Deputados cobravam “royalties”?

Afinal, os deputados cobravam ou não “royalties” por cada carga de minério que era exportado do Amapá?

Em depoimento ao Ministério Público – que investiga a denúncia –  um diretor de mineradora disse que alguns parlamentares  cobravam  de R$ 90 mil a R$ 225 mil por cada carregamento de minério que sai do Amapá.

No dia 18 de maio, o jornal “O Globo”, na coluna “Panorama Político”, publicou a seguinte nota:

A Polícia Federal e o Ministério Público investigam um esquema de pagamento de propina de mineradoras para deputados estaduais do Amapá, estado rico em manganês e ferro. A denúncia foi feita pelo diretor da Ecometals Mineradora, Paulo Chedid Lisboa. Disse ele ao MP: “Para cada carga de minério é feito pagamento para deputados na Assembleia Legislativa. São dez dólares por tonelada. Tá no contrato, mas não dessa forma”.

Na semana passada foi a vez do Jornal do Dia, de Macapá, abordar o assunto em reportagem especial. Não li o JD. Não sei de que forma o assunto foi abordado. O que sei é que os deputados ficaram revoltados com a matéria e cobraram explicações do Jornal e ameaçaram processar jornal e jornalistas. E convocaram o diretor da mineradora Ecometals, Paulo Lisboa, para uma sabatina na Assembléia.

Paulo Lisboa está sendo sabatinado neste momento pelos deputados. Ainda há pouco, em entrevista ao programa “O Estado é Notícia”, na rádio Antena 1, o presidente da AL Jorge Amanajás, disse que Lisboa nega que qualquer deputado tenha feito cobrança de “royalties”. De acordo com Amanjás, o diretor da Ecometals, Paulo Lisboa, acusou o Jornal do Dia de querer chantegeá-lo e extorqui-lo.

No Twitter

Você pode acompanhar o que está rolando agora na Assembléia seguindo o deputado Camilo Capiberibe (@camilo40) no twitter.

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