Cabralzinho, um verdadeiro herói

CABRALZINO, um verdadeiro herói
Por Fernando Rodrigues*


fernandoAo alvorecer do dia 15 de maio de 1895, há 119 anos, a vila do Espírito Santo do Amapá (hoje, cidade de Amapá) era invadida por uma tropa da Legião Estrangeira vinda de Caiena, a capital da Guiana Francesa. Logo era constituída por homens adestrados na guerra, portando armas modernas, e quase sempre homicidas, pervertidos, falsários e traidores que nessa organização militar buscavam refúgio para a ocultação de seus delitos, porquanto para nela ingressar não se exigia bons antecedentes. Ali desembarcou em escales para prender Francisco Xavier da Veiga Cabral, conhecido por Cabralzinho por ser franzino e de baixa estatura. Esse brasileiro nascido na cidade de Belém, após tumultuada e controversa participação na política partidária do Estado, imigrara para a região do Contestado Franco-Brasileiro onde passou a desenvolver atividades comerciais. Fazia parte da junta governativa denominada de Triunvirato criado para garantir a ordem pública e os interesses nacionais, enquanto a França não desistia da extemporânea reivindicação sobre parte das terras da antiga capitania do Cabo do Norte.
Foi como a principal autoridade desse colegiado que Cabralzinho à frente de 14 milicianos empunhando encanecidos armamentos interpelou o comandante dos invasores, o capitão Lunier, e o matou durante luta corporal. Os legionários em maior número reagiram e Cabralzinho e companheiros trocando tiros com eles, recuou para a orla da mata mais próxima para contra-atacar com auxílio de gente que mandara convocar na região dos garimpos. Os inimigos sobreviventes percebendo que poderiam ficar encurralados fugiram, antes assassinaram velhos, mulheres e crianças, decisão cruel e covarde que justificava a índole da soldadesca. Foi tudo muito rápido e se os brasileiros não puderam vingar seus mortos, a Nação Brasileira reconheceu o heroísmo dos que combateram e o governo da República levou a questão ao arbítrio internacional que resultou no célebre Laudo Suiço em 1º de dezembro de 1900, que ratificou o rio Oiapoque como a fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.

*Fernando Rodrigues é professor, historiador e escritor

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  • meu,deixa de min,min me diz qual e a riqueza desse estado qque nao produz porra nem uma para o pais ainda se enche de frscura pow o brasil deveria era dar esse estado morto para os franceses e ai talvez isso evoluice.

    • Ei, filho de uma calanga lava a tua boca pra falar do Amapá ,aqui nós temos as maiores riquezas,onde o mundo todo quer meter a mão,mas nós não aceitamos,pq não queremos viver no meio de poluição e outros Malês, portanto se você aínda respira um bom “ar” e não está sofrendo tanto na pele as transformações climáticas AGRADEÇA A AMAZÔNIA.

    • Muito fácil abrir a boca e defecar além do hálito, com palavras. Difícil mesmo seria estudar um pouco e conhecer a história do brasil.

    • Seu bosta de merda quem é vc? Só deve ser do Sul do Brasil, metido a europeu, mas o português é daqui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! seu pc/filho da puta

    • Nem conheço o Amapá, estudo a história do estado ha vários anos, sei que hoje é um grande produtor de cereais, gado bubalino e pescados, sem contar o delicioso palmito, mas pelo seu português, penso também nem você conhece o Brasil amigo.

      Pessoas igual a tu deveriam morar é bem longe, que tal o exterior.

      Toni.:

  • Boa Noite!
    Sou o Subtenente Jocélio Andrade é como muita alegria que informo-vos,o maior heroi do Amapá, desde 15 de março de 2016, é oficialmente o Patrono do Comando da Fronteira Amapá/34º Batalhão de Infantaria de Selva. Processo que se iniciou em 28 Dez 2012 culminando com a Portaria do Comandante do Exército Brasileiro nº 234, de 15 de março de 2016.

  • Cabralzinho era um Pirata rato d`agua, saqueador, confuseiro, sequestrador, covarde e acima de tudo mentiroso. Náo republicano, náo era amapaense sem amava esta terra. Amava sim, o ouro do Carnot/Calcoene. Era um bandido que morreu em Belem, com uma facada nas costas de um tal de (olha o apelido do cara!) Máo-de-Seda….
    Cabralzinho e`o tipico esperto que [vem de fora] pra ²se dar bem² no Amapa….

    • Corretissimo teu comentario..quem fala que ele é heroi é por que nao conhece a historia …onde algumas foram criadas em cima de inverdades..

  • Tambem concordo com o EDGAR.
    Esta historia la no Amapá também é contada de outras formas, onde o “grande herói” do Amapá nao vislumbra com o que diz o prof. Fernando.
    Ja ouvir na rádio no programa do Nilson Montoril uma historia bem diferente.
    Mas, a historia é isso mesmo, cada um puxa a brasa pra sua sardinha.

  • Não obstante a controvérsia, coberto de razão está o Professor Fernando Rodrigues, acerca dos projetos atuais de nossa elite política, cujo único desígnio parece ser o fomento à mediocridade e ao patrimonialismo. Podem estar nadando em dinheiro (como se tivesse serventia sob 7 palmos), mas estão condenados ao lixo da história.

    Fernando Bernardo de Souza Neto

  • Existe muita controvérsia sobre a atuação de Cabralzinho durante a invasão francesa. Temos que levar em conta que ele fazia parte do triunvirato e as informações sobre o episódio foram repassadas atendendo os interesses da cúpula de poder da Vila do Espírito Santo. A expulsão dos franceses da região do contestado foi resultado de um movimento de resistência da população da vila e não apenas resultado da “coragem” e “patriotismo” de um “herói” com super poderes.

      • Bom dia a todos!

        “Saber argumentar é essencial a qualquer profissional, e é fundamental a todos que querem ser ouvidos.” (Guia do Estudante, 2015).

        Uma boa argumentação passa por uma boa leitura e um perfeito domínio do conhecimento que ela nos traz, proporciona…(grifo nosso)

        Analisando a argumentação (coerência e clareza) e a articulação (coesão), sempre…(grifo nosso)

        Sem e nunca, nos deixando nos envolver, se possível, por emoções…(grifo nosso)

        Se posso contribuir, assim o faço, peço a todos que passem as vistas, nas seguintes obras:

        BENTO, CLÁUDIO MOREIRA (Cel Eng QEMA Ref). Amazônia Brasileira: conquista, consolidação e manutenção (1616 – 2003). In:_____________. 4ª Parte: a defesa, a manutenção e a vigilância da Unidade, da Integridade e da Soberania do Brasil na Amazônia, Contra a Ambição Estrangeira e de sua Degradação por Maus Brasileiros (“Inimigos”). 22 – Intrusão francesa no Amapá em 1895 e o massacre da Vila Amapá. Porto Alegre: Genesis, Academia de História Militar Terrestre do Brasil. p. 173-257;

        SARNEY, JOSÉ; COSTA, PEDRO. Amapá: a terra onde o Brasil começa. In:_________________. República do Cunani. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 1999. Coleção Brasil 500 Anos. p. 151-229;

        MEIRA, SÍLVIO. Fronteiras Sangrentas: heróis do Amapá. Belém: conselho estadual de cultural. 1975.

        MEIRA, SÍLVIO. Fronteiras Setentrionais: três séculos de lutas no Amapá. Rio de Janeiro: Itatiaia. 1989.

        SANTOS, Fernado Rodrigues dos. História do Amapá.

        Pinto, Francisco Rodrigues. Cabralzinho: herói do Amapá, Editora: edição do autor, Macapá/AP, 1998, 65 p. (Cordel).

        Anais do XV Encontro Regional de História da ANPUH 3.

        https://www.facebook.com/GeneralVeigaCabral/

        Por fim há pessoas que apesar de não ter nossas mesmas origens, nos proporcionam com seus exemplos de atitudes, caráter, força de espírito, determinação, inteligência muitas das coisas que temos hoje:

        – Sebastião José de Carvalho e Melo;
        – Joaquim Caetano da Silva;
        – José Maria da Silva Paranhos Júnior;
        – Francisco Xavier da Veiga Cabral;
        – Annibal Barcellos;
        – Janary Gentil Nunes;
        – Augusto Trajano de Azevedo Antunes;
        – Herivelto Brito Maciel…

        Macapá/AP, 14 de fevereiro de 2017.

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