Festival Curta Teatro

A Cia. Ói Nóiz Akí em parceria com o CAPTTA – Coletivo de Artistas, Produtores e Técnicos em Teatro do Estado do Amapá, e o Colegiado do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), está realizando desde essa terça-feira, 19, até domingo, 24,  o VI Festival Curta Teatro.

O anfiteatro da Praça Chico Noé no bairro do Laguinho (Zona Norte de Macapá), é o palco principal da mostra competitiva de processos e experimentos cênicos de curta duração que consiste em apresentações artísticas de linguagens cênicas (teatro, dança, circo e outras), com duração de 10 a 15 minutos. Além da mostra competitiva, o Festival terá a participação de espetáculos convidados como forma de reconhecimento da produção local e incentivo aos intercâmbios e atividades formativas como a “Oficina: Ator – O Atleta do Coração”, que será ministrada por Richard Riguetti, do Grupo Off-Sina (RJ).

A Mostra inclui sete propostas selecionadas por meio de edital com abrangência nacional, onde os concorrentes passaram por uma seletiva durante o mês de março e agora continuam na competição que acontece durante o Festival.

Ao chegar a sexta edição, o Festival Curta Teatro se consolida entre os principais festivais de artes cênicas da Amazônia. Nas edições anteriores foram revelados espetáculos que posteriormente se projetaram no cenário regional e nacional, como é o caso, de “Se deixar, ela canta” (Cia. Cangapé), “A mulher do fim do mundo” e “Chica, Fulô de Mandacaru” da Cia. Casa Circo, que após o festival, prosseguiram nos circuitos regional, nacional e internacional, a exemplo do Amazônia das Artes e Palco Giratório do Sesc nos últimos anos.

No período crítico da pandemia da Covid-19, o Festival se manteve em formato virtual, mas agora com o retorno moderado das atividades culturais presenciais, a mostra ganha fôlego para uma nova etapa.

“Ao mesmo tempo em que se apresenta como marco, na retomada das ações presenciais das artes cênicas, o VI Festival Curta Teatro se consolida enquanto vitrine da produção local. Se por um lado foca na formação de plateia, por outro investe em atividades formativas, pensando no desenvolvimento desta cadeia produtiva. Com apenas 6 edições, já somos o festival mais longevo no Amapá, sendo o único da Região Norte a integrar a Rede Brasileira de Festivais de Teatro, conforme dados da Revista Brasileira de Economia Criativa e da Cultura, publicação do Núcleo de Estudos em Economia Criativa e da Cultura (NECCULT) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), motivo pelo qual devemos potencializá-lo!”, defende Claudio Silva, produtor do Festival. 

Dentre os convidados, destaca-se “Paulo Freire, o Andarilho da Utopia” monólogo do Grupo Off-Sina do Rio de Janeiro que chega ao Amapá para uma apresentação especial no sábado (23). A partir do legado deixado pelo mestre, que mostrou aos brasileiros a importância da luta pela dignidade humana, Richard Riguetti (ator), Luiz Antônio Rocha (encenação) e Junio Santos (dramaturgia) encenam a inspiradora vida do educador em montagem indicada ao Prêmio Shell de 2019 na categoria Inovação.

A peça acompanha a trajetória e os causos de um dos mais notáveis pensadores da história da educação mundial, misturando elementos das linguagens do teatro, do palhaço e do teatro de rua. A ideia é evidenciar na encenação a amorosidade de Paulo Freire e o profundo respeito ao diálogo e à aceitação das diferenças.

“Paulo Freire, o andarilho da Utopia”, aparece em nosso espetáculo como um menino, um astronauta, um professor, um brasileiro com sonhos e esperança. É no interior de Pernambuco, à sombra de uma mangueira, que nossa história começa. Um menino com um graveto na mão inicia o seu processo de leitura do mundo. É submetido à fome, tal qual grande parte da população brasileira. Na Infância da juventude, outra fome lhe ocupa o tempo: as palavras. E ele as devora como se fossem pedaços de comida. Foi essa a sua busca até́ a eternidade: as palavras. Através delas, e com elas, percorre territórios, tecendo uma pedagogia emancipadora e revoluciona a educação mundial — movido pelo desejo de liberdade de si e dos outros, de consciência política, de justiça e de superação dos obstáculos. Uma história que não tem fim, e por que será? “Paulo Freire, o andarilho da Utopia”, derrama no palco a trajetória e os causos de um dos mais notáveis pensadores da história da educação mundial.”  Sinopse de apresentação do  Grupo Off-Sina.

Na mostra competitiva, ao testemunhar o nascimento de verdadeiras obras de arte, o público só tem a ganhar. Os espetáculos participantes têm a oportunidade de levar para casa os troféus de reconhecimento nas categorias de Melhor Direção, Dramaturgia, Caracterização, Concepção Sonora, Atuação (Melhor Ator e Melhor Atriz – Protagonistas e coadjuvantes) e por fim, a tão cobiçada aclamação de Melhor Processo ou Experimento Cênico, com prêmio no valor de três mil reais e o Troféu Creuza Bordalo.

PROGRAMAÇÃO

21/ 04 – Quinta-feira

Espetáculos Convidados

19h – Novo Amapá (Cia. Supernova – AP)

19h30 – O Auto da Estrela Guia (Cia. De Arte Tucujú – AP)

22/04 – Sexta-feira

Espetáculo Convidado

19h – Uma Flor para Margarida (Cia. Os Paspalhões – AP) 

Mostra Competitiva

19h30 – Madame Jereba (Jéssica Ataíde-AP)

19h50 – Tecno-Palafítico (Cia. Casa Circo – AP)

20h10 – Malacabados (Cia. Trecos InMundos – AP)

23/04 – Sábado

Espetáculos Convidados

19h – Paulo Freire: O Andarilho da Utopia (Grupo Off-Sina – RJ)

20h – Chica Fulô de Mandacarú (Cia. Casa Circo – AP)

Dia 24/04 – Domingo

Atividade Formativa

“Oficina: Ator – O Atleta do Coração” (Grupo Off-Sina – RJ)

Espetáculo Convidado

19h – Floops (Cia. Trecos InMundos – AP)

Mostra Competitiva

19h30 – Olhos Vermelhos (Art Presença Cia. Teatral – AP)

19h50 – Urucum (Cia Supernova – AP)

20h10 – A Noite dos Cavalos (Cia. Támana Produções – AP)

20h30 – Mais Um Dia Com Ela (Compania El Nidi – AP)

(Texto: Paulo Rocha)

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