Potencial de óleos vegetais no combate a fungos é tema de seminário na Embrapa

Com o objetivo de verificar o potencial antifúngico dos óleos de copaíba, andiroba e cumaru sobre duas espécies de fungos (A. nomius e A. Fumigatus) presentes na castanha-da-Amazônia, e avaliar o grau de toxidade aguda em zebrafish, a pesquisadora Jurema do Socorro Azevedo Dias, da Embrapa Amapá, dedicou-se a observações e pesquisas de campo para elaborar a tese de doutorado intitulada “Potencial anti-fúngico dos óleos fixos de Copaifera sp., Carapa guianensis Aubl. e Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. sobre Aspergillus nominus Kurtzman, Horn & Hesseltine e Aspergillus fumigatus Fresenius isoladas de Bertholletia excelsa Humb. & Bompland e avaliação da toxidade aguda em Danio rerio“. Nesta terça-feira, 18/6, a partir das 9 horas, a pesquisadora vai apresentar um seminário sobre o tema, no auditório Marabaixo da Embrapa Amapá, em Macapá. O acesso é livre a todos os interessados no assunto.

O doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal foi realizado pela Universidade Federal do Amapá (Unifap), com orientação do professor doutor José Carlos Tavares Carvalho (Bionorte-Unifap, que compôs a banca examinadora junto com os professores doutores Brenda Lorena Sanchéz-Ortíz (Unam-México); Marcos Tavares Dias (Bionorte-Unifap); Ricardo Adaime da Silva (Bionorte-Unifap); e Adilson Lopes Lima (Embrapa).

Para realizar esse estudo, as sementes de castanha-da-Amazônia foram coletadas na Reserva Extrativista do Rio Cajari, Amapá (Laranjal do Jari/AP) e os experimentos realizados em laboratório. O material de copaíba foi coletado em uma área do assentamento Nova Canaã e da andiroba na Área de Proteção Ambiental da Fazendinha, diretamente do tronco. Quanto óleo do cumaru, foi coletado em trechos da rodovia Juscelino Kubitschek (perímetro Macapá-Fazendinha), utilizando prensa hidráulica a frio. O material está registrado junto ao Herbário do Instituto Estadual de Pesquisa e Tecnologia do Estado do Amapá (IEPA). A obtenção do óleo de andiroba, ressalta o texto da tese, foi realizada por meio do processo artesanal.

Como parte da conclusão da pesquisa, Jurema Dias enfatiza que tanto o óleo quanto a nanoemulsão do óleo de copaíba são potenciais inibidores do crescimento micelial dos fungos Aspergillus nomius e A. fumigatus.  Embora o óleo da copaíba adicionado de Tween 20, tenha apresenta maior efeito inibitório sobre o crescimento micelial destas espécies fúngicas, provavelmente pelo fato das concentrações utilizadas nas emulsões preparadas com o óleo, tenham sido muito menores do que as concentrações utilizadas no preparo das nanoemulsões com o mesmo óleo.

(Texto: Dulcivânia Freitas)

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