Do livro Ave Ternura

De Alcy Araújo (1924-1989)

“Uma lua sonâmbula espia pela janela os meus olhos molhados de olhar. No cinzeiro, uma ausência impede esquecimentos, sinto uma vontade imensa de gritar dentro da noite, de pedir uma aurora sem vínculos e sem saudade. E essa lua enorme espiando lembranças que doem como espinhos. E este relógio tic-tac-ando recordações. Ninguém vem orvalhar esta falta de azul. Os olhos molhados queimam, o coração queima, o luar queima. E esta insônia, meu Deus, acendendo trevas em meu tédio.”

  • Pherissima!
    Poemas que estimulam o entendimento emocional do leitor … poemas que são atemporais…como os sentimentos!

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