de Páscoa) dirá: “Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos”. Aquele homem Jesus, vergonhosamente crucificado, agora está glorioso “exaltado à direita de Deus” (Atos 2, 33) o qual “lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que, ao Nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e de baixo da terra&r dquo; (Fl 2,9-10).
Não foi nada fácil para os primeiros cristãos encontrarem as palavras certas que podiam expressar tamanha nov idade.&n bsp; Nós hoje as repetimos quando rezamos o Credo, a nossa profissão de fé, muitas vezes sem nos dar conta do que dizemos. Não é mais a humanidade a buscar descobrir e agradar, de tantas formas, um “deus” desconhecido. Não será o nosso esforço a nos aproximar mais de Deus. Em Jesus morto e ressuscitado nos foi aberto, uma vez por todas, o caminho para o encontro amoroso entre o Pai e nós, os seus filhos, ainda dispersos, mas que o Filho, o Bom Pastor, quer reunir num só rebanho para que, juntos cantemos a vitória sobre o mal e a morte. Quando nos reunimos para celebrar a nossa fé, nas nossas Liturgias, este caminho aberto se torna uma realidade que podemos experimentar. O nosso Deus continua a nos convocar, a nos reunir, a perdoar os nossos pecados, a falar, a nos dar a sua paz e o seu Corpo e o seu Sangue como antecipação do banquete final do Reino celeste. As nossa s Missas não acontecem para nos fazer esquecer as angústias do tempo presente e nem para melhorar o nosso bem-estar psicológico. A Liturgia serve para nos fazer enxergar a novidade do Reino, a beleza da Vida Nova que a Ressurreição de Jesus descortina à nossa frente. Nas Missas, contemplamos a Nova Cidade, a Jerusalém celeste, onde “a morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas de antes passaram” (Ap 21,4). Somente se nos deixamos iluminar por esta luz “divina” sempre generosamente oferecida, podemos entender as sombras que ainda escurecem a nossa vida pessoal e de toda a humanidade. Metas maravilhosas nos fazem desejá-las e nos comprometem a buscar meios para alcançá-las. Como a metade das estrelas de Nico.

Uma Semana Santa diferente

Uma Semana Santa diferente
Dom Pedro José Conti – Bispo de Macapá

Quando escrevo estas palavras ainda não sabemos como será a Semana Santa que iniciamos com o Domingo de Ramos. Talvez tenhamos a possibilidade de realizar as celebrações previstas pela Liturgia, ao menos do Tríduo Pascal, nas Igrejas, com poucas pessoas, distantes entre si, ou nem isso. Talvez, por precaução e segurança, tenhamos que ficar em casa, esperando dias melhores. Por tudo isso e sem saber o que nos aguarda, posso afirmar, com certeza, que será uma Semana Santa “diferente”.

Em primeiro lugar, porque muitas perguntas e novos sentimentos se ajuntam em nossas cabeças e em nossos corações. As previsões são sombrias, para alguns até catastróficas. Muitos acham que a humanidade, depois que essa tempestade passar, será diferente. Concordo, mas será melhor ou pior? Por melhor entendo uma humanidade mais solidária e fraterna consciente que as nossas divisões e fronteiras podem ser defendidas com muros, cercas, armas, leis e impostos, mas na realidade somos mais família humana do que pensamos. O vírus se espalhando provou que todas essas defensivas servem para pouco ou nada. Essas barreiras funcionam para as mercadorias, os migrantes, os que fogem das guerras inúteis, para povos inteiros deslocados das suas terras, mas não para um inimigo quase invisível. Pode ser, porém, que acordamos, um dia, piores. Preocupados com a nossa sobrevivência, com a falência das empresas, com os negócios parados e os lucros sumindo; pode ser que tenhamos medo uns dos outros, como se todos fossem inimigos e nos roubassem algo que nos pertence. Será que iniciaremos grandes ou pequenas guerras pela água, pelo chão, pelos remédios capazes de nos proteger no futuro de novos vírus letais? Se assim acontecer esta pobre humanidade estará perdida.

Eu espero e acredito que teremos aprendido a unir mais as forças. Países de lados diferentes, com interesses e políticas opostas, não negaram ajuda a quem precisava. A quem especula complôs internacionais e disputas pelo controle do planeta, respondem os milhares de voluntários prontos a ajudar, arriscando as próprias vidas. Quantos aplausos e sinais de gratidão já ganharam os médicos e todo o pessoal dos hospitais? Muitos deles já pagaram com a vida o seu desprendimento. Sem contar todos aqueles e aquelas que acolheram desabrigados e moradores de rua, todos os que prepararam e distribuíram alimentos para a sobrevivência de quem não podia parar de trabalhar ou não tinha mais nenhum recurso financeiro. Saber que fábricas de automóveis se transformaram em fábricas de respiradores para atender às urgências dos doentes graves, é um sinal confortante. É verdade que alguns estão assaltando pedestres nas ruas desertas, outros querem lucrar acima do lícito vendendo máscaras protetivas, álcool em gel, alimentos, remédios e tudo o que, na falta, costuma ficar mais caro. Sempre haverá aproveitadores, como também profetas de desgraça. O caminho do bem é longo e difícil.

Eu quero ser testemunha da esperança, como Papa Francisco a nos repetir as palavras de Jesus, “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé”? Creio sim, na bondade de Deus, na sua paternidade e misericórdia. Não estamos sozinhos nesta luta. No entanto, devemos acreditar também em nós, na força do povo que descobre o seu potencial de generosidade e partilha. Quantos gestos de fraternidade e esperança nos surpreendem todo dia, talvez vindo de pessoas que tínhamos julgado insensíveis, gananciosas ou superficiais. Na Semana Santa que iniciamos, acompanharemos, mais uma vez, Nosso Senhor Jesus Cristo, no caminho do Calvário. Assim ele quis partilhar a condição humana, fraca e mortal. Deu-nos o exemplo, ensinou-nos a oferecer tudo, a não poupar nem a própria vida, para que outros passam viver mais felizes. Ele fez tudo isso por amor. É sempr e e some nte o amor que doa vida, ampara e consola. É o amor que transforma até a morte em vida nova. Após o silêncio da Cruz, cantaremos o Aleluia da Ressurreição. Acreditemos e nós também seremos uma humanidade nova e melhor.

Protegei-nos, glorioso São José!

Hoje é Dia de São José, padroeiro do Amapá, vamos recorrer a ele para que proteja a todos nós, que nos livre de todo mal, especialmente do novo coronavírus e que desperte em nós os sentimentos de  solidariedade e de amor ao próximo.

Oração a São José
Ó glorioso São José, digno de ser amado, invocado e venerado com especialidade entre todos os santos, pelo primor de vossas virtudes, eminência de vossa glória e poder de vossa intercessão, perante a Santíssima Trindade, perante Jesus Vosso Filho adotivo, e perante Maria, Vossa Santíssima Esposa, minha Mãe terníssima, tomo-vos hoje por meu advogado junto de ambos, por meu protetor e pai, proponho firmemente nunca esquecer-me de Vós, honrar-Vos todos os dias que Deus me conceder e, fazer quanto em mim estiver para inspirar vossa devoção aos que estão sob o meu encargo. Dignai-vos vo-lo peço ó pai do meu coração, conceder-me a vossa especial proteção e admitir-me entre os vossos mais fervorosos servos. Em todas as minhas ações assisti-me, junto de Jesus e Maria favorecei-me, e na hora da morte não me falteis, por piedade. Amém”.

Terço de São José

Tomando-se um terço.
1) No lugar do Pai Nosso diz:-se: Meu glorioso SÃO JOSÉ nas vossas maiores aflições e tribulações não nos valeu o anjo do Senhor? VALEI-ME SÃO JOSÉ!
2) No lugar das Ave Maria diz-se: SÃO JOSÉ VALEI-ME!
3) No fim de cada dezena diz-se a jaculatória : JESUS, MARIA E JOSÉ.

Conclui se o terço com este oferecimento: A Vós, Glorioso São José, ofereço este terço e em louvor e glória de Jesus e de Maria, para que seja a minha luz, guia, minha proteção e defesa, minha fortaleza e alegria em todos os meus trabalhos e tribulações e principalmente na hora de agonia.

Pelo nome de Jesus, pela glória de Maria, imploro o vosso poderoso patrocínio, para que me alcanceis a graça que tanto desejo (pedido).

Falai em meu favor, advogai a minha causa no céu e na terra, alegrai a minha alma, para honra e glória vossa de Jesus e de Maria. Assim seja.

Imagem de São José será colocada no Parque do Forte dia 8

Com missa, bênção e shows musicais, no dia 8 de março, no Parque do Forte, às 8h, será a inauguração da nova imagem de São José, padroeiro do Amapá, que foi doada à comunidade católica amapaense pela Associação Comercial e Industrial do Amapá (ACIA). A  programação inicia com a Missa Campal.

A Bênção faz parte da programação da Festividade de São José. O bispo de Macapá, dom Pedro José Conti vai presidir a celebração.

A Missa vai ser animada pela equipe de cânticos Catedral. Após a cerimônia religiosa haverá apresentação da Banda de Música da Polícia Militar e do cantor  Osmar Junior.

A Imagem
Idealizada pelo devoto Nonato Altair Marques Pereira, a obra de arte tem mais de 3 metros de altura e foi confecionada pelo artista plástico do Estado do Piauí Lindomar Plácido da Costa. O monumento terá uma estrutura giratória que deixará a imagem de São José em movimento, olhando para a frente da cidade, e outras vezes  para o Rio Amazonas. Várias instituições contribuíram para a realização do projeto.

A Festividade de São José acontece desde 1758, são 262 anos de graças, histórias e tradição. E a inauguração da nova imagem vai ser uma nova atração para a comunidade amapaense. Como uma demonstração de respeito à fé católica e o resgate dos valores culturais que desenvolveram e são presentes no município de Macapá.

(Mônica Nascos, da assessoria de comunicação da Festividade de São José)

259 anos da Igreja São José

Na próxima sexta-feira, 6 de março, a Igreja de São José, em Macapá, completará 259 anos. São mais de dois séculos e meio de histórias, fé e tradição. Para celebrar o aniversário, será realizada a missa em ação de graças, às 12h.

Como tudo começou
Segundo registros históricos, a igreja começou a ser construída no século XVIII, em 1758. Foi lançada no dia 06 de março de 1761, tendo como primeiro vigário o Padre Joaquim Pair, e o Bispo do Pará, Dom Frei João José e Queiroz, a inauguração contou com a presença do Governador do Pará, Manuel Bernardo de Melo.

A estrutura possui 33 metros de comprimento, 13m de largura e 13m de altura. O período de construção foi de três anos e dividiu-se em duas etapas: primeira, com o altar-mor e, logo em seguida, a nave central (parte em que os fiéis permanecem durante a missa). O exterior e interior são pintados de branco.

Vários sacerdotes passaram pela igreja, entre os padres Jorge Basille, Vitório Galiani, Arcângelo, Gian Franco. Lino, Paulo Dicopri, e Pe. Dário. A tradicional Igreja também foi o campo de ação catequética do inesquecível missionário Pe. Júlio Maria Lombardi, a princípio como coadjutor e depois como vigário definitivo. Além de tantos outros que deixaram legados, como padre Paolo Lepre.

A fé em Deus e a devoção por São José

Maria Zulma Carneiro (foto), de 86 anos, serviu durante muitos anos na Igreja São José. Ela lembra com carinho dos tempos que participou da comunidade. “A festividade na Igreja São José sempre foi marcada de muitas alegrias. Naquela época, a festa do padroeiro era muito maior que o Círio de Nazaré. Toda população amapaense vinha participar da missa na Igreja, que começava às 05h da manhã e depois tinha o arraial”, afirma.
A devota colocou os nomes de seus dois filhos de José, como forma de homenagear o Santo, e ressaltou que a fé “representa tudo na vida”.

(Fonte: Portal da Catedral de São José)

Retiros espirituais no Carnaval

Para muitos católicos o período do Carnaval é uma oportunidade para renovar a vida espiritual e preparar-se para a Quaresma. No período de 22 a 25 de fevereiro, a Diocese de Macapá vai sediar encontros promovidos por movimentos eclesiais, pastorais e novas comunidades para momentos de evangelização, formação cristã e lazer.

Canção Nova
O Grupo de Amigos da Comunidade Canção Nova realiza em parceria com a Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, no distrito da Fazendinha, em Macapá, o “Celebrai 2020”. O evento, no formato de retiro espiritual, reúne os fiéis para momentos de louvor, oração, pregação e apresentações de bandas católicas para animação dos participantes.

A novidade, este ano, é a presença dos missionários oriundos da sede da Comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP) – o cantor e animador André Florêncio e o padre Uélisson Pereira.

Comunhão e Libertação
O Movimento Comunhão e Libertação realiza o “Encontro de Carnaval”. Através do evento, os participantes têm a oportunidade de viver momentos de espiritualidade, convivência e lazer. Na programação, haverá jogos, trilha, banho de rio e piscina.

As vagas são limitadas e o valor da inscrição é R$ 150,00 e pode ser pago também no cartão de crédito. Os participantes terão o transporte disponível para participar do encontro que acontece em Porto Grande.

Pastoral Familiar
O Carnaval também será um momento para a formação de agentes da Pastoral Familiar na Diocese de Macapá. A equipe diocesana vai até o município de Oiapoque, no norte do estado, para o encontro de implantação da Pastoral na Paróquia Nossa Senhora das Graças.

RCC
O Movimento Eclesial da Renovação Carismática Católica (RCC Amapá) é o organismo da diocese de Macapá com o maior número de eventos no período de Carnaval. Com programação confirmada para Ferreira Gomes, Macapá, Santana e Serra do Navio, a RCC deve reunir o maior público nos encontros e retiros no período de 22 a 25 deste mês.

(Pascom)

Festa de São José

Os devotos de São José, santo padroeiro do Amapá, a partir de hoje já podem procurar a secretaria da festividade em honra ao santo, no subsolo da Catedral São José para colaborar com doações, servir como voluntários e adquirir as camisas e artigos religiosos.
O lançamento do Cartaz será no dia 19 de fevereiro.

Hoje é Dia de Reis – Dia de desmontar o presépio e a árvore de Natal

Vimos sua estrela e viemos adorá-lo (Mt. 2,3)

Hoje comemora-se o Dia de Reis.  É o dia que, segundo os cristãos, três reis magos – que seguiam a estrela-guia – chegaram à gruta onde o Menino Jesus nascera e estava. Para presenteá-lo levaram mirra, incenso e ouro – as principais riquezas de seus reinos
Eles não viajaram juntos. Cada um saiu de sua localidade e encontraram-se no caminho.
Baltazar saiu da África levando mirra para o Menino Jesus. A mirra era um presente ofertado aos profetas.
Gaspar saiu da Índia levando incenso – que, além de espantar insetos e energias negativas, representa fé e espiritualidade.
Belchior partiu da Europa, levando ouro. O ouro simbolizava a nobreza e era oferecido apenas aos deuses.

O Dia de Reis, 6 de janeiro,  ocorre no dia em que a Igreja Católica celebra a Solenidade da Epifania do Senhor.  E é nesse dia , de acordo com a tradição, que devemos desmontar  o presépio e a  árvore de Natal.

(A foto que ilustra essa matéria é do presépio da casa da Lucy Távora)