Leia a íntegra do discurso de Dilma

A presidenta afastada Dilma Rousseff acaba de discursar no plenário do Senado nesta última fase do processo de impeachment.
Dilma discursou por cerca de 45 minutos.

Confira a íntegra do discurso de Dilma do Senado:

“Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal Renan Calheiros,
Excelentíssimas Senhoras Senadoras e Excelentíssimos Senhores Senadores,
Cidadãs e Cidadãos de meu amado Brasil,

No dia 1o de janeiro de 2015 assumi meu segundo mandato à Presidência da República Federativa do Brasil. Fui eleita por mais 54 milhões de votos.

Na minha posse, assumi o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, bem como o de observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.

Ao exercer a Presidência da República respeitei fielmente o compromisso que assumi perante a nação e aos que me elegeram. E me orgulho disso. Sempre acreditei na democracia e no Estado de direito, e sempre vi na Constituição de 1988 uma das grandes conquistas do nosso povo.

Jamais atentaria contra o que acredito ou praticaria atos contrários aos interesses daqueles que me elegeram.

Nesta jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade.
Até porque, como todos, tenho defeitos e cometo erros.
Entre os meus defeitos não está a deslealdade e a covardia. Não traio os compromissos que assumo, os princípios que defendo ou os que lutam ao meu lado. Na luta contra a ditadura, recebi no meu corpo as marcas da tortura. Amarguei por anos o sofrimento da prisão. Vi companheiros e companheiras sendo violentados, e até assassinados.
Na época, eu era muito jovem. Tinha muito a esperar da vida. Tinha medo da morte, das sequelas da tortura no meu corpo e na minha alma. Mas não cedi. Resisti. Resisti à tempestade de terror que começava a me engolir, na escuridão dos tempos amargos em que o país vivia. Não mudei de lado. Apesar de receber o peso da injustiça nos meus ombros, continuei lutando pela democracia. Continue lendo

Ironia

Ironia  (Paulinho da Viola)

Jogam pra mim
Um sorriso de ironia
Sabem que a minha alegria
Terminou
Quero fugir não consigo
Sinto meu peito ferido
Envolvido por esse amor.

Algo no meu rosto denuncia
Que perdi minha alegria
Meu amor me disse adeus
Não sei como alguém fica contente
Quando sabe que a gente
Não esquece o que perdeu.

Impeachment -Roteiro da sessão final

29 de agosto, 9h

DEFESA DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF
A presidente tem 30 minutos (prorrogáveis a critério do presidente da sessão). Após o questionamento dos senadores, Dilma Rousseff pode optar por responder ou não às perguntas.

Cada senador tem 5 minutos para questionar a presidente afastada.

Advogados de acusação e de defesa terão o mesmo tempo.

DISCUSSÃO
A acusação inicia a discussão, depois a defesa e, então, é franqueada a palavra para cada senador, na ordem de inscrição.
Acusação e defesa : 1h30

Réplica: 1h

Tréplica: 1h

Senadores: 10 minutos cada
ENCAMINHAMENTO

O presidente da sessão lê o relatório resumido,
com os fundamentos da acusação e da defesa.

Podem usar a palavra 2 senadores favoráveis à condenação e 2 senadores favoráveis à absolvição por até 5 minutos cada.

VOTAÇÃO
Nominal e eletrônica

SIM ou NÃO à pergunta: Dilma Rousseff cometeu os crimes de responsabilidade?**

Caso o relatório pela condenação receba 54 votos “SIM” (ou dois terços da composição do Senado), a presidente perde o cargo e o presidente interino é empossado definitivamente. Caso não atinja esse número de votos, o relatório será arquivado e a presidente reassumirá o cargo.
PROVIDÊNCIAS DE ACORDO COM O RESULTADO
Ricardo Lewandowski lavra e lê a sentença
Resolução do Senado
Os senadores assinam a sentença e é feita a comunicação oficial à presidente afastada e ao presidente interino.

Fonte: Agência Senado

O Dia D de Dilma

Com o fim dos depoimentos das oito testemunhas apresentadas pela acusação e pela defesa, os senadores completaram, no sábado (27), a primeira fase da sessão de julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade. Nesta segunda-feira (29), às 9h, deve ter início um dos momentos mais importantes do julgamento: o comparecimento de Dilma ao Senado para falar pessoalmente aos senadores. Essa será a primeira vez que a presidente afastada se manifestará no processo de impeachment. Até agora, a defesa tem sido conduzida por seu advogado e ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Dilma terá 30 minutos — prorrogáveis a critério do presidente da sessão, Ricardo Lewandowski — para apresentar seus argumentos aos senadores, que poderão questioná-la por cinco minutos cada um. A presidente afastada, entretanto, pode, a seu critério, responder ou não as perguntas. Para acompanhá-la neste momento, além de Cardozo, Dilma convidou ex-ministros, assessores e aliados do Partido dos Trabalhadores, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Seus convidados serão acomodados numa das duas galerias laterais do Plenário.

(Agência Senado)

A Favela no futebol amapaense

cb_sao_jose-ap-5O São José – que já foi um timaço – nasceu no meu querido bairro da Favela. A sede era ali na Leopoldo Machado esquina com a Presidente Vargas.

Depois levaram o Sanjusa para o Laguinho 😥

Como hoje o São José completa 70 anos de fundação, parabenizo seus atletas, ex-atletas, dirigentes e torcida e  reproduzo a crônica do Sapiranga publicada neste blog em agosto de 2009.

A Favela no futebol amapaense
Milton Sapiranga Barbosa, especial para o blog

Sim, no tempo do amadorismo de priscas eras, o bairro  da Favela  tinha  dois  clubes  disputando os campeonatos organizados pela Federação Amapaense de Desportos(FAD).

Um era o São José, do seu Messias, onde jogavam, entre outros, Bulhosa, Pantera, Jurandino (Carudo), Justo, Raminho e Mosquito, cuja sede ficava na esquina da Leopoldo Machado com a Presidente Vargas, mas um acordo entre Messias e Humberto Santos, levou o São José  para o bairro do Laguinho.

O outro era o Araguary Esporte Clube, sendo que este não tinha sede, a turma se reunia na casa de um dos atletas, escolhida aleatoriamente. Nesse tempo, Araguary e Fazendinha era o grande clássico da segunda divisão (Santa Cruz, Primavera, Guarany, depois Ypiranga e Santana, sem esquecer o Atlético Latitude Zero, também  integraram a segundona da FAD).

Sempre que Araguary e Fazendinha se encontravam o Glicerão ficava apinhado de gente. Mauro, Abiezer, Beto, Barata, Bento, Carneiro, Dioneto, Elionay, Ferramenta, Peteca e Palito (um carvoeiro bom de bola, que chegava sempre em cima da hora para jogar, pois antes precisava desmanchar suas caieiras)   e  Nolasco, eram alguns  dos integrantes do Araguary Futebol Clube. Pelo Fazendinha, destacamos Zezé (um goleiraço), Marinheiro, Flávio Góes, Valdir  e seu irmão Papaarroz (um cracaço, que batia penalty de letra) e Estrela.

Eu  gostava de estar entre a rapaziada do Araguary para ouvir as  histórias  das viagens que o time fazia pelo hinterland amapaense. Nolasco,  meu vizinho, era um jogador razoável, mas muito bom para contar histórias e rápido  para  fazer uma paródia, fosse qual fosse a situação, senão vejamos: certa vez, numa excursão a Mazagão, no tempo  em só se chegava ao município por via marítima, Nolasco não  foi  escalado de saída no time que iria  enfrentar a seleção mazaganense. Terminado o primeiro tempo, começa o segundo e o Nolasco no banco de reservas. Jogo já no final do segundo tempo, eis que ele  é chamado  para substituir um companheiro,  ele se negou e saiu-se  com essa : “eu fui  em Mazagão/ fiquei encabulado/ pois só comi feijão e ainda fui barrado./ quando jogo estava pra terminar / técnico veio me chamar pra entrar lá no gramado/ eu não sou doido e também não sou maluco/ pra entrar lá no gramado e jogar  cinco minutos.”

Doutra feita, eles  se reuniram e metidos na roupa de domingo, foram  a  uma  festa    no bairro do Laguinho (aquela época, já rivalizando com o bairro da Favela, por causa do Marabaixo e do boi bumbá). Todo mundo alinhado, festa animada, muita cocota no salão e eles de fora olhando, pois  o porteiro não deixou eles entrarem. Aí o Nolasco criou uma musiquinha, que tinha um trecho que dizia assim: “Fui numa festa lá no Mestre Julião/ deu meia noite o baile vai começar/  se  é  do Laguinho o porteiro manda entrar/ se é da Favela ele faz voltar”.

O  Araguary  é do tempo que se dava chagão (jogar a bola por um lado do adversário e correr pelo outro e contiuar a jogada – hoje drible da vaca), do avião ( hoje chapéu, lençol), por baixo da saia ( hoje entre as canetas), do xilique (joelhada forte na coxa do oponente e doía uma barbaridade (hoje chamam tostão). O Araguary e seus  integrantes, suas histórias e paródias são lembranças de minha infância feliz viviva no meu querido bairro da Favela.

Publicado em: Esporte Ir para o Post
  • No momento em que o país vive um clima de beligerância política e o nosso estado, bom deixa pra lá… nada mais salutar, ler as cronicas do Milton Barbosa, descortinando com beleza, simplicidade e riquezas de detalhes, o cotidiano de um tempo feliz, como diria a música do Ataulfo Alves.

    • AGORA ME FEZ LEMBRAR MILTON SAPIRANGA BARBOSA , EM UMA DE NOSSAS PESCARIAS EM QUE NOSSO CARRO SAIU DA ESTRADA , MILTON SE LEMBROU OS TEMPOS DE SÃO JUSA , OS TEMPOS DE MARABAIXO , OS TEMPOS EM QUE EXISTIA O FAVELÃO EO FAVELINHA , TIME DO QUAL EU ERA O PONTEIRO DIREITO, FICO MUITO FELIZ EM LER CRONICAS DO MILTON BARBOSA, PARABENS ALCINEA.

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Do senador Paulo Paim:

“Aprendi na vida que os grandes homens da história defendem causas e ideias. Já os medíocres simplesmente atacam as pessoas.” (Senador Paulo Paim, agora no Twitter)

Entre aspas

“Às vezes parece que o Lewandowski, por mandato constitucional, está presidindo um hospício” (Senador Renan Calheiros)

Intrafegável

garimpoEstá assim o ramal do Lourenço. A chuvas que castigam a região deixaram o ramal intrafegável e distrito ficou isolado do resto do município. Raimundo Piaba – que é líder comunitário de lá – disse que dia desses uma mulher que estava grávida acabou dando à luz na estrada por causa de tanto sacolejo do carro.

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(Fotos: Juvêncio Laurindo)

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  • Me lembro dessa estrada quando comecei a trabalhar para Mineração Novo Astro. Era desse mesmo jeito, na década de oitenta. Só depois de um bom tempo a Mineração assumiu a manutenção. Aí virou uma boa estrada, ao comando de mestre Fininho, um dos melhores patroleiros que conheci.
    Certa vez um amigo que ganhava a vida comprando e vendendo boi em pé, levou para a vila de Lourenço, em um velho Dodge 3/4, quatro vacas. Mas a chuva estragou a estrada e filas de caminhões chegaram a passar oito dias para chegar à vila. Meu amigo foi um deles, infelizmente apenas com juma vaca. As outras comeram na estrada, durante os oito dias parados.

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Artigo – A Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do Amapá

A Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do Amapá
Por Paulo Bezerra*

                   Ontem (25/08/2016), a Rede Amazônica de Televisão veiculou uma reportagem na qual o Desembargador Raimundo Vales conclamou a sociedade amapaense a rever o orçamento da Assembleia Legislativa do Amapá que é de 161 milhões de reais para atender 24 deputados estaduais e 110 servidores efetivos. O Desembargador afirmou, ainda, que o Tribunal de Contas do Estado do Amapá deve desempenhar o seu papel constitucional de fiscalizar o Poder Legislativo estadual, de onde são desviados milhões de reais.

Essa é a primeira vez que um agente político de tal envergadura faz crítica tão contundente sobre o Continue lendo

Publicado em: Artigo Ir para o Post
  • Não entendi esse desembargador, primeiro ele inocenta mais de 90% dos denunciados de desvios depois diz que na Assembleia tem muito dinheiro e estão roubando.

  • Concordo com o Desembargador, é um absurdo esse orçamento da Assembleia, e nem queira comparar o orçamento do judiciário que tem inúmeros funcionários concursados e não assessores como é cheia a assembleia sem falar das inúmeras comarcas espalhadas pelo Estado, queria que os funcionários do judiciário comparassem seus salários com o executivo para eles verem quanto ganham bem, esse deputados deveriam tomar vergonha na cara e realizar concurso publico.

  • E o orçamento do TJAP? Isso ele não fala, servidores em greve e juízes com auxílio moradia sem necessidade alguma….e por aí vai….

  • O desembargador tem toda a razão. Esse festival com o orçamento publico, começou logo após o o governo de Aníbal Barcellos, seguindo a máxima de São Francisco: é dando que se recebe.
    E como o pecado da gula é uma característica do ser humano, a cada exercício foram aumentando seus percentuais, num desenfreado apetite, digno das orgias da Roma de Nero.
    Mas não se iludam, caros cidadãos, nem só o legislativo está estribado de grana: todos os poderes participam da farra. Esbanjam, gastam nababescamente. Na verdade são corporativos, no final defendendo cada um o interesse do outro.
    Aqui nesse estado Ali Babá e seus quarenta ladrões(aqui podemos acrescentar ou retirar), são cidadãos de respeito.

  • Parabéns ao Desembargador que teve coragem e audácia de manifestar sua indignação com tanta falta de caráter dos “nossos parlamentares”. Bando de salteadores dos cofres públicos. Verdadeiros ladrões do povo!

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