Um poema de Joãozinho Gomes

Belíssimo esse poema do Joãozinho Gomes ao saudoso poeta Isnard Lima, meu compadre de água bentas.

Ébria antemanhã
Joãozinho Gomes

A Isnard Lima Filho

Madrugada febril
ébria antemanhã
que a meu brio se inebria
que me breia ao breu
do embriagado mês de abril
hábil mês de abril
que se abre ao bar do Abreu
ao bardo que eu venero
bardo que idolatro
e entre litros o soletro
e não me sinto
neutro ante o seu cetro
e não me sinto
outro ante o seu trono
e não me sinto
outono ante os insetos.

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