Correios lança emissão postal em homenagem aos faróis brasileiros. Dois são do Amapá

Os Correios lançaram hoje (29) a Emissão Postal Especial “Faróis Brasileiros”, que visa eternizar o registro de faróis como patrimônio e contribuir para o desenvolvimento da consciência marítima nacional. Composta por oito selos, a emissão possui dois faróis da região Norte, dois do Nordeste, dois do Sul e dois do Sudeste.
Da região Norte os faróis são do Amapá: Bailique (foto) e Cabo Orange.

Mais do que um auxílio à navegação, os faróis também podem representar parte da memória de uma nação, da cultura de um país, das tradições de um povo, e da evolução arquitetônica de uma época, razões que justificam a sua preservação como patrimônio histórico e cultural a ser legado às gerações futuras.

Faróis – Sempre buscando horizontes cada vez mais distantes, o homem começou a construir sinais de referência que o permitissem ir mais longe, mas voltar com segurança. Embarcações maiores e mais seguras o levaram cada vez mais distante, sempre com o auxílio de sinais em terra que ainda seriam chamados faróis. Apesar de já existir há muito tempo, a palavra “farol”, como significado de auxílio à navegação, somente surgiu após a construção de um grande sinal náutico em Alexandria, na Ilha de Pharos, no Egito, em 280 A.C. Foi considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Desde então, sinais náuticos construídos em forma de torre e próximos ao mar passaram a ser designados “Farol”.

Na costa brasileira, poucos são os registros históricos conhecidos que comprovem a existência de faróis no período colonial, à exceção do Farol de Santo Antônio da Barra, em Salvador (BA), construído em 1698, após o naufrágio do galeão português Sacramento, com a perda de mais de 500 vidas. A abertura dos portos em 1808 com a transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil, certamente motivou a construção dessa fundamental demanda da Segurança da Navegação, sendo o primeiro deles o Farol Barra, no Rio Grande do Sul, inaugurado em 1820; e o Farol da Ilha Rasa, o primeiro inaugurado após Proclamação da Independência.

Mais do que um auxílio à navegação, os faróis também podem representar parte da memória de uma nação, da cultura de um país, das tradições de um povo, e da evolução arquitetônica de uma época, razões que justificam a sua preservação como patrimônio histórico e cultural a ser legado às gerações futuras.

Sobre a Emissão – Utilizando-se da técnica de pintura digital, o artista Gustavo Ramos destaca oito faróis brasileiros:

  • Bailique – localizado às margens do Amazonas, orienta embarcações vindas de fora da região e canoas de populações ribeirinhas;
  • Cabo Orange – na mesma região, também orienta embarcações ribeirinhas, porém fica localizado em região inóspita, nas proximidades do Rio Oiapoque;
  • Ilha Rasa – primeiro farol construído após a Independência;
  • Moela – farol mais antigo de São Paulo, localizado na ilha de Itamirindiba;
  • Abrolhos: além do farol, nesta composição foram destacadas as baleias Jubarte, que fogem do frio da Antártica para se acasalar e ter seus filhotes nas águas baianas;
  • Calcanhar – na representação, dois banhistas observando o farol localizado na praia do Calcanhar;
  • Chuí: foram destacados dois flamingos chilenos, que fazem parte da reserva ecológica do Taim, localizada na mesma região.
  • Santa Marta: próximo a esta região há uma estrutura geológica chamada “Pedra do Campo Bom” ou “Laje de Jaguaruna”.

Com tiragem de 128 mil selos e valor de R$ 3,00 cada, a emissão estará disponível, em breve, na loja virtual e nas principais agências do País.

(Com informações da Ascom dos Correios)

  • Bom momento para recordar daquele que representava uma verdadeira relíquia instalado na Fortaleza de Macapá, que até hoje ninguém sabe que fim levou. Bom momento para os historiadores e quem sabe o MPF, iniciarem uma investigação para dar pelo menos uma satisfação para as pioneiros dessa terra.

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