Poesia, luz, ação! Poema de Herbert vira filme

herbertO poema “Cidade à Contraluz”, do poeta amapaense Herbert Emanuel (foto), em parceria com o poeta curitibano Jiddu Saldanha, ganha versão para o cinema. O filme que faz parte do projeto Cinema Possível, que integra a linguagem do cinema à literatura, ao teatro e às artes visuais, estreia em Macapá nesta quarta-feira (7), às 19h25, no Centro de Difusão Cultural João Batista de Azevedo Picanço. O curta integra a Mostra Quintessência da 13º edição do Festival Imagem-Movimento (FIM).

Para Herbert Emanuel, o filme é uma extensão da palavra poética. “Nos causa uma alegria radiante ver um poema que pensamos com palavras materializar-se, também, como imagem-movimento. Com certeza, um acréscimo vigoroso à parceria”, afirma o poeta.

O curta-metragem que também foi dirigido pelos poetas, foi finalizado em 2014 e, nos transporta para uma metrópole caótica da América Latina, onde uma mulher de vermelho, sofisticada mistura suas lembranças com os contrastes e a solidão da cidade, ao mesmo tempo em que busca entender seus próprios sentimentos mais profundos. Enigmática, salta do lúdico para o poético em fração de segundos e libera uma misteriosa sensualidade dramática, como se estivesse à busca de algo mais, talvez um certo inconformismo faz com que ela vague pela cidade, à procura de um sentido, para sua própria existência.

Segundo Emanuel, o curta busca instigar o público a procurar as inúmeras possibilidades artísticas em meio a metrópole. “As nossas cidades, sejam as que nascemos ou as que inventamos, são possibilidades a serem exploradas de todas as formas artísticas”, conclui Emanuel.

O curta-metragem foi produzido em sociedade com a prestigiada Escola de Cinema Darcy Ribeiro e Grupo Teatro Trupiniquim, ambos do Rio de Janeiro e, já foi assistido por mais de 300 pessoas. “Cidade à Contraluz nos revela imagens vestidas de poesia. O poema, que por si só é belíssimo, capturado pelas lentes de Jiddu, resultou em formas e trilhas sombreadas de uma cidade/mulher em toda a sua completude. O poema ganha movimento, cor e dramaticidade, transformando-se em um belo filme”, elogia o goiano cinéfilo e haijin (praticante de haicais, que é um tipo de poesia), Luiz Gustavo.

(Karen Pimenta)

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