Os diversos tipos de espumantes do mundo

Os diversos tipos de espumantes do mundo
Renato Salviano

O Brasil é um país predominantemente quente e tropical. Justamente por isso, o consumo de espumantes é bem propício para espantar todo o calor que recebemos por aqui em determinadas épocas do ano e também para harmonizar com os mais diversos tipos de pratos.                                Espumantes: a bebida perfeita para espantar o calor

Pensando nisso, decidi falar um pouco sobre os tipos de espumantes do mundo. Claro que a intenção aqui é que você entenda de maneira clara e fácil o conteúdo repassado. Logo, evitarei a utilização de termos muito técnicos, bem como o aprofundamento sobre os métodos de produção.

De acordo com a legislação vigente em nosso país, um vinho é considerado espumante quando contém gás carbônico proveniente exclusivamente da segunda fermentação do vinho, que pode acontecer dentro de uma garrafa (Método Tradicional) ou de um tanque (Método Charmat). Neste momento, não vou me ater muito aos métodos de produção.    TIPOS DE ESPUMANTE: diferença está na região e método em que é produzido

Na primeira fermentação, comum a todos vinhos, o açúcar do mosto das uvas é transformado em álcool; na segunda, fermentos adicionados ao vinho base produzem o gás, que são aquelas borbulhas e que recebem o nome de PERLAGES, palavra de origem francesa e que remete às pérolas.                  PERLAGE: popularmente conhecidas como as borbulhas do espumante

Dito isso, precisamos entender a diferença entre um espumante, um champanhe, um prosecco e um cava.

Primeiramente, preciso deixar claro que: TODOS SÃO ESPUMANTES. Espumante, como dito, é todo vinho que sofreu uma segunda fermentação, onde fermentos adicionados ao líquido produzem gás carbônico. Logo, qualquer vinho que sofra uma segunda fermentação, independente da região onde ele esteja, será um ESPUMANTE.                  DÁDIVAS BRUT: exemplo de espumante brasileiro de muita qualidade

Então podemos dizer que o champanhe é um espumante? Sim, mas nem todo espumante é um champanhe. Isso porque só consideramos champanhe aquele espumante produzido na região de Champagne, na França. Além disso, nem todo espumante produzido nesta região pode ser chamado de champanhe: é preciso seguir diversas outras regras, como o uso de uvas específicas (obrigatoriamente chardonnay, pinot noir e pinot meunier), sempre ser produzido pelo método champenoise (tradicional), dentre outros. Champanhes costumam ser bem caros. Uma garrafa de KRUG, por exemplo, passa facilmente de 4 mil reais

Hoje podemos dizer que o champanhe é o tipo de espumante mais famoso do mundo, e também com os preços mais elevados, justamente por toda a criteriosidade que envolve sua produção. Uma garrafa de um bom champanhe de entrada não sai para nós aqui no Brasil por menos de R$ 500,00 (quinhentos reais), por exemplo.

Já o Prosecco é um espumante elaborado na região de Veneto e de Friuli Venezia Giulia, na Itália e compete, em popularidade, diretamente com o champanhe. A uva utilizada é a Glera, que antes de receber esse nome era chamada de… prosecco! Sua produção se difere do champagne por ter sua segunda fermentação em tanques de aço ao invés de dentro das próprias garrafas. Isto faz com que o sabor do prosecco seja mais suave e menos fermentado.

Prosecco geralmente é mais doce que a Champagne ou Cava, com bolhas maiores e mais espalhadas, com notas de maçã, pera, limão, florais e tropical. PROSECCO: espumante italiano deve sempre ser feito na região de Veneto, na Itália

Um dos maiores mercados consumidores de prosecco do mundo são os Estados Unidos. Muito disso se deu pela popularidade do drink APEROL SPRITZ, que utiliza em sua base, além de aperol e tônica, doses de prosecco, o que lhe causa um frescor e sabor sem igual.

      APEROL SPRITZ: drink ajudou a difundir o consumo de prosecco nos últimos anos

Também bastante conhecido, temos o espumante CAVA, feito da Denominação de Origem CAVA, na Espanha, com as variedades de uvas Macabeu, Parellada e Xarello, e em alguns casos com Chardonnay e Pinot Noir.

Apesar das uvas serem diferentes, o método utilizado para a produção da Cava é bem parecido com o do Champanhe. Assim como o champanhe, a segunda fermentação do Cava é feita dentro da própria garrafa. Por ficar menos tempo na segunda fermentação, a Cava tem notas cítricas, de melão, pêra e uma agradável acidez.

Agora que você já tem certa noção sobre alguns dos principais tipos de espumantes do mundo, que tal abrir uma garrafa e espantar o calor? Como dica, deixo aqui a seguinte informação: os espumantes bruts são uma ótima pedida de harmonização, combinando com os mais diversos tipos de pratos: churrasco, feijoada, maniçoba, petiscos, tábuas de frios e etc.

Em dúvida de qual espumante tomar? Quer conhecer mais sobre os tipos de espumantes e qual se encaixa melhor no seu jantar/evento? Procure uma loja de vinhos com sommelier a disposição! Ele é o profissional ideal para indicar o melhor vinho, para a ocasião necessária. Você pode entrar em contato comigo pelo Twitter @RenatoSalviano ou pelos Instagrams @RenatoSalviano e @BoutiqueVinhoeCia. Vai ser muito legal tirar suas dúvidas e conhecer suas experiências.
Até semana que vem!

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