Impeachment -Roteiro da sessão final

29 de agosto, 9h

DEFESA DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF
A presidente tem 30 minutos (prorrogáveis a critério do presidente da sessão). Após o questionamento dos senadores, Dilma Rousseff pode optar por responder ou não às perguntas.

Cada senador tem 5 minutos para questionar a presidente afastada.

Advogados de acusação e de defesa terão o mesmo tempo.

DISCUSSÃO
A acusação inicia a discussão, depois a defesa e, então, é franqueada a palavra para cada senador, na ordem de inscrição.
Acusação e defesa : 1h30

Réplica: 1h

Tréplica: 1h

Senadores: 10 minutos cada
ENCAMINHAMENTO

O presidente da sessão lê o relatório resumido,
com os fundamentos da acusação e da defesa.

Podem usar a palavra 2 senadores favoráveis à condenação e 2 senadores favoráveis à absolvição por até 5 minutos cada.

VOTAÇÃO
Nominal e eletrônica

SIM ou NÃO à pergunta: Dilma Rousseff cometeu os crimes de responsabilidade?**

Caso o relatório pela condenação receba 54 votos “SIM” (ou dois terços da composição do Senado), a presidente perde o cargo e o presidente interino é empossado definitivamente. Caso não atinja esse número de votos, o relatório será arquivado e a presidente reassumirá o cargo.
PROVIDÊNCIAS DE ACORDO COM O RESULTADO
Ricardo Lewandowski lavra e lê a sentença
Resolução do Senado
Os senadores assinam a sentença e é feita a comunicação oficial à presidente afastada e ao presidente interino.

Fonte: Agência Senado

O Dia D de Dilma

Com o fim dos depoimentos das oito testemunhas apresentadas pela acusação e pela defesa, os senadores completaram, no sábado (27), a primeira fase da sessão de julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade. Nesta segunda-feira (29), às 9h, deve ter início um dos momentos mais importantes do julgamento: o comparecimento de Dilma ao Senado para falar pessoalmente aos senadores. Essa será a primeira vez que a presidente afastada se manifestará no processo de impeachment. Até agora, a defesa tem sido conduzida por seu advogado e ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Dilma terá 30 minutos — prorrogáveis a critério do presidente da sessão, Ricardo Lewandowski — para apresentar seus argumentos aos senadores, que poderão questioná-la por cinco minutos cada um. A presidente afastada, entretanto, pode, a seu critério, responder ou não as perguntas. Para acompanhá-la neste momento, além de Cardozo, Dilma convidou ex-ministros, assessores e aliados do Partido dos Trabalhadores, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Seus convidados serão acomodados numa das duas galerias laterais do Plenário.

(Agência Senado)

A Favela no futebol amapaense

cb_sao_jose-ap-5O São José – que já foi um timaço – nasceu no meu querido bairro da Favela. A sede era ali na Leopoldo Machado esquina com a Presidente Vargas.

Depois levaram o Sanjusa para o Laguinho 😥

Como hoje o São José completa 70 anos de fundação, parabenizo seus atletas, ex-atletas, dirigentes e torcida e  reproduzo a crônica do Sapiranga publicada neste blog em agosto de 2009.

A Favela no futebol amapaense
Milton Sapiranga Barbosa, especial para o blog

Sim, no tempo do amadorismo de priscas eras, o bairro  da Favela  tinha  dois  clubes  disputando os campeonatos organizados pela Federação Amapaense de Desportos(FAD).

Um era o São José, do seu Messias, onde jogavam, entre outros, Bulhosa, Pantera, Jurandino (Carudo), Justo, Raminho e Mosquito, cuja sede ficava na esquina da Leopoldo Machado com a Presidente Vargas, mas um acordo entre Messias e Humberto Santos, levou o São José  para o bairro do Laguinho.

O outro era o Araguary Esporte Clube, sendo que este não tinha sede, a turma se reunia na casa de um dos atletas, escolhida aleatoriamente. Nesse tempo, Araguary e Fazendinha era o grande clássico da segunda divisão (Santa Cruz, Primavera, Guarany, depois Ypiranga e Santana, sem esquecer o Atlético Latitude Zero, também  integraram a segundona da FAD).

Sempre que Araguary e Fazendinha se encontravam o Glicerão ficava apinhado de gente. Mauro, Abiezer, Beto, Barata, Bento, Carneiro, Dioneto, Elionay, Ferramenta, Peteca e Palito (um carvoeiro bom de bola, que chegava sempre em cima da hora para jogar, pois antes precisava desmanchar suas caieiras)   e  Nolasco, eram alguns  dos integrantes do Araguary Futebol Clube. Pelo Fazendinha, destacamos Zezé (um goleiraço), Marinheiro, Flávio Góes, Valdir  e seu irmão Papaarroz (um cracaço, que batia penalty de letra) e Estrela.

Eu  gostava de estar entre a rapaziada do Araguary para ouvir as  histórias  das viagens que o time fazia pelo hinterland amapaense. Nolasco,  meu vizinho, era um jogador razoável, mas muito bom para contar histórias e rápido  para  fazer uma paródia, fosse qual fosse a situação, senão vejamos: certa vez, numa excursão a Mazagão, no tempo  em só se chegava ao município por via marítima, Nolasco não  foi  escalado de saída no time que iria  enfrentar a seleção mazaganense. Terminado o primeiro tempo, começa o segundo e o Nolasco no banco de reservas. Jogo já no final do segundo tempo, eis que ele  é chamado  para substituir um companheiro,  ele se negou e saiu-se  com essa : “eu fui  em Mazagão/ fiquei encabulado/ pois só comi feijão e ainda fui barrado./ quando jogo estava pra terminar / técnico veio me chamar pra entrar lá no gramado/ eu não sou doido e também não sou maluco/ pra entrar lá no gramado e jogar  cinco minutos.”

Doutra feita, eles  se reuniram e metidos na roupa de domingo, foram  a  uma  festa    no bairro do Laguinho (aquela época, já rivalizando com o bairro da Favela, por causa do Marabaixo e do boi bumbá). Todo mundo alinhado, festa animada, muita cocota no salão e eles de fora olhando, pois  o porteiro não deixou eles entrarem. Aí o Nolasco criou uma musiquinha, que tinha um trecho que dizia assim: “Fui numa festa lá no Mestre Julião/ deu meia noite o baile vai começar/  se  é  do Laguinho o porteiro manda entrar/ se é da Favela ele faz voltar”.

O  Araguary  é do tempo que se dava chagão (jogar a bola por um lado do adversário e correr pelo outro e contiuar a jogada – hoje drible da vaca), do avião ( hoje chapéu, lençol), por baixo da saia ( hoje entre as canetas), do xilique (joelhada forte na coxa do oponente e doía uma barbaridade (hoje chamam tostão). O Araguary e seus  integrantes, suas histórias e paródias são lembranças de minha infância feliz viviva no meu querido bairro da Favela.

Publicado em: Esporte Ir para o Post
  • No momento em que o país vive um clima de beligerância política e o nosso estado, bom deixa pra lá… nada mais salutar, ler as cronicas do Milton Barbosa, descortinando com beleza, simplicidade e riquezas de detalhes, o cotidiano de um tempo feliz, como diria a música do Ataulfo Alves.

    • AGORA ME FEZ LEMBRAR MILTON SAPIRANGA BARBOSA , EM UMA DE NOSSAS PESCARIAS EM QUE NOSSO CARRO SAIU DA ESTRADA , MILTON SE LEMBROU OS TEMPOS DE SÃO JUSA , OS TEMPOS DE MARABAIXO , OS TEMPOS EM QUE EXISTIA O FAVELÃO EO FAVELINHA , TIME DO QUAL EU ERA O PONTEIRO DIREITO, FICO MUITO FELIZ EM LER CRONICAS DO MILTON BARBOSA, PARABENS ALCINEA.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Do senador Paulo Paim:

“Aprendi na vida que os grandes homens da história defendem causas e ideias. Já os medíocres simplesmente atacam as pessoas.” (Senador Paulo Paim, agora no Twitter)

Entre aspas

“Às vezes parece que o Lewandowski, por mandato constitucional, está presidindo um hospício” (Senador Renan Calheiros)

Intrafegável

garimpoEstá assim o ramal do Lourenço. A chuvas que castigam a região deixaram o ramal intrafegável e distrito ficou isolado do resto do município. Raimundo Piaba – que é líder comunitário de lá – disse que dia desses uma mulher que estava grávida acabou dando à luz na estrada por causa de tanto sacolejo do carro.

garimpo1

(Fotos: Juvêncio Laurindo)

Publicado em: Geral Ir para o Post
  • Me lembro dessa estrada quando comecei a trabalhar para Mineração Novo Astro. Era desse mesmo jeito, na década de oitenta. Só depois de um bom tempo a Mineração assumiu a manutenção. Aí virou uma boa estrada, ao comando de mestre Fininho, um dos melhores patroleiros que conheci.
    Certa vez um amigo que ganhava a vida comprando e vendendo boi em pé, levou para a vila de Lourenço, em um velho Dodge 3/4, quatro vacas. Mas a chuva estragou a estrada e filas de caminhões chegaram a passar oito dias para chegar à vila. Meu amigo foi um deles, infelizmente apenas com juma vaca. As outras comeram na estrada, durante os oito dias parados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigo – A Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do Amapá

A Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do Amapá
Por Paulo Bezerra*

                   Ontem (25/08/2016), a Rede Amazônica de Televisão veiculou uma reportagem na qual o Desembargador Raimundo Vales conclamou a sociedade amapaense a rever o orçamento da Assembleia Legislativa do Amapá que é de 161 milhões de reais para atender 24 deputados estaduais e 110 servidores efetivos. O Desembargador afirmou, ainda, que o Tribunal de Contas do Estado do Amapá deve desempenhar o seu papel constitucional de fiscalizar o Poder Legislativo estadual, de onde são desviados milhões de reais.

Essa é a primeira vez que um agente político de tal envergadura faz crítica tão contundente sobre o Continue lendo

Publicado em: Artigo Ir para o Post
  • Não entendi esse desembargador, primeiro ele inocenta mais de 90% dos denunciados de desvios depois diz que na Assembleia tem muito dinheiro e estão roubando.

  • Concordo com o Desembargador, é um absurdo esse orçamento da Assembleia, e nem queira comparar o orçamento do judiciário que tem inúmeros funcionários concursados e não assessores como é cheia a assembleia sem falar das inúmeras comarcas espalhadas pelo Estado, queria que os funcionários do judiciário comparassem seus salários com o executivo para eles verem quanto ganham bem, esse deputados deveriam tomar vergonha na cara e realizar concurso publico.

  • E o orçamento do TJAP? Isso ele não fala, servidores em greve e juízes com auxílio moradia sem necessidade alguma….e por aí vai….

  • O desembargador tem toda a razão. Esse festival com o orçamento publico, começou logo após o o governo de Aníbal Barcellos, seguindo a máxima de São Francisco: é dando que se recebe.
    E como o pecado da gula é uma característica do ser humano, a cada exercício foram aumentando seus percentuais, num desenfreado apetite, digno das orgias da Roma de Nero.
    Mas não se iludam, caros cidadãos, nem só o legislativo está estribado de grana: todos os poderes participam da farra. Esbanjam, gastam nababescamente. Na verdade são corporativos, no final defendendo cada um o interesse do outro.
    Aqui nesse estado Ali Babá e seus quarenta ladrões(aqui podemos acrescentar ou retirar), são cidadãos de respeito.

  • Parabéns ao Desembargador que teve coragem e audácia de manifestar sua indignação com tanta falta de caráter dos “nossos parlamentares”. Bando de salteadores dos cofres públicos. Verdadeiros ladrões do povo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agenda dos candidatos – 26/08

Sexta-feira – 26 de agosto

Ruy Smith – PSB
8h – Entrevista ao programa radiofônico Luiz Melo Entrevista
16h – Visita nas áreas de ressaca do Canal do Jandiá
19h – Lançamento da campanha de um candidato a vereador na sede do PSB
20h – Reunião com lideranças e comunitários do bairro do Laguinho

Aline Gurgel – PRB
19h as 22h – Reunião com militância

Dora – Coligação É mais Macapá
15h às 17h – Caminhada no Igarapé da Fortaleza
19h às 22h – Reunião com Lideranças de Bairro.

Promotor Moisés (PEN)
09h as 12h – Reunião com empresários do Agronegócio e Pecuária.
Local: Espaço 51 localizado na Rua Hamilton Silva, esquina com Mendonça Furtado.
17h – Reunião com o Pastor da Força Jovem.
Local: Espaço 51.
18h – Reunião com Inspetores da Guarda Municipal.
Local: Espaço 51.
19h – Reunião com Lideranças do Vereador Afonso.
Local: Bairro do Araxá.

A assessoria dos demais candidatos não enviou a agenda