Era por volta de 18h30 quando três homens em duas motos, de placas NEU 7142 e NEY 2068,  pararam na frente da Prodam, entraram e empunhando dois revóveres 38 e uma pistola .40 novinha anunciaram o assalto.
Havia seis pessoas na loja, entre funcionários, o proprietário e uma estudante de Pedagogia que havia entrado ali para comprar um pen-drive.
Quando iam saindo com o produto do roubo foram surpreendidos com a chegada de uma viatura da PM. Então correram de volta pra dentro da loja e fizeram as seis pessoas de refens.
Ninguém sabe quem acionou a Polícia. O proprietário da loja diz que não foi ele.
Em poucos minutos chegou uma viatura da Polícia Civil e logo em seguida outras  foram chegando e cada vez mais policiais. Era o Bope, Corpo de Bombeiros, Ambulâncias…
Lá dentro, os assaltantes miravam na cabeça dos refens.
Do lado de fora, a polícia tentava negociar e o povo se aglomerava nas esquinas torcendo para que nenhum refem fosse baleado e que os bandidos fossem presos.


Eram centenas de pessoas. Afinal, assalto com refem não é coisa comum em Macapá. Então quando a notícia se espalhou muita gente correu pra lá pra ver de perto. A Prodam fica no centro da cidade, numa das principais ruas, a Leopoldo Machado. A Polícia isolou a área interditando o trânsito.
Para liberar os reféns, os assaltantes pediam a presença da imprensa, advogados, promotores, coletes à prova de bala e comida. Queriam também um rádio para saber o que estava sendo noticiado.

Repórter Olívio Fernandes ao telefone com um dos assaltantes

Um deles ligou para o repórter policial Olívio Fernandes, do programa Rota 16, dizendo que o trio toparia se entregar mas desde que emissoras de televisão cobrissem ao vivo a ação. Seria uma garantia de que não seriam espancados pela Polícia. “A gente só quer sair numa boa“, disse. Olívio Fernandes informou que naquela hora era impossível alguém fazer cobertura ao vivo e pediu que não machucassem nenhum refém.
Os coronéis Matias (PM) e Miranda (Corpo de Bombeiros), o Major Rômulo e os delegados da Polícia Civil Celso e Allan foram os responsáveis para negociar com os bandidos.

Foram duas horas de negociação. A Polícia localizou as esposas dos assaltantes e levou-as para conversar com eles. Uma delas, estava com o filho bebê no colo.
Logo depois da conversa, o trio resolveu se entregar. Abriu mão de comida, rádio, cobertura ao vivo,  e fez apenas uma exigência: se entregaria para a Polícia Civil e não para o Bope.

O coronel Matias e o Major Rômulo deram a garantia de que se eles entregassem as armas, o Bope nem chegaria perto deles. Acordo fechado, um por um os bandidos foram entregando as armas. Depois de revistados e algemados foram colocados no camburão da Polícia e levados para o Ciosp. E o povo – que não arredou pé do local até o final da ação – aplaudiu os policiais.

MAIS:
Os bandidos são conhecidos por Rodrigo, Jerry e Franci Deibe

Uma moça que estava na loja (não sei se cliente ou funcionária) conseguiu se esconder e em nenhum momento teve contato com os bandidos.

A Polícia disse que o proprietário da loja durante toda a ação manteve a calma e que isso foi muito importante para a segurança dos reféns.

Cinco rapazes foram detidos pela Polícia às proximidades da Prodam, suspeitos de ligação com os assaltantes. A  informação é que eles conversavam com os assaltantes pelo celular contando tudo que estava ocorrendo do lado de fora.

Na negociação com os bandidos dois irmãos: o delegado Celso e o Major Rômulo.