II Feira de Ciências e Engenharia

II Feira de Ciências: Exposições internacionais apresentam projetos ecológicos

Corredores movimentados, estandes recheados de novidades, jovens pesquisadores dedicados nas exposições de suas criações e experimentos. Esse é o cenário da II Feira de Ciências e Engenharia do Amapá, que está ocorrendo na sede do Sebrae Amapá, no período de 23 a 26 deste mês. Além da participação de outros Estados do país, o evento também conta com a presença de estudantes de quatro países: Colômbia, Chile, México e Venezuela.A feira, que reúne novas ideias e aplicações que contribuem para o processo de planejamento de organizações e empresas, levando em consideração, principalmente, a preservação do meio ambiente, está com exposições variadas para todos os segmentos, desde o cultivo de plantas à criações que envolvem robótica.

Projetos

O estudante Francisco Viana, da Escola Profissional Joaquim Filomena Noronha, do Estado do Ceará, trouxe à Feira de Ciências, o projeto de irrigação automático de jardins. Segundo o jovem inventor, a ideia surgiu depois que ele e um grupo de amigos perceberam a dificuldade que o zelador de sua escola tinha para regar as plantas. A partir de então, eles começaram a fazer pesquisas e criaram um sistema de irrigação.

“O sistema de irrigação sensor percebe quando o solo e as plantas precisam de água. A partir dessa informação, o sistema libera água para a irrigação, o tempo é determinado pela necessidade que o solo e a planta apresentam. O projeto, além de cuidar das plantas, também gera economia de água, e é uma forma de chamar a atenção das pessoas para a necessidade de usar sistemas como este, ecologicamente correto”, explicou o estudante, Francisco Viana.

Os estudantes mexicanos, Javier Alejandro Castillo, Emmanuel Ramirez e Mario Santiago, desenvolveram um projeto voltado para o setor iluminação. “O sistema de iluminação inteligente funciona da seguinte forma: a pessoa bate palmas e a luz ascende. Ao repetir a ação, ela apaga. Além do processo automático, a luminária não possui substâncias químicas que prejudicam a saúde e são ecologicamente corretas pela ausência de mercúrio”, elucidou o estudante Javier Castillo.

Com projetos voltados para a área ambiental, os estudantes de todas nacionalidades presentes demonstraram que estão preocupados e dispostos a reverter o quadro que afeta o meio ambiente, através de projetos inovadores e pesquisas.

A estudante chilena Isadora Rodriguez trouxe para a exposição uma planta nativa do Chile, (lageria rosea), conhecida como trepadeira, não tem uso medicinal, mas é muito comercializada para ornamentação de jardins. A planta está ameaçada pela dificuldade que tem de se reproduzir. “A ideia de nosso projeto é identificar locais adequados para propagar o plantio. A mesma cresce mais rápido em substrato que contém a folha da terra turfa”, observou.

Reaproveitamento de resíduos também é um dos temas apresentados na feira. “Aquilo que, antes, era considerado um resíduo, pode ser transformado em um bem de consumo, outros produtos por exemplo. Isso é colocar a sustentabilidade em prática de forma ecológica”, explicaram os idealizadores do projeto, os colombianos Diego Andres Nuñez e Juan Carlos Vergara, do Colégio Santa Fé, da cidade de Valledupar.

(Secom/GEA)

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