Denise Dora é a nova diretora executiva da ARTIGO 19

A advogada Denise Dora é a nova Diretora Executiva da ARTIGO 19. Denise tem vasta experiência em organizações da sociedade civil e na defesa dos direitos humanos.

Em sua trajetória, Denise Dora participou da fundação e foi Diretora Executiva da Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos — hoje uma das principais organizações de promoção dos direitos das mulheres no Brasil –, tendo em seguida trabalhado por mais de uma década na Fundação Ford como responsável pelo programa de direitos humanos. Denise também atuou como Ouvidora da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul e da criação de um inovador escritório de advocacia de direitos humanos em Porto Alegre.

É formada em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com mestrado em direito internacional dos direitos humanos pela Universidade de Essex, no Reino Unido, e outro mestrado em história, política e bens culturais pela Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro.

Denise Dora inicia na direção da ARTIGO 19 após Paula Martins, que esteve à frente da organização por mais de dez anos, e da atuação de Laura Tresca, coordenadora de direitos digitais da ARTIGO 19, que esteve como diretora interina da organização no último ano.

Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

A Casa da Virgem Maria

A Casa da Virgem Maria, localizada nas proximidades da antiga cidade de Éfeso, no oeste da Turquia e anunciada pelo Vaticano como local de peregrinação, é o lugar sagrado mais visitado do mundo durante o Natal. Segundo a fé cristã, quatro ou seis anos após a crucificação de Jesus Cristo, São João levou a Virgem Maria a Éfeso e ela passou seus últimos anos na Turquia. Séculos depois, longas buscas foram realizadas à luz do sonho da freira alemã A. Katherina Emerich sobre uma casa antiga e seus arredores e, mais tarde, sua casa foi encontrada pelos padres lazaristas em 1891. Renovada na década de 1950 e acolhendo um número crescente de visitantes desde então, a Casa da Virgem Maria está situada no Monte Bulbul, a nove quilômetros do distrito de Selcuk, em Izmir, a terceira maior cidade da Turquia. O local fica a apenas 15 minutos de carro da cidade antiga de Éfeso.

A antiga cidade de Éfeso, inscrita na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO e um dos mais importantes centros de civilização, cultura, ciência e artes do mundo antigo, tem sua fundação em 8.600 antes de cristo. Construída como uma cidade portuária no ponto de encontro do Oriente e do Ocidente, Éfeso foi capturada pelo Império Romano em 133 A.C. e tornou-se a capital do império da política, comércio e religião na Ásia Menor nos séculos V-VI. Essa das sete maravilhas do mundo antigo, o Templo de Ártemis, foi construído em Éfeso, tornando o local arqueológico mais atraente para os visitantes. Além disso, a Biblioteca de Celso, as Casas do Terraço, o anfiteatro antigo, a Estrada do Rei, cada uma obra-prima e muitos outros artefatos arqueológicos aguardam seus visitantes em Éfeso. No norte da famosa Rua Arcádia fica a Igreja de Maria, uma das Sete Igrejas da Revelação. A Igreja de Maria é de grande importância histórica para os cristãos porque foi o lugar em que foi realizado o terceiro concílio da Igreja Cristã, em 431.

Atendimento à Imprensa – Escritório de Cultura e Turismo da Turquia
MAPA Comunicação Integrada
Amine Silvares – Analista de Comunicação

Receita libera hoje restituições do 5º lote do IR

A Receita Federal libera hoje (15) o pagamento das restituições do quinto lote do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O lote inclui também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2018. O dinheiro será depositado nas contas dos contribuintes.
A consulta para saber se a declaração foi liberada poderá ser feita acessando a Receita na internet

Sabor do Círio: Macapá recende a maniçoba

Macapá recende a maniçoba. Por onde a gente passa nestes dias que antecedem o Círio de Nossa Senhora de Nazaré sente, exalando das casas – das mais humildes as mais luxuosas – o cheiro da gostosa maniçoba, comida que – ao lado do pato no tucupi – não pode faltar no almoço do segundo domingo de outubro.
E esse cheiro me leva de volta à infância. Lembro-me de minha vó Jacinta Carvalho – uma negrinha linda de cabelos muito lisos – cozinhando a maniva numa enorme panela no fogo à lenha do quintal da nossa casa. Eram sete dias que a maniva tinha que ficar no fogo para “tirar todo o veneno”.
Depois que minha vó morreu a “festa da maniçoba” para nós era na casa da professora Eurydice. Mas aí eu já estava bem grandinha.
Cerca de 10 dias antes do Círio o Janjão, marido da Eurydice, comprava a maniva que seria moída com a ajuda de toda a molecada e adolescentes da rua. A vizinhança emprestava a máquina de moer. Numa mesa grande na cozinha, Janjão prendia as máquinas e a molecada em volta fazia a festa moendo. Todo mundo queria ajudar. E como era divertido!

Quilos e quilos de maniva moída, Janjão preparava o fogo no quintal e lá ia o panelão para o fogo. Sete dias cozinhando dia e noite e haja lenha para o fogo não apagar. Só depois de sete dias, os “entulhos” eram misturados às folhas: carne, rabo de porco, costela de porco, bucho, linguiça, paio, calabresa, toucinho etc etc e os temperos. Aí sim, exalava aquele cheiro de dar água na boca.
No sábado à noite a maniçoba já estava no ponto e dona Eurydice mandava para cada vizinho uma farta porção.

Eurydice e Janjão

Hoje está tudo mais fácil, qualquer pessoa pode fazer rapidinho uma panela de maniçoba. Já se compra a maniva moída e pré-cozida nos supermercados, os “entulhos” já são comprados escaldados e limpos nos supermercados, às vezes até temperados.
O tempo para fazer a maniçoba, que era de cerca de dez dias (desde moer até o completo cozimento) foi reduzido para poucas horas. Basta comprar quase tudo pronto no supermercado, deixar por algumas horas na panela de pressão e pronto: o almoço do Círio tem o sabor do Círio.

Se por um lado tudo tornou-se mais fácil e mais rápido, por outro perdeu-se o encanto da “festa da maniçoba”, a alegria da molecada em volta da mesa grande moendo as folhas, e aquela cumplicidade gostosa que havia entre a vizinhança.

Ah, claro que  no nosso almoço de Círio não faltará a maniçoba (a mana Alcilene está fazendo) e o pato no tucupi (que será feito pelo mano Alcione).
O almoço será no meu arborizado quintal onde os passarinhos brincam e as flores perfumam o domingo.

E na sua casa quem está fazendo a maniçoba e o pato?

Senador Randolfe em defesa do Hospital Universitário

O senador Randolfe Rodrigues (REDE – AP), a bancada federal do Amapá e representantes da Universidade Federal do Amapá estiveram reunidos, nessa quarta-feira (9), com o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), general Oswaldo Jesus Ferreira, para debaterem sobre as obras e o funcionamento do Hospital Universitário da UNIFAP.

Na ocasião, o senador Randolfe defendeu a necessidade de um processo célere na contratação de profissionais habilitados para que todas as áreas do hospital funcionem normalmente, além de expor o receio da retirada de diversas especialidades importantes do HU – após o oficio encaminhado ontem pela EBSERH. Para Randolfe, “o HU é uma necessidade prioritária do povo amapaense, que padece com uma saúde precária e com apenas um hospital público que não atende sequer as demandas básicas do povo amapaense”.

Segundo Randolfe, a idealização e a construção do Hospital Universitário deve-se, principalmente, a união da Bancada Federal das últimas legislaturas que destinaram inúmeras emendas parlamentares para o hospital.

Durante a reunião, o senador Randolfe Rodrigues sugeriu um novo encontro para continuarem as tratativas. Dessa vez, participarão também o governador do estado, Waldez Goés, o secretário de saúde, João Bittencourt, o gestor do SUS e o reitor da UNIFAP, Júlio César Sá. O novo encontro está agendado para o  dia 31 deste mês, em Brasília.

(Carla Ferreira)

Os cisnes

Cisnes
Júlio Salusse (1878-1948)

A vida, manso lago azul
algumas vezes, algumas vezes mar fremente,
Tem sido para nós constantemente
Um lago azul sem ondas, sem espumas.

Sobre ele, quando, desfazendo as brumas
matinais, rompe um sol vermelho e quente,
Nós dois vagamos indolentemente,
Como dois cisnes de alvacentas plumas.

Um dia um cisne morrerá, por certo:
Quando chegar esse momento incerto,
No lago, onde talvez a água se tisne,

Que o cisne vivo, cheio de saudade,
Nunca mais cante, nem sozinho nade,
Nem nade nunca ao lado de outro cisne!

O que é isso?

Tem gente que nunca viu, não sabe como funciona, não sabe pra que serve.
Mas tem gente que usou demais isso aí. Para muitos e muitos era o instrumento de trabalho.

Domingo é dia de pato no tucupi

Almoço do Círio tem que ter pato no tucupi. Domingo, depois da procissão, vamos reunir a família na minha casa para o almoço especial de Círio, no ventilado e arborizado quintal, cheio de flores, frutas, pássaros e alegria.
O mano Alcione vai fazer o pato no tucupi, a mana Alcilene faz a maniçoba.
Para passar o Círio com a gente está chegando de Fortaleza minha cunhada Vera Costa.

E você, querido leitor, vai comer pato no tucupi e maniçoba domingo? Vai reunir a família em sua casa ou no restaurante? Conta aí na caixinha de comentários como vai ser seu almoço de domingo.

Deixo aqui pra vocês uma receita tradicional de pato no tucupi. É super fácil de fazer:

  • – Limpe o pato, corte-o em pedaços e tempere com sal, pimenta do reino, vinagre e alho. Melhor temperar na véspera pra ficar mais gostoso.
  • Refogue-o com cebola, alho, tomate, cheiro-verde, pimentão
  • Depois de refogado, leve-o ao forno para assar
  • Enquanto isso, você ferve o tucupi com bastante alho e chicória. Lava o jambu e aferventa-o até as folhas amolecerem.
  • Já assou o pato? Bom, então agora é só jogar os pedaços do pato e o jambu numa panela com o tucupi e dar uma fervura. Tá prontinho. Sirva com arroz branco.

Semana da Literatura Infantil na rede municipal

A Prefeitura de Macapá deu início nesta segunda-feira, 7, à programação da Semana Municipal da Literatura Infantil, celebrada no período em que se comemora o Dia Municipal da Leitura, em 12 de outubro. A data foi instituída pela Lei Municipal nº 2.318, de autoria da vereadora Bruna Guimarães que, nesta manhã, esteve  na abertura da programação, que teve início na Escola Cantinho do Amor.
Os personagens Tio Nescal e a Boneca Leleka fizeram a diversão dos alunos, com a contação de histórias e muitas brincadeiras envolvendo a criançada, que interagiu com os personagens e entrou na dança.

E continua a programação com atividades em diversas escolas. Nesta terça-feira, 8, será a vez das escolas Sementinha, às 8h; e Ana Luiza, às 16h. Na quarta-feira, 9, a programação será nas escolas Moranguinho, pela manhã; e Nilda Portal, no período da tarde. Finalizando com a Escola Pai Nosso na quinta-feira, 10, às 8h.

“A Secretaria de Educação de Macapá trabalha com o incentivo à leitura, desde a educação infantil. A expectativa é levar aos nossos alunos muita alegria durante esta semana, com muitas histórias, personagens e brincadeiras, sempre incentivando nossas crianças para que criem o gosto e o amor pela leitura”, , disse Samara Sampaio, chefe da Divisão de Recursos Didáticos da Semed.