Aos 73 anos morre em Belém ex-secretário da Educação do Amapá

O dia amanheceu triste e uma forte chuva desabou sobre Macapá confundindo-se com as lágrimas de tantos amapaenses que choram a partida do professor João Bosco Rosa Ferreira.

Aos 73 anos de idade, Bosco faleceu na madrugada de hoje no Hospital Adventista de  Belém. O corpo está sendo velado na Capela Matriz de Icoaraci (PA) e o sepultamento será amanhã, 8, no cemitério de Santa Izabel.

Culto, alegre, brincalhão, solidário, deixa seu nome gravado em letras de ouro na história  da educação, cultura, resistência – e até do jornalismo – no Amapá.
Foi meu vizinho durante décadas. E como lembra a minha irmã Alcilene, no Repiquete, “sua casa era sempre cheia de alegrias, amigos, música, serestas, políticos e política. Em alguns momentos era quase um bunker da oposição. Mas principalmente, era cheia de simpatia, cultura e afeto.”

Foi na casa de Bosco que vi (na década de 70) pela primeira vez o mago do violão Sebastião Tapajós tocar. Os dois eram grandes amigos.

Professor dos mais queridos, Bosco lecionou e dirigiu várias escolas, lutou pela criação da Universidade Federal do Amapá e foi secretário de Estado da Educação. Foi na gestão dele que aconteceu a primeira eleição para diretor de escola. A iniciativa não foi da Seed, foi dos professores da Escola Integrada de Macapá (antigo GM), mas foi abraçada por ele.

Foi diretor executivo do Senac e na época incentivou os jornalistas a criarem seu sindicato. Disponibilizou uma das salas do Senac para as reuniões, com direito a cafezinho e orientações. E foi lá que foi fundado o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá na década de 90.

De cultura invejável, Bosco foi, por vários anos, membro titular do Conselho Estadual de Cultura. Tive a honra de fazer parte deste Conselho ao lado dele.

Neste momento, da minha janela, olho a casa onde Bosco morou por muitos anos e onde vivem seus filhos. A chuva agora deu uma trégua. Ergo os olhos para o céu e peço a Deus que receba João Bosco Rosa Ferreira na Luz e conforte o coração dos familiares e amigos.

  • Obrigado Alcinea extensivo agradecimento à Alcilene, pelo carinho e reconhecimento do homem, profissional, pai, amigo e vizinho. Meu amado pai com seu pragmatismo enfrentou com muita tenacidade essa doença que ô consumiu, sucumbiu, mas deixou um legado único de honradez e referência de luta pela educação no estado do Amapá. Muito obrigado!!

  • Néa, eu também estive algumas vezes nessa casa.O Bosco era uma pessoa admirável; um excelente papo e uma simpatia împar.O Amapá perdeu um grande professor, educador e figura humana de qualidades invejáveis.
    Vá em paz, amigo.

  • Néia, você me emociona. Sentirei saudades, e imagino você, que tem o privilégio de olhar a casa diante da sua, e relembrar quão bom caráter, prestativo, amigo, alegre, educado, gentil… era o nosso vizinho “seu Bosco”. Lembro-me, das inúmeras vezes que com o seu cachorro pastor alemão, por nome Rolf, socorreu eu e meus irmãos, com medo de ladrões. Referência de infância, foi o vizinho “seu Bosco”. Deus console a família, Dona Odete e os amigos!!

    • Que lembranças gostosa minha vizinha, obrigado pelo carinho e respeito pela figura de meu amado pai.

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