Você já tomou vinho verde?

Você já tomou vinho verde?
Renato Salviano

O mundo dos vinhos vai muito além do Malbec argentino ou do Carménère chileno. Cada região produtora possui sua peculiaridade e pode produzir vinhos únicos. Quando uma região passa a produzir vinhos especiais e com particularidades, elas podem ganhar uma nomenclatura que chamamos de DENOMINAÇÃO DE ORIGEM, ou simplesmente D.O. (no caso de Portugal, a nomenclatura é D.O.C., que significa Denominação de Origem Controlada, mas que tem o mesmo significado e sentido da D.O.).

Dentre as diversas denominações de origem controlada de Portugal (são 14 ao total), um país produtor do velho mundo (para conhecer a diferença entre velho e novo mundo, verifique a coluna da semana passada clicando aqui ), está a REGIÃO DE VINHOS VERDES.             Todos os vinhos da Região de Vinhos Verdes deve conter um selo igual a este

Demarcada em setembro de 1908, esta região é a maior denominação de origem de Portugal e uma das maiores da Europa, possuindo mais de 24 mil hectares de área plantada e representando cerca de 15% da produção vitícola do país!

O produtor que decide fazer um Vinho Verde deve atender a diversas exigências, dentre elas: estar na região demarcada de Vinhos Verdes, elaborar de vinhos brancos, rosés e tintos dos tipos tranquilo e espumante. Os tranquilos devem ter um volume alcoólico entre 8,5% e 14% e os espumantes entre 10% a 15% de álcool.

Todos os vinhos devem ser elaborados exclusivamente com castas autóctones da região, são elas: as brancas Alvarinho, Arinto, Avesso, Loureiro, Azal, Batoca, Trajadura, e as tintas Vinhão, Alvarelhão, Amaral, Borraçal, Espadeiro, Padeiro, Pedral e Rabo de Anho. Vinhos brancos são os mais importantes da D.O.C., mas também encontramos rosés, tintos e espumantes

Embora tenha VERDE no nome, os vinhos desta denominação nada têm a ver com esta cor. São reconhecidos de lá, na verdade, os vinhos brancos, mas também, como já vimos, podem ser produzidos tintos e rosés. Portanto, sempre que ouvir falar em vinho verde, saiba que esta referência é em relação à denominação de origem, e não a cor do vinho, ok? Especialistas afirmam que o nome VINHOS VERDES vem da grande quantidade de vegetação do local

O mercado de vinhos verdes vem se aquecendo cada vez mais, e hoje já representa quase 70 milhões de euros! São vinhos, em sua maioria, leves, frescos e com acidez bem acentuada, podendo ainda ter um leve frisante. São bem florais e frutados, o que lhes tornam muito gastronômicos, podendo ser harmonizados com diversos tipos de comida.

Por falar em harmonização, dê preferência a pratos da culinária japonesa (sushi), frituras (bolinhos e salgadinhos, por exemplo), frutos do mar, peixe (aqui pode entrar inclusive o bacalhau)                      Muito aromáticos, os vinhos verdes são fáceis de harmonizar

Em dúvida de qual vinho verde escolher? Quer conhecer mais sobre esses e outros rótulos portugueses? Procure uma loja de vinhos com sommelier a disposição! Ele é o profissional ideal para indicar o melhor vinho para a ocasião necessária. Você pode entrar em contato comigo pelo Twitter @RenatoSalviano ou pelos Instagrams @RenatoSalviano e @BoutiqueVinhoeCia. Vai ser muito legal tirar suas dúvidas e conhecer suas experiências.
Até semana que vem!

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