Cultura, memória e lazer – Governo inaugura Parque da Residência sexta-feira, 29

O Governo do Amapá se prepara para entregar à população um novo e emblemático espaço de cultura, lazer e memória. O Parque Residência será inaugurado na próxima sexta-feira, 29, em Macapá, consolidando-se como um dos principais pontos turísticos e culturais do estado e um marco na valorização da identidade amapaense.

Mais do que a requalificação de um espaço histórico, o projeto representa um investimento estratégico da gestão estadual na preservação da memória coletiva e no fortalecimento do sentimento de pertencimento da população.

“É algo tão importante que já se tornou um fato histórico. É isso que nós queremos: aguçar a criatividade, a imaginação e o sentimento de pertencimento e amor pelo Amapá. Tudo isso será contado por cada elemento desse espaço, reunindo histórias desde a década de 1940 até os dias atuais”, afirmou o governador Clécio Luís.

Um espaço para viver a história do Amapá

O Parque Residência foi concebido para proporcionar uma experiência imersiva ao público. Ao todo, o local contará com seis salas de exposições, que irão apresentar desde os primeiros registros da formação do estado até acontecimentos mais recentes, conectando gerações por meio da história.

Um dos grandes atrativos do parque será o conjunto de peças históricas em exposição aberta ao público. O destaque vai para o avião Embraer EMB 110 Bandeirante, que marcou uma época no desenvolvimento do estado ao realizar mais de 200 missões governamentais entre as décadas de 1980 e 1990.

A aeronave, que recentemente percorreu as ruas de Macapá em um translado histórico acompanhado por estudantes e moradores, agora passa a integrar o acervo permanente do parque. Ao lado dela, estarão também uma locomotiva, vagões de passageiros e de minério, compondo um cenário que resgata diferentes ciclos econômicos e sociais do estado.

O espaço também valoriza o conhecimento tradicional. Uma das exposições será dedicada aos “Mestres dos Saberes”, com destaque para a carpintaria naval do Elesbão, prática ancestral que representa o modo de vida das comunidades ribeirinhas.

Outra ala será voltada à história da comunicação pública, reunindo documentos e registros da Imprensa Oficial, evidenciando a evolução institucional do estado ao longo das décadas.

Novo cartão-postal do Amapá

Previsto no Plano de Governo, o Parque Residência é a retomada de um espaço que estava fechado há aproximadamente 10 anos, considerado um símbolo da história amapaense.

A antiga casa do governador tem 9 mil metros quadrados e está localizado na Rua Cândido Mendes, no Centro de Macapá, próximo à orla da cidade. O projeto conta com galeria de arte, praça de alimentação, espaços de exposições, áreas de empreendedorismo, anfiteatro e outros equipamentos culturais.

Com a inauguração, o estado dá um passo importante na valorização de sua história e na construção de um futuro que reconhece e preserva suas raízes. O Parque Residência surge, assim, como um convite aberto para que todos conheçam, vivenciem e se reconectem com a essência do povo amapaense.

(Secom/GEA)

Samba Sou promove edição especial de Dia das Mães

No próximo 8 de maio, a partir das 21h, a Casa Lisboa, em Macapá, recebe mais uma edição do projeto Samba Sou, comandado pelo cantor Alan Yared, em uma noite especial dedicada ao Dia das Mães.

Com proposta elegante e acolhedora, o evento une música ao vivo, boa gastronomia e um repertório repleto de clássicos da música brasileira, em uma experiência pensada para celebrar a data de forma afetiva e memorável.

No palco, Alan Yared interpreta sucessos de grandes nomes como Cartola, Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Alcione, Pixinguinha, Benito de Paula, Paulinho da Viola, entre outros artistas que marcaram gerações e seguem presentes na memória do público.

A edição especial busca oferecer ao público uma alternativa diferenciada para homenagear as mães: uma noite de encontro, emoção e boa música em um dos espaços mais charmosos da capital amapaense.

Serviço
Samba Sou – Especial Dia das Mães
📍 Casa Lisboa – Rua Tiradentes, 304, Centro – Macapá
📅 8 de maio
🕘 21h

Reservas de mesas e informações
📲 (96) 98122-4968 – Espia Produções

Espetáculo “Arandu Histórias Indígenas ”,

Macapá recebe, na próxima terça-feira (31), às 18h30, o espetáculo “Arandu Histórias Indígenas ”, protagonizado pela artista Lucia Tucuju, reconhecida nacionalmente por sua atuação na literatura indígena, performance, teatro e outras expressões artísticas. A apresentação acontece na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, no centro da capital, com entrada gratuita e classificação livre.

O espetáculo propõe ao público uma vivência sensível e imersiva de histórias indígenas, conduzida pelo olhar atento da artista, que compartilha saberes ancestrais por meio da arte da narrativa.

A programação inclui ainda uma roda de conversa ao final do espetáculo, com mediação da poeta e escritora Claudia A. Flor D’Maria, promovendo um espaço de troca, escuta e reflexão sobre as histórias apresentadas.

“Levar ‘Arandu Histórias Indígenas’ ao público é uma forma de fortalecer nossas memórias e saberes ancestrais, criando pontes entre culturas e gerações por meio da arte e da escuta”, destaca Lucia Tucuju.

Natural do Amapá e de origem indígena, do povo Galibi-Marworno, Lucia Tucuju é especialista em Literatura Infantil e Juvenil pela Universidade Cândido Mendes (UCAM) e acumula uma trajetória marcada por importantes reconhecimentos. Entre eles, projetos contemplados pela Lei do ISS por sete anos consecutivos e participações em iniciativas como Infâncias Plurais do Itaú (2021) e o Fomenta Festival (2025).

Professora, escritora, narradora de histórias, roteirista e atriz, a artista também integra a Academia Internacional de Letras do Brasil e o coletivo Mulherio das Letras Indígenas. Atua como conselheira do Movimento Plurinacional Wayrakunas do Brasil, com o qual conquistou o Prêmio Jabuti, e leciona Literaturas Indígenas em cursos de pós-graduação em Relações Étnico-Raciais.

No audiovisual e nos palcos, destacou-se com o monólogo “Arandu – Lendas Amazônicas”, apresentado em unidades do CCBB, e no filme “Ricos de Amor 2”, da Netflix. De origem indígena do povo Galibi Marworno, também realizou a performance “EU SOU VOCÊ”, em turnê por Madrid e Rio de Janeiro.

Serviço:

Espetáculo: Arandu Histórias Indígenas
Data: 31 de março
Hora: 18h30
Local: Biblioteca Pública Elcy Lacerda – Rua São José, Centro, Macapá/AP
Entrada: Gratuita

(Mary Paes)

VI Semana Amapaense de Teatro começa domingo

Neste domingo, 29 de março, o Coletivo de Artistas, Produtores e Técnicos em Teatro e Artes do Estado do Amapá (CAPTTA) dá início à VI Semana Amapaense de Teatro, que segue até o dia 5 de abril. A abertura da programação será realizada no Teatro Municipal Sílvio Romero, em Santana, com a apresentação dos espetáculos H-Urbanizados, do Grupo Âmago de Danças Contemporâneas, e Chica Fulô de Mandacaru, da Companhia Casa Circo.

Ao longo da semana, o evento transforma as cidades de Macapá e Santana em verdadeiros palcos vivos. Teatros, praças, escolas, feiras e até espaços urbanos ociosos tornam-se territórios de encontro, afeto e imaginação. A proposta é democratizar o acesso à arte, convidando o público a ocupar e ressignificar a cidade por meio do teatro.

Mais do que uma programação cultural, a Semana Amapaense de Teatro propõe uma experiência coletiva. Durante o período, cada esquina pode se transformar em plateia, e cada cidadão é convidado a redescobrir a arte presente no cotidiano. Toda a programação é gratuita.

Para Claudio Silva, membro do Conselho Diretor do CAPTTA, o coletivo atua há 18 anos fortalecendo o fazer teatral no estado. “Mais do que teatro, fazemos desse ofício nossa morada, trincheira e portal para a imaginação e o ativismo social. Ocupar o espaço público é ocupar a cidade com arte, afeto e cidadania. É lembrar que o teatro não vive apenas sob refletores, mas respira onde o povo está”, enfatiza.

O projeto também reforça o papel da cultura como direito. O evento se apresenta como um convite à celebração da cidadania cultural e à valorização das artes como bens públicos, defendendo o acesso democrático à beleza, à reflexão e à expressão artística.

Espetáculos de abertura

– “H-Urbanizados”
Na floresta urbanizada, os habitantes moldam suas próprias gaiolas e passam a disputar entre si pela sobrevivência, mesmo que isso custe a liberdade. Surge, então, o “ser H-urbanizado”: um humano que resiste à expropriação de si e da natureza, insurgindo-se contra forças que aprisionam corpos e esgotam a terra.
Elenco: Aline Pires, Amanda Galvão, Gabriella Furtado, Guilherme Santos e Letícia Paixão.
Direção: Pablo Sena.

– “Chica Fulô de Mandacaru”
Criado em 2018, o espetáculo da Companhia Casa Circo aborda questões sociais, identidade e raça, com foco na crítica aos casamentos arranjados, ainda presentes em contextos amazônicos. A montagem propõe uma reflexão sobre a emancipação feminina por meio da linguagem teatral, aliando discurso potente e qualidade estética. Atriz: Ana Caroline. Direção: Jones Barsou.

A Semana Amapaense de Teatro é realizada pelo CAPTTA, em parceria com a Associação Ói Nóiz Akí, a Central de Produção Colaborativa (CPC), o Programa Nacional dos Comitês de Cultura no Amapá e a Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult-AP).

Serviço

Abertura da VI Semana Amapaense de Teatro
Data: 29 de março (domingo)
Hora: 18h
Local: Teatro Municipal Sílvio Romero
Endereço: Rua General Ubaldo Figueira, bairro Nova Brasília, Santana (AP)

(Mary Paes)

88 anos do nascimento do bailarino Rudolf Nureyev

Nascimento de Rudolf Nureyev em 17/03/1938 [Rudolf Khametovich Nureyev foi um bailarino e coreógrafo russo. Nascido a bordo de um trem na ferrovia Transiberiana na Rússia Soviética, transformou-se num dos mais celebrados bailarinos do século XX e o primeiro astro masculino da dança desde Vaslav Nijinsky. Aos 15 anos, Nureyev começou a treinar profissionalmente no estúdio de ballet recém-inaugurado, no teatro local, e começou a ganhar dinheiro como um extra, progredindo rapidamente para o corpo de baile. Nureyev fez o teste para a Academia de Ballet Bolshoi, bem como para a Academia Vaganova de Kirov, e, embora aceito por ambos, ele escolheu Vaganova. Nureyev tornou-se diretor do Paris Ópera Ballet em 1983 e começou a investir na Companhia com novos bailarinos, novas produções e estúdios aprimorados. Embora tenha adoecido, ele continuou a trabalhar. Seu trabalho coreográfico final foi uma produção de La Bayadere (1992). Na estreia, ele surpreendeu o público ao aparecer na cortina. E assim foi a sua despedida, que foi super emotiva, apoiado por ambos os lados: público e Companhia. Nureyev morreu em 6 de janeiro de 1993, em Levallois-Perret, França.

(Paulo Tarso Barros)

Espetáculo

A Orquestra Tarumã e o Grupo Brilho de Fogo apresentaram um lindo espetáculo durante a solenidade de entrega do Plano Municipal de Turismo de Pedra Branca.
“O Plano Municipal de Turismo possui diversos programas, projetos, ações e indicadores, com destaque para o turismo étnico (indígena), ecoturismo e turismo de aventura. O Sebrae é parceiro para o fortalecimento do empreendedorismo local, por meio das atividades turísticas, dentre outras ações”, afirmou a superintendente, Alcilene Cavalcante.

Bate-papo com a poeta, contista e artesã Lucynantes

O bate-papo de hoje é com Genniffer Moreira, cujo nome artístico é Lucynantes. Além de poeta e contista, ela  é artesã. Faz amigurumis, crochê, tricô e  bordados. Tudo muito lindo e delicado.
E mais: Lucynantes é mestre de Reiki desde 2015, terapeuta holística e  tarôloga.
Começou a escrever aos 7 anos de idade e aos nove, ao ter um poema muito elogiado na escola onde estudava, decidiu que seria poeta.
Ela participa de várias antologias, entre as quais a  Antologia poética do Pena & Pergaminho com os poemas “É sobre o silêncio” e “Amor transbordante em azul” publicado em 2018; no livro Trilogia poética dos opostos existenciais faz o tomo Vida e Morte com o escritor e poeta Auridan publicado em 2016. Tem poemass publicados no Recanto das Letras e é autora do ebook Fragmentos.

Dito isto, vamos ao bate-papo:

Quais seus hábitos a escrever? ( à mão, direto no computador, celular? Tomando um cafezinho? Horário?)
Gosto de escrever a mão quando estou com tempo e silêncio, mas, na maioria das vezes escrevi no computador, celular, tenho o hábito de escrever quando estou tendo crises de ansiedade ou depressão, ao longo dos anos isso me ajudou a aliviar as crises.

Como brotam teus poemas e contos?
Algumas vezes na infância eu escutava vozes, sentia presenças e escrevia sobre isso, pequenos contos sobre fantasmas e visagens, mas, nunca publiquei e muita coisa se perdeu, depois em 2010 resolvi criar o blog Outra Alucinação para escrever nele crônicas e contos sobrenaturais, mas, sempre mantive no blog Alucinante as poesias que escrevi tanto as depressivas como as de espíritos que passavam mensagens mais louváveis. As palavras se formam na minha mente e sinto que preciso escrever para não esquecer.

O que você lia na infância?
Álvares de Azevedo, Fernando Pessoa, Mitos e lendas de Joseli Dias, Clarice Lispector, Bocage, Lord Byron, Anne Rice, entre vários mangás e quadrinhos de super heróis, turma da Mônica, em especial a turma do penadinho, Chico bento, eu lia tudo que encontrasse na biblioteca da escola, sempre gostei de ficar sozinha lendo livros no intervalo da escola.

Lembra qual o primeiro livro que leu?
Meu pai sempre lia para mim e tinha um livro que eu adorava que falava de lendas de indígenas, tinha uma lenda do curupira que era minha favorita, com desenhos lindos que eu sempre queria ficar vendo, mas, não lembro o nome do autor, era o meu livro favorito.

Cite um livro que te marcou muito.
Os sofrimentos do Jovem Werther de Goethe, fiquei praticamente obcecada por esse livro durante muitos anos, hoje ainda penso nele como um livro importante mas sem o exagero da adolescência.

Qual teu livro de cabeceira?
A Arte da Sabedoria,  de Baltasar Gracián.

Quais livros não podem faltar na tua estante?
Sonetos de Florbela Espanca, Lira dos Vinte anos de Álvares de Azevedo, Aurora de Nietzsche, Orgulho e Preconceito de Jane Austen, Arlequim, Servidor de Dois Amos de Carlo Goldoni.

Quais teus escritores prediletos?
Nicolai Gogol, Nietzsche, Carlo Goldoni, Florbela Espanca, Clarice Lispector, Álvares de Azevedo, Jane Austen, Baltasar Gracián, Fernando Pessoa, Sven Hassel.

Como  se descobriu poeta?
Quando criança, aos 9 anos, escrevi um poema numa atividade escolar e minha professora ficou falando para a turma toda sobre como era um poema lindo e bem escrito, as outras crianças não gostavam de escrever e gerou bullying mas eu passei a sentir que realmente era poeta e continuei escrevendo após isso com o sentimento de “talvez eu não tenha tanto talento para escrever prosa, mas, poemas sim”.

Como e quando começou a escrever?
Acredito que com 7 anos pois eu lia muito e escrevia sobre os livros que lia, mas, muita coisa se apagou da memória ao longo dos anos, sempre fui uma criança que adorava livros e palavras.

Escreve diariamente?
Passei uns anos sem escrever de 2018 a 2023, embora escrevesse rascunhos não queria mais ser uma escritora, me sentia só uma farsa fracassada, voltei a escrever em 2024 como desabafo da depressão, pensei muito em morrer e veio vívido na minha mente que eu queria publicar um livro meu solo antes de partir.

Precipícios
Lucynantes

No plural e com eloquência
A minha consciência
Organiza as evidências

Os dias são bordados
E as linhas tinham vários nós
Pintei respingos da chuva

As horas tem voado
E minha memória se esvaindo
Coleciona as agulhas esquecidas

Engoli o choro para fingir sorrisos
Abraçando essas dores indelicadas
Desviando dos meus precipícios

Existe um vão no peito
O remédio é o desejo
Impresso nos olhos

Querer se amortecer
Dentro de um precipício
A leve pluma do eu adormecida.

Bailarino amapaense se apresenta no tradicional Théâtre de Moulins

O talento da dança amapaense ganhou projeção internacional nesta semana. Há três meses em intercâmbio artístico na França, o bailarino e coreógrafo Pablo Sena, natural de Macapá, estreou ontem, terça-feira (16), no tradicional Théâtre de Moulins com o espetáculo “Olga, a Pequena Garota da Neve”, produção da Academia de Coreografias de Moulins. As apresentações seguem hoje  e amanhã, totalizando cinco sessões e com expectativa de público de aproximadamente 3 mil pessoas.

A experiência de Pablo Sena na Europa teve início por meio de um intercâmbio com o coletivo Original Bomber Crew, do Piauí, realizado durante a Bienal de Dança de Lyon — iniciativa que, nesta edição, destacou e promoveu a valorização da dança brasileira em solo francês. Após um mês de residência artística, o bailarino foi selecionado para integrar a Académie Chorégraphique de Moulins, consolidando sua inserção no circuito profissional europeu.

No espetáculo, Pablo assume os principais papéis masculinos da montagem e apresenta duas variações emblemáticas do balé clássico internacional, como “O Corsário” e “O Príncipe Désiré”, evidenciando domínio técnico, potência interpretativa e presença cênica.
Inspirado em lendas russas, o espetáculo conduz o público a um universo de conto de fadas. A narrativa acompanha Olga, uma garota nascida da neve, dona de um coração de gelo, que vive nos céus com seus pais — Inverno e Primavera — e sonha em conhecer a Terra. Durante sua jornada, ela descobre a amizade, o afeto e a possibilidade de transformação, culminando em um desfecho mágico na noite de Natal, quando a personagem assume forma humana.

“É um espetáculo que atravessa gerações. Entre danças cintilantes, fogueiras embaladas pelo som da Kalinka e a atmosfera natalina do Palácio de Inverno de São Petersburgo, a obra encanta crianças, jovens e adultos, com trilha sonora de grandes compositores da corrente romântica”, destaca Pablo Sena.

Trajetória que atravessa fronteiras

Cofundador do Grupo Âmago, Pablo construiu uma carreira marcada pela valorização da identidade cultural amazônica e por atuações de destaque no cenário nacional e internacional. Recentemente, foi premiado no Festival Internacional de Dança de Goiás e no Encontro Pan-Americano de Dança da Amazônia. Também representou o Brasil em intercâmbio artístico com o Instituto de Formação Artística de Montevidéu, no Uruguai, e integrou o Palco Giratório 2025, do Sesc, como convidado do seminário do projeto, realizado em Porto Alegre (RS).

Para o artista, a estreia na Europa simboliza mais do que um novo capítulo profissional: é a celebração de duas décadas dedicadas à arte.

“Essa experiência tem um valor imensurável para mim. Marca um momento muito especial da minha trajetória: a celebração de 20 anos de dedicação à arte e à cultura. Sou um artista nascido e criado no Laguinho, um dos bairros mais tradicionais de Macapá, território de forte identidade cultural. Minhas raízes estão no samba, no carnaval, na toada e nas quadras juninas, onde iniciei minha vida artística”, ressalta.

Ele reforça ainda o peso simbólico de ocupar palcos históricos europeus levando consigo a memória coletiva de sua terra.

“Chegar hoje a um palco na Europa e dançar grandes balés de referência mundial é motivo de profundo orgulho, não apenas pessoal, mas coletivo. Cada passo carrega a memória de quem veio antes, de quem sonhou, lutou e abriu caminhos. Minha dança é também um gesto de ancestralidade”, conclui.

Palco histórico

As apresentações acontecem no Théâtre de Moulins, um dos mais tradicionais da França. A construção do edifício  teve início em 1839, após concurso vencido pelo arquiteto Hippolyte Duran, e foi inaugurada em 1847. De arquitetura neoclássica com decoração em estilo Renascença, o teatro é do tipo à italiana, possui capacidade para 800 espectadores e tem o teto assinado por Séchan, pintor da Ópera Garnier, em Paris.

Fotos: Arquivo pessoal Pablo Sena
Texto: Mary Paes

Diocese de Macapá celebra Santa Cecília com oficinas, tríduo e shows musicais

A Pastoral da Música da Diocese de Macapá promove uma programação especial em homenagem a Santa Cecília, padroeira dos músicos, para reunir fé, arte e espiritualidade em uma semana de celebrações. O evento, que integra a Semana do Músico Católico, começou ontem, 17, e se estende até o dia 22 de novembro, com oficinas formativas, tríduo, noites culturais e o Grande Show de Celebração dos Músicos da Diocese.

O momento tem como objetivo fortalecer a vivência da fé através da música litúrgica e celebrar o dom concedido aos que servem a Deus por meio do canto e dos instrumentos. De acordo com a coordenação da Pastoral da Música, a iniciativa busca não apenas homenagear os músicos católicos, mas também proporcionar momentos de partilha, formação e comunhão entre os diversos ministérios da Diocese.

Oficinas

As atividades iniciaram ontem com oficinas temáticas voltadas para formação musical e litúrgica, realizadas na Igreja São Pedro, a partir das 19h. Entre as temáticas estão piano, violão, áudio, introdução à leitura de partitura e canto, com a participação de professores e músicos locais.

Tríduo

O Tríduo em honra a Santa Cecília será celebrado de 19 a 21 de novembro, sempre às 18h30 com a novena e às 19h com a Santa Missa, na Catedral de São José de Macapá. Cada noite contará também com apresentações culturais, com a presença de ministérios e artistas da Diocese em apresentações musicais de louvor e adoração. Dom Antônio de Assis Ribeiro, bispo de Macapá, preside a missa na programação na sexta-feira (21).

O encerramento da programação acontece no dia 22 de novembro, data litúrgica de Santa Cecília, com a missa solene, seguida de um grande show musical com ministérios e bandas locais. O evento marca o ponto alto da Semana do Músico Católico e promete ser um momento de celebração, gratidão e unidade entre todos os que servem à Igreja através da música.

Programação Completa — Semana do Músico Católico

Oficinas Formativas
Local: Igreja São Pedro
Hora: 19h

Dias 17 e 18 de novembro
Piano – Prof. Ângela Pires
Violão – Prof. Jonirley
Áudio – Ulisses Pataka

Dia 18 de novembro
Introdução à leitura de partitura – Prof. Fredy Marino
Introdução ao canto – Prof. Sandra

Tríduo em Honra a Santa Cecília
Local: Catedral de São José
Novena: 18h30
Missa: 19h

Dia 19/11
Novena e Missa
Noite Cultural: Roniel Aires, Vozes do Redentor, Bruno Brito e Ministério RCC

Dia 20/11
Novena e Missa
Noite Cultural: Ednaldo & Keyla, Clayton Ataíde e Reticências Music

Dia 21/11
Novena e Missa Solene presidida por Dom Antônio de Assis
Noite Cultural: Rita Santos & Missão Celebrar, Sentinela do Norte, Missão Servos de Deus e Missão Emanuel

Festa de Santa Cecília — Show de Celebração dos Músicos
Dia: 22 de novembro
Hora: 20h
Local: Catedral de São José de Macapá
Após a missa, grande show musical com ministérios e bandas locais.

(Fonte: Portal da Diocese)

Os Talentos da Melhor idade: Experiências que Inspiram

Nos dias 27 e 28 na  CUFA – Central Única das Favelas (Rua São José, 1500 – Centro) será realizado o evento “Os Talentos da Melhor idade: Experiências que Inspiram” De acordo com os organizadores trata-se de uma amostra cultural que visa valorizar e enaltecer as habilidades artísticas e profissionais de pessoas com mais de 50 anos de idade.
E vai ter oficinas de escrita e costura criativa, roda de conversa com o tema “A vida começa aos 50”, homenagens e apresentações artísticas.
No dia 27 será das 15h as 18h; e no dia 28 das 17h as 23h.

Sarau Arte na Perifa leva literatura, poesia e cultura popular à Zona Norte

Com a proposta de aproximar a arte e a literatura das comunidades que têm pouco acesso a atividades culturais, o Sarau Arte na Perifa chega à Zona Norte, neste sábado (8), a partir das 17h, na Praça do bairro Jardim I (entrada do Curiaú). Com uma programação gratuita e diversa, o projeto busca levar cultura, poesia e contação de histórias para praças e logradouros públicos, incentivando o hábito da leitura e o prazer de ouvir e compartilhar histórias.

Para a idealizadora da iniciativa, a escritora Lu de Oliveira, “o projeto nasce da percepção de que muitos moradores não conseguem frequentar eventos culturais em locais fixos, seja por falta de transporte, segurança, tempo ou recursos. Por isso, o projeto propõe levar a arte até o público”, destaca.

Durante o evento, o público poderá conferir apresentações literárias e musicais que abordam temas como amizade, cultura popular, crenças, valorização da infância e dos afetos familiares, meio ambiente, inclusão social e combate à violência contra a mulher.

Além das atrações artísticas, o Sarau contará com um microfone aberto, onde qualquer pessoa poderá declamar poesias, ler suas próprias histórias ou compartilhar ideias.
Também haverá venda de livros de autores amapaenses, incentivando a leitura e o fortalecimento da produção literária local.

Programação
Contação de Histórias com Lu de Oliveira e Lohana Maciel
Intervenção Poética com Mary Paes e Ladio Gomes
Voz e violão com Jota Mambembe
Microfone Aberto
Feira Literária: venda de livros de autores amapaenses

(Texto: Mary Paes)