Leandro Távora – A inflação não é um problema exclusivo do Brasil, a Europa é logo ali

A inflação não é um problema exclusivo do Brasil, a Europa é logo ali
Por Leandro Távora

Eu começo minha 15ª coluna neste site, pedindo desculpas, caro leitor, por minha ausência durante algumas semanas. Minha família e eu, saímos de férias e como é de praxe, eu sempre trabalhei normalmente sempre que me ausentei de meu domicílio, mas desta vez, viajando com 3 crianças, a história não seria a mesma.

Estive na Europa em novembro de 2021 e agora, em junho de 2022, retornei para comemorar o aniversário de casamento dos meus sogros. E o que percebi, logo ao aterrissar, é que a inflação, como muitos acreditam, não é um problema exclusivo do Brasil. A verdade é que o nosso país sofre com uma inflação congênita, é fato, e que de tempos em tempos reaparece para aterrorizar os cidadãos.

Ocorre que diante do cenário mundial envolto pela pandemia da COVID-19, e agora com a guerra Rússia X Ucrânia, que comprometeu completamente a cadeia de abastecimento, principalmente de energia, os países da Zona do Euro, assim como os EUA, se viram envoltos na maior inflação registrada desde 1979 – início da série histórica – com incríveis 8,1% registrados em maio, acima das expectativas de 7,7% e 4 vezes maior que a meta que era de 2%.

Diante disso, a ideia do Banco Central Europeu de que pequenos aumentos nas taxas de juros surtirão algum efeito diante dessa escalada na inflação, ficou visivelmente impactada. O receio agora é que a escalada dos preços – não só os da energia – entrem em uma espiral difícil de controlar. No dia a dia, é possível perceber nas gôndolas, entradas de passeios, a elevação dos preços – apesar de achar que mesmo pagando em euro, os preços são infinitamente menores comparados aos do Brasil.

O Banco Central Europeu anunciou que começaria uma elevação de juros em julho e que novas séries de alta aconteceriam em novembro também. O BCE realizou uma reunião extraordinária no dia 15 para discutir o cenário macro atual.

Também no dia 15 o Federal Reserve – FED – banco central americano elevou 0.75pp a taxa de juros americana, movimento esperado pelo mercado. Nas últimas semanas, as bolsas tem sofrido bastante com a perspectiva de um aumento de juros maior do que o esperado e com os resultados da inflação acima do projetado.

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