Eliane Brum lança hoje seu novo livro: Banzeiro Okòtó, uma viagem à Amazônia Centro do Mundo

É hoje, a partir das 19h30, o lançamento do novo livro da jornalista, escritora e documentarista Eliane Brum:  Banzeiro Okòtó, uma viagem à Amazônia Centro do Mundo. O lançamento será na plataforma Manifão (www.manifao.org), que é uma plataforma de manifestação interativa, mas dá para assistir também pelo youtube da Cia das Letras.
“Será um lançamento-manifesto-denúncia-encantaria-luto-e-luta pela Amazônia, reXistência.  Vou receber convidados da floresta e gente que luta pela floresta“, diz a escritora.

Entre os convidados estão Juma Xipaia e Marcelo Salazar diretamente da COP 26, Antonio Nobre, o maravilhoso cientista da Terra, Raimunda Gomes, ribeirinha da Terra Prometida e entidade da floresta, Erasmo e Natalha Theofilo, de seu refúgio onde se abrigam com as crianças para não serem mortos, Talita Sena, da juventude amazônica do Médio Xingu, Maria Francineide, pescadora do Xingu expulsa por Belo Monte, parte do Conselho Ribeirinho, Daniela Silva, ativista feminista dos movimentos negro e ambiental. E ainda Lorena Curuaia, da Volta Grande do Xingu, entrando ao vivo da manifestação de protesto contra a mineradora canadense Belo Sun Mining que avança com seu projeto de mineração de ouro.

O livro

Eliane Brum mescla relato pessoal e investigação jornalística para escrever um livro urgente de denúncia e em defesa da Amazônia, lugar que adotou como casa e de cuja luta pela sobrevivência participa ativamente.

Escritora, jornalista e documentarista, Eliane Brum faz um mergulho profundo nas múltiplas realidades da maior floresta tropical do planeta. Com quase 35 anos de experiência como repórter, há mais de vinte ela percorre diferentes Amazônias. Em 2017, adotou a floresta como casa ao se mudar de São Paulo para Altamira, epicentro de destruição e uma das mais violentas cidades do Brasil desde que a hidrelétrica de Belo Monte foi lá implantada.

A partir de rigorosa pesquisa, Brum denuncia a escalada de devastação que leva a floresta aceleradamente ao ponto de não retorno. E vai mais além ao refletir sobre o impacto das ações da minoria dominante que levaram o mundo ao colapso climático e à sexta extinção em massa de espécies. Neste percurso às vezes fascinante, às vezes aterrador, a autora cruza com vários seres da floresta e mostra como raça, classe e gênero estão implicados no destino da Amazônia e da Terra.

Um livro imprescindível para quem tem a coragem de buscar respostas para o tempo de urgência que vivemos, escrito por quem não teme se arriscar para buscá-las. (Companhia das Letras)

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