Há 46 anos

A Rádio Equatorial foi desativada pela ditadura no dia 17 de junho de 1964. Segundo o historiador Edgar Rodrigues, para fechá-la o governo federal alegou “irregularidades na formação da sociedade”.
Você lembra dessa rádio? Era ali pertinho de onde é hoje a Praça Nossa Senhora de Fátima. Meu pai, o jornalista Alcy Araújo, era um dos diretores.

Em tempo: Esta rádio fechada pela ditadura não tem nada a ver com a  Rádio Equatorial do empresário José de Matos Costa, o Zelito.

  • Saudades dessa rádio, sempre aparece um espírito maligno pra acabar com alguma coisa útil a população.

  • Lázaro, perfeito! Só acrescentaria que a Equatorial importou alguns locutores, como: Carlos Cidon, Jorge Gonçalves e Lombardi, cujo pré-nome não lembro mais. E, realmente, tinha um som maravilhoso!
    Um abraço.

  • CAUSOS DE MACAPÁ: Quando a Equatorial estava na fase experimental, o Fernando Dias (ex-colega de CEA) era o locutor e resolveu levar o Maracatú da Favela para apresentar seu samba enredo na emissora. O Fernando, entrevistando o Vagalume, perguntou-lhe: Como está a escola para o Carnaval, Vagalume. Ele respondeu: “A escola tá bem, agora o pessoal do boêmios anda falando que ainda não pagamos as costureiras, P…. ísso é sacanagem!” Naquela época da censura braba, que não se podia falar pornografias em meios de comunicação, o Fernando correu e levou o microfone para o meio da bateria.

    • Alo, Adelmo.
      Sua história sobre o Vagalume me lembrou outra, contada por jornalistas. Essa história (não lembro quando aconteceu) me foi contada em 1974. Na época, eu participei de um curso sobre jornalismo promovido pelo extinto Jornal do Povo (do Edson Franco), nas dependências do Ginásio Castelo Branco. Não se é folclore, mas vamos à ela. A história se passou numa partida de futebol no estádio Glicério Marques, entre o Macapá e outro time que não lembro agora. O narrador era o Sales Lima (não sei se a emissora era a Difusora ou a Educadora). Em um determinado momento houve um rebuliço e o Sales Lima narrou mais ou menos assim:
      “Senhores ouvintes, está havendo uma confusão lá pela área do Esporte Clube Macapá, vamos chamar o nosso repórte de campo Anacleto”. E o Sales chamou: “Alô, Anacleto, o que é que está havendo aí na área do Esporte Clube Macapá”. E o Anacleto devolveu: “Porrrraaaaaada, Sales”. Imagina isso numa época em se usava palavrão de forma mais comedida e, mais ainda, ao vivo, num microfone de rádio.

  • Oi Néa…
    Ela começou nessa casa mesmo, depois ficou apenas o trasnmissor funcionando la.
    Me lembro muito bem da Rádio Equatorial sim
    Era a ZYD 11 – Rádio Equatorial de Macapá – pertencia a SATRA (Sociedade Anônima Técnica de Rádio do Amapá) esse era o nome da Sociedade.
    Era uma sociedade formada por técnicos do serviço de telecomunicações do Governo que, nas horas de folga iam pra lá.
    Ela operava em ondas médias na frequência de 1.490 quilocíclos na banda de 201 metros, com um trasnsmissor “Phillips” de 250 watts e tinha uma qualidade de som HI FI (alta fidelidade) realmente era um som espetacular. “O melhor som da cidade”.
    Entre os sócios além do Tio Alcy, me lembro do Remy Rego Barros (técnico), Arinaldo Gomes Barreto(técnico) (irmão da Niná Barreto Nakanishi e pai do Dep. Lucas Barreto); “seu” Agenor Rodrigues de Melo ( ele trabalhava na Radional, era meu vizinho quase defronte de casa na Presidente Vargas – ele morou naquela casa em que depois residiu o Dr. Geraldo Telles e a professora Eudóxia, ao lado da casa da professora Predicanda); o Sr. Manoel Joaquim Esteves Rodrigues (irmão do delegado Teobaldo pai Teobaldo Filho e da Rosa Souza – professora de Educação Física); o Zelito, também era sócio; o José Maria de Barros; “Seu” Pepe
    Esses que eu me lembro.
    A discotecária era a Osvaldina Figueira que depois foi também locutora e discotecária da Rádio Difusora de Macapá.
    Me lembro bem do prefixo musical que era “Exodus” com a orquestra de Ferrantti & Teatcher (ainda tenho essa música em meu acervo musical – muito linda – qualquer dia eu a toco num outro blog que estou pretendendo lançar ).
    O diretor artístico era o José Maria de Barros.
    Ainda cheguei a fazer o programa estudantil “A Voz Estudantil da Escola Normal”, do Grêmio Literário e Cívico “Barão do Rio Branco”, se não me falha a memória.
    Inicialmente ela funcionou na Av. Pe. Julio Maria Lombaerd, defronte da SEVEL.
    Depois – devido o retorno da radiofreqüência na mesa de som, que provocava interferência no som – o estúdio foi transferido pra frente da padaria do Sandó na Rua José Serafim (atual Tiradentes) e posteriormente ocupou aquela residência próxima à antiga Fábrica Amapaense, bem de canto, hoje defronte da Casa de Homeopatia.
    É isso aí, nossa…escrevi até demais.
    Grande abraço

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