Vitória dos artistas – Fumcult anula o edital 001/2021

Os artistas protestaram, fizeram manifestações na frente da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult) e da Prefeitura de Macapá contra o resultado do edital 001/2021 e exigiram a exoneração do presidente, DJ Alan Cristophe.  A Fumcult  decidiu então anular o edital e Alan Cristophe pediu exoneração do cargo, o que foi prontamente aceito pelo prefeito Antônio Furlan.

“Pensando em ampliar e atender todas as necessidades identificadas pelos agentes culturais macapaenses, a Fumcult decidiu anular o processo de seleção para o fomento de artistas que se dava a partir do Edital 001 de 2021”, informou em nota a Fundação e ressaltou que vai estruturar um novo certame que seguirá ordenamentos de forma democrática, em concordância com os anseios da categoria e os direcionamentos jurídicos cabíveis.

Orgulho de Ser Amapá: Pioneiros e personalidades são homenageados em sessão solene

Pioneiros e personalidades amapaenses foram homenageados, na manhã desta segunda-feira (13), em sessão solene na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), em alusão ao aniversário de 78 anos de criação do Território Federal do Amapá.

A iniciativa é parte da campanha “Orgulho de Ser Amapá”, do senador Randolfe Rodrigues em parceria com a Alap, Prefeitura de Macapá, Tribunal de Justiça do Estado do Amapá e Memorial Amapá.

Receberam certificado em homenagem aos serviços prestados 24 pessoas de diferentes municípios e segmentos no estado. Além desses, outros 14 receberam as medalhas de Notável Edificador do Amapá, do Memorial Amapá.

Entre as autoridades presentes na mesa do evento estavam o senador Randolfe Rodrigues, o deputado estadual Paulo Lemos (representando a Alap), o desembargador Carlos Tork (representando o TJAP), o juiz federal João Bosco Costa Soares, o diretor-presidente da Agência Amapá, Antônio Teles Jr. (representando o governador Waldez Góes), o ex-senador João Capiberibe (representando as personalidades que receberam as medalhas) e representando os homenageados a escritora Esmeraldina dos Santos.

Para o senador Randolfe Rodrigues, a celebração aos homenageados é uma forma de humanizar o sentimento de orgulho pela terra.

“Tão importante quanto celebrar nossa história, é celebrar o que faz essa terra, que é seu povo. Nenhum canto sintetiza tanto o Brasil quanto o Amapá. Se tem um sentido de existirmos é em função dessa diversidade, agricultores, professores, atletas, parteiras, indígenas, quilombolas. São pessoas como Pedro Ramos, Tia Zefa, Aldo e dona Esmeraldina. Gente que a própria biografia é uma linda homenagem ao Amapá. Existimos hoje graças ao trabalho digno desses e de tantos outros”, destacou o senador.

24 homenageados
Os 24 homenageados foram os seguintes:

– Francisco Rocha dos Santos, o “Seu Xico”, de 64 anos – ator e artista circense, do município de Ferreira Gomes.
– Simone Karipuna, de 44 anos – liderança indígena do município de Oiapoque.
– Esmeraldina dos Santos, de 65 anos – Escritora da comunidade quilombola do Curiaú, em Macapá.
– Piedade Lino Videira, de 48 anos – professora, pesquisadora e carnavalesca, de Macapá.
– Maria Luiza Dias, de 65 anos – parteira de Macapá.
– Raimundo de Nazaré Maciel Tavares, de 73 anos – Guarda Territorial.
– Pedro Ramos de Sousa, de 80 anos – líder camponês e um ambientalista dos mais expressivos, é do sul do Amapá.
– Manoel dos Santos Alves, de 78 anos – pioneiro e agricultor, no município de Calçoene.
– James de Souza Guimarães, de 77 anos – ex-funcionário da Icomi e ex-vice prefeito do município de Serra do Navio.
– Japu Waiãpi, de 38 anos – liderança indígena, no município de Pedra Branca do Amapari.
– Maria Raimunda Queiroz da Câmara, de 71 anos – parteira no município de Mazagão.
– Gloriaci da Costa Pantoja, de 63 anos – Dona Glorinha, extrativista do município de Porto Grande.
– Adamor Braga da Silva, de 55 anos – Agroextrativista na região do Cajari, no município de Laranjal do Jari.
– Lidiane Oliveira Nunes, de 41 anos – professora, no município de Pracuuba.
– Terezinha Lúcia Barros Fernandes – radialista, cantora e escritora, de Macapá.
– Auzenir Ramos Costa, de 68 anos – pecuarista, do município de Amapá.
– Tia Zefa, de 105 anos – cantora e dançadeira de ladrões de Marabaixo, cidadã ilustre do bairro do Laguinho, em Macapá.
– Manoel José Ferreira Rosário, de 65 anos – pioneiro do município de Itaubal.
– Aldo do Espírito Santo, de 64 anos – ex-jogador de futebol, de Macapá.
– Maria Luiza Tavares de Souza, de 78 anos – professora aposentada e juíza no município de Santana.
– José Cardoso Tenório – grande talento da carpintaria naval, do município de Santana.
-Ester Cândida das Chagas, 57 anos, servidora pública e ex-prefeita de Itaubal.
– José Leite Ferreira, de 75 anos. Eminente pioneiro do município de Cutias.
– Manoel de Jesus Alves, de 69 anos – agricultor do município de Tartarugalzinho.

Medalhas Notável Edificador do Amapá
Os contemplados com as medalhas Notável Edificador do Amapá, do Memorial Amapá foram:

– Sol Elarrat Canto
– Fernando José Rocha Oliveira Leite
– Dorimar Marques Monteiro
– Edgar Tadeu de Matos Tostes
– Nilson Montoril de Araújo
– Albertina Guedes
– João Alberto Rodrigues Capiberibe
– Jocy Furtado de Oliveira
– Luiz Melo Ferreira
– Dayse Maria Campos do Nascimento
– Ranolfo Ferreira Gato
– Maria Rita Moraes Goebel
– Paulo Tarso Silva Barros
– Wank Santos do Carmo

(Texto e fotos: Julio Miragaia)

Exposição Amazônia será apresentada pela primeira vez no Brasil nesta terça (14)

Indígenas da etnia Ashaninka, no Acre. Foto: Sebastião Salgado/philharmoniedeparis.fr/reprodução

A grandiosidade da floresta amazônica, sua diversidade e a necessidade de preservação serão temas exclusivos da quinta reunião do Observatório do Meio Ambiente do Poder Judiciário, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) amanhã, terça-feira (14/9), às 14h. Na primeira apresentação ao público brasileiro da sua exposição internacional “Amazônia”, o fotógrafo Sebastião Salgado mostrará 200 grandes painéis fotográficos sobre a região amazônica em reunião por videoconferência que será transmitida ao vivo pelo canal do CNJ no YouTube.

Entre as fotografias, estão imagens pouco conhecidas do país, de matas, rios e montanhas da Amazônia, a exemplo do Monte Roraima, localizado na tríplice fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana e cuja fauna e flora ainda são um mistério para a humanidade. A exposição inclui ainda imagens de tribos indígenas que habitam a Amazônia, em um modo de vida ancestral associado à natureza.

A exposição foi inaugurada em maio deste ano na Filarmônica de Paris e seguirá para outras cidades, incluindo Londres, Roma, São Paulo e Rio de Janeiro. As fotos foram tiradas entre 2013 e 2019 durante viagens do fotógrafo à Amazônia em um registro estético que representa uma continuidade do trabalho “Gênesis”, sobre áreas do planeta ainda preservadas da ação humana.

Proteção ambiental
A apresentação do fotógrafo brasileiro de reconhecimento internacional e membro do Observatório do Meio Ambiente ocorre em meio à crescente preocupação, no Brasil e no exterior, com a conservação da Amazônia. Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em agosto deste ano, a região registrou mais de 28 mil focos de calor, o terceiro maior número para meses de agosto desde 2010, abaixo apenas de 2019 e de 2020, refletindo a escalada do desmatamento e de atividades ilícitas como garimpo ilegal e contrabando de madeira.

O Poder Judiciário tem sido um aliado nas ações de preservação do meio ambiente e conservação da Amazônia. E tem reforçado seu compromisso por meio de uma série de medidas adotadas pelo CNJ e pela Justiça nos últimos anos para aprimorar a tutela ambiental.

A criação do Observatório do Meio Ambiente, em novembro do ano passado, é uma dessas medidas e está voltada para viabilizar diagnósticos, dar visibilidade a boas práticas, formular políticas e implementar projetos que auxiliem a atividade jurisdicional de combate à degradação do ecossistema. Integrado por representantes do poder público e da sociedade civil, o Observatório tem o objetivo de se tornar um núcleo de referência no acompanhamento e disseminação de dados, informações, instrumentalização de pesquisas, estudos, análises e debates.

Também são ações coordenadas pelo CNJ, a adoção da Agenda 2030 na Justiça, com a incorporação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as 169 metas da Agenda de Sustentabilidade das Nações Unidas, a criação de meta nacional em 2021 para impulsionar dos processos ambientais pelos tribunais brasileiros e o lançamento da plataforma SireneJud, uma ferramenta de integração de dados do CNJ, cartórios de registro de imóveis e outras bases de informações sobre florestas públicas e temas relacionados ao meio ambiente.

Fonte: Agência CNJ de Notícias

Amanhã é Dia da Cachaça. Aprenda a fazer a famosa gengibirra

O Dia Nacional da Cachaça é celebrado nesta segunda-feira (13), em alusão a liberação da fabricação e venda do produto no Brasil. A data é marcada pelo simbolismo cultural, que remete à identidade brasileira.

No Dia da Cachaça, gengibirra mostra o empreendedorismo feminino atrelado às manifestações culturais afromacapaenses
Por Aline Paiva

A gengibirra, principal bebida à base de cachaça da nossa cultura, está enraizada no coração dos macapaenses. Isso porque ela representa as manifestações tradicionais do Amapá, em especial o Marabaixo. Nesta segunda-feira (13), Dia Nacional da Cachaça, ela é a protagonista desta reportagem especial.

A gengibirra é feita com base da raiz gengibre, água, açúcar e cachaça. A bebida embala as manifestações marabaixeiras, sendo reconhecida como patrimônio imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Receita de família
Nosso néctar está presente durante o Ciclo do Marabaixo, festividade regada a fé e devoção à Santíssima Trindade e ao Divino Espírito Santo.  Também pode ser encontrado no Mercado Central e nas diversas feiras produzidas pela Prefeitura de Macapá. Lugares em que a professora e marabaixeira Laura Ramos, de 47 anos, comercializa sua gengibirra, produzida com uma receita que é herança de família.

A gengibirra nasceu com o Marabaixo, assim como Dona Laura, que é bisneta do mestre Julião Ramos e neta de Benedita Guilerma Ramos, a Tia Biló, precursores da cultura no Amapá. A integrante da Associação Folclórica Raimundo Ladislau trabalha há mais de 20 anos com gengibirra, receita que aprendeu com a avó.

“Por ser a neta mais velha, aprendi tudo com a minha avó. Não tínhamos ralador, então ela furava latas para podermos ralar as raízes de gengibre. Daí deixávamos de molho. Nessa época, não levava aguardente, o teor alcoólico vinha do processo de fermentação.  Depois de coada, era acrescentada açúcar, e muito antes da vovó, os mais velhos usavam mel de abelha’’, conta Dona Laura.

Segundo a professora, o processo iniciava uns 20 dias antes da programação do Ciclo do Marabaixo. O período era necessário para uma fermentação eficaz. “A gengibirra tradicional precisava desse tempo. A fermentação deixava o sabor meio cítrico, diferente do que conhecemos na atualidade. A gengibirra da vovó ainda tinha um diferencial, pois ela colocava uns cravinhos da índia para dar um toque no sabor’’, explica.

Como fazer
Para os marabaixeiros, a bebida significa resistência através de suas raízes culturais. Cada pessoa possui seu formato de preparo. Todos embasados aos conhecimentos adquiridos com as famílias tradicionais que iniciaram essa cultura.

“A gengibirra tem uma função dentro das rodas de marabaixo. Ela não surgiu no intuito de embebedar ninguém. A bebida surgiu com a finalidade de manutenção das cordas vocais dos cantadores na hora de puxar os ladrões. Na época dos meus bisavôs não existiam equipamentos de sonorização. E tem momentos que o marabaixo amanhece, e haja garganta para cantar das 16h até de manhã’’, relembra Dona Laura.

Nos tempos atuais, em uma explicação mais rápida, o preparo da bebida inicia com a higienização e corte da gengibre. Após esse processo, a planta é batida com água no liquidificador. Em seguida, a mistura é peneirada e o líquido restante é misturado a açúcar e cachaça. Depois de pronta, precisa ser refrigerada, pois costuma ser servida gelada.

Gengibirra Marabaixeira
Laura iniciou a comercialização no Encontro dos Tambores e hoje vende através das mídias digitais, principalmente agora com a pandemia do coronavírus. A empreendedora é dona da marca Gengibirra Marabaixeira, reconhecida pelo sabor diferenciado, dotado de ancestralidade. As encomendas podem ser feitas através do telefone (96) 99152-6894.

“Não vendo o meu produtor por vender. Me preocupo mesmo em fazer desse dele um elemento representativo da cultura do marabaixo, por meio de um olhar empreendedor. A gengibirra acima de tudo precisa trazer lucro para dentro das casas tradicionais’’, finaliza.

Que tal curtir o feriado no Bioparque?

Que tal aproveitar o feriado de 7 de Setembro no Bioparque?
O Bioparque da Amazônia funciona de quarta a domingo, mas a Prefeitura decidiu abri-lo nesta terça-feira para que as pessoas possam curtir o feriado contemplando a natureza, fazendo trilhas e esportes radicais.
O funcionamento será das 9h às 17h e todos os visitantes pagarão meia-entrada no valor de R$ 5,00. “O objetivo é proporcionar um momento de lazer para a população durante o feriado nacional”, informou a Prefeitura de Macapá.(Fotos: Max Renê)

Uma pracinha para os pets

Inaugurada sábado, a pracinha dos cães e gatos tem uma arena de livre circulação com gramado e alambrado, calçamento, bebedouro, lixeiras para recolhimento das fezes dos animais, iluminação em led, bancos e um canteiro para contemplação e acessibilidade.

Localizada no bairro Jardim Marco Zero, ao lado do Céu das Artes, na zona sul. A obra foi executada pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Semob) e orçada em R$ 251 mil, sendo R$ 250.501,00 provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Vinicius Gurgel.
(Fotos: Divulgação)

Prefeitura inaugura sábado uma pracinha pet

A Prefeitura de Macapá vai inaugurar sábado, as 17h na Av. Ivaldo Alves Veras, 1118 – Jardim Marco Zero, uma praça pública para animais domésticos. Ela servirá para recreação, passeio e prática de esporte de animais de estimação.

A pracinha pet contará com arena de livre circulação com gramado e alambrado, duas áreas sensoriais (uma com piso em areia e outra com piso em seixo), bebedouro, lixeiras para recolhimento das fezes dos animais, iluminação em led e  canteiro.

Sábado tem feira quilombola em Macapá

Prefeitura de Macapá, Coordenação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Amapá (Conaq/AP), Equipe de conservação da Amazônia (Ecan) e União dos Negros (UNA) realizam neste sábado (4) a 1ª Feira Quilombola Cadeia Produtiva: Geração de Renda Criativa.

Dezenove comunidades participam da feira comercializando  produtos artesanais, farinha, tucupi, açaí, tapioca, molhos de pimenta, hortifruti, gengibirra, biojoias e moda-afro, na sede da União dos Negros do Amapá das 8h30 as 19h.