As velhinhas e vovôs de mãos santas e mágicas

Há algum tempo em suas andanças atrás de notícias, o meu amigo jornalista Sílvio Souza  foi bater no bairro Novo Horizonte e lá viu este anúncio na frente de uma casa. Fotografou e mandou pra mim.
Revendo hoje a foto, lembrei de uma vizinha chamada Otília que curava rasgadura nas costas. Com uma linha branca enfiada numa agulha, ela fingia que estava costurando enquanto fazia uma oração. Terminada a reza, colava um emplastro Sabiá (lembram?)  na costa rasgada e mandava que só fosse tirado quando começasse a coçar. E dava certo, viu?
No meu bairro da Favela (hoje chamado de Centro) moravam, além de Otília, outras pessoas de mãos santas, das quais lembro agora Zeca Caiana, “Tio” Congó, Antônia Mangabeira, Seu Zuza, Dona Maria Sabiá, Antônia Duarte, Antonio Lopes e  “Tia” Maria Grande.

(Falar em seu Zuza, lembrei que minha irmã Alcilene quando era criancinha queria ter como bichinho de estimação um filhotinho de onça. Seu Zuza prometeu e… Outro dia eu conto essa história)

Quem nunca conheceu uma velhinha ou teve um avô ou vizinho de “mãos mágicas” que rezava em cima da rasgadura, “puxava” barriga de grávida e dava jeito em pé desmentido? Se você teve, conte aqui no blog na caixa de comentários ou mande para o email [email protected]
Vamos contar a história dessas pessoas de mãos santas.

  • ‘Criolo Branco: o cara dos DESMENTIDOS’

    – Conheci o “Criolo Branco”, que morava próximo da sede do SINSEPEAP, no bairro Central. Ele deu um jeito no DEDÃO da mão direita que ficou DESMENTIDO. O “Criolo” não refrescou e quase me fez MIJAR na calça. (Kkk).

    – Esse episódio do DEDÃO DESMENTIDO ocorreu em 1989 num acidente doméstico. Como morava no bairro do Laguinho [ao lado do INSS], só atravessei as CASAS BANCÁRIAS do Banco do Brasil, na Rua General Rondon, e fui até a casinha do “Criolo Branco”.

    Infelizmente, o “Criolo Branco” faleceu e ficou apenas a lembrança da sua casinha na Av Raimundo Almeida da Costa.

    Vamos Pra Frente!!!

    |Sex 15 Mai 20|

    Obs.: Gostava de CONVERSAR com “Criolo Branco” e saber de suas histórias de vida e aventuras. Segundo ele, veio das ‘Antilhas Inglesas’ e atravessou para o lado brasileiro via Guiana Francesa pelo rio OIAPOQUE. Uma pena NÃO se ter nenhum REGISTRO oficial da história do “Criolo Branco”. Ele foi um dos PIONEIROS do Amapá. Criolo foi para o papai do céu e levou para a ETERNIDADE muitas histórias interessantes na memória, que jamais serão reveladas. Que Deus o tenha num bom lugar. Amém!

  • Linda lembrança Alcinea. Na minha infância conheci várias pessoas que tinham as mãos abençoadas como minha avó Santa. Tinha uma fé em tudo que ela fazia, que bastava que ela passasse uma banha de algum bicho ou a raspa de alguma casca que já me sentia melhor.

  • Em Portel – PA tem a minha tia Irá, que ficou regionalmente conhecida após ter a brilhante sacada de começar um serviço de “puxar” na frente de onde ficam os principais campos, quadras e arenas da cidade, o pessoal saia todo quebrado direto do campo pra lá.

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