Lixo hospitalar no passeio público

Funcionários da empresa fazendo a remoção do material após a notificação

Fiscalização de rotina da Prefeitura de Macapá encontrou hoje na calçada do Hospital Alberto Lima  lixo contaminante como seringas, agulhas e luvas usadas.
Os fiscais da Prefeitura notificaram a direção do hospital e a empresa Bernacom, responsável pela limpeza e manutenção do hospital.

Os fiscais ressaltaram que a  Norma 307 da Anvisa determina que o descarte de resíduos hospitalares deve seguir métodos específicos e rigorosos devido ao perigo de contaminação tanto para as pessoas quanto para o meio ambiente. Após a notificação, funcionários da empresa fizeram a remoção do material.

  • Fico estarrecido com notícias dessa natureza, em pleno século XXI. Porém, o que mais causa surpresa é a Administração do HCAL afirmar que “a culpa é dos moradores de rua”.
    Ora, cadê o PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos em Serviços de Saúde)?
    O PGRSS é o documento que organiza e determina os procedimentos (metodologia) a serem efetuados nos RSS (Resíduos de Serviços em Saúde), o qual cumpre o que determina as Resoluções 306/307 (ANVISA), 358 (CONAMA), NR-32 (MTE), as normas da ABNT e outras normas pertinentes.
    No PGRSS do HCAL “deve?!” constar:
    (1) IDENTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS.
    (2) SEGREGAÇÃO DOS RESÍDUOS (de acordo com a sua classificação (Grupos: A (e seus subgrupos) , B, C, D e E). .
    (3) MANUSEIO E ACONDICIONAMENTO.
    (4) ARMAZENAMENTO INTERNO (TEMPORÁRIO).
    (5) COLETA INTERNA.
    (6) ARMAZENAMENTO EXTERNO (ABRIGO DE RESÍDUOS).
    (7) COLETA EXTERNA.
    Os itens enumerados acima são, por norma, obrigatórios. Logo se conclui que “falta responsabilidade”, aos envolvidos (responsáveis) pela atividade.
    Surge, então, “uma dúvida”. Será que existe alguma preocupação, pelos gestores, com os que “laboram” na atividade, referente a “SAÚDE E A SEGURANÇA OCUPACIONAL”? Bem como, periodicamente, promovem “TREINAMENTO E EDUCAÇÃO CONTINUADA”?
    Acredito que o Ministério Público Estadual, através do Setor Ambiental, deveria “denunciar” tanto a Administração do Hospital (que é responsável pela fiscalização das Empresas), como as Empresas que são “pagas” para executar um serviço seguro e de qualidade.
    “O “PÉSSIMO” GERENCIAMENTO DOS RSS, TAMBÉM, OCORRE NAS OUTRAS UNIDADES DE SAÚDE DO ESTADO. COM UM AGRAVANTE: HÁ MUITOS ANOS”.

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