31 de julho era dia de festa na nossa casa

Minha mãe, professora Delzuite Cavalcante, completaria hoje 83 anos. Nasceu em Belém. Veio novinha para o Amapá. Lecionou nas mais tradicionais escolas, como o Barão do Rio Branco e Alexandre Vaz Tavares. Foi a primeira professora do grupo escolar Coaracy Nunes. Trabalhou com Educação de Adultos, no centro Emílio Médici. Amante das artes e cultura, por muitos anos trabalhou no Departamento de Ação de Cultural da Secretaria da Educação. Faleceu em 1986.

Dia 31 de julho era festa em nossa casa o dia inteiro. E a mana Alcilene Cavalcante conta como era:
“Minha mãe era tão ativa, alegre e cheia de vida, que não consigo imaginá-la idosa. Como ela seria? Cabelos branquinhos? Acho que não. Com certeza pintaria. Fisicamente é difícil. Mas acho que seria uma idosa bem alegre, pertenceria com certeza a esses grupos da melhor idade e com eles viajaria muito.
Estaria conectada a internet e suas redes sociais, com toda certeza.

mamae

Minha mãe era super-moderna e antenada com novas tecnologias, até por que trabalhava muito, adquiria logo tudo o que facilitava sua vida.

31 de julho era dia de festa, alegria e muitas visitas em casa.
Logo pela manhã, chegava a D. França, mãe de sua grande amiga professora Idália, portuguesona bonita e tradicional, que chegava com seus mimos. No fim da tarde nossa vizinha D. Otília (a comadre Otília), quieta que só ela, mas como essas duas conversavam…E visitas e presentinhos de ex-alunos. A noite, muitas amigas professoras, com seus filhos. E o entra e sai dos amigos dos quatro filhos.
O cardápio era variado, mas sempre presente o inesquecível Camosquim de camarão, a famosa galinha picante (que nunca comi igual) e vatapá muito apimentado.
A casa tinha violeiro, o Zoth, que tinha que tocar “Minha História”, de Chico Buarque, sua música preferida.
Saudade… Mamãe.
Alcilene”

  • Parabéns. Emocionante. Quase a vejo, sem tê-la conhecido, mas vejo os reflexos dela. Um abraço a família.

  • Lindo o post, quem sabe que lá no plano espiritual a minha avó D. França, não foi fazer essa mesma visita.

  • Querida Alcinéa,

    De sua mãe, sei das estórias. Era madrinha de minha mãe. Também muito amiga de minha avó, professora Lucimar Brabo Alves. Neste momento, as duas devem confraternizar no plano espiritual, nossa verdadeira morada.

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