Um jacaré no centro da cidade

Jacaré de mais de dois metros é encontrado no centro da cidade
Joel Elias, especial para o blog

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 Porto Velho (RO) — Um jacaré de mais de dois metros de comprimento foi encontrado morto por moradores do bairro Mocambo, um dos mais antigos de Porto Velho (RO) no cruzamento da travessa Mamoré e Jacy-Paraná. O réptil chegou até a área que fica próxima ao Centro de Porto Velho, com a subida das águas do rio Madeira.

O surgimento de animais próximo às residências tem sido constante com a subida do nível do rio desde o início de fevereiro. Moradores das áreas alagadas relatam que já encontraram várias cobras (sucuris e jiboias, principalmente) e jacaré rondando as casas, mas até o momento não há registro de ataque às pessoas.

De acordo com biólogos, a hipótese mais provável é de que o jacaré tenha morrido por causa da água contaminada. Vários peixes também já foram vistos boiando mortos em vários locais da cidade. A contaminação é provocada pela mistura da água do rio com as das fossas.

Outro problema que permanece com a cheia do rio Madeira dentro da área urbana de Porto Velho são as doenças infectocontagiosas como leptospirose, meningite, entre outras enfermidades advindas da fétida e contaminada água que tomou conta das ruas dentro do Centro da cidade.

Nesta terça-feira, 11, a cheia histórica do rio Madeira chegou a cota de 19,02 metros, segundo dados repassados pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) à Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (CMDC). Já são mais de duas mil famílias desabrigadas (cerca de oito mil pessoas) alojadas em 43 abrigos em escolas, igrejas, clubes de serviços, entre outros.

Prejuízos
A cheia histórica levou o prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, a decretar estado de calamidade pública. Vários distritos da região do Baixo e Médio Madeira estão debaixo d’água. O prefeito encontra-se em Brasília, onde foi defensar junto ao Governo Federal, o reconhecimento do estado de calamidade pública.

Na avaliação do prefeito, os prejuízos causados aos setores público e privado justificam o estado de calamidade pública, pois somente na agropecuária as perdas já somam R$ 978 milhões. Os estragos em 31 prédios públicos ultrapassam os R$ 100 milhões e o setor privado já contabiliza mais de R$ 300 milhões.Os números são atualizados diariamente.

O secretário de Planejamento e Gestão do município, o amapaense Jorge Elarrat Canto, afirma que ainda é prematuro dimensionar o valor do prejuízo ao município e à iniciativa privada causados pela enchente, mas que o prefeito Mauro Nazif está preocupado em planejar a reconstrução da cidade e das localidades atingidas, por isso busca o reconhecimento do estado de calamidade pública por parte do Governo Federal. Desta forma, a prefeitura terá recursos para investir.

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