Chá da tarde

FRAGMENTOS
Rocha Filho Poeta Ribeirinho

São tantas palavras estacionadas,
Feito um jogral, do desentender,
Pedindo que se arrume em frases,
Zombando a inspiração, do acontecer.

Silabiar mecenas, sempre que se queira,
Numa desordem de ajuntar bem separado,
Tentando ler o quê? Que nunca me diz nada,
Mantendo o entendimento, então, aprisionado.

As letras que se abraçam as tantas inverdades,
Vão se perdendo, marolando, aos mares da solidão,
Num trote que parece até não chegar nunca,
Aos descaminhos, que vão dar no coração.

Mas quando se arrumam sobre o papel,
Desdizem, enfim, o apalavrar que se fizer,
Enquanto se estilhaçam noutras notas, loucas,
Do amor, que quero até falar, quando puder.

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