Demolição total da casa e de parte da história

Esta casa hoje só existe em fotografia. Foi demolida há cerca de um mês pelo governo do Estado.
Situada na avenida Cora de Carvalho, defronte do Conselho Estadual de Cultura,  ela contava parte da história do Amapá e da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).
Foi construída há mais de meio século para abrigar diretores da empresa. Nesta casa morou, por exemplo, Ivo Torres  quando foi vice-presidente da empresa. Ivo, além de administrador e jornalista, é poeta. Ele faz parte da primeira geração de poetas modernistas do Amapá e foi um dos fundadores da Revista Rumo (que teve circulação nacional), Clube de Arte Rumo (que promoveu grandes eventos culturais) e Editora Rumo, que entre outros editou o livro “Quem explorou quem no contrato do manganês”, de Álvaro da Cunha.SDa bela arquitetura da casa com seus arcos hoje resta apenas um pedaço do que foi um charmoso muro…

cea4… e alguns cacos da parede no terreno que o mato já começa a tomar conta.

cea2A demolição foi feita pelo Governo do Amapá, que ao demolir esta casa demoliu também parte da história.

cea5Vale lembrar que o Conselho Estadual de Cultura levantou a possibilidade  de incorporar a casa ao seu patrimônio e ali fazer um espaço cultural para exposição de artes plásticas, biblioteca, saraus. Os conselheiros naquela época  temiam que um dia alguém tivesse a infeliz ideia de derrubar a casa. Mas não tiveram tempo de avançar nas discussões  pois foram destituídos pelo governador Camilo Capiberibe porque eram indicados pelo governo anterior.

  • A pior demolição é que está sendo feita com o estado. Pena ver prédios que abrigam nossa história indo embora, e que servicinho caro, hein.

  • Esta casa estava abandonada a anos.
    Parabéns !!!
    Creio que o governo deve ter um excelente projeto por lá !
    Eu apoio !

  • Pior do que ver esses governantes acabar com nossa história, é ver gente apoiando tipo dizendo que mal tem de derrubar isso. Típico de gente que não tem nenhum laço com o Estado, ou é apadrinhado da HARMONIA ou da MUDANÇA que defendem esses crimes contra nossa cultura.
    Que Deus nos livre desses governantes incompetentes que querem deixar nosso Estado sem memória do nosso bonito passado (ex: Escola Walkiria Lima derruba durante a gestão da HARMONIA azul e agora esse caso na gestão da MUDANÇA amarela), e nos livre desses ditos “cidadãos” que defendem essa monstruosidade contra nossa cultura.

  • Não sei como ainda não derrubaram a Fortaleza de São José. De repente podem achar que ela tá muito velha. Aqui os governantes não dão a mínima prá cultura. É um Estado sem história

  • Pior foi quando destruíram os afrescos da igreja Jesus de Nazaré, pintados pelo padre Fúlvio Giuliano. Recebi a notícia deste crime artístico pelo professor Munhoz.

  • Precisamos acabar sim com algumas culturas enraizadas no nosso meio! Como por exemplo trocar o voto por benefícios pessoais, “roubou mais fez”, “É dando que se recebe”, entre outra mazelas. Quem sabe poderíamos aproveitar o tal prédio para um exposição permanente das roubalheiras que já aconteceram no Amapá, bem como disponibilizar o curriculum de seus autores, garanto que ia faltar parede!!!

  • Estou curioso, foram pagos R$ 28 mil para meter um trator para derrubar e duas caçambas para carregar os entulhos??
    Demoliçãozinha cara essa hein?!
    Outra coisa, também achei uma grande falta de respeito e desprezo pela história a derrubada deste imóvel, enquanto em outros estados se tenta a todo custo manter a história com a adequação e modernização, preservando a arquitetura original, aqui a solução é meter o trator e jogar tudo no chão.
    Falando em imóveis históricos, gostaria muito que o antigo Fórum, atual sede da OAB, fosse devolvido para o povo e fosse transformado em um espaço de arte e cultura para uso coletivo, alguém ajuda na campanha #devolveOAB??

    • Concordo, vamos nessa campanha. Aliás, OAB, paga alguma coisa para o governo? o prédio foi doado? teve autorização AL?

  • Os governos do psb são especialistas em demolir patrimonio público, acabaram com a SENAVA,com as aeronaves, Escola Portinari, com a saude, com a segurança, com a educação, e como dizia um saudoso personagem da nossa historia ” e por aí a fora”

  • E a escola de música!? Até hoje não foi reconstruída. Cultura não é prioridade para nossos governantes.

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