Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Nosso almoço de Páscoa

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 04/04/10 as 5:41 pm

Pratos à base de bacalhau e camarão rosa e um filé ao molho madeira,  ovos e coelhinhos de chocolate, creme de graviola e muito amor e afeto.
A família quase toda reunida na casa da mana Alcilene para celebrar a Páscoa. Quase toda porque o mano Zoth e alguns sobrinhos não moram em Macapá. Fizeram falta, assim como a segunda família de nosso pai.
Mas foi um domingo abençoado, alegre, terno e doce. Do jeito que devem ser todos os dias.
Antes do almoço, uma oração pedindo que Deus abençoe e ilumine sempre não só a nossa família, mas toda a humanidade.

Manos Alcione e Alcilene: pratos temperados com amor

Pra você

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 04/04/10 as 1:07 am

Desejo que teu Domingo de Páscoa seja abençoado, lindo, alegre e doce

Artigo dominical

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 04/04/10 as 1:02 am

Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo?
Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá

Se quisermos saber como tudo começou com a fé cristã sempre teremos somente uma resposta: com a morte e a ressurreição de Jesus. O resto: ritos, escritos, organização, história e tradição vieram depois. Isto significa também que a Páscoa de Jesus é o centro e a novidade da fé cristã. Não se entenderia “o resto” sem a luz da ressurreição.
Esta boa notícia foi espalhada de toda forma e de todo jeito. Com gritos de exultação,  cantos de festa, relatos surpreendentes. Não foi fácil, e nem nunca o será, falar de algo como a ressurreição de Jesus que não está ao nosso alcance imediato, porque não faz parte da nossa experiência do dia a dia, ao contrário da morte, companheira de viagem desde o início da nossa caminhada neste mundo. A ressurreição é uma novidade absoluta porque não é a simples volta à mesma vida anterior. É algo totalmente novo também como foi totalmente nova a morte de Jesus na cruz, conclusão anunciada de uma vida oferecida por amor.
Paulo, o primeiro a escrever sobre Jesus somente fala da sua morte e ressurreição. Na prática apresenta os últimos três dias da vida de Cristo. Nenhum discurso, nenhuma parábola, nenhum milagre. Marcos, o evangelho mais curto, relata um pouco dos últimos três anos da vida de Jesus.  Nada de nascimento, infância, vida escondida. Somente Lucas e Mateus tentaram reconstruir a vida dele desde o início. João vai mais além e precisaria uma explicação específica. É fácil entender que, se tudo começou com os relatos da paixão, morte e ressurreição, é porque lá estava a notícia que podia iluminar e dar esperança à vida e à morte de todos os seres humanos.
Esta notícia deveria, de fato, nos surpreender e nos deixar desestabilizados a respeito de muitas das nossas certezas tão comuns. A primeira é a nossa morte. Organizamos nossas vidas nos detalhes, segundo critérios materiais: saúde, sucesso, poder, dinheiro, vida segura e tranqüila. Tudo bem palpável, mensurável. Dificilmente nos organizamos neste mundo pensando no outro, confiando em outros valores.
Porém, se tivermos a graça de acreditar na ressurreição de Jesus muda completamente o horizonte de nossa vida. Podemos pensar mais longe, muito mais longe. Os verdadeiros tesouros serão aqueles recolhidos junto de Deus, obras de bem e de paz. A avaliação da nossa vida não será sobre a posição ocupada, as atividades desenvolvidas, os bens acumulados neste mundo, mas será sobre o bem feito, inclusive sem saber a quem e sem cálculos, na total gratuidade e generosidade. O grande amigo pronto para nos acolher e nos dar vida nova será justamente Jesus, vencedor da morte, do mal, do egoísmo e do ódio.
Conta uma velha historinha que três grupos de amigos vão nos acompanhar na hora da nossa morte. O primeiro grupo vai garantir o melhor enterro deste mundo, com tudo o que de bom e de melhor um enterro pode ter. Contudo este grupo de amigos vai pedir desculpa por não nos poder acompanhar além da porta do cemitério. São as riquezas, com o seu poder e seu alcance limitado. O segundo grupo de amigos é formado pelos familiares, parentes e amigos. Estes vão acompanhar o caixão dentro do cemitério, mas vão se desculpar também porque não poderão ir além do túmulo. Ficaremos sozinhos, na hora da morte, na hora da passagem e do julgamento?  Ainda tem um terceiro grupo de amigos: são as obras de bondade, estas vão dizer para nós que sim, podem nos acompanhar além do túmulo, elas serão a única bagagem que poderemos levar. O bem feito por amor, o carinho doado sem interesse, a solidariedade oferecida pela alegria de ajudar, serão o melhor e único tesouro que terá valor na outra vida. Foi o que o grande amigo Jesus nos ensinou, foi o que ele viveu até o fim, num amor total, tão grande que somente Deus podia amar assim esta humanidade desgarrada e confusa.
Se acreditarmos, a ressurreição de Jesus muda todos os nossos critérios. O derrotado aos olhos do mundo, agora é o vencedor. O espetáculo de crueldade transformou-se em cantos de festa e de alegria. Um amor assim venceu as garras da morte. Esta é e sempre será a boa notícia da Páscoa. Esta é a fé dos cristãos. É pegar ou largar. Se fingirmos acreditar, nunca faremos, de verdade, a experiência da vida nova de Jesus.