Adeus, amigo Bigu

Meu amigo Bigu era tão alegre, gostava tanto de festa, de beber um vinho ou cerveja com os amigos, rindo, contando piadas, fazendo rir. Tão alegre que escolheu um dia festivo para partir, hoje quando se comemora aniversário de criação do Amapá – terra que ele tanto amou – resolveu partir. Foi comemorar no céu. Talvez esteja até rindo da peça que pregou em nós (nunca vi o Bigu sério).

Engenheiro, delegado de polícia e professor, o magistério era sua grande paixão. Tanto que mesmo aposentado continuava dando aulas. Matemática é bicho de sete cabeças? Para quem aprendeu com Bigu, não. Não tinha quem não se apaixonasse por matemática se aprendesse com ele.

Há poucos dias, Bigu fez um cateterismo. Segunda-feira colocou dois stents. Parecia que tudo estava correndo bem, mas à noite passou mal e foi transferido para a UTI, ontem o quadro dele agravou-se e na manhã de hoje faleceu.

Seu corpo está sendo velado na Capela Santa Rita. Ainda não tive coragem de ir lá. Me dói ver um amigo morto. Mas vou. Não sei se vou chorar (já chorei em casa) ou sorrir. Bigu era tão alegre que lágrimas não combinam com ele.
O sepultamento será amanhã às 10h no cemitério São José (Buritizal).

Ah, Bigu, nós vamos sentir tanta falta de ti, principalmente naqueles encontros na casa do mano Alcione quando chegavas distribuindo alegrias e o papo varava a madrugada e haja histórias, causos, piadas… Pô, Bigu, por que tu tinhas que partir tão cedo assim, cara? Égua de ti. Nem vou mais falar escrever nada porque começo a chorar

Marli, minha querida, que Deus dê muita força a você e às meninas.

 

  • Ensinou para meu filho, também. Numa outra fase de nossas vidas.
    Fomos garotos juntos, na Tiradentes, bebemos juntos, brigamos juntos, estudamos juntos e aprendemos juntos a sobreviver pelo mundo.
    Era um grande time, de muitos garotos sonhadores, que ao longo do tempo, foram desaparecendo, cada um para seu lado, criando sua própria vida, sua família.
    Evaldo e Eurico, o Durico da bar Santa Maria, Jorge e Carlos Malcher, o Cacalho, que deus os tenham, irmãos que moravam em frente a sua casa, Catitão, que dava risadas horríveis, Marli, a braba, Nilton Punheta e suas irmãs Regina e Eliana, Sabá, o Paquera, às vezes Tio Vaça, no andar de cima, e seu irmão Tio Carlos, Fernandão, hoje historiador,Agnaldo e Zequinha, morto ao meu lado, por um louco motorista embriagado, dirigindo uma ambulância. Todos meninos entre 16 e 17 anos.
    Que Deus te receba, com uma lousa e alguns problemas para resolver. Ele vai ver que excelente aquisição para os céus, foi você Bigurrilho.

  • Poxa vida! Ensinou matemática para meu filho, não o conhecia mas todos que o conheciam só falam coisas maravilhosas desse mestre! Deus com certeza já tinha preparado um lugar para os que fazem o bem. A família meu abraço de força, de fé, solidariedade!

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